sexta-feira, 22 de junho de 2018

Liberdade de escrever - O jogo da Humanidade / Conhecimento com sabedoria


Liberdade de escrever - o Jogo na Humanidade.
     Está em Jogo o futuro da Humanidade? Sim, estamos no fio tênue e estreito da perigosa travessia. Desmonte geral em valores morais e éticos. Confronto entre os deuses dos poderes e os dos cifrões. Frente a frente as potência: Gog e Magog (o culto ao poder e o culto ao dinheiro). Diante da banalidade da violência física e moral, tão presentes no mundo, senti ter que reler Thomas Merton (1915- 1968), sua obra - Hermana América, Ed. Mutantia, Argentina – Carta a Pablo Antonio Cuadra sobre Los Gigantes, 1962. Profética visão diante do mundo em acelerada decadente; desumanizado. Pequenos trechos da carta de Merton, num desabafo sofrido e preocupante, com sua brilhante lucidez, ao amigo poeta da Nicarágua: “Permite-me dize-lo sem rodeios: a grande falta/culpa do complexo europeu-russo-americano que chamamos “Ocidente” (falta que se estende à China) não é somente a cobiça e a crueldade, não é somente a desonestidade e a infidelidade à verdade, é sobre tudo sua desmedida arrogância com o resto do gênero humano. A Civilização ocidental se encontra agora em plena declinação para a barbárie (uma barbárie surgida de sua própria entranha) porque tem sido duplamente culpada de deslealdade: para com Deus e para com o Homem (espécie humana).
(...) ”DEUS ESTÁ EM TODOS OS HOMENS”. (...) – ‘Tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber; eu era estrangeiro e não me acolheram, estava nu e não me vestiram; estava doente e na cadeia e não me socorreram’ (Mateus 25; 42, 43) – “Isto pode se estender a todos os possíveis significados: e a intensão é que se estenda a todo o âmbito das necessidades humana, não só a de pão, trabalho, liberdade, senão também a de verdade, crença, aceitação, companheirismo e compreensão”. Cairemos todos, indistintamente, no abismo sem volta se não escolhermos a única saída possível; a Amorosidade acolhedora para com todos sem exclusões, a Justiça Social com alteridade, a Partilha em comunhão fraterna.
Mesmo para se protestar tem que se ser discreto, para se defender a pele e para manter a pureza do próprio protesto. Resistir à escuridão com gesto de afeto solidário.
 ---martha pires ferreira, tarde de 21 de junho de 2018.
O mundo "Ocidental judaico-cristão" desconhece humanidade
- ontem e hoje - não apreenderam quem foi Jesus de Nazaré, o Galileu.
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Liberdade de escrever – conhecimento humano com sabedoria.
Temos que avançar, a vida exige níveis mais depurados, elevados em valores essenciais de sustentação, de fraternidade, de bens igualitários. O mundo das sensações, dos sentidos, das desigualdades sociais alarmantes, das seguranças e deleites governamentais caminhando em direção à falência rápida e galopante. O mundo não é e nem será o mesmo. É noite escura dos sentidos.  O tempo não para, a vida avança e se constrói a cada dia. Urge um horizonte possível, viável: humanitário, solidário. A função do ser humano é uma só - ser Humano. O mais são peças ao largo, acessórios dispensáveis. A ciência e tecnologia pouco servem se não está a serviço do ser Humano. E aqui eu me reporto a um cientista, que em muito me influenciou na juventude/ 1962, Bertrand Russell em sua obra Perspectiva Científica, onde transparece o anseio de encontrar um sol de esperança, o fogo de Heráclito da alma. 
Um breve texto deste pensador e matemático: “Até agora (prêmio Nobel 1950), o homem se viu impedido de concretizar as suas esperanças por ignorar os meios de realiza-las. Mas à medida que sua ignorância vai desaparecendo, ele se torna cada vez capaz de transformar, no sentido que julga melhor, o seu meio-ambiente, o seu meio social e o seu próprio ser”. E completa: “Para que uma civilização científica seja uma boa civilização, é preciso que o aumento de conhecimento humano seja acompanhado por um aumento de sabedoria, termo este que está sendo empregado no sentido de uma concepção justa dos fins da vida. Isto é algo que a ciência não proporciona por si mesma. Consequentemente, em si mesmo, o aumento dos conhecimentos científicos não é suficiente para garantir qualquer progresso genuíno, ainda que seja uma das condições necessárias para esse progresso”.
“A Matemática é a única ciência exata em que nunca se sabe do que se está falando, nem se aquilo que se está dizendo é verdadeiro”. Façamos um esforço para sermos verdadeiramente Humanos.
- martha pires ferreira, tarde de 20 de junho de 2018. 
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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Signo de Cancer

