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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012 em criatividade

Martha Pires Ferreira

Jargão astrológico para o público em geral mais parece bula de laboratório farmacêutico que reais informações, e servirá apenas para os estudiosos de Astrologia. Aqui me dirijo a todos indistintamente. Não custa, entretanto, pincelar para o observador as riquezas, simbólicas do Zodíaco, observadas. A linguagem da Astrologia tem medições celestes matematicamente traçadas. Com a física quântica sua leitura epistemológica passa a ser possível e cada dia mais compreendida por aqueles que vêem conexão do Céu com a Terra
Os astros dispõem, mas não impõem;
“Astra inclinant, non necessitant”.

O planeta Plutão, senhor dos infernos, devastador, renovador e abundante em riquezas percorre o signo de Capricónio e nos convida a todos moradores deste planeta Terra, em que habitamos, a darmos atenções maiores à Mãe Natureza, às forças que emergem das profundezas da natureza, sejam elas, minerais, vegetais e animais. Mais consciência da capacidade de trabalho e realização pessoal. As novas gerações trarão novas posturas para melhor realização e elevação dos valores essenciais à utilização dos bens terrestres. A nova geração renovará a face da Terra. Plutão há 248 anos esteve nesta posição.
Netuno, o mais enigmático dos astros, toca o universo sutil, a intuição. Poderá conduzir seus navegantes aos abismos e devaneios ilusórios ou elevar à transcendência, ao refinamento existencial. Este planeta passará por Peixes, seu signo dominante. O elemento água transbordará em emoções, fantasias e percepções quanto aos mistérios da criação. É simbolicamente associado aos venenos, drogas, abusos medicamentosos, assim como aos vinhos e bebidas refinadas. As artes plásticas, cênicas, música, cinema e TV, fotografia e tudo o que possa ser fonte de imaginação estará presente e manifesto. A sede de transcendência, a espiritualidade. A partir de 2012, Netuno percorrerá o signo de Peixe depois de 164 anos. Novo ciclo.
Uranos, o planeta da imprevisibilidade, irreverência e surpreendente em criatividade. Eletro-magnético, socializante e anárquico percorrerá o signo de Áries, regido pelo fogo, por sete anos. Sinaliza renovação da energia vital do planeta Terra; coragem e inovação, vigor físico e mental, liberdade e impulsividade como a beleza da primavera em flor. Nova face, novas seivas, novos frutos, novas idéias, novas possibilidades. O Novo como revelação. Espera-se mais alteridade, humanidade fraterna. O ciclo de Uranos, 84 anos.

Saturno, senhor do tempo, percorrerá o signo de Escorpião por dois anos e meio nos mostrando, mais uma vez, a importância da morte e ressurreição. O que é obsoleto e inerte; enrijecido e decadente apodrece sem sustentação. Provocará conscientização e renovação dos valores essenciais à vida. Austero em severidade e crua realidade (falando sempre de modo sintético), Saturno sinaliza amadurecimento para o povo de Deus, que somos todos nós, igualitariamente, sem exclusões de filiação natural. Viemos da mesma fonte criadora e esta consciência se fará mais lúcida e objetiva. Este astro percorrerá em seguida os signos de Sagitário, Capricórnio e Aquário, onde fará nos anos vinte, um aspecto celeste importante com o planeta Júpiter; senhor da justiça, ordem, ética, expansão e elevação cultural em todas as dimensões. Aquário rege o ar, as idéias, os grandes projetos científicos e humanitários onde não cabem exclusões. A História não se faz num dia, mas é a cada dia que tecemos a História.
Os astros em movimento contínuo em torno do Sol; Mercúrio, Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno, Uranos, Netuno, Plutão, Asteróides, Cometas e tudo o que forma e é novo, encontrado no nosso sistema, faz parte de grandeza existencial; somos o Cosmo em sua totalidade.
Repito: sinalizados pelo Arquiteto Celeste assistimos as mais radicais e espantosas transformações necessárias para a evolução da espécie humana – trabalhemos pela aproximação dos opostos, assim estaremos cada vez mais caminhando para a Era de Aquários, Era do Humanismo, Era da Igualdade fraterna, Era Paradisíaca, utópica, aqui no planeta Terra é possível em nosso imaginário e realidade, basta ouvir a natureza em sua magnitude. Criamos e engendramos com todo o Universo.

Os covardes, os dúbios, os pusilâmines, os tramoiteiros, os cínicos como ratos de bueiros que se cuidem. Trigo e joio têm destinos distintos.

Com a tocha da plena atenção, bem acesa, saibamos atravessar com beleza e altivez este tempo histórico riquíssimo para a completude da criação - humana e divina -
Unus Mundi.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Reflexões - 2011/ 2012 - delírios meus

Martha Pires Ferreira
A espécie humana caminha na “noite escura” tomando as palavras do sábio e místico João da Cruz, séc. XVI. Mergulhada na escuridão da época atual, sem apreender ou mesmo enxergar horizontes ou soluções viáveis, possíveis, a raça humana não tem outra saída que repensar o que fez no percurso da História; há de rever, amadurecer, evoluir e elevar-se. Em razão disso estará cada vez mais consciente em 2012, 2014, em direção aos anos 20 deste século que se inicia. A travessia não se faz fácil, estamos todos no mesmo contexto, como Noé em sua barca.
Os povos cada vez mais próximos por razões tecnológicas, político-econômico, religiosas e criatividade terão que dialogar em confrontos crus, dolorosos e belos ao mesmo tempo. Confrontar o outro, sua sombra, sua mesma espécie, mas de etnia distinta é rever-se no espelho das possibilidades a imagem do diferente; forças demoníacas e angelicais. Sem o confronto com a sombra, com o desconhecido, não haveria saída, seria a morte, o suicídio da civilização.
O estar diante do outro que nos diferencia é puro exercício para as transformações radicais em seus fundamentais valores em todos os níveis culturais, morais, sócio-políticos, econômico-financeiro, religiosos e, sobretudo humanos. Acima do progresso técnico-científico somos pessoas humanas com toda a Natureza Mãe. Somos todos filhos de Gaia.
O eco, clamor das nações, se estende aos quatro cantos do mundo; verdadeira e autêntica revolução molecular.
Ninguém segura a geração nascida a partir de janeiro de 1986 / 90, cada dia mais ocupando espaços em todo o planeta Terra. Importantes conjunções celestes se formaram nos céus, ciclos semelhantes se deram há mais de quatro mil anos, quando surgiu a escrita e agora a internet.
Os soberanos "donos do mundo" se curvarão e cairão de joelhos. Nada ficará estanque, sem fenda. Presenciaremos perplexas as quedas dos grandes Impérios já enfraquecidos. A potência das novas gerações se aproxima e vem surpreender ao colocar-se como não se esperava. Novos valores impor-se-ão a passos surpreendentes como um salto quântico. Perceberemos como movimento em espiral a expansão e o alargamento da consciência.
Não gosto de usar jargão astrológico, entretanto é bom anotar o observado, a riqueza simbólica do Zodíaco: o planeta Plutão, o senhor dos infernos, o mais devastador, renovador e abundante em riquezas percorre o signo de Capricórnio (rege o elemento e domínio da terra, o sólido - os joelhos, os ossos), Netuno, senhor das emoções, intuição e transcendência passará por Peixes (rege as águas, as emoções - os pés), Uranos, o imprevisível e criativo, o signo de Áries (rege o fogo, a energia vital - a cabeça, o cérebro). Saturno, senhor do tempo, da severidade e da crua realidade (falando de modo sintético) percorrerá nos céus, nos próximos anos, quando Júpiter, a justiça, a ordem, a elevação encontrar-se-á com ele no signo de Aquário (rege o ar, as idéias - os tornozelos, os nervos).
Sinalizados pelo Arquiteto Celeste assistimos as mais radicais e espantosas transformações necessárias para a evolução da espécie humana – trabalhemos pela aproximação dos opostos, assim estaremos cada vez mais caminhando para a Era de Aquários, Era do Humanismo, Era da Igualdade fraterna, Era Paradisíaca, utópica, aqui no planeta Terra é possível em nosso imaginário e realidade - basta ouvir a Natureza em sua magnitude.

Com a tocha da plena atenção, bem acesa, saibamos atravessar com beleza e altivez este tempo histórico riquíssimo para a completude da criação - humana e divina - Unus Mundi._____________
Nota: Plutão revolução/translação em 248 anos, aproximadamente. Netuno, 164 anos. Uranos, 84 anos. Saturno, 29 anos e Júpiter, 12 anos. Os outros astros são rápidos.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

mensagem de Natal

Para todos do planeta Terra um vaso repleto de criatividade e surpresas


Natividade de Jesus. Miniatura cerca do ano 985
Biblioteca Apostólica do Vaticano, Roma.


Queridos/as do meu jardim das amizades,
Feliz Natal com a mensagem do Menino Jesus:
"Vocês são o sal da terra" (...) "Vocês são a luz do mundo."
"...não se preocupem com o dia de amanhã..."
(mateus cap. 5, 6.)
Realizações plenas em 2012 por um mundo solidário e fraterno

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Silêncio

Silêncio
quietude que se cala
interrompe conversas
falatórios, correspondências, textos.
Tempo suspenso da alma
ausente de ruídos externos
vozes sem palavras
preciosidades interiores.
Convite, segredos sendo o
auscultar sopros
mistério a cada dia
novo e eterno dia.
Esperar nada, nada desejar
vazio silente
percepções sutis.
Advento que anseia nascimento
espera sem tempo
Instante nenhum.

martha pires ferreira/ dezembro 2011 ______

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A cara da dignidade

Blog do Emir
A cara da dignidade - 3/12/2011
Dilma, grande mulher. Altiva enfrentando os algozes, que escondem seus rostos.
Impressionante!
VER foto e artigo - http://www.cartamaior.com.br/
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Comentário sobre o artigo de Emir Sader -
Franco Atirador diz:
03/12/2011
..HOMBRIDADE. A imagem é, por si só, de grandiloquente expressividade. É difícil até converter em palavras a Verdadeque carrega em seu intrínseco significado. Mostra bem de que lado estavama Coragem, a Convicção e a Virtude de buscar Liberdade, não para si próprio,mas para todos os oprimidos.Mostra a Magnanimidade,a grandeza de alma, a nobreza de espírito estampada no rosto de quem tem a Certezade que está amparado pelo Sensode Justiça e Equanimidade,de Igualdade e Solidariedade.Mostra que a História, afinal,é quem julga as ações dos déspotas e covardes e é quem exalta os atos de Justiçados verdadeiros heróis da Humanidade.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Com prazer e alegria apresento minha amiga da juventude, Christiana de Caldas Brito. Ela vive em Roma. Está no Brasil para lançar o seu romance 500 Temporais - dia 27, próximo, às 17h - aqui no Rio, Museu da República -

Primavera dos Livros 2011 - Traduzido do italiano.
Pessoa criativa e de sensibilidade requintada andou por muitas áreas do saber. Atualmente dedica-se à literatura, sendo reconhecida na Itália por suas atividades culturais. Seu avô materno era engenheiro e poeta; Luís Carlos (da Fonseca Monteiro de Barros) ocupou a cadeira 18 na ABL. Sua mãe Lasinha Luís Carlos pertenceu a Academia Carioca de Letras.

Em suas vindas ao Brasil conheceu Nise da Silveira e frequentou o Grupo de Estudos C. G. Jung.
Sei que todos são sempre ocupadíííssimos, mas é oportunidade de nos encontramos (mesmo sem comprar o livro - Trata-se de uma bela festa de livros).
Esta ítalo-brasileira ou vice versa é pessoa espirituosa e muito humana.
Martha
500 Temporais - Um romance em 11 contos que se entrelaçam através da vida de 8 personagens, moradores da favela do Silvestre, morro mais alto de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. O ingrediente – a chuva – praticamente uma personagem também, que alivie e destrói, anuncia e vibra com os amores e os dramas desse povo tão misturado que é o carioca. O cenário – Brasil, 500 anos de descoberta, em meio à festa, um temporal e uma tragédia. _______________
MAR de IDEIAS navegação cultural
http://www.mardeideias.com.br/
http://twitter.com/mardeideias

