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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A mitologia ajuda a ter visão de mundo

Saturno devorando seu filho


Viver a intensidade da imaginação é necessário - estou no Panteão dos deuses. Estive com Mercúrio na entrada do Olimpo.
 - Procurei Uranus – princípio cósmico do Espaço, senhor do Caos. Ele me faz relembrar que sua energia se espalha soberana por zonas impensáveis. Imprevisível, utópico e excêntrico individualista não suporta dependências. O horror não dura para sempre. Uranus libertário domina a ciência e a tecnologia a serviço da coletividade; sem limites, sem exclusões, sem amarras. Aquarianamente Uranus nos mostra, por aforismos, os frios aspectos perversos de Cronos/Saturno, atrasando o processo natural da expansão da criação; da vida, da felicidade plena entre os mortais. O senhor do tempo, Cronus em seus aspectos inferiores e elementares, pela ambição determinada só visa o poder inflexível, amarrando tudo com seus joelhos inertes que não anda, não cede lugar, desconhece partilha solidária. 
















Rea, a Terra Mãe, havia protegido seu filho Zeus/Júpiter. Ela enfrentou Cronus dando-lhe pedra enrolada em tecidos. Só com o amadurecimento de Zeus, sentido da justiça e direito real é possível destronar Cronus. Tudo se faz com intensa batalha.
Importante Zeus/Júpiter reivindicar seu lugar celeste, depor seu pai Cronos, omisso para com todos os seus filhos. Zeus em luta se fará soberano, por desafio com a compreensão coletiva de fortes aliados, saberá que é necessário dividir comandos, estabelecendo, assim, a Justiça e a dignidade humana.
 // A linguagem mitológica nos ajuda a entender nossos anseios aqui no planeta Terra.
// Aqui no Panteão dos deuses reaprendendo a ter visão geral das coisas do mundo com suas inquietações e conquistas. Caminho reflexiva diante da infinitude existencial - Arquétipos da criação!
-- martha pires ferreira 

sábado, 20 de maio de 2017

Mercúrio na entrada do Olimpo

Raphael

Estou no Olimpo - Panteão dos deuses – sorrindo é claro, cheguei afinal. Quem veio me receber foi Hermes, lindo! Bem, modernamente no universo romano, passou a se chamar Mercúrio. Não muda nada, continua mais veloz que o vento. Está de prontidão neste período, é o regente do signo de Gêmeos. Transita no mundo das ideias a cada segundo em experiências e comunicações as mais inusitadas. Bisbilhoteiro, se mete em tudo e rápido se manda, se for o caso. Dissimulado ou por não querer se envolver em atritos não quis transmitir o que sabe das tramoias dos mortais; nem derrotas nem glórias. Percebi que estava um tanto transtornado pelo olhar, respiração sôfrega e com nítidas tensões musculares nos braços. Sem profundidade argumentava, superficialmente, sobre as manobras dos bípedes pelados nos três poderes; legislativo, judiciário e executivo, aliás, afirmo, fez uma improvisação versátil com mudanças de informações sem saber o rumo certo. Passou a dar a entender que fará intercâmbios culturais e comerciais, mas não afirmou que tipo de negócio; se transparente ou não. Coisas de Mercúrio. Eu ao me apresentar deixei claro querer me encontrar com Uranos. Foi me enrolando com seu espírito jovial, sacudia as mãos leves e não disse nada, nem apontou o caminho; podia ser para cima ou para baixo, direita ou esquerda. Fico a espera tentando unir opostos inconciliáveis; a escuridão das informações e a luminosidade da verdade. Muito inteligente, Mercúrio de diverte em eterna juventude!
- 20/05/17- martha pires ferreira

 Tiepolo

 gravura medieval

terça-feira, 16 de maio de 2017

GATOS, a emoção de lidar


GRUPO DE ESTUDOS C. G. JUNG - 2017

Obra de Nise da Silveira

GATOS, a emoção de lidar.

Dia 17 e 31 de maio

- Leitura e reflexões -

- 14 e 28 de junho.

Local : CASA DAS PALMEIRAS

(às quartas-feiras de 15 em 15 dias)

das 19h às 20h30.

Rua Sorocaba, 800 – Botafogo.

Inf.: 2266-6465 (das 13h às 17h) - 2242-9341

O GRUPO DE ESTUDOS É GRATUITO

* Está aberto ao público em geral *

Temos o livro R$60,00

Bem vindos os artistas, filósofos, psicólogos, pensadores livres,  cientistas, antropólogos, sociólogos e/ou qualquer pessoa que desejar ler, estudar e/ou conhecer, mais profundamente

 as Obras de C. G. Jung e Nise da Silveira

terça-feira, 9 de maio de 2017

Plutão fala sua linguagem celeste

Plutão não é um planeta menor rodando nas galaxias apenas para sabor da ciência. Plutão fala em sua linguagem própria. O infinito é órgão vivo que pulsa em nossos corações sensíveis.  

Plutão registrado em 14 de julho de 2015.
Sonda New Horizons
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      Os cientistas se concentram nas configurações técnicas, nas descobertas, em suas precisões - energia - matéria.
          O que o planeta menor Plutão significa, simbolicamente, por sincronicidade, em nossas emoções, percepções, intuições e sensações orgânicas e em nossa inteligência, sensível, sutil? O que me deixa deslumbrada, atraída, é perceber que não existe cisão, separação estrutural, entre estes dois polos de energia – inorgânico e orgânico. A matéria tem alma, é pulsante, energia viva.
          Enquanto ciência Plutão é matéria de grande riqueza em suas características. Enquanto símbolo orgânico e energético este Astro configura, igualmente, natureza riquíssima, transbordante de mistério e magnetismo. Das profundezas, o mito de Plutão traz à tona transformações abissais de nascimento, morte e ressurreição.
          A semente cai em boa terra e morre, misteriosamente renasce em beleza e esplendor. Assim nosso cotidiano, as civilizações, as culturas, nossas vidas pessoais – nascimento, desabrochar e viver, morrer e ressuscitar.
          Plutão a 19º 19’R percorre, hoje, 9 de maio de 2017, o signo de Capricórnio – representação do tempo, dignidade social, status, ambição, estabilidade, domínio, frieza, impiedade, crueldade, poder, realização, cálculo, indústria, opressão, política, precisão, consciência, síntese. Pergunta-se: o que prevalece? O que as circunstâncias determinam – nascimento, estabilidade, morte ou ressurreição. Plutão sinaliza recados celestes para os viventes terrestres. – transformações profundas se fazem. Conscientes caminhamos; a Vida é plenitude.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Astrologia - Mitologia - mundo em transição.