Iluminura, séc. XV -  signo de Cancer

O Sol inicia seu percurso anual no signo de Câncer, Rio de Janeiro, às 7h10, amanhã, 21 de junho de 2018. Inverno / hemisfério sul. 

A Astrologia é uma linguagem simbólica como já foi colocado.
 Relógios ~- Suécia, Suiça e Praga.

O signo de Câncer pertence ao elemento Água - Analogia com Lua – princípio cósmico da imaginação - feminino cardinal.
Artemis, Diana - associada à Lua
É o 4ª signo do Zodíaco (20-21-22/jun. a 22-23-24/jul. dependendo da latitude e longitude horária)
Catedrl de Chartre - vitral
Características agradáveis e desagradáveis deste signo:
Raízes. Lar. Família. Parentes. Fecundidade. Ancestralidade. Tradição. Memória. Parcialidade. Nostalgia. Poesia. Sentimento. Sensibilidade. Delicadeza. Sonho. Quimera. Ilusão. Proteção. Receptividade. Imitação. Maternidade. Amamentação. Feminilidade. Imaginação. Passividade. Inconsciente. Ressentimento. Susceptibilidade. Lágrima e choro. Pressentimento. Percepção. Dedicação. Receios. Impressionabilidade. Frieza emocional. Patrimônio. Conservadorismo. Fragilidade. Instinto. Emotividade. Envolvimento. Domesticidade. Resistência emocional. Espírito gregário. Senso de defesa. Controle. Capricho. Infantilidade. Imitação. Alteração de humor. Alimentação. Nutrição. Etnias.
O corpo humanono Zodíaco
Tudo escrito nas Estrelas para boa orientação na Terra -
quem tem olhos para ver que apreenda.
 Os sinais dos Céus nos ajudam, simbolicamente, 
em tempos de travessias.
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quarta-feira, 20 de junho de 2018

– “Eu conheço minhas ovelhas”.

“Eu conheço minhas ovelhas”.

Na minha visão de mundo toda organização militar tornou-se Organização da Morte. Crua realidade com odor do Tártaro; sedutor Senhor dos Infernos - mitologia grega, Teogonia, origem dos deuses – Hesíodo!
A banalidade da violência prevalece. Meu repúdio. Sou pacifista por natureza. Gosto das polêmicas, sabor nas diversidades, paixão pela eloquência líbera, com elegância na retórica. Inimigos? Inimigas? Desconheço. Tenho sim adversários/as, e as mantenho à distância quando não se avança para o caminho do entendimento, harmonia, concórdia. Impossível bom acordo quando falta generosidade, alteridade, troca mútua, mesmo em bens materiais e espirituais, justos - trabalho do cotidiano. Como é bom partilhar, dividir, somar! O Sol nasce para todos, indistintamente. Continuo a acreditar na evolução progressiva e lucidez da Humanidade; fogo criador em níveis cada vez mais elevados de condição humana; Campos Elíseos, Terra dos Bem Aventurados, aqui, neste Planeta comum que habitamos.
Resgato por identificação, a cada instante, a figura histórica de JESUS, o Galileu; o pacifista por excelência. Aquele que amou demais - meu Ícone!
Não estou interessada em controvérsias com instituições cristãs em sua tacanhez e desvios de conduta, mas sim, em afirmar, vir ao público leigo, a filosofia, o exemplo de vida real do Homem supra-humano que foi o Galileu, JESUS - o Bom Pastor de suas ovelhas!
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terça-feira, 19 de junho de 2018