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Elogio do boteco

Especialíssimo texto, de Leonardo Boff, que recebi há poucos dias. Este informadíssimo, lúcido, travesso e humaníssimo Leonardo.
Que vontade de ir ao botequim tomar meu café no copo mais pãozinho na chapa, coisa que faço com frequência e me delicio com os papos de roda. Hábitos teresianos, em especial na esquina, Bar do Serginho, onde o Carmelita nasceu da solidariedade nas diferenças culturais e universos múltiplos >>>> ou no Bar do Gomes >>>> ou descendo ladeiras estar no mundo carioca... Almoçar nos variadíssimos Botecos onde a comida é farta e a vida é alegria.
É uma delícia este artigo. martha
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Leonardo Boff - Teólogo/Filósofo
Elogio do boteco
Em razão do meu “ciganismo intelectual” falando em muitos lugares e ambientes sobre um sem número de temas que vão da espiritualidade, à responsabilidade socioambiental e até sobre a possibilidade do fim de nossa espécie, os organizadores, por deferência, costumam me convidar para um bom restaurante da cidade. Lógico, guardo a boa tradição franciscana e celebro os pratos com comentários laudatórios. Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração. Lembro que a maioria das pessoas amigas não podem desfrutar destas comidas e especialmente os milhões e milhões de famintos do mundo. Parece-me que lhes estou roubando a comida da boca. Como celebrar a generosidade dos amigos e da Mãe Terra, se, nas palavras de Gandhi,”a fome é um insulto e a forma de violência mais assassina que existe?” É neste contexto que me vem à mente como consolo os botecos. Gosto de freqüentá-los, pois aí posso comer sem má consciência. Eles se encontram em todo mundo, também nas comunidades pobres nas quais, por anos, trabalhei. Ai se vive uma real democracia: o boteco ou o pé sujo (o boteco de pessoas com menos poder aquisitivo) acolhe todo mundo. Pode-se encontrar lá tomando seu chope um professor universitário ao lado de um peão da construção civil, um ator de teatro na mesa com um malandro, até com um bêbado tomando seu traguinho. É só chegar, ir sentando e logo gritar: “me traga um chope estupidamente gelado”. O boteco é mais que seu visual, com azulejos de cores fortes, com o santo protetor na parede, geralmente um Santo Antônio com o Menino Jesus, o símbolo do time de estimação e as propagandas coloridas de bebidas. O boteco é um estado de espírito, o lugar do encontro com os amigos e os vizinhos, da conversa fiada, da discussão sobre o último jogo de futebol, dos comentários da novela preferida, da crítica aos políticos e dos palavrões bem merecidos contra os corruptos. Todos logo se enturmam num espírito comunitário em estado nascente. Aqui ninguém é rico ou pobre. É simplesmente gente que se expressa como gente, usando a gíria popular. Há muito humor, piadas e bravatas. Às vezes, como em Minas, se improvisa até uma cantoria que alguém acompanha ao violão.Ninguém repara nas condições gerais do balcão ou das mesinhas. O importante é que o copo esteja bem lavado e sem gordura senão estraga o colarinho cremoso do chope que deve ter uns três dedos. Ninguém se incomoda com o chão e o estado do banheiro.Os nomes dos botecos são os mais diversos, dependendo da região do pais. Pode ser a Adega da Velha, o Bar do Sacha, o boteco do Seo Gomes, o Bar do Giba, o Botequim do Jóia, o Pavão Azul, a Confraria do Bode Cheiroso, a Casa Cheia e outros. Belo Horizonte é a cidade que mais botecos possui, realizando até, cada ano, um concurso da melhor comida de boteco. Os pratos também são variados, geralmente, elaborados a partir de receitas caseiras e regionais: a carne de sol do Nordeste, a carne de porco e o tutu de Minas. Os nomes são ingeniosos:” mexidoido chapado”, “porconóbis de sabugosa”, “costela de Adão” (costelinha de porco com mandioca), “torresminho de barriga”. Há um prato que aprecio sobremaneira, oferecido no Mercado Central de Belo Horizonte e que foi premiado num dos concursos:”bife de fígado acebolado com jiló”. Se depender de mim, este prato deverá constar no menu do banquete do Reino dos céus que o Pai celeste vai oferecer aos benaventurados.Se bem repararmos, o boteco desempenha uma função cidadã: dá aos freqüentadores especialmente aos mais assíduos, o sentimento de pertença à cidade ou ao bairro. Não havendo outros lugares de entretenimento e de lazer, permite que as pessoas se encontrem, esqueçam seu status social e vivam uma igualdade, geralmente, negada no cotidiano. Para mim o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer, uma comunhão. E para mim, é o lugar onde posso comer sem má consciência. Dedico este texto ao cartunista e amigo Jaguar que aprecia botecos.__________

sábado, 12 de novembro de 2011

Flores do Bem - hoje




No Rio de Janeiro vive de tédio só quem está adormecido. Não é preciso acordar tão cedinho. Toma-se o café com tranquilidade, bebe-se água e se organiza para dar vez aos calcanhares; a saúde está nos calcanhares. O Demônio detesta Dr. Sol, este eu o tenho como meu Rei; deixo-me banhar em seus raios luminosos pelas manhãs; caminho em seu calor energético. Uma beleza aproveitar e contemplar as casas com seus muros floridos, depois sentar num banco ou murinho e ler por uns trinta a quarenta minutos à sombra das árvores. Hoje, li o Sermão 26 de Mestre Eckhart, reflexões sobre Jo. 4, 23. Mergulha-se nas profundezas.
Uma sesta depois do almoço me faz bem. De carruagem parti para a Exposição da Índia. Está bem montada para se apreciar um povo e sua cultura tão rica em símbolos e alegorias, tradição e espiritualidade. Gostoso passear virtualmente pela Índia. Ah, mas antes de ver a exposição esbarrei com um quarteto tocando Jazz numa esquina próxima do CCBB, com ouvintes de pé e muitos sentados em mesinhas do bar; ali me detive por um pouco de tempo apreciando.
No CCBB, depois de ver o primeiro andar, a Índia tradicional, resolvi descansar. Encontrei-me com dois amigos; conversamos um pouco. Tomamos um cafezinho. Decidi ir embora, voltar outro dia para ver a Índia contemporânea.
Andando cruzei com a Rua Ouvidor repleta de gente nos bares. Continuei em direção à Rua do Mercado curiosa de ver tanta música. Na esquina já em direção da Praça XV as calçadas e as ruas estavam tomadas de sambistas e com um conjunto de 15 músicos embebidos de alegria. Homenageavam Paulinho da Viola com suas composições. Se não erro ele está fazendo aniversário, daí comemorar com todo o entusiasmo. O povo cantava feliz em sua simplicidade; brindava e dançava como uma festa da vida.
Andei pelas ruas do centro, quase desertas. Sem pressa, tomei o ônibus que sobe ao Principado de Santa Teresa levando comigo a comunhão de mais um dia de refinada presença. Ser eterna é estar, estando.
Minha doce e sábia gata Pretinha aprecia música erudita; passou o dia ouvindo a rádio MEC FM. Tudo acompanha e observa com o canto dos olhos.
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Martha Pires Ferreira