Mitologia - releitura na atualidade - mundo em transição. Astrologia
         
          O Planeta Saturno - Cronos, mitologia grega – princípio cósmico do Tempo, percorre o signo de Sagitário, elemento Fogo, a 27º13’R. (momento em que escrevo), sustentando sua posição de poder, determinação, cálculo, ambição adquirida com sua frieza, rigidez e postura implacável, própria dos que não cedem.
          A humanidade perplexa, de leste a oeste, de norte a sul,   acompanha os acontecimentos, na proa do navio, Terra. Estarrecida segue os passos da Democracia ferida em sua essência, em seus valores solidários, participativos, suas conquistas sociais em construção, dia a dia, anos a ano, se desmoronando. Desmonte, anunciado, se fez com a República Federativa do Brasil, acelerada, em 2016.  A Nação - Brasil, a deriva, não sabe para onde irá, nem que rumo tomar (percebe a decadência em todo o mundo vigente) Todos presenciam os destroços, os desmontes, dos valores adquiridos com o suor do corpo, sentimento, vivências. São muitos poucos que resistem, tenazmente, lutando frente aos recintos administrativos e organizacionais no que confere a manutenção digna da vida social, conquistas do bem da cidadania como um todo. As Ruas com garras obtiveram espaços em desejos de respostas efetivas. As redes sociais se confrontam. Desafia-se o dragão da maldade.

          Astrologia é um saber simbólico. Vivemos, na atualidade, configurações celestes cheias de tensões. Momento de transição em conflitos profundos. Poderíamos dizer que os deuses (figurantes) se confrontam com tempestuosidade na atualidade. A Mitologia de Homero está viva, atuante. Sinaliza o significado das conquistas efetivas, no contexto terreno, usando imagens celestes, alegorias expressas por personagens do imaginário popular para conceituar valores no nosso cotidiano. Os astros inclinam e não determinam. Os seres humanos fazem suas conquistas em expansão contínua para níveis mais amplos e evoluídos. O processo de conscientização e evolução social da humanidade é demasiado lento. A convergência para valores mais elevados e depurados exige tempo - interno e externo. Tecnicamente avançou-se a pontos e realidades inimagináveis, mas no campo do sentimento afetivo, intuição, delicadeza, compreensão do outro como seu igual sem excludência, como raça humana, um fiasco. As banalidades do mal persistem. Os exploradores, fariseus de toca ou cifrões, presos aos moldes ultrapassados da Antiguidade vestem, hoje, outras roupagem, entretanto cometem erros idênticos. Pouco se avançou. As lutas e desafios por conquistas persistem.  


          Saturno (Cronos), senhor da rigidez, do poder dominante, não pretende ceder seu lugar estratificado no tempo (governos e corporações). O Céu sinaliza as tensões da Terra. O Planeta Júpiter (Zeus, denominação grega) configura anseios de justiça, dignidade ética e comprimento dos direitos adquiridos por desafios e conquistas acirradas. Percorre, hoje, o signo de Libra a 15º15R (signo da Lei, sede de justiça e harmonia). Com seu ímpeto desafiador se lança para obter seu direito de fato no Olimpo – morada dos deuses - garantido e assegurado não só pelas Leis dos homens, mas pela Lei do Universo. Sozinho, simbolicamente, Júpiter não tem como enfrentar tamanha batalha perante maquiavélicos abusos de poder de Saturno, o senhor do tempo inexorável. Júpiter, destemido avança, e, recua sem sustentação factual. Embate celeste reflete embates terrestres por sincronicidade.      
          A estratificação do poder vigente de Saturno é não ceder, não abrir espaço. Sua posição rígida tem as armas argilosas das falácias, jogos de artifícios maledicentes, armas da frieza armada, e, trapaças calculadas para sustentar, satisfazer suas ganâncias pessoais, seus delírios de loucura. O poder enrijecido de Saturno é sem tréguas. Pensamento único, fascista, não dá espaço para terceiros. A celeste batalha continua a refletir na Terra.
          Júpiter toma nova direção; procura aliados na imensidão do Universo; clama por Gaia, Mãe Terra e por Urano - senhor dos espaços siderais, a 25º31’ de Áries. Desce às profundezas da Terra até os Infernos, onde recorre a Plutão (Hades – terminologia grega) a 29º22R., agora, no signo de Capricórnio (signo do trabalho, da posição social, status). Júpiter vai a busca de apoio deste poderoso senhor do mundo subterrâneo. Sem receios, com dignidade, pede, ainda, socorro a Netuno (Poseidon) – senhor das profundezas das águas, a 13º44’R., regente do signo de Peixes (signo que passa do caos à transcendência). Júpiter, ainda, sem receios, cerca-se das mais intensas configurações mitológicas para enfrentamento na terrível batalha pela conquista do seu Reino de Direito. Destemido, Júpiter aceita acolhimento dos Titãs, Hecatônquiros e mesmo dos Ciclopes e dos Gigantes para enfrentar o implacável, o inflexível Saturno, aquele que tudo devora. E presenciamos Marte (Ares – deus grego), o senhor das batalhas sangrentas, deus das guerras e sem medidas a percorrer, velozmente, o Zodíaco, hoje, a 7º58’ do signo de Gêmeos, maio de 2017, até a 24º22 do signo de Capricórnio em 2 de maio de 2018. Impensável; agirá com assustadora rapidez.
          Os astros sinalizam, são metáforas a serem lidas e apreendidas. Os desafios terão que ser vividos nesta batalha de deuses e titãs frente o poder que não cede fácil, que não quer mudança estrutural, que desconhece a potência libertadora da Vida em eterna criação.
        Saturno, no isolamento, cairá no desterro, diante dos confrontos com os deuses aliados em suas potências celestes.
          O futuro dirá a História.

