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domingo, 27 de junho de 2010

Imaginação!

O que sei da física e dos físicos é muito rudimentar. Isto não impediu que desde jovem me encantasse por Bretrand Russell – A Perspectiva Científica ou lesse Reflexões Filosóficas sobre Albert Einstein ou sua obra Como Vejo o Mundo, e ainda caminhasse nas elucubrações de Wrener Heisenberg em Física e Filosofia. Na verdade o que mais me apaixonei foi a pessoa do Albertinho – eu gostava de colocar na porta de meu armário, quando ainda adolescente, a sua equação E=cm2 (2 ao quadrado). E cheguei a pensar em trilhar pelo mundo da física ou da matemática. Ah, ia dar tudo errado! Um tempo atrás lá pelos anos 80 passei dois anos ouvindo as maravilhosas aulas do físico Luiz Alberto de Oliveira, em casa da artista plástica Marília Kranz, reflexões sobre a física quântica – nós fazíamos parte da Universidade Livre, RJ. Um tempo de muita riqueza intelectual e liberdade criadora num mundo injusto e cruel em sua sombra tenebrosa! E que em nada mudou, apenas o foco.

“A imaginação vale mais do que a ciência”, palavras de Eisntein. É aí que eu quero chegar. Gosto de imaginar! Entre tantas coisas, sempre imagino um Paraíso Eterno, depois que partimos para outra realidade que nem podemos conceber, porque nada sabemos, entretanto onde imagino, traquilamente, irei encontrar uma quantidade significativa de pessoas que conheci e tantas outras que apenas fizeram parte de minha historicidade, e nisto perco a conta. Um estado de consciência plena. E nesta história de Paraíso eu pretendo entre outras mil coisas aprender violino ou violoncelo (para o inferno é que eu não vou, porque nem sei onde fica e nem me ocupo em querer saber). O certo é que tenho sensibilidade musical, mas sou uma negação por ter o mais rude e elementar dos ouvidos, o que não impede amar intensamente a música, em especial, a erudita – clássica. Quando eu morrer, isto é, quando eu mudar de plano de vida, já conversei com o Criador, espero ter um cantinho para me acomodar e ficarei feliz aprendendo música, violino ou violoncelo, isto como Ele achar melhor – afinal é o Criador quem sabe o melhor para as criaturas. Não entrarei nas elucubrações sobre o como da existência do Paraíso e da vida eterna. É assunto indiscutível para mim – pessoa intuitiva, mística e liberta que não pensa o inimaginável, apreende apenas - visão que ve sem nada ver. Cada qual com seu cada qual.
Interessante é que não me interessa imaginar com é o Paraíso (nem o de Dante, em falar nele, o seu Inferno é muito instigador!). Só sei que chegando ao Paraíso é que saberei possivelmente o que não sei, mas se nada existir do que a minha visão imagina, nada perdi. E em existindo estarei sendo. Ótimo! Estarei feliz como agora saboreando a vida da imaginação, e já articulando conversas que terei com Albertinho sobre o violino dele. Caramba, muito legal viver hoje, aqui, agora e saber sendo em absoluta consciência amanhã, sem conceitos de espaço e tempo!
Já que é noite, boa noite, caros amigos/as!
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E que o Brasil ganhe do Chile !
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3 comentários:

Mozilene disse...

Olá Martha,
depois que foi comentando sobre seu blog, no último encontro do grupo, na quarta-feira, fiquei curiosa e vim saborear os belos textos. Fui logo recebida pela "Imaginação". Que alegria, hein? Imaginação... ingrediente tão essencial à arte, à vida. Liberdade criadora inerente ao ser humano. Uma dádiva!


Voltarei mais vezes aqui. E, também, ao grupo de estudos. Até breve.

Alegrias,
Mozi.

Anônimo disse...

Martha adorável!

que coisa mais espetacular esse seu texto!!!
Amei!!
Cada dia mais mais apurada na sua doce e encantadora sensibilidade!
Vou levar seu lindo texto!!
Linda semana!
beijos
denise

Anônimo disse...

Mozi querida!

que alegria te ver aqui!!!
Sim, não deixe de se encantar na sensibilidade criativa de Martha e também continue nos prestigiando com sua doce e suave presença!
beijos
denise