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Chá no Iate Clube para a Casa das Palmeiras

Amigos e amigas da obra de Nise da Silveira
organizam


Chá Musical em benefícios

da Casa das Palmeiras
Dia 30 de nov. de 2011 (quarta - feira) às 16h.
Salão Marlin Azul do Iate Clube do Rio de Janeiro
Avenida Pastuer, 333 – Praia Vermelha – Urca.
Entrevista com Nise da Silveira - DVD
Música e dança cigana. Sorteios - vários.
Informações: 2266-6465 (das 13h30 às 17h30) / ou 2242-9341


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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Carta Maior - Maria Inês Nassif

Os sábios e os inteligentes sabem respeitar a pessoa humana do inimigo/adversário, e por princípios nobres de educação, em especial, quando se diz respeito à saúde.
Não conheço Maria Inês Nassif. Faço minhas as suas palavras.
Martha Pires Ferreira
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DEBATE ABERTO
Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo
A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso.
Maria Inês Nassif
A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou. A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores. A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.
(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aroieras, duas, três degoladas !

"Depois que os homens desceram das árvores começaram a cortá-las"

A. C. Jobim

Não me conformo a maneira como a Fundação de Parques e Jardins se justifica delegar alguém para cortar/decapitar/ as Aroeiras, e, não deixar vestígios (ver dias anteriores)> uma, duas e três. Uma ainda novinha. Outra média. A Aroeira maior sustentando a pedreira, presa nas suas raizes, não quer se livrar da Terra Mãe.

Se continuarem a cavar e cavar, nas bases do barranco, e continuarem a arrancar as pedras na sustentação, aí sim, todo o morro se despencará, tudo desmoronará. Bem planejada a obra, que dizem virá a ser feita, não impediria que as árvores nobres, miraculosas e sagradas, que são as Aroeiras, permanecessem erguidas, vivas, formosas.

A ignorante sou eu que amo as Árvores e acompanho arrogância da serra elétrica! ___________

domingo, 30 de outubro de 2011

Nise da Silveira 15/02/1915 - 30/10/1999

Nise em Santa Teresa - Instalação Ambiental - Poema à Natureza 17/10/1970

Criação artística e Foto Martha Pires Ferreira

NISE DA SILVEIRA (1905 - 1999)

NISE VIVE!

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aroeiras,

Aroeira à esquerda - mais isolada - decepada.
Aroeira à direita - quem olha da rua - esquartejada
Fotos de hoje - 28 /10/ 2011 (vejam as anteriores)
Ah, um barranco perigoso! Ah, entendido! Obra de contensão. Tudo bem.
Ah, entendido! Mas o que estão querendo com as duas sofridas Aroeiras? Cavando, cavando e mais cavando nas raízes de uma delas que agarrada nas pedras não quer ir embora.

Cavando para retirá-las e serem levadas para algum Museu Florestal? Onde?
Estão sangrando mais ainda as Aroeiras, para quê?
O que não sabem é que a Natureza é mais poderosa que o bicho ser humano.
Os que ignoram a grandeza que é a Natureza, um dia hão de se ajoelhar perante uma Aroeira para se penitenciarem.
Preferiram não proteger as duas Árvores medicinais, milagrosas, divinas.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aroeiras decepadas



Meu grito de revolta contra o uso da serra elétrica nos pescoços das Aroeiras!
Ontem, 24 de outubro de 2011, duas formosas Aroeiras, foram cruelmente decepadas em nome da segurança ambiental, à Rua Joaquim Murtinho enfrente aos nº 886 e 900, Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil.
A graciosa Aroeira - Myracrodruon urundeuva - considerada em extinção é uma espécie de flora protegida por Lei Federal. Realizar corte desta árvore sem autorização, de maneira ilegal, poderá ser considerado como crime ambiental.
Decapitaram duas Aroeiras, em suas bases/troncos, de forma inaceitável. Isto em função de obra de contensão, assegurado pelo presidente da Fundação Parque e Jardins.
Quando não se identifica com a Natureza, se é capaz de assinar cegamente um parecer.
E agora, que faço eu, amante das árvores? Elas mesmas me avisaram que iam ser sacrificadas. Pedi aos trabalhadores, na obra, que não cortassem as Aroeiras, eles recebem ordens, e falei da importância destas árvores tão preciosas, miraculosas. Há dois dias, comentei com o porteiro minha dor anunciada; vão matar as Aroeiras”.

Meu grito de indignação contra a insensibilidade e a maneira assegurada por Leis Federais, a quem quer que seja, de se achar no direito de sacrificar, sem o menor respeito, uma Árvore Sagrada como a Aroeira.________

sábado, 15 de outubro de 2011

Marcha dos indignados

Jovens indignados ocuparam, hoje, 15 de outubro de 2011, as praças do mundo:

Madri, Barcelona, Sevilha, Málaga, Roma, Lisboa, Porto, Berlim, Colônia, Munique, Hamburgo, Helsinki,Londres, Zurique, Bruxelas, e, New York (Wall Street).
Em Paris os “cavaleiros” do G-20 se reúnem com a presença dos representantes dos “donos do mundo”. Todos perdidos, completamente desorientados, não saberão o que fazer.
Os “senhores dos $$$$” rasgaram a receita dos valores humanos, ético e político-econômico. Não estão sabendo despojar-se da arrogância e solidão macabra dos podres poderes. Enlouqueceram, certamente.

Enquanto isso os jovens vão tomando consciência e ocupando espaços com dignidade.
Este tempo de incerteza é o tempo em que se acende novos lampiões, novas luzes no seio da escuridão.
Jovens de todos os países, uni-vos!
Acompanhar: http://www.cartamaior.com.br/
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Corcovado!


Pintura à oleo sobre taco/ 2010 - sem assinatura

Clicar na imagem para ampliar.


Cristo Redentor, 80 anos!

Temos pressa

Traga nosso bondinho

varanda aberta

a percorre ladeiras de

Santa Teresa!

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Bonde, varanda circulante


Varanda circulante

Florida de braços, pernas
olhares
líbera varanda
elegante, acolhedora.

Bonde querido
varanda despida
sinuosa, desenhando
saudades de amor.