Frase chinesa - Flores do Bem

Caligrafia moderna japonesa
Significado "Deixar de pensar nas coisas do mundo"
[ texto de uma poesia chinesa, Era Tang (618-907) 
do grande poeta Li Pai ].
Por alguns momentos é importante desligar - se
 das coisas do mundo
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Consciência social


Abaixo abusos de Poderes. Inconcebível!
Consciência social e solidariedade aos despossuídos.

A humanidade tem sede de Humanidade.

SITE que sempre leio - http://www.ihu.unisinos.br

http://www.ihu.unisinos.br/566925-ruralistas-tem-respaldo-para-fazer-o-que-quiserem-diz-comissao-pastoral-da-terra
 poesia da simplicidade - bico de pena e aquarela, 2016
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sábado, 22 de abril de 2017

Viva São Jorge !

   
  Viva São Jorge !   Iconografia
São Jorge - Raffaello 
São Jorge - Kandinsky 
São Jorge, Padroeiro de Inglaterra.

Ler texto sobre o Santo em 22 e 23 de abril de 2016 

São Jorge, Padroeiro de Portugal.
São Jorge , Líbano.

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Afetuosidade de Jesus para com a Humanidade

          Jesus de Nazaré, o Cristo, Ícone de humanidade - sentava-se para refeições com os estropiados, marginalizados, deserdados, degredados, injustiçados, miseráveis e despossuídos, da mesma forma com profunda compaixão, acolhia elites favorecidas de bens materiais. Não foi, jamais, um imbecil excludente.
      E afirmo - atemporal - sentou-se com os POVOS INDÍGENAS de todos os recantos da nossa Terra comum. Ninguém é dono do Planeta Terra. Ao morrer cada ser vivo vira pó, mesmo sendo cremado vira pó. Basta de ganâncias! - “Vaidade das Vaidades, tudo é Vaidade!” (Ec. 12.8). 
Bodas de Caná (Jo, 2 1-11) pintura - Quentin Varin - 1570-1637.

sábado, 15 de abril de 2017

O Amor de Jesus pela Humannidade

Caminho no mistério de Jesus de Nazaré, o Messias na visão dos cristãos, um Nabi, um profeta. Padeceu torturas e foi crucificado por pedido de sacerdotes e fariseus ultraconservadores, e, por decisão do império romano, durante a páscoa judaica, tudo, apenas, por ser o incompreendido libertário a pregar o Reino de Amor, solidariedade e justiça entre todos incondicionalmente, por ser radical e dar esperança vindoura, eterna e plena ao afirmar uma Nova Mensagem de Vida. Joshua, Yeshua, o Cristo, Aquele que tudo vê, por compaixão se entregou em amorosa doação a toda a criação, a toda a Humanidade.

O horror da humilhação, condenação, flagelo e crucificação de JESUS de Nazaré. Calendário marca a. C., e, d. Cristo. As perversidades dos “donos dos poderes” se mantêm com outras sofisticadas configurações de injustiça, perseguição, crueldade e condenação. Sábado de silêncio profundo.
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sábado, 8 de abril de 2017

Domingo de Ramos, entrada triunfante em Jesusalém

Cortejo triunfante , entrada em Jerusalém, Escola da Grécia - Museu de Atenas 
Numa sociedade em que o sagrado é banalizado e o ceticismo domina, sem saber como lidar com o materialismo exacerbado, a violência, a perversidade planejada dominando nosso ferido Planeta Terra, me volto incontinenti e reflexiva a este tempo de quaresma, dia de Ramos, em que se comemora o cortejo triunfal de Jesus Cristo, o Nabi, entrando em Jerusalém, há dois mil anos, como se fosse ontem.
Quem é este Homem que enfrentou o alto escalão romano e seus iguais sem temor, com ousadia e rebeldia? Pregava a fraternidade, igualdade, solidariedade, convivendo com os mais simples; marginais, pescadores, operários, fariseus, despossuídos, no meio do povo e das elites econômicas bem nascidas, caminhando e almoçando com homens e mulheres das mais diversas procedências morais. Amava a natureza, as crianças, o silêncio. Não julgava, nem condenava, não usava armas.  Não seguia regras e desobedecia a padrões cobrados pelos donos da religião, pela sociedade hipócrita. Dava exemplo de concórdia e amorosa afeição incondicional falando por metáforas, parábolas, signos emissores, poesia com ternura.
Quem é esse carpinteiro, filósofo, andarilho Joshua, tão difícil de achar?
O poeta Paulo Leminski em sua obra Jesus a. C., pág. 53, Ed. Brasiliense, escreve: “Jesus caiu na armadilha”. Judas Iscariotes o vendeu por dinheiro. Depois de mil sevícias, ultrajes e crueldade, Joshua é condenado ao suplicio da cruz, tipicamente romana.
Domingo, 9 de abril de 2017, dia de Ramos.

 Reflexão cultural e religiosa debruçada em Joshua: “A lâmpada do corpo é o olho. Se o olho é sadio, o corpo inteiro fica iluminado” (Matheus, 6;22)
Aqui fica minha reflexão - martha pires ferreira
Missal cotidiano, 1952 - ilustração Cramer
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terça-feira, 4 de abril de 2017

Martin Luther King Jr.- Flores do Bem
















Martin Luther King Jr. [15 /01/1929-4/04/1968] Pacifista ícone da liberdade racial por excelência e da fraternidade igualitária.
“O ódio não pode combater o ódio; somente o amor pode fazê-lo”.
“Todos vocês tem a responsabilidade de gritar na presença da desigualdade”.
 “Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras da Geórgia, os filhos dos descendentes de donos de escravos poderão sentar-se juntos á mesa da fraternidade” // Prêmio Nobel da Paz - em 1964 - pela desigualdade racial através da não violência. 
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domingo, 26 de março de 2017

Quaresma – O reino de Deus está em vós.

