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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bernardo Sanmartin na Biblioteca Nacional


Senti-me honrada, na tarde de domingo, dia 24 de junho de 2012, ao percorrer a mostra Rio Cidade – Paisagem, na Biblioteca Nacional, Espaço Cultural Eliseu Visconti, Rio de Janeiro, e debruçar corpo e olhos, com alegria, sobre três dos quatro livros, de uma série, que meu avô Bernardo Sanmartin publicou no início do século passado. Ele mesmo editou estas obras.
Meu avô, Bernardo, que não conheci, foi fotógrafo amador nas horas livres. Tinha paixão pela cidade do Rio de Janeiro. Registrou, em suas caminhadas, o que encontrou em pedra, bronze ou mármore, escrevendo e fotografando, sobre a cidade. Contestou de forma veemente o descaso pela memória, o descuido pela preservação; testemunhos gravados em vários pontos da cidade. Inconformado com o arraso do Morro do Castelo deu importância pontual a documentar o que conhecia e descobria do nosso patrimônio histórico.

Bernardo Sanmartin era filho de pai e mãe espanhóis, de Santiago de Compostela. Nasceu e viveu aqui, nesta cidade, de 14/1/ 1870 a 1935. Minha mãe e tios (teve muitos filhos/as, de dois casamentos) contavam que, por natureza, era homem tempestuoso. Devo ter herdado muito deste sangue rebelde e inconformado com a leviandade cultural, sobretudo.

Contabilista. Por prazer, fotógrafo determinado. Pessoa objetiva e rigorosa, em seus princípios. Nasceu no Signo de Capricórnio, elemento terra; deixou-nos um legado, concreto sobre as coisas da matéria; documentação da memória e historicidade do antigo, Rio de Janeiro; indicações desconhecidas. Coisas próprias de um capricorniano que deixa por legado algo efetivo, que permanece concreta, para a sociedade onde vive.

E aí estão seus Testemunhos para o prazer da cultura brasileira.
Em 1910 publicou; Os notáveis, no Comércio e na Indústria do Rio de Janeiro, Brasil.
Em 1922, Independência 1922. Bustos e Autógrafos. RJ (4ª edição).
Expostos na Biblioteca Nacional estão os três primeiros Livros que contem 236 gravuras, photographias, impressos em papel couché.
O Primeiro Livro foi publicado em 20 de setembro de 1928, dia do aniversário de sua filha, minha mãe, Henriqueta; O Segundo Livro em 1 de julho de 1929; O Terceiro Livro em 15 de nov. 1931; tendo o mesmo título; Testemunhos de inicios varios na Ex-Cidade de São Sebastião actual Capital Federal da Republica dos E. U. do Brasil. B. Sanmartin, Rua Marqueza dos Santos, 38 (freguesia da Gloria) Rio.
O Quarto Livro – não está na mostra da Biblioteca - Bairro d’ “A’Carioca”, 1934; Testemunhos Fixadores do local e data da Fundação da Cidade do Rio de Janeiro. Exposição Nacional 1822 /1922 Brasil - B. Sanmartin, R. Marqueza dos Santos, 38, Rio.
Neste último Livro (abertura do blog) podemos ver, na capa, a gravação, verso e reverso, da medalha que ele recebeu, possivelmente, em razão da pesquisa e documentação gravada nas obras anteriores.
Passeio Público, 1931, quem diria! Foto de Bernardo Sanmartin
Maria Martha Sanmartin Pires Ferreira (uma de suas muitas netas)