Minha varanda arejada
cortando ladeiras
seguindo balanço do corpo
sem pressa, ligeirezas
em poesia, encantamento
tantos ao colo
quase circunferência.

Motorneiros, trocadores
calorosos cavaleiros
de antigamente
“pode subir, tem lugar”
Camisa branca engomada
sorriso aberto ao vento.

Não demore o coração padece
atormentado está.
Trilho vazio espera
sofre ausência.
Sol aquecendo sorrateiro
se aproxima quer bonde.

Doce atravessar arcos
contemplar a vida
bonde, bondinho centenário.
Música nas ladeiras
paisagem no tempo
grito, eco
varanda circulante!

Meu coração padece
não demore nosso amor,
o coração padece.

/ Martha Pires Ferreira, primavera de 2011.
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sábado, 1 de outubro de 2011

TAO TE KING / Lao Tsé

Uma via que pode ser traçada
não é a via eterna, o Tao.
Um nome que pode ser pronunciado
não é o Nome eterno.
Sem nome está na origem do Céu e da Terra.
Com nome, é a Mãe dos dez mil seres.
Assim, um não desejo eterno exprime sua essência,
e por meio de um Desejo eterno, manifesta o limite.
Ambos os estados coexistem inseparáveis
e diferem apenas no nome.
Pensados juntos, mistério!
Mistério dos mistérios,
é o Portal de todas as essências.

O taoísmo é o original caminho de libertação chinesa. O Tao é um desprender-se das convenções e ao mesmo tempo uma liberdade do poder criativo do funcionamento espontâneo da natureza do ser humano. Qualquer tentativa de descrever intelectualmente o que é o Tao irá distorcê-lo.
“O Tao é algo para além das experiências materiais. Não pode ser transmitido nem pelas palavras nem pelo silêncio.” Palavras de Chuang Tzu, o maior poeta seguidor de Lao Tsé.

Quase nada se sabe a respeito de Lao Tsé que nasceu cerca de 570 a. C. na aldeia de Hai, no reino de Chen (China). Escreveu um único livro: Tao Te King. Nem se sabe onde ou quando morreu. Ele se refugiou, deliberadamente, em terras desconhecidas, apagando vestígios de sua vida pessoal.
“Amou a obscuridade acima de tudo” diz Se Ma Tsen , seu biógrafo (99 a. C.) em suas Memórias Históricas.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Oração de Friedrich Nietzsche

Quem disse que Nietzsche não tinha percepção e sede de Deus? Quem disse?
Saiba um pouco mais, querido amigo/a, o que Nietzsche escreveu:
Oração ao Deus Desconhecido.
Desenrole este pergaminho virtual em estado de plena atenção, está publicado em 30 de março de 2007/Flores do Bem. Ali você encontrará a Oração de Nietzsche.

Tradução do filósofo, teólogo e escritor Leonardo Boff.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Flores do Bem

Oração de Thomas Merton
Na Liberdade da Solidão
/ Ed. Vozes, 1961 – pág 75.
[Tradução do original inglês das religiosas da Companhia das Virgem, Petrópolis, RJ]

Senhor, meu Deus, não sei para onde vou. Não vejo o caminho diante de mim. Não posso saber com certeza onde terminará. Nem sequer, em realidade, me conheço, e o fato de pensar que estou seguindo a Tua vontade não significa que, em verdade, o esteja fazendo. Mas creio que o desejo de Te agradar te agrada realmente. E espero ter esse desejo em tudo que faço. Espero que jamais farei algo de contrário a esse desejo. E sei que, se assim fizer, Tu me hás de conduzir pelo caminho certo, embora eu nada saiba a esse respeito. Portanto, sempre hei de confiar em Ti, ainda que me pareça estar perdido e nas sombras da morte. Não hei de temer, pois estás comigo e nunca me abandonarás, para que eu enfrente só os perigos que me cercam.
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My Lord God, I have no idea where I am going. I do not see the road ahead of me. I cannot know for certain where it will end. Nor do I really know myself, and the fact that I think that I am following your will does not mean that I am actually doing so. But I believe that the desire to please you in fact please you. And I hope I have that desire in all that I am doing. I hope that I will never do anything apart from that desire. And I know that if I do this will lead me by the right road though I may know nothing about it. Therefore will I trust you always though I may seem to be lost and in the shadow of death. I will not fear, for you aver with me, and you will never leave me to face my perils alone.

- Thoughts in Solitude – c/Abbey of Gethsemani

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

viva o lápis!

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domingo, 18 de setembro de 2011