 Leitura recomendada

     Liev Tolstoi – 1828-1910 - um dos mais notáveis escritores da Rússia. Autor de Guerra e Paz. Por ter escrito, O reino de Deus está em vós, em 1894, criando terrível polêmica, teve esta obra vetada pelo czar e excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa. Proibida na Revolução Russa de 1917. Depois de cem anos foi reeditada na Itália por sua neta, Tania, em 1988 (Il regno di Dio è in voi).


      Pacifista, pregava vida simples e em contato com a natureza. Para Tolstoi o cristianismo é uma proposta prática para a vida cotidiana, não é uma abstração.
      Palavras de Mahatma Gandhi: “A leitura de O reino de Deus está em vós me curou do ceticismo e fez de mim um firme seguidor da não violência”.
[Ed. Rosa dos Ventos, RJ, 1994 / Ed. BestBolso, RJ, 2011].

sábado, 25 de março de 2017

Alegoria na Quaresma - 2017

Murillo, Ida ao Calvário, 1660/70 –  

     Alegoria - Imagem do Trabalhador carregando a Cruz imposta pelo Parlamento Brasileiro sem moral e princípios éticos - aprovação arrogante à margem da dignidade do Direito e atrelada ao Mercado Financeiro com sua ganância cega e perversa.
     Alegoria - Trabalhadores, em sua totalidade, caminhando com o peso de seus Direitos Trabalhistas indo para o brejo. Enquanto isso os Barrabás e as corjas em grupos se divertem, fazem encontros velados e festejam a crucificação. Não é Jesus de Nazaré, hoje, via cruz, a caminho do Calvário, são os Trabalhadores com seus direitos adquiridos sendo saqueados.
     Quaresma, simbolicamente, significa dias de profundas reflexões que antecedem a Páscoa. 
     Nota – atenção - meu cristianismo-zen-existencialista não é de fundo de quintal. Compromisso com os que se preocupam com os despossuídos e mesmo com os que trabalham duro cada dia, sol a sol. Solidária.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

O povo e a Quaresma


Cristo diante de Caifás. Albert Dürer,  gravura, 1512
O sistema financeiro sempre privilegiado. Os gananciosos sedentos de mais riquezas.
Chega de exigir sacrifícios aos trabalhadores, aos despossuídos, aos mais pobres que lutam com o suor do corpo para sobreviver. Basta.

O “capitalismo selvagem” tudo domina e destrói; merece desprezo.
Esta é a realidade. 
O Brasil sendo crucificado na quaresma. Assim, o mundo.
Quem entender, entendido está.
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terça-feira, 7 de março de 2017

Grupo de Estudos C. G. Jung

GRUPO DE ESTUDOS C. G. JUNG - 2017

Leitura e reflexões - imagem arquivo

 O Grupo retornará quarta-feira 
- 8 e 22 de março, 
5 e 19 de abril - 3 de maio
 - Imagens do Inconsciente -
 Nise da Silveira
GATOS, a emoção de lidar
17 e 31 de maio de 2017
Sempre às quartas-feiras de 15 em 15 dias
das 19h às 20h30.
Grupo independente - locado na
 CASA DAS PALMEIRAS
Rua Sorocaba, 800 – Botafogo.
Inf.: Tel. 2266-6465 (das 13h às 17h) / 2242-9341
O GRUPO DE ESTUDOS É GRATUITO 
Temos o livro à venda - R$ 100,00
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domingo, 5 de março de 2017

Casa das Palmeiras - Terapêutica Ocupacional

Meus amigos sabem o quanto me ocupo e me pre > ocupo com os clientes, pessoas enigmáticas e supersensíveis que frequentam a Casa das Palmeiras.
- Espaço para ser mais conhecido e amado - 
O que é a Casa das Palmeiras?
“A Casa das Palmeiras é um pequeno território livre”.  
Nise da Silveira
Casa de convívio afetivo, emoção de lidar -
Criatividade, pesquisa e ciência. 
 Produção das atividades plásticas - liberdade de expressão.

           
            A Casa das Palmeiras é uma Associação Civil. Instituição de reabilitação com Terapêutica Ocupacional, Emoção de Lidar, em regime aberto. Idealizada por Nise da Silveira, fundada por ela com a colaboração da psiquiatra Maria Stela Braga, uma assistente social, uma educadora e da artista plástica Belah Paes Leme em 23 de dezembro de 1956.

         A Casa não segue padrões convencionais de reabilitação psiquiátrica. É um pequeno território de relações humanas, de convívio afetivo, de criatividade, de pesquisa e ciência, onde os clientes têm a oportunidade de, espontaneamente, realizarem seus trabalhos expressivos lhes facilitando a entrada em contato com a vida.
        A Casa das Palmeiras sobrevive de doações dos Familiares, Sócios, Padrinhos e Madrinhas, e, generosidade de Amigos/as.
        Método inspirado na prática Terapêutica Ocupacional a partir da observação com os próprios clientes e enriquecidos com a Psicologia Analítica de C. G. Jung.
         “Quando existe um alto grau de crispação do consciente, muitas vezes somente as mãos são capazes de fantasia. Elas modelam ou desenham figuras que são muitas vezes completamente estranhas ao inconsciente.” C.G.Jung, cw13, 17.
        Nise da Silveira foi pioneira na aplicação das atividades plásticas como método terapêutico, efetivo, tendo o desenho, a pintura e a modelagem como “carros chefes” no tratamento aos clientes em grave estado psíquico e afetivo.
       Outras atividades expressivas: xilogravura, Artes aplicadas (bordado, crochê, tricô, tapeçaria, bijuteria, costura, tear), jardinagem, arranjo floral, encadernação, música, dança, poesia, expressão corporal, contos de fada, teatro, lanche, passeio, cinema, clube Caralâmpia, grupo cultural, jornal, festas e outras criações afins. 
         Palavras de Nise da Silveira:
          “A pesquisa e o estudo a partir das vertentes imagísticas estão apenas começando. Somente o ponto do iceberg despertou. A partir do século XXI, os interessados neste assunto devem se dedicar intensamente, pois, das imagens surgirão não só revelações sobre o corpo psicológico e físico, como descobertas das potencialidades mentais dos seres humanos. As descobertas futuras sobre o inconsciente revolucionarão a história da raça humana.”
          Visitem esta Casa de afeto e acolhimento // Contas na Secretaria
          Rua Sorocaba 800 - 22271-110, Botafogo, Rio de Janeiro. Tel. (21) 2266-6465 (inf.: segunda à sexta-feira - 13h30 ás 17)     