sábado, 23 de junho de 2012

Mãe Natureza > Rio +20

Si a Rio + 20 não foi o que se desejava, o que se esperava; si a economia, que se quer verde, só pensa em agronegócio, agro lucro verde; a Cúpula dos Povos foi excelente na luta e conscientização por um mundo mais igualitário, justo socialmente, com desenvolvimento do meio ambiente bio-sustentável, solidário e humano.
Importância da justa distribuição das riquezas naturais e direito de vida digna, para todos, indistintamente. Bela confraternização entre povos múltiplos em diversidade e visão cultural.
A caminha Mobilização Global, dia 20 de junho, por Justiça Social e Ambiental – contra a mercantilização da Vida, em defesa dos bens comuns, foi emocionante pela incisiva força dos jovens, dos trabalhadores, pessoas de todos os cantos do mundo, dos nossos vizinhos latinos americanos, mulheres, frades franciscanos, organizações múltiplas, etc e etc e tal.
Fogo Sagrado no coração do Rio de Janeiro.
Esperança nesse mundo em transição para valores humanos essenciais para o bem comum e felicidade para todos, sem fronteiras, sem exclusões.
Um olhar de encantamento, consciência e comunhão para com a Mãe Natureza.
Clicar no texto para ler melhor
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Leonardo Boff na Cúpula dos Povos,

I - Terre des hommes - início da tarde
Foro de Diversidad - Leonardo Boff y las Juventudes conversan sobre El BUEN VIVIR
Repleto de latinos americanos. L. Boff , no final, foi belamente homenageado por representantes de países, nossos vizinhos.
Plenária repleta.
mesa composta de latinos americanos
Leonardo Boff depois de falar e ser homenageado

2 - Pavilhão Azul
Água – por toda a tarde, palestras em defesa da água como bem natural da humanidade. Parte da Natureza que não pode ser considerada mercadoria como o ar que respiramos. A grande força que são os rios. Economia perversa; querer privatizar as águas é privatizar a Vida.
Capitalismo verde inimigo da natureza produz para o mercado, tem a cor do dinheiro. Não está a serviço da Vida. Somos todos co-respensáveis em defesa das águas.
Italianos, latinos americanos, indianos e brasileiros irmanados como um único povo, sem fronteiras. Duas mulheres fortes discursaram em defesa das águas. Todos lembravam a importância de Danielle Mitterand em significativa homenagem; grande defensora dos bens da biodiversidade, das fontes da natureza. Grande dama de la gauche.
Leonardo Boff, às 18h, fez contundente explanação sobre a riqueza das águas no seu aspecto bom; intensidade e abundância no Planeta Terra, e, no aspecto ruim; a falta da água doce, sua escassez. A exploração comercial deste bem da humanidade que é a ÁGUA.
Plenárias repletas de gente de todas as idades e todos os povos.
Ativista da Índia - Dr. Vandana Shiva,
mulher forte e soberana, em defesa do Meio Ambiente Sustentável.
Leonardo Boff falando sobre a ÁGUA

Cúpula dos Povos

Mobilização Glogal por Justiça Social e Ambiental
Contra a mercantilização da Vida
Em defesa dos Bens comuns
Av. Rio Branco, ontem, 20/06/2012 / 100.000 participantes 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Cúpula dos Povos paralelo Rio + 20

Tenso confronto entre as potências capitalistas, conservadoras, poluidoras e os países que lutam defendendo desenvolvimento sustentável e soberano....... Rio + 20....  em quanto isso....
No Aterro criatividade em defesa do Meio Ambiente; a Cúpula dos Povos em ricos debates e trocas culturais solidárias por desenvolvimento biosustentável, justo e soberano._____

Cúpula dos Povos / Cuidando das Árvores

Jogando TERRA sobre canteiro de ÁRVORE

Conexão: Cúpula dos Povos

Performance
Aconteceu, ontem, dia 19 / terça-feira / 2012.
Avenida Rio Branco, 156

Os canteiros de Árvores precisam de Terra

padrinhos/madrinhas
 cuidam de Árvores !


domingo, 17 de junho de 2012

Performance Rio + 20


Jogando TERRA sobre canteiros com ÁRVORES
Cuidando das Árvores
Meio Ambiente Sustentável
RIO + 20
Dia 19 / terça-feira / 2012.
Das 11h às 13h (Lua Nova)
Local: Avenida Rio Branco, 156
Saída Metrô Carioca / entre Edifício Central e
Caixa Econômica Federal.