Círculo do Lápis

desenho lápis grafite, 2007


desenho lápis aquerela, 2007


A vida cotidiana, nos meios de comunicação, não pode ser reduzida ao novo paradigma tecnológico centrada, particularmente, na rainha da atualidade; a internet. A vida, ela própria, almeja, anseia, muito mais que aparelhos de comunicação por mais sofisticados e avançados que eles sejam para transmitir mensagens, idéias e saberes. Os papeis, livros, jornais, revistas, folhetins, e mais, continuarão a ter seus espaços tradicionais intransferíveis. O papel fala, canta, emite odores e imagem.
Sou adepta ao Lápis! Ao Círculo do Lápis!
O ser humano comum, dois a três quartos da população mundial, não terá alcance material e muito menos intelectual, tão cedo, para manejar aparelhos de larga potência. Ainda vivemos no mundo paleolítico e feudal.
O neoliberalismo, senhor dos mecanismos de controle de informações, leva grandes vantagens é claro, numa expansão incalculável frente aos múltiplos meios de comunicação. Tudo é nivelado de norte a sul conforme os interesses dos que dominam “as mídias”.
Espíritos avessos ao estabelecido surgem por arestas inesperadas. Movimentos renovadores e rebeldes diante do progresso “maravilhoso” surpreendem com novos gestos e olhares; um deles são os adeptos ao Lápis. Por várias circunstâncias e meios, se afastam dos computadores, dando distância. Fazem-se comunicantes, agentes, através de outros recursos impensáveis. Um deles é o Lápis, para o qual sou adepta, incondicional.
Intuitivos, introvertidos, amantes dos segredos ou mistérios da existência anseiam outros caminhos, outras práxis para sua via humana além da internet, percorrem a beleza do caminho pessoal, longe de provedores e intrusos tecnológicos.
Os adeptos ao Círculo do Lápis fogem de tudo que esmaga, controla, invade e torna lugar comum. A sua singular alternativa é o grafite, o velho lápis sensual, delicado e criativo. Sua caixinha também tem cores, todas as cores.
Quem ama os Lápis sabe dos seus manejos secretos e insondáveis, quase magia. Conhece o sentido do intervalo entre as palavras, entre um e outro rabisco ou número. O Lápis fala, se comunica, transmite sentimento, afeto e raciocínio metafísico. O Lápis é quase um ser humano, porque é vivo. Os Lápis engendram idéias, imagens e impulsionam ao transcendente. Quem conhece o Lápis, sabe.
O Lápis nos convida ao universo da simplicidade, do despojamento intelectual: “se queres ser tudo, não queiras ser coisa alguma”, “se queres possuir tudo, não queiras possuir coisa alguma”, João da Cruz, século XVI, escrevia na ponta do lápis ou da caneta à tinta. O simples escrever o levava, alquimicamente, ao essencial.
Na contramão da cultura, quanto mais seres humanos pretendem possuir, sofisticados aparelhos com tecnologia de ponta, as mais aprimoradas, o amante do Círculo do Lápis o que mais deseja é ter o mínimo para se dar ao tempo para ser, sendo. Tempo e espaço.
O Círculo do Lápis não se faz nos modelos neoliberais, repleto de promessas consumistas e progressistas. O Círculo do Lápis se faz por outra via; a do despojamento, do vazio criativo, da sabedoria do ócio, da singularidade de não querer ter, possuir além do necessário, mas apenas viver sendo, hoje, aqui e agora, em verdade e beleza. Beleza além da filosofia, da ciência e mesmo da arte. A experiência do inefável, a riqueza íntima e pessoal que emerge das profundezas do ser. Os adeptos do Círculo do Lápis transmitem de traço a traço, de sensibilidade a sensibilidade. Divertem-se por amor e paixão ao ponto e a linha, ao rabisco, ao desenho, às palavras, à escrita e ao silêncio não pronunciado. O Lápis desenha enigmas da intimidade intuitiva, intelectual ou do coração.
Todo ser humano é potencialmente escritor de sua própria vivência. Todo ser humano é potencialmente desenhista, artista no coração do universo. Todo ser humano pode rabiscar; um rabisco pode ser a porta para a beleza criadora que emerge das profundezas do inconsciente e se faz revelação pessoal e única.
O Lápis é o mais simples e dos mais nobres instrumentos para engendrar imagens, expressões que se revelam em graça e beleza.


Martha Pires Ferreira, Janeiro de 2005

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nise da Silveira

GRUPO DE ESTUDOS C. G. JUNG
Convida poetas, músicos, artistas, médicos, psicólogos, sociólogos, filósofos, pensadores livres e mais todos que desejarem conhecer e mergulhar na obra de

Nise da Silveira

O Mundo das Imagens
(Editora Ática, 1992, São Paulo, SP)
Sempre às quartas-feiras de 15 em 15 dias

19 e 26 de outubro / 9 e 23 de novembro
CASA DAS PALMEIRAS


Obra fundada por Nise da Silveira
Início às 19h / término às 20h30.
Local: Rua Sorocaba, 800 – Botafogo
Inf.: Tel. 2266-6465 (das 13h às 17h) / 2242-9341
*O grupo está aberto/gratuito ao público em geral *
http://casadaspalmeiras.blogspot.com/

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O Grupo de Estudos é coordenado por:

Dr. Edgar Tavares e Martha Pires Ferreira

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domingo, 11 de setembro de 2011

Queremos BONDES!

Bonde Lagoinha, com reboque, 1963 - foto: martha pires ferreira.

Clicar para ler texto de Cristina da Costa Pereira

Belo e profundo Ato inter-religioso, hoje, pela manhã.

Celebração da Vida seguida de cortejo;

religiosos, artistas, moradores e amigos de Santa Teresa

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domingo, 4 de setembro de 2011

Palestra e Laboratório

ASTROLOGIA CORPO E SAÚDE
Palestra aberta ao público/gratuita.
Dia 10 de setembro de 2011 às 10h30 da manhã
O Zodíaco
Breve histórico da Astrologia desde a Antiguidade:
Os 12 signos // corpo humano e saúde – iconografia.
Martha Pires Ferreira
Casa das Palmeiras
Local: Rua Sorocaba, 800 - Botafogo
Tel. 2266-6465 (das 14h às 17h- 2ª a 6ª f) //// 2242-9341

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Dias 17 e 24 de setembro - Laboratório:
Astrologia, corpo e saúde
Indicações teóricas e práticas: Corpo/ anatomia. Predisposição patológica.
Atitudes para se viver uma vida saudável.
Dia 17 / setembro das 10h às 14h.
- Fogo - Áries, Leão e Sagitário.
- Ar - Gêmeos Libra e Aquário.
Dia 24 / setembro das 10h às 14h.
- Terra - Touro, Virgem e Capricórnio.
- Água - Câncer, Escorpião e Peixes.
Custo total: R$ 120,00 (um sábado R$ 80,00)
Público alvo: as pessoas em geral - não precisam saber Astrologia
Toda a renda para a Casa das Palmeiras –

Obra de Nise da Silveira
http://casadaspalmeiras.blogspot.com

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O bonde é patrimônio do povo

Bondinho 10 saudades !


Seu NELSON, motorneiro que conduzia nossos queridos BONDES com amor, alegria e carinho para com todos os passageiros.
NELSON É NOSSO HERÓI !

Nelson é nosso horói! nosso herói! nosso herói!
Santa Teresa de LUTO
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Santa Teresa de Luto

Os bondes patrimônio público - Ícone de Santa Teresa.Amado transporte!

Que covardia insana culpar o motorneiro, Seu Nelson, que há 40 anos conduzia os bondes de Santa Teresa.
A$$a$$inos são aqueles, responsáveis do Estado, que se omitiram cuidar e zelar pelo bem público, no caso, total descaso para com os Bondes.

Leiam site - Dossiê da AMAST ( associação)

domingo, 28 de agosto de 2011

Santa Teresa de luto

Ícone de Santa Teresa !

Estamos todos arrasados, de luto, com o tombamento do nosso amado bonde causando a morte de 5 pessoas e 53 feridos. O descarrilamento não foi apenas por superlotação, mas omissão administrativa. Manutenção precária. Ignomínia dos responsáveis. Descaso total. Tragédia anunciada, incansavelmente, pela AMAST – associação do bairro. Observação dos próprios usuários, moradores.
Não tive nervos para ir ver o bonde tombado. Aos familiares meu profundo sentimento. Saudades muitos terão do condutor (há 40 anos), Seu Nelson, sempre risonho e gentil acenando ao passar. Muitas vezes me esperou sair da porta de meu prédio para subir, calmamente, no bonde.