Doações são bem vindas – qualquer quantia // Clientes e todos agradecem.
Casa das Palmeiras
CNPJ – 33.808.486/0001-48
Banco Itaú – Agência 9161 // Nº 09906-5
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Planta dos nossos Pés

Importante conhecermos nossos pés 
Áreas de reflexos 
Planta dos Pés
- Direita e Esquerda
Massagear traz boa saúde -
- clicar para aumentar a imagem - ler -
Ideal caminhar descalço na terra ou areia.
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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Carmelitas e Céu na Terra !


Carmelitas e Céu na Terra - a grande Alegria de Santa Teresa sem a felicidade que eram os BONDINHOS coloridos e repletos de foliões !
Não se deixou de protestar sobre estragos golpistas... e pela volta do
 Bonde POPULAR. 
Carnaval é a Bela Festa do Povo !
Tempo de descontração onde todos são irmãos.
Não há pobre nem rico, mais nem menos,
todos são iguais !
Aquarianamente iguais !

Na terça-feira pela manhã teremos mais 
Carmelitas do Curvelo á Lapa !

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Eclipse Solar - Mapa do Céu Astrológico

                       Amanha, domingo, 26 de fevereiro, teremos um ECLIPSE DO SOL – duração 1’ – o anel de fogo poderá ser visível do RJ. A Lua demorará quase 2 horas para cruzar o Sol – entre 10h10’ até 11h58’.
          Na Antiguidade era comum às pessoas de recolherem neste período... um convite à interioridade, profundo respeito às forças do Cosmo.

início

 término
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Dois grandes Ícones - Dalai Lama e Papa Francisco

      Dalai Lama com o monge do Vietnã Thich-Nhat-Han!
          DALAI LAMA, líder pacifista, um dos mais brilhantes Homens da atualidade, sofreu intenso com o que ocorreu com o Tibete, sua terra natal. O silêncio omisso das comunidades religiosas e laicas pelo mundo todo foi terrível para não se criar atritos? Talvez. Não se trata de um ser religioso - budismo tibetano - mas de um Humanista de primeira linha. Vive, hoje, octogenário, no silêncio, exílio, desde 1966, Himalaia, Índia, recanto que o acolheu. Estive bem próxima dele quando aqui esteve na Eco 92 com aquele sorriso maravilhoso.
          Não podemos ser omissos ou indiferentes, com reacionários querendo tapar a boca do PAPA FRANCISCO impedindo suas posturas libertárias no coração da cristandade. Uma insignificante minoria (religiosos, leigos e laicos) faz barulho como lata vazia. Não de trata de igreja, nem catolicismo, mas de solidariedade a um Homem que luta pelos direitos e avanços efetivos do ser humano em larga dimensão existencial e espiritual, e, clama pela preservação da Mãe Natureza tão dilacerada. Não se coloca aqui o viés ser cristão, mas o bem da Humanidade. O Papa Francisco é o mais importante LÍDER nas conquistas reias de valores universais, neste momento.
Amo, singularmente, estes Ícones Vivos da Humanidade!  

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O Brasil agora é um país descartável ? _ Universidade Livre _1996


VIRTUALPOLITIK
Estados Alternados da Política - Universidade Livre do Rio de Janeiro e Fundação Planetário - Palestra em 2/11/1996 /// Passado 20 anos > avançamos? Acompanhando os ciclos planetários _ Plutão estava a 2º 07' do signo de Sagitário, hoje, ele está a 17º 37' de Capricórnio.

     O  BRASIL  AGORA  É  UM  PAÍS  DESCARTÁVEL ?

                                  Martha Pires Ferreira / 1996.