Leve um pouco ou dois kilos de TERRA.
Apenas derramar, simbolicamente, a TERRA sobre canteiros de Árvores ali presentes.
Traga amigos/as solidários/as com a NATUREZA MÃE.
Conexão com a Cúpula dos Povos
Não podendo comparecer participe colocando TERRA nas raízes das ÁRVORES,
enfrente sua Casa, Prédio ou onde estiver.
... Em defesa do Meio Ambiente, da Vida.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012

16 de junho 2012 - sábado - Rio + 20

No Viradão Rio + 20 da Casa da Gávea, astros e arcanos apontam riscos e oportunidades para a coletividade humana no futuro próximo.

Palestra e mesa de debates com livre participação da platéia.
Astrólogos:
Antonio Carlos Bola Harres - Palestrante e Coordenador
Dimitri Camiloto
Martha Pires Ferreira
Tarólogos:
Alexsander Lepletier
Enio Lindenbaum
Assista o evento ao vivo através do canal webTV da Casa da Gávea
Sigam pelo tweeter @alobolaeventos, pois através dele, quem estiver assistindo o evento pelo canal da webtv da Casa da Gávea - vejam o link abaixo - poderá participar enviando perguntas. http://www.casadagavea.org.br/ao-vivo/
Programação:16 de junho de 2012 ; De 13 às 17hs

http://www.alobola.com.br/

Sesc Rio Casa da Gávea
Praça Santos Dumont, 116 - Gávea - Rio de Janeiro
[Perdoem -me a péssima diagramação...não estou acertando].

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Meditação na experiência de Thomas Merton

martha pires ferreira
Palestra do Grupo de Meditação Cristã - 28 de janeiro de 2006. Boletim.

