Páginas

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Meditação / Contemplação

Em tempos de tranquilidade, de harmonia, de inquietação, de conflitos à nossa volta, e mesmo diante de tanta incerteza/impermanência num mundo em transições profundas como tudo o que estamos vivendo no nosso planeta Terra, meditar, nos interiorizar em estado contemplativo, é chegar a um horizonte apaziguador.
Meditar é tesouro para a natureza humana.

Como meditar?
Procure local de silêncio, de preferência no quarto, recanto da sala ou outro que possibilite um tempo de recolhimento. Necessário dispor de 15’ a 20’ para internamente se aquietar em estado de contemplação. Podendo iniciar com 10’ e depois passar para 15’. Meditar pela manhã, e podendo, novamente, à tardinha.
Sentar-se com as costas eretas para melhor circulação sanguínea. Manter-se quieta/o, com os músculos soltos, relaxados, os olhos ligeiramente fechados ou fechados, como preferir. A mente alerta, atenta. Respiração suave, constante no observar; inspirando e expirando. Quando já estