Ninguém merece ter que acompanhar a Briga de Galos no terreiro sendo todos convidados para ver o teatro do espetáculo armado, na periferia da bela cidade do Rio de Janeiro. E bem articulado para que todos possam assistir perplexos.
Tem cabimento tal violência? Tanta arrogância das partes? Precisava?
Não vejo jornais, não vejo TV, não escuto rádios. Gostaria de não saber de nada porque nada posso fazer efetivamente. Ando pelas ruas barulhentas ou pacatas e me encontro com pessoas assustadas me dizendo: voltemos para casa, vamos rezar, estamos em guerra! É preciso eliminar o inimigo!
Para qualquer um que vinha observando o descaso das políticas públicas para com o bem social e soluções reais, não é novidade o que está ocorrendo no Rio de Janeiro espelhando para todo o território nacional e exterior. Previam-se as conseqüências. Há muitos interesses em jogo: um mercado vergonhoso!
Um monte de gente pedindo para rezar, meditar, orar em vigílias pela paz.
Não vou rezar nem meditar, nem me unir em grupos para vigílias pela paz. Nem pedir pelas pessoas e criancinhas mortas nas ruas ou vielas das favelas por tiroteios de gente armada que se autojustifica ver sangue derramado a cata de inimigos. Deus não é cego, nem surdo. É plena misericórdia, acolhe estas criaturas sem precisar de mim. “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu” (Sermão da Montanha). Os que foram mortos, insultados e perseguidos são acolhidos pelo Amor Divino. Os trabalhadores decentes e honestos que vivem nas periferias precisam de vida tranquila.
O Estado deve subir aos morros, mas sem polícias e sim com cultura: educação, moradia decente, saneamento básico, acolhida social, arte, esporte, saúde, lazer, solidariedade e diálogo com a comunidade. E sobretudo valorização da vida humana com o melhor uso da inteligência.
Traço uma metáfora; O Arquiteto do Planeta Terra ouve o barulho vai à janela e vê os reais criminosos e responsáveis por tanto aparato violento, solta um grito desesperado e ensurdecedor pela voz do seu povo indefeso, depois o Arquiteto aguarda que os homens, eles mesmos, tomem a providência necessária.
Não preciso falar com Deus o que Ele sabe e há muito conversamos sobre as barbáries primatas, dos bípedes pelados, que fazem parte da raça humana.
Permaneço quieta esperando que as bestas do Apocalipse sejam vencidas pelo anjo da consciência humana capaz de assegurar os direitos humanos com dignidade.
Que não brinquem com a iracúndia violenta de Deus!
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Traço uma metáfora; O Arquiteto do Planeta Terra ouve o barulho vai à janela e vê os reais criminosos e responsáveis por tanto aparato violento, solta um grito desesperado e ensurdecedor pela voz do seu povo indefeso, depois o Arquiteto aguarda que os homens, eles mesmos, tomem a providência necessária.
Não preciso falar com Deus o que Ele sabe e há muito conversamos sobre as barbáries primatas, dos bípedes pelados, que fazem parte da raça humana.
Permaneço quieta esperando que as bestas do Apocalipse sejam vencidas pelo anjo da consciência humana capaz de assegurar os direitos humanos com dignidade.
Que não brinquem com a iracúndia violenta de Deus!
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