O Bonde é o Ícone do bairro, carinhosamente, denominado Principado de Santa Teresa!

Patrimônio do Rio de Janeiro, cidade maravilhosa!
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sábado, 20 de agosto de 2011

Pablo Picasso - Flores do Bem

Portrait de Dora Maar - óleo sobre tela, 92 x 65 cm, 1937 - Musée Picasso, Paris


Le Repos - 1917. Col. particular


La femme à la poussete / 1950 - bronze 203 x 145 x 61cm
Musée Picasso, Paris


De Pablo Picasso

Não há quem não queira compreender a arte. Isso me faz estranhar que não se queira compreender, também, o canto dos pássaros. Por que amamos a noite, as flores e toda a beleza que nos rodeia sem ter vontade de analisar-lhes os mistérios?
Quando se trata, de uma obra de arte, todo mundo acha que tem de compreendê-la. Por que?
Deve-s perceber que um artista cria porque tem de criar, porque está possuído pela sua arte. O artista é apenas uma parcela mínima do universo e não deve merecer maior atenção do que as outras coisas da terra que dão beleza, alegria plenitude.
Não posso absolutamente esperar que pessoas que vêem meus quadros experimentem as mesmas emoções que senti. Um quadro chaga até a mim de distâncias e fontes remotas. Seria impossível alguém apreender os sonhos, os instintos e as idéias que me surgiram depois de um grande espaço de tempo e necessitaram de amadurecimento até que encontrassem uma expressão visual. E então como poderia então alguém ler o que realmente procurei dizer e tive de experimentar por vezes contra a minha vontade?
À exceção de muitos poucos artistas que abriram horizontes para as artes, os jovens artistas dão da sua maioria a impressão de não saberem o caminho que querem tomar. Em vez de fazerem uso de suas próprias interpretações, depois, pesquisarem de maneira própria, muitos deles julgam que devem acordar o passado e revivê-lo, justamente num tempo em que todo o vasto mundo está aberto para eles e a espera de ação de novos ideais.
Não se trata apenas do apego medroso ao passado, mas da escravização a velhas formas de arte que já cumpriram a sua missão. Vêem-se hoje numerosos quadros no estilo Fulano ou de Beltrano. O que é realmente raro é encontrar um jovem artista que pinte dentro de seu próprio estilo.
Não sou pessimista. Não combato forma alguma de arte porque não poderia viver sem a arte, sem dar a arte todo o meu tempo.
Amo a arte como a única razão de minha existência. Tudo que fiz em decorrência dela me deu imensa alegria e satisfação. Mas nem por isso encontro qualquer justificativa para que tanta gente no mundo insista em analisar a arte, forjando teorias e interpretações complicadas e teimando em dar largas ao seu analfabetismo artístico.

[ Meus arquivos -artigos / coporight B. P. Singer Features / 1972]

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os limites da ordem

http://www.cartamaior.com.br/ 18/8/2011
Boaventura de Sousa Santos *

Os limites da ordem


As sociedades contemporâneas estão gerando um combustível altamente inflamável que flui nos subsolos da vida coletiva. Trata-se de um combustível constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância e o sequestro da democracia por elites privilegiadas, com a consequente transformação da política na administração do roubo “legal” dos cidadãos e do mal estar que provoca.
Boaventura de Sousa Santos - Página/12
Os violentos distúrbios ocorridos na Inglaterra não devem ser vistos como um fenômeno isolado. Eles representam um perturbador sinal dos tempos. Sem se dar conta, as sociedades contemporâneas estão gerando um combustível altamente inflamável que flui nos subsolos da vida coletiva. Quando chegam à superfície, podem provocar um incêndio social de proporções inimagináveis.
Trata-se de um combustível constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância e o sequestro da democracia por elites privilegiadas, com a consequente transformação da política na administração do roubo “legal” dos cidadãos e do mal estar que provoca.
Cada um destes componentes têm uma contradição interna: quando se superpõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão.
- Desigualdade e individualismo. Com o neoliberalismo, o aumento brutal da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser uma solução. A ostentação dos ricos e dos multimilionários transformou-se na prova do êxito de um modelo social que só deixa miséria para a imensa maioria dos cidadãos, supostamente porque estes não esforçam o suficiente para ter sucesso na vida. Isso só foi possível com a conversão do individualismo em um valor absoluto, o qual, paradoxalmente, só pode ser experimentado como uma utopia da igualdade, a possibilidade de que todos prescindam igualmente da solidariedade social, seja como seus agentes, seja como seus beneficiários. Para o indivíduo assim concebido, a desigualdade unicamente é um problema quando ela é adversa a ele e, quando isso ocorre, nunca é reconhecida como merecida.
- Mercantilização da vida. A sociedade de consumo consiste na substituição das relações entre pessoas pelas relações entre pessoas e coisas. Os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para criá-las incessantemente e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se tem como quando não se tem. Os centros comerciais são a visão espectral de uma rede de relações sociais que começa e termina nos objetos. O capital, com sua sede infinita de lucros, submeteu à lógica mercantil bens que sempre pensamos que eram demasiado comuns (como a água e o ar) ou demasiado pessoais (a intimidade e as convicções políticas) para serem comercializados no mercado. Entre acreditar que o dinheiro media tudo e acreditar que se pode fazer tudo para obtê-lo há um passo muito menor do que se pensa. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada ocorra a eles. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, terminam nas prisões.
- O racismo da tolerância. Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. O mesmo ocorreu em 1981 e nos distúrbios que sacudiram a França em 2005. Não é uma coincidência: são irrupções da sociabilidade colonial que continua dominando nossas sociedades, décadas depois do fim do colonialismo político. O racismo é apenas um componente, já que em todos os distúrbios mencionados participaram jovens de diversos grupos étnicos. Mas é importante, porque reúne a exclusão social com um elemento de insondável corrosão da autoestima, a inferioridade do ser agravada pela inferioridade do ter. Em nossas cidades, um jovem negro vive cotidianamente sob uma suspeita social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça. E esta suspeita é muito mais virulenta quando se produz em uma sociedade distraída pelas políticas oficiais de luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo e da benevolência da tolerância.
- O sequestro da democracia. O que há em comum entre os distúrbios na Inglaterra e a destruição do bem estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade dirigidas pelas agências classificadoras e os mercados financeiros? Ambos são sinais das extremas limitações da ordem democrática. Os jovens rebeldes cometeram delitos, mas não estamos frente a uma “pura e simples” delinquência, como afirmou o primeiro ministro David Cameron. Estamos frente a uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar os bancos, mas não para resgatar os jovens de uma vida de espera sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e irrelevante dado o aumento do desemprego, do completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treinamento da raiva, da anomia e da rebelião.
Entre o poder neoliberal instalado e os rebeldes urbanos há uma simetria perturbadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão semeando o caos, a violência e o medo, e aqueles que estão realizando essa semeadura vão dizer amanhã, genuinamente ofendidos, que o que eles semearam nada tinha a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas de nossas cidades. Os que promovem a desordem estão no poder e poderiam ser imitados por aqueles que não têm poder para colocá-los em ordem.