Thomas Merton nasceu em Prades, em 31 de janeiro de 1915, sob o signo de Aquarius, no sul da França e viveu nos EUA. Morreu em Bancoc em 1968 para onde foi em viagem pregar retiro e fazer conferências. Para este monge beneditino, trapista, a meditação é uma profunda integração pessoal em Deus, numa escuta vigilante e cuidadosa “do coração”. É uma entrega total, sem palavras, do coração e em silêncio.
Thomas Merton em sua obra Poesia e Contemplação deixou-nos muitas páginas dedicadas às questões tão preciosas que são as reflexões sobre a meditação.
Toda a sua obra, em geral, desde a Montanha dos Sete Patamares, nos fala, essencialmente, da vida contemplativa, da vida silenciosa, da vida meditativa intelectualmente e em radical experiência interior. Thomas Merton foi um contemplativo por excelência.
A vida contemplativa é vida de meditação com ou sem palavras. Em comunhão com a vida ativa, a vida de oração passiva, é vida de extrema entrega silenciosa às grandes experiências do amor de Deus.
No final de sua vida, Thomas Merton viveu junto à natureza como eremita numa ermida, no meio do bosque, do Mosteiro de Gethsemani.
Merton faz pontuações muito sensíveis; para ele é inseparável a unidade do silêncio e da oração. Merton cita em Poesia e Contemplação como foi bem descrita pelo monge Isaac de Ninive esta visão da unidade: “Muitos procuram avidamente (esta unidade), porém só encontram os que permanecem em contínuo silêncio... Todo homem que se regozija com uma multidão de palavras, mesmo que diga coisas admiráveis, é vazio interiormente. Se amais a verdade, sede amante do silêncio. O silêncio como a luz do sol, vos iluminará em Deus e vos libertará dos fantasmas da ignorância. O silencio vos unirá ao próprio Deus.
Acima de tudo, amai o silêncio; ele vos traz frutos que a palavra não pode descrever. No início, temos de esforçar-nos a ser silenciosos. Porém, nasce então algo que nos atrai ao silêncio. Possa o Senhor dar-nos uma experiência deste ‘algo’ que brota do silêncio. Se somente praticardes isso, uma luz indizível brilhará sobre vós como conseqüência (...) depois de algum tempo, certa doçura nasce no coração, deste exercício e o corpo é atraído, quase que à força, a permanecer em silêncio”.
Para Merton sem virtude (fortaleza), não pode haver verdadeira contemplação. Sem o trabalho da disciplina, não pode haver tranquilidade no amor. E cita Pedro de Celles, beneditino do séc XII:
“Deus opera em nós enquanto repousamos n’Ele. Essa obra do Criador ultrapassa todo entendimento; repouso que é, em si, criativo. Pois, trabalho como esse excede, em sua tranquilidade, todo repouso. Este repouso, em seu efeito, brilha e irradia, sendo mais produtivo do que qualquer trabalho. Assim, deixemos esta ação, ou este repouso de nossa contemplação, ser modelada de maneira a reproduzir, ainda que em linhas apenas esboçadas e apegadas, um modelo (de trabalho e repouso em Deus)... Essas coisa não se realizam na sombra e na noite, mas durante o dia e na luz, do sol da justiça. Pois quem ronca na noite do vício não pode conhecer a luz da contemplação”.
Thomas Merton nos remete, também, a São Gregório Magno sobre a vida contemplativa;
“A vida contemplativa consiste em permanecer com toda a força da mente entregue ao amor de Deus e do próximo; repousando, porém, de todo movimento exterior e unindo-se unicamente ao desejo do Criador”.
Noutra passagem ele se refere ao contemplativo do séc. XIII, XIV, Ruysbroeck;
“O homem interior entra em si de maneira simples, acima de toda atividade e de todos os valores, a fim de aplicar-se a um simples olhar no amor de fruição. Ali, encontra Deus sem intermediário. E, da unidade de Deus, penetra nele o brilho de uma luz simples. Essa luz simples demonstra ser treva, nudez e ‘nada’. Nessa escuridão, o homem é envolvido e mergulha num estado sem categorias, no qual se perde. Assim desnudado, toda consideração e distração em relação às coisas lhe escapam e ele se vê penetrado por uma luz simples. Nesse nada, ele vê todas as obras como inúteis, pois se encontra submerso pela atividade do imenso amor de Deus e, pela sua frutífera inclinação de seu Espírito, torna-se um só espírito com Deus”.
Poesia e Contemplação é um convite à compreensão da meditação; a oração intelectual e a oração existencial. Nesta mesma obra Merton escreveu:
“A oração contemplativa é, de certo modo, simplesmente, a preferência pelo deserto, pelo vazio, pela pobreza. Alguém começa a conhecer o sentido da contemplação quando, intuitiva e espontaneamente, procura o caminho obscuro e desconhecido da aridez, de preferência a qualquer outro. O contemplativo é alguém que escolhe antes o não saber do que o saber. Antes não fruir do que fruir. Antes não ter provas de que Deus o ama. Aceita o amor de Deus na fé, num desafio a toda evidência aparente. Essa é a condição necessária – e uma condição muito paradoxal – para a experiência mística da realidade de Deus e de seu amor por nós. Somente quando somos capazes de ‘largar’ tudo o que há dentro de nós, todo desejo de ver, de saber, de provar e de experimentar a presença de Deus, é que nos tornamos realmente capazes de ter a experiência dessa presença com a convicção e realidade avassaladoras que revolucionam nossa existência inteira”.
“A contemplação cristã não é algo de esotérico e perigoso. É simplesmente a experiência de Deus dada a alguém já purificado pela humildade e a fé. É o ‘conhecimento’ de Deus na obscuridade do amor infuso”... “A contemplação infusa é um conhecimento quase experimental da bondade de Deus ‘saboreada’ e ‘possuída’ por meio de um contato vital nas profundezas de nosso ser. Por meio do amor infuso, nos é dado apreender, de maneira imediata, a própria substância de Deus”. Repousamos, então, na percepção obscura e profunda de sua presença e de sua ação transcendentes dentro do mais íntimo do nosso interior. Assim, nos entregamos inteiramente à obra de seu Espírito transcendente”.