           Não, o Brasil não é um país descartável.
         Os ciclos planetários sempre foram objeto de observação desde idades as mais remotas.  O que estava nos céus correspondia ao que se passava na Terra.  Macrocosmo e Microcosmo se interagiam.  Não havia separação entre o Céu e a Terra.  Fazíamos parte de uma só realidade - Unus mundus.
          Os astros inclinam, não determinam /
                          astra inclinant non determinant.
       Embora a Astrologia que conhecemos hoje tenha como origem os povos da Mesopotâmia e do Egito, é no mundo greco-helenístico que ela se estrutura. Não mais o determinismo inexorável, mas sim a livre-determinação, a forte dedicação às causas da liberdade.  Esta época marca o avanço da história do pensamento, a intimidade com a razão e os símbolos do cosmo. Os astros ajudavam na auto compreensão e nos destinos das nações. Explicavam as paixões humanas, seus anseios e o domínio de seus impulsos.
         Não somos marionetes dos astros.  Os astros apenas sinalizam, em seus ciclos anuais, direções demarcadas pelo tempo.  Simbolicamente vistas como fases - as mais fáceis e harmoniosas ou as mais difíceis e dolorosas.  A Astrologia diagnostica no espaço /tempo acontecimentos possíveis, prováveis, em acordo com a livre determinação de cada um de nós, seres humanos.
          O que vivemos hoje no Brasil?  O determinismo causal, a fatalidade engendrada por uma trama do Universo ou estamos, perplexos, presenciando a livre-determinação da perversidade reinante onde não há mais lugar para a pessoa humana com seus sonhos naturais, suas utopias de viver em paz e alegria?                                                         
       Não está escrita nas estrelas a nova ordem dos caminhos para o abismo do capitalismo ilimitado e amoral.
         Não estou dizendo nada de novo. Todos conhecem a face desta civilização de hienas que domina o mundo da atualidade; o império do mercado econômico, e que vive seu próprio abismo na ordem social.
         Plutão, Senhor dos Hades, dos Infernos, percorre no céu o signo de Sagitário, reino de Zeus. Signo das leis, princípios, diplomacia, viagens, expansão intelectual, justiça, dignidade. O ciclo de Plutão é de 248 anos, aproximadamente. Ele se autodetermina fisicamente na repetição de seu ciclo acompanhando os movimentos aparentes do Sol, da Lua e dos outros planetas. Nada se repete no firmamento. É um pulsar cósmico admirável. Um aviso.
        Para a Astrologia profunda, o importante é a leitura simbólica de cada ciclo planetário com suas sinalizações, é outro olhar que não é o da física, da cosmologia. Vivemos hoje, no Brasil e no Mundo, aspectos astrológicos semelhantes e mais complexos do que aqueles que se desenhavam nos céus trinta a quarenta anos antes da Revolução Francesa, quando o Ocidente gemia em crises desumanas. Eram gritos de desespero e de liberdade diante das perversidades da sociedade feudal reinante. A elite, como nos dias de hoje, só se comprometia com as glórias do poder e do dinheiro.
         Os anos que antecederam a Revolução Francesa foram de crueldade e barbárie. Lutas desesperadas. Com outras categorias, a história se repete.
        Não é mais a casta da realeza feudal que reina, e, no entanto, muito pouco se avançou além da produção industrial-científico-tecnológica. Onde os ideais de igualdade, de direitos humanos, onde as conquistas de cidadania e liberdade de opinião? 1/5 da humanidade é miserável; passa fome, frio, não tem teto, não se alfabetiza. É doente, excluído e morre sem compreender porque vive; o que é viver.
         Plutão, aquele que possui o poder da invisibilidade, da escuridão subterrânea, percorrerá o signo de Sagitário até o ano de 2008. Com sua potência simbólica transformará tudo o que nem podemos imaginar. Plutão é a morte/ressurreição, a mais radical transformação de conceitos em todos os níveis do saber. As perdas e as metamorfoses de Plutão são irreversíveis. Plutão em Sagitário sinaliza a desestabilização de tudo o que represente estagnação e estratificação do Estado dominante. As árvores velhas não dão mais frutos. De raízes velhas nada se pode esperar. A primavera renovada só florescerá em explosão de beleza depois da frieza do inverno. O sol só renasce depois de percorrer a noite escura. A noite da inteligência antecederá a luminosidade das ideias.
         A violência urbana - verdadeiras guerras civis espalhadas pelo planeta - não é força apenas de Plutão, mas força marciana e uraniana em plena compulsão, sede de justiça e de democracia que se chocam diante de obstáculos enrijecidos. A arrogância a que chegamos como seres humanos não têm medida. Devastamos a Amazônia, promovemos envenenamentos e desastres ecológicos, criamos produtos químicos tóxicos, esgotamento energético excluiu os mais deserdados de conhecimentos ou bens materiais, multiplicamos com perícia incomum o buraco na camada de ozônio, chuvas ácidas e fabricamos violência para todos os tipos. Destruímos solos, ideias, artes, imaginação poética, sonhos, inocências, geleiras, climas.
       