(*) Doutor em Sociologia do Direito; professor nas universidades de Coimbra (Portugal) e Wisconsin (EUA).
(**) Traduzido por Katarina Peixoto da versão em espanhol publicada no jornal Página/12


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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Astrologia no Mundo - horizontes



Clicar no texto para ler em alta resolução


Organizado artigos e textos referentes às minhas "atiradas astrológicas aquarianas que olham horizontes quase impossíveis" no campo sócio-político, cultural, artístico, humanístico e econômico, na atualidade, me confronto com sinais que se confirmaram. Percepções baseadas em exaustivos estudos dos ciclos dos Planetas no longo da História e somadas a leituras de pensadores contemporâneos - cientistas, jornalistas, escritores, artistas...

Meio assustada, apreensiva? - "os astros não erram jamais, os astrólogos sim”.
A travessia em que estamos vivendo é perigosa e arriscada.

Noite escura / João da Cruz.
Onde ronda muito $$$$ e poderes ronda a cegueira
O futuro dos donos do mundo dos $$....onde está? Desapareceu.
A esperança é luz nas trevas!
A luz brilhará das trevas! Sempre foi assim.
Andemos... O Mundo gira para O humanizarmos - mineral, vegetal, animal - tudo na Natureza.
Quem tem sua lâmpada de afeto e generosidade bem acesa, nada a temer.
A luz do mundo virá de um cântaro feito de outra argila, incomparavelmente, mais sutil e nobre.
Mostro aqui a Capa do livro e dois textos da entrevista que Marilha M. Suzuki me fez em 6 de setembro de 2001 (exatamente nesta dada).E que concedi publicar em seu livro:

Astrologia no Brasil - os caminhos da história no céu austral
Ed. Interciência Ltda. 2007
Que sejamos abraçados com afeto e compreensão pela Mãe Natureza. Agnus Dei!
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sábado, 6 de agosto de 2011

Flores ociosas do bem

O vazio tem seu sabor aparentemente ocioso onde se colhe flores do bem. Basta ficar meio desligada/do deixando que a natureza mãe/misteriosa engendre sinais. Saborear palavras de sutis pensadores pode ser um caminho, uma delícia! Ambrosia!

“O dia de hoje lhe basta,
não se preocupe com o dia de amanhã” - disse Jesus de Nazaré.

“Se queres saber tudo
não queira saber coisa alguma” João da Cruz

“Deixar de pensar nas coisas do mundo” Li Pai

“Quando temos muito a dizer
usamos o mínimo de meios” Paul Klee

“Ninguém prece saber
como é útil ser inútil” Chuang Tsú

“A sabedoria é a própria vida
a vida se revela a nós somente na
medida em que vivemos” Thomas Merton

Sem o silêncio convidativo que me envolve a leitura de sábios autores minha vida seria limitada, muito a desejar. Intervalo vazios entre locuções é néctar. Ler é puro prazer. O meu desenho é minha escrita, já os livros são mundos em mim. O escritor desenha palavras para mim, que passam a me pertencer.
Estou lendo, no meu precioso tempo de ociosidade, três autores:
C. G. Jung - Estudos Alquímicos - Paracelso, um fenômeno espiritual, vol.13, Ed. Vozes, 2011.
Aldous Huxley, relendo ensaios - Huxley e Deus, Ed. Bertrand Brasil, 1995.
Helion Povoa - 50 Poemas escolhidos pelo autor,
Ed. Galo Branco, 2010.

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domingo, 31 de julho de 2011

A impermanência !




Com muita emoção e alegria convidei muitas crianças presentes na Exposição, e depois adultos, para desenharem interferindo no meu desenho - mural de 18 metros de comprimento.
A parede será toda coberta de tinta, amanhã, dando espaço para outros artistas.
Mais de mil pessoas passaram pelo Parque das Ruínas - assinaturas.
Fotagrafaram, filmaram.
Realização poética com ponto e linha -
Bico de pena/nanquim e aquarela.

Projeto cumprido!
A Imparmanência!
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sábado, 30 de julho de 2011

Desenhos livres com crianças



Domingo, amanhã, dia 31, último dia da exposição. As crianças poderão desenhar livremente com interferências no mural que fiz no Parque das Ruínas.

Das 10h30 às 14h30. martha

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

mural - martha pires ferreira

Mural no Parque das Ruinas - esta foto é de Julia Andrade
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domingo, 24 de julho de 2011

martha pires ferreira - desenhos

Fotógrafa inglesa - Dee King - se identifica com mulher internet
- desenho sobre papel 29 x 23 cm.
Turistas brasileiras observam mural - desenho, mulher moderna
Visitantes observam mural - desenho, 18 metros de comprimento.
e manuscritos - Mantras, 2m 70 cm.
- descansando no Parque ao Sol - instalação de Edson Silveira.

Meus desenhos no Parque das Ruínas de 3ª feira a domingo até dia 31 de julho
das 10h às 17h30.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

rosto de mulher economista

desenho bico de pena/nanquim e aquarela, 29 x 23 cm, 2011
Exposição Parque das Ruínas até dia 31 de julho
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Parque das Ruínas


Mantras - palavras sagradas escritas em papel vegetal, 2.70 x 70 cm



Ponto e linha
Martha Pires Ferreira
Mural - desenho sobre parede, 18 metros -
pilot, aquarela e selo.
- desenhos sobre papel, bico de pena/nanquim e aquarela.

Exposição na Galeria Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa
de 3ª feira a domingo das 10h às 17h. até dia 31 / julho /2011
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