Em 1938, aos 23 anos, Thomas Merton conheceu, através de seu amigo Seymour, o monge Doutor Bramachari, originário da Índia, é o que relata em Montanha dos Sete Patamares (1947), onde faz referências a este monge: “eu buscava (...) e procurava um gênero de vida que tivesse Deus como centro, conforme a dele”. “Afinal, não deixava de ser um tanto irônico que eu me houvesse voltado, espontaneamente, para o oriente em minhas leituras e conhecesse um oriental. Ele nunca tentou explicar a crença religiosa da Índia”.
O interesse de Merton pelo misticismo da cultura oriental se deu a partir das leituras de Aldous Huxley, em especial, Meios e Fins. Antes de conhecer o monge Bramachari, Merton tinha particular sede de vida espiritual. Sua tese de conclusão na Universidade teve como título: A Natureza e a Arte em William Blake, um artista essencialmente místico. Para Merton a experiência artística, a mais alta, era de fato análoga à experiência mística.
Thomas Merton não se restringiu aos textos da Philokalia e às fórmulas hesicastas dos padres do Deserto, assim como a “Oração de Jesus”; procurou conhecer muitas técnicas de meditação das grandes tradições das culturas do Oriente. Em sua obra Reflexiones sobre Oriente – La filosofia oriental a la luz del misticismo occidental (textos de 1965 a 1968), nos relata sobre o taoísmo, o zen, o hinduismo, o sufismo e as variantes do budismo.
Em 4 de novembro de 1968, em sua viagem à Índia, teve uma audiência com o monge do Budismo Tibetano, Sua Santidade Dalai Lama, e escreveu; “Toda a conversa versou sobre religião, filosofia e, especialmente, sobre os caminhos da meditação”. Dias depois, menos de um mês de sua morte, foi ao eremitério do rimpoche Chatral; “o maior rimpoche que já conheci até hoje”. “Gostaria de estar mais com Chatral” (O Diário de Ásia, 1973). Depois de sua morte, em 10 de dezembro, Bancoc, as questões da meditação aparecem com presença constante em suas obras publicadas.
No ocidente a meditação, como experiência pelos cristãos, reiniciou-se, no mundo contemporâneo, provavelmente, através dos monges beneditinos, na França (outros?), com as aplicações práticas das disciplinas da Raja-Yoga à oração e à meditação. Isto se verifica nos textos da obra; O caminho do silêncio ou Yoga para cristãos, de J. M. Déchanet (3ª edição/1957) onde encontramos no capítulo “As fases da meditação silenciosa” a invocação “Veni, Domine. Vem, Senhor”. Obra que provavelmente Merton conheceu, e, o mesmo interesse se dando com as aberturas do Concílio Vaticano II. Verifica-se que somente no início dos anos 60 é que ele começa a escrever a série de trabalhos referentes ao Oriente. Nos anos 50 muitas obras sobre meditação oriental foram publicadas na França. Em 1953, L’hésychasme, Yoga chrétien, em Yoga, science de l’homme integral – Cahiers du Sud, Paris.
Nos anos 60, Merton fez contatos pessoais e profundos com o filósofo e sábio, do Japão, Daisetz Suzuki, mestre do Zen Budismo, e escreveu; Zen e as aves de rapina (1968). Antes, em 1961, escreveu Místicos e Mestres Zen, e, em 1965 A via de Chuang Tzu (o grande filósofo e poeta chinês), e Gandhi, a não violência. Vê-se o grande interesse pela sabedoria oriental.
Para Merton a contemplação passiva não exclui as atenções para com a vida ativa, muito pelo contrário, maior é o amor responsável e profundo para com o seu próximo, onde devem estar presentes as preocupações para com o mundo e suas complexidades. Thomas Merton lutou de forma veemente contra as guerras, a violência, os preconceitos raciais, religiosos e quaisquer outros (desde os finais dos anos 50 passou a ter bons entendimentos com protestantes, anglicanos, judeus e mesmo ateus), e, se indignava diante das injustiças sociais e da vergonhosa exploração e violência para com as classes oprimidas. Sua obra Sementes de Destruição, 1964, é um grito de desespero e de advertência profética diante da alienação e das perversidades do mundo moderno. Em Questões Abertas, 1960, sua expressão de amor ao próximo revela grande sensibilidade: “Onde não existe a possibilidade de um nível de vida decente, quando não há liberdade, justiça, educação na sociedade humana, como pode o Reino do amor ser nela edificado? (...). O Reino de Deus, não se compõe unicamente de grandes homens santos, é um organismo vivo, místico, constituído de homens comuns, com suas fraquezas, suas limitações, sua boa vontade, seus talentos, suas deficiências – tudo isso elevado e divinizado pelo Espírito Santo, de maneira a que o Cristo viva e se manifeste em cada um e em todos”.
Para Thomas Merton, por natureza, o contemplativo colabora efetiva e essencialmente com a humanização e a santificação do mundo, em silenciosa doação afetiva, em comunhão com o Mistério de Deus. Intenso era o seu contato com as manifestações da Natureza, em plena observação amorosa. A experiência da meditação contemplativa, para ele, é um dom de Deus de se estar sendo no mundo. É uma entrega radical em silêncio. Os contemplativos “participam da crise e da tragédia que assola o mundo, mas que eles vêem e entendem de maneira inteiramente diferente do resto do mundo”. (...) “suas verdadeiras perspectivas são aquelas do Reino escatológico de Deus”. Merton sentia-se feliz por ser membro da raça humana, de ter no outro a humanidade de Jesus Cristo.