       Para onde estamos indo? O que nós desejamos? A engenharia genética ao construir réplicas constituirá sabedoria? Generosidade em clones? Solidariedade e justiça social virão de qual engenharia? De qual gênio cria- dor?
          Estamos cansados. Miséria, fome, doenças, atraso social, vazamento de reatores etc., nos perseguem como fantasmas. A questão armamentista nos aterroriza. Armas poderosas de pequeno porte se proliferam numa velocidade alarmante. Como nos livrar disso? Deve haver uma saída.
        A nossa civilização chegou ao ápice de sua ascensão, sua sofisticada militarização e tecnologia, e, no entanto, vivemos o máximo de tensões na mais cruel e inadmissível qualidade de vida.
       Constatamos a curva para o declínio, percebemos que não temos mais a quem dirigir nossos apelos. Nossos ideais agonizam. Os deuses gregos estão mortos, o Deus único está morto, as ideologias político-materialista estão mortas. O que nos resta?
      Precisamos aceitar com dignidade a agonia da civilização atual, ou ela nos destruirá. Precisamos questionar a nossa qualidade de vida. Precisamos conviver com as perdas que nos cercam e nos prepararmos para outra chama viva do amanhecer do ano 2000.
      Somos uma civilização antimetafísica, anticontemplativa, antitradicional, antifilosófica, antissimbólica. Dessacralizada. Em que nos apoiaremos, se a ruptura que presenciamos é cada dia mais radical? Pensem no que quiserem, por insensibilidade e egoísmo, nada ficará. Um Plutão mata e transforma. Urano caotiza e socializa. Netuno, deterioriza e purifica velhos valores obsoletos.
         A idolatria ao poder, à vaidade e ao dinheiro distancia a humanidade de sua natureza intrínseca.
          A Astrologia profunda é muito subversiva e sutil, não aborda perfumarias nem oferece receitas paradisíacas. É um exercício profundo dos sinais e códigos celestes. Tenta decifrar enigmas para a melhor orientação em tempos de primavera ou verão, outono ou inverno, na história da nossa vida terrestre.
          Os antigos sabiam das coisas, por isso eram sábios. E eram simples. Viviam com naturalidade.
          Onde nos situarmos nesta dança meio à escuridão no tempo/espaço Brasil?
      Onde o Brasil que contemplamos crianças, os sonhos luminosos dos anos 50, cheios de ideais libertários / anárquicos / irreverentes / criativos, e que foram crucificados nos finais dos anos 60, mortos nos 70 e 80, e que não ressuscitaram nestes anos 90? Onde a Ave Fênix? Esperança para o novo milênio.
         Somos uma sociedade mundial mentirosa / cínica. Os meios de comunicação tudo estilhaçam, tudo nivelam e globalizam, não oferecem saídas para o atual impasse. Uma sociedade decadente com raízes apodrecidas nada pode oferecer. Os cavaleiros do apocalipse estão aí com a nova roupagem da atualidade, com seus cruéis poderes manipulam ou negam a liberdade das massas. Aprisionam a opinião pública. Os novos cavaleiros do apocalipse, os que administram a máquina do Estado Mundial e os gananciosos que se aproveitam das vantagens da opressão, não constituem a fina flor da sociedade e nem conseguem fazer a felicidade de seus povos: medos imaginários os devoram.
         Para as civilizações materializadas, vaidosas de título de nada, hierarquia de nada, o que pesa são as exterioridades, o consumo desenfreado de bens palpáveis ou o acúmulo de saberes que não promovem o bem estar social, a alegria, a afetuosidade ou a concórdia.
        Neste final de milênio o que se é interiormente, potencialmente, como ser humano, não representa coisa alguma. Parece que vivemos à beira do abismo, ostentamos um luxo demente ao lado da mais insuportável miséria.
           Há os sonhos da Internet, como um messias salvando a humanidade. Isto se não cair nas armadilhas do Poder maledicente e cruel que tudo absorve para si, como no mito de Saturno. O poder que devora absolutamente tudo aquilo que possa expressar liberdade, independência, solidariedade e direitos pessoais adquiridos.
          Um estudo profundo e atento da cosmogonia clássica greco-romana poderá nos oferecer algumas luzes diante dos enigmas do tempo presente que estamos vivendo e que ainda vamos viver.
      Simbolicamente podemos dizer que Zeus (Júpiter) e Cronos (Saturno) se confrontarão, não há outra saída - uma guerra de Titãs. Teremos que enfrentar Gigantes ou seremos estrangulados. Somente Zeus, a dignidade, a justiça enfrenta Cronos, o estratificado, o tempo inexorável, que tudo devora. E para tanto precisa dos recursos e das conquistas de Urano para a evolução, o humanitarismo, de Netuno para a purificação espiritual e de Plutão para a ressurreição depois da morte, do holocausto.
          O Brasil, independente das formações regionais, não sabe o que fazer diante do esvaziamento de nossos valores culturais, nossas tradições, nossa história. Tudo é cruelmente nivelado em nome da globalização. É a nova ordem do Estado-mundializado, em nome do neotudo, menos da liberdade pessoal e da dignidade humana.
         Tudo parece se inverter na face da terra, nessa imensa Terra-de-Santa-Cruz-Brasil. Nada para o que diz respeito à saúde, educação, seguridades sociais, direitos de cidadania, cultura, chão a quem não possui.
         Tudo isto é descartável, não serve para nada. Consagra-se a globalização do egoísmo, do oportunismo, da estupidez oficializada e garantida pelas máquinas. Somos cada dia mais o quintal do paraíso econômico internacional. Nossos valores tradicionais são descartáveis, nossa cultura popular é descartável. Nossas conquistas no campo industrial e científico são descartáveis. Nossos sonhos e pensamentos são descartáveis. Percebemos que nossa soberania está ameaçada enquanto identidade pessoal e nacional.
         Só nos é dada atenções enquanto “proprietários” do solo e seus minérios, sua flora, petróleo, espaço aéreo, fluvial e marítimo. Como criaturas humanas nada somos para esta sociedade de hienas do mundo capitalizado que só visa exacerbação dos lucros fáceis. Na ilusão de que poder e dinheiro compram tudo, a escória brasileira se compromete com a economia internacional perversa, mais cruel que as feras na selva. Há dignidade entre os animais selvagens, entre eles há respeito e grandezas mútuas.
          Não se trata de xenofobia, nem nacionalismo sentimental, e sim consciência de se pertencer a uma nação, a um povo com seus valores, sua expressão, seu temperamento, sua mesclagem, sua etnia. Nossa cultura política, não pode verter a interesses importados. Devemos cultivar cada dia mais, corajosamente, profundamente, nossa cultura. As trocas de valores enriquecem a inteligência, as imposições importadas ou não, estrangulam.
         Parece que o momento histórico nos convida à desumanidade. O homem-hiena, ave de rapina, nos escritórios bem montados, mata sentado comodamente frente às mais modernas tecnologias - o “deus” dos materialistas. O homem-hiena, individualista, decreta falências bancárias passeando pelo Jardim Botânico em celular importado. Exporta e importa o que a sua categoria mafiosa determina: objetividades e subjetividades. Não são determinações dos astros, são determinações de seus planos pessoais, determinações de uma classe econômica-social-política, e por vezes cultural, submissa às estratégias do poder internacional.
         O homem-filho-escravo da pura racionalidade científico-tecnológica se detesta e se odeia, e não desiste em seus percursos diabólicos. Professa a idolatria do mercado. Ele não busca ser o melhor como indíviduo, e sim apenas ser poderoso e rico, ter créditos econômicos e financeiros, e se divertir. Mais nada.
         Vivemos o conflito do homem real, autêntico, puro, genuíno, com a pirataria do homem-papel (usando palavras de Gabriel Marcel). O homem-papel, ávido de alcançar a máxima altura do pensamento, tudo perverte, tudo assina, tudo trama para satisfazer seus desejos de penetrar em cada labirinto das armações modernas, beneficiando-se dos jogos inescrupulosos do poder. Desconhece o que seja afetuosidade, generosidade ou leveza. Vive para o verbo Ter, desconhece o Ser. Inconsciente de si, nem sabe para que vive tão indigente que é.
         As aves de rapina sonham sentar-se refesteladas no establishment, sua carniça, aposento confortável da burocracia indolente reinante.
         O caldeirão ferve, e os ciclos da vida se fazem. Os planetas, nos céus, sinalizam como sinais de trânsito. Deveríamos estar mais atentos, e seguirmos o fio do que há de melhor.    
         Aqueles que detêm o poder e a ambição não se harmonizam com a bondade, a fraternidade e o amor, mas ao oposto, com as tramas da astúcia, do orgulho e da desonestidade.
         A sociedade sofisticada, ladina, covarde, decadente e fragmentada vive como a realeza feudal do séc. XVIII. Aliena-se do sofrimento da humanidade e de suas causas. Em razão de ser elite reinante é mais alienada que a pequena burguesia que sonha apenas com um bom vinho, um carro novo, a aposentadoria, a universidade para o filho ou passear em Miami.