Liberdade de escrever _ a noite

Lenta surge a noite em sua imensa, extensa, beleza – mistérios profundos na carne, mergulhos na alma. Tão longe, tão perto. Sentimentos sutis, intuições em horizontes vagos. Nada se estanca no mundanizado vazio, passageiro. O eterno sendo, agora, atua. Passos na escuridão das horas, dia, 19 de junho. Meus olhos contemplação. 
  
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domingo, 3 de junho de 2018

Exposição VERTICAIS

Crina de cavalo sobre papel artesanal e aquarela, 2017
Flor Azul bordado ponto cheio sobre tecido, papel artesanal e pena nanquim, 2018
Espiral frivolité sobre papel artesanal e friso aquarela, 2018.


SONAR (desenho _ registro do som do oceano) - cilindro de acrílico, solto na cambraia de linho com friso pena nanquim, 2018

Convergência na pluralidade.

  Exposição - VERTICAIS - 2 a 30 de junho de 2018 - Casa Amarela, 20 anos 
FLORES!  - o mundo quer flores
Aquerela e selo, 2018. - Pena de nanquim e aquarela, 2017

Unidade na diversidade, na diferênça de estilo. 
A Arte é por si generosa!

Eu, Dirce, Janete, Regina e Jabim





Um quinteto  - Curadoria - Dony Gonçalves

Montagem - Celso Honório
Casal anfitriões-mecenas - Casa Amarela - Teresinha e Jorge Ribeiro. Foto de Jenete Bloise

Esta foto - Salgado Morais
Foto de Pedro Gentil - Vestido performático desenhos na vertical >  rrrss
Estarei presente aos sábados - junho - das 14h às 19h  _ com um bom café e conversa. Amigos e Amigas, meus amores, afetuoso agradecimento pela presença. 
Vendi seis desenho. Até mais sempre, martha.
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Presença das mulheres

Iluminura de Hildegard von Bingem, séc. XII 
- o ser humano em sua totalidade cósmica.

As mulheres são meus espelhos, desdobramentos de mim, na identificação com o universo feminino; delicadeza, afetuosidade, acolhimento, intuição. Sempre tive e tenho queridas amigas que se fizeram na família; mãe, irmãs, tias, primas, as da juventude, as mestras, e, outras muitas se estendendo ao longo da vida. Minhas amigas, minhas queridas irmãs de coração; companheiras nos divertimentos, na dor e na alegria.
A mulher é o princípio que assume o materno, que acolhe e protege independente do fato de ter ou não gerado filho/a, é o fio feminino que emerge nas origens de todas as coisas. A mulher tem por essência a função criadora da psique; elo entre o mundo objetivo e subjetivo, consciente e inconsciente, o sombrio/obscuro e o luminoso existente em cada um de nós. Tenho mais afinidade com as mulheres criativas, realizadoras, produtivas, destemidas. Solidária no convívio; senso de alteridade.
 minha mãe Henriqueta