Thomas Merton foi meu mestre maior na compreensão do mistério da encarnação de Jesus Cristo. Merton nasceu na França, 31 de janeiro de 1915, já dito, e morreu, de maneira inusitada, em Bancoc, Tailândia, em 10 de dezembro de 1968. Descendente de pais anglo americanos escreveu mais de 70 livros sobre espiritualidade, poesia, justiça social, ensaios, religiões comparadas – Zen, Tao, Sufi. Foi ativista social ferrenho.
Foi o primeiro monge no ocidente a travar diálogo com asiáticos como DT Suzuki, Dalai Lama e Thich Nhat Hanh.
Tudo sobre Thomas Merton pode ser encontrado na Wikipédia/ internet._________

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Meio ambiente

Recebi de meu amigo José Gurgel estas palavras de Leonardo Boff, filósofo e teólogo, outro amigo:
 "O governo Dilma, assim como o de Lula, tem estado atento às questões sociais.
Tiraram uma Argentina da pobreza. Mas dão muito pouca atenção ao meio ambiente.
Esse é um grande déficit. O Brasil tem um papel fundamental no equilíbrio do planeta.
Ou fazemos alguma coisa agora ou será tarde demais."
Quinta, 7 de junho de 2012 - O Globo/ coluna Economia Verde de Agostinho Vieira ____

domingo, 3 de junho de 2012

Meditação andando


Jardim Botânico, RJ, sábado, meditação andando. Tempo: 40 minutos; mais um dia de caminhada silenciosa. Os pés na terra úmida; resquícios de chuva recente. Respiração pausada. Olhos contemplativos diante da beleza da Mãe Natureza, seguida de observação cuidadosa da flora pujante em riqueza diversificada; gótica árvore, craveiro, com esquilos percorrendo os galhos; o Sol irradiante brincando entre as folhagens; velhíssima árvore, com folhas amplas, derramando seus troncos cansados sobre o chão. Conscientemente livre percorri agradável espaço do cosmos.__________