         O Brasil está dividido em “guetos”:
 I - Os piratas, coniventes com os jogos e as tramas da burguesia reinante do poder internacional.

II - A elite econômica, e mesmo a intelectual, que não mais consegue adormecer em berço esplêndido.

III - A pequena burguesia, oprimida com seus sonhos, sem horizontes largos. Sem futuro para seus filhos.

IV - Os revolucionários de todas as classes sociais e culturais, indignados e inconformados, que se organizam ou não, e se rebelam como heróis no dia a dia.

V - E os excluídos, pobres, miseráveis, velhos esquecidos, doentes, deficientes e enlouquecidos que vivem à margem, perplexos ou não. Sem terra ou não.

         É preciso, em sã consciência, saber com clareza a que prateleira ou prateleiras cada um de nós pertence. O que é o joio e o que é o trigo. Como se dá o terrível confronto entre as forças do bem e do mal. A espiral que nos eleva não é a mesma que nos degrada.
         Tudo o que nos toca como valores conquistados é a cada segundo desvalorizado em nome da modernidade e de novos paradigmas. Devemos ter orgulho de nossas coisas, nossos gostos, nossa maneira própria de sermos brasileiros. Podemos ter largueza de espírito internacional e cósmico, isso em nada impede de preservarmos e cultivarmos nossas características miscigenadas, tecidas da mesclagem de tantas raças. Somos um povo singular que olha para um amanhecer, um vir a ser.
         Dentro dessas incertezas sem horizontes vemos corajosos e lúcidos homens e mulheres, que abandonam, por livre escolha, posições de vantagens para viverem com mais simplicidade, se identificando com os excluídos e com os mais conscientes de melhores níveis de vida humana.
         Resolveram que todos nós não somos capazes de administrar nosso próprio país, fazer nossa história, criar riquezas, ampliar nosso campo técnico-industrial, produzir artes, plantar e colher, construir e sermos felizes para sempre. Como nos contos de fada é preciso enfrentar a bruxa perversa e o dragão-de-setecabeças. Não podemos esquecer que se indignar e lutar são virtude de poucos, exige gestos heróicos.
         Não podemos permitir que tornem descartáveis nossos valores tradicionais. Mal começamos nossa História, vem o rolo compressor e tudo quer destruir em nome do materialismo consumista, e desenfreado. Em nome da “modernidade”.
         Nossa cultura não é matéria descartável. Precisamos preservar nossa arte, samba de raiz, chorinho, futebol, capoeira, cantigas de roda, artesania, flora, fauna, culinária, literatura, arquitetura etc. Nossas festas tradicionais: Folia de Reis, Festa do Divino, Cavalhadas, Maracatu, Curum-Siriri, Danças dos Mascarados, Festas Afros etc., toda nossa maneira de ser.
         Não podemos permitir que, em nome do progresso e de novos modelos, o que somos de autêntico e de genuíno se torne caricatura comercial enlatada.
        Somos um povo essencialmente criativo, jovem, e ávido de florescer. Somos feitos de uma argila que não é a mesma dos detentores do poder internacional.
         “Não resistir com o mal ao que classificamos como sendo mal, até que tenhamos encontrado um critério certo: e isto foi o que nos ensinou o Cristo” palavras de Leon Tolstoi. (O Reino de Deus está em vós. Ed. Rosa dos Ventos, 1994)
        Sejamos um coração aberto para novos acontecimentos. Os muçulmanos e os asiáticos estão chegando cada vez mais, não para colonizar, mas para viverem aqui no Ocidente, na esperança de serem felizes.      
        Plutão em Sagitário sinaliza êxodos, e que êxodos serão estes, senão o dos emigrantes se locomovendo em busca de chão, alimento, proteção, trabalho e lazer? Êxodos para sobreviverem.
          Os novos calaveiros do Apocalipse estão aí. Tudo será muito rápido. Tão veloz como as tecnologias, as mais avançadas. A Vida é um profundo mistério que a Internet não alcança e não alcançará nunca. Que homens e mulheres adquirindo novos níveis de consciência, tenham mais abertura para um mundo cheio de esperança e generosidade. O processo de unificação mundial, de universalidade, é hoje incontestável, mas isso não significa uniformizar o mundo numa ordem centralizadora, como “a práxis do Império Romano”. Todas as nações e culturas em suas diferenças precisam se intercambiar na busca de novos horizontes. Isso é troca. É transição para a Era da Solidariedade, da Liberdade.   
         O Brasil deve continuar um espaço de amorosidade e fraternidade. Um país de braços abertos para acolher, compartilhar, trocar e amar seja lá quem for, seja lá de que canto da terra. Não um país para ser explorado e excluído. É preciso ser herói. Os heróis não caem em armadilhas.
         O Brasil não é um país descartável, é um país luminoso para 3º e 4º milênios. Somos um povo repleto de potencialidade. Os nossos valores precisam emergir das nossas profundezas. Precisamos pertencer a um universo mais flexível, cheio de poesia e arte. Um aumento de conhecimento da natureza humana, de criatividade e de sabedoria.            
  
HISTORINHA ZEN
O POETA HAKURAKUTEN E O MESTRE DORIN

         O mestre Dorin costumava meditar no alto de uma árvore. Certo dia, o poeta Hakurakuten veio visitá-lo e, vendo-o encarapitado num galho alto, assustou-se e exclamou:
         - Cuidado, Mestre!
         O mestre gritou lá de cima:
         - Quem está em perigo és tu!
Que perigo ameaçava o poeta, que estava tranquilo, com os pés firmemente apoiados no chão? Hakurakuten perguntou, então, ao Mestre:
         - Qual é a essência do Budismo?
         - Não fazer o mal e praticar o bem.
         - Mas até uma criança de três anos sabe isso!
         - Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticado mesmo por um velho de oitenta anos.
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