Jamais admirei mulheres submissas, servis. Não tenho hábito de julgar, mas fico longe de posturas piegas, sentimentalismos de fundo de quintal, carências emocionais infantis, conversas banais inconsistentes, e, historietas com dramas amorosos. Não é ser moralista não entender, por exemplo, triângulos afetivos velados. Prezo respeito pelo outro ser humano. Ser mulher é viver a vida sabendo não ferir, saber se reservar, ser perceptiva e medir as consequências. Ser livre não é sinônimo de ser leviana. Ser mulher é viver a sensualidade e sexualidade com beleza interior; não é só o corpo a se expressar, é toda a natureza feminina manifesta com inteligência. As sensações se evaporam, no tempo. Preciosas amizades, sim, são saudáveis.
Não importa o nível de cultura, ser mulher é ter dignidade nas atitudes, ter ética, certa dose de simplicidade, generosidade e consciência social.
Com os homens aprendi a pensar, classificar, ordenar, raciocinar, contestar, me impor altiva, mas foi no faro feminino que apreendi as sutilezas da intuição, sensibilidade, apreensão cósmica, tocar no mistério da vida. Ah, a Mãe Natureza sempre me ensinou na caminhada.
Fiz grandes amizades com mulheres desafiadoras, responsáveis, corajosas ao enfrentar a vida cotidiana. Impossível numerar as amizades com tantas mulheres sábias, determinadas, sensíveis e corajosas que passaram e estão em minha vida. Muitas são mulheres/alunas que se formaram em meu entorno com plurais inclinações existenciais, culturais, e, se mantiveram amigas para sempre.
 Cecília

Penso neste momento em mulheres que me abriram horizontes; Cecília Meireles que só a conheci em suas palestras, Alice Marques dos Santos do Grupo de Estudos C. G. Jung e Ir. Maria Emmanuel, prima e amiga, pelas traduções de Thomas Merton. Sempre recorro às místicas Hildegard von Bingem em sua arte, conhecimento e poesia, e, Teresa d’Ávila no Castelo Interior. Mais recente Hannah Arendt, leitura, sua visão política.
 Ir. Maria Emmanuel 
 Teresa d'Ávila

Hannah Arendt
Influência imensa no caminho da individuação é a saudosa Nise da Silveira, com quem convivi em preciosa amizade e colaboração de 1968 a 1999 quando partiu para outras dimensões; sábia mestra em tudo, mulher-mãe dos despossuídos, degradados, marginalizados, feridos mentalmente, amante da natureza, das artes e dos animais. Nise, mulher ultra-humana, usando palavras de Teilhard de Chardin. Nise, coração da loucura, na totalidade.



   Alice, Nise e eu - 1993.
Tarde de 30 de maio de 2018, Santa Teresa
Foto minha de Nise - Poema à Natureza, 1970 / instalação Santa Teresa. 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Tranquilidade e Felicidade na Terra !

...e seremos saudáveis para sempre! 

domingo, 27 de maio de 2018

Exposição Verticais // Liberdade de escrever _ desenho

                                                   rosto de jovem, 2014.
VERTICAIS – Exposição - 
Casa Amarela 20 anos.
Dia 2 de Junho 2018, às 18h – sábado.
Rua Hermegildo de Barros 163 – Santa Teresa
Quinteto de artistas - 
Dirce Fett, Jabim Nunes, Janete Bloise, Regina Hornung e eu, Martha
 - Dony Gonçalves - artistas curador.
- meus desenhos na reserva técnica.

vasos na mesa, 2011.   
masculino e feminino, 1999.
labirinto no selo, 2008.
Liberdade de escrever – Desenho 2
Sou ponto, linha, traço, curva, reta, círculo, vertical, horizontal, diagonal, paralela, interseção de planos, poliedro, ângulo, régua, compasso, centro, eixo, fio inclinado, oblíquo, segmento de rotação, desenho infinitos.
Espaço vazio atrai o que a inteligência instiga, provoca. A imaginação é intuitiva, visceral, desafiante. O mais é o mais, nada mais que silêncio.
jovem de chapeu, 2013
jovem moderna, 2014.

Exercícios da criatividade: desafiar traços com bico de pena a nanquim Micron 02, 03, ou, lápis grafite Staedtler 4B, ou, Lápis de cor, uso da aquarela - diretos no papel de boa qualidade. Imagens que se revelam!
                                                     forma no espaço, 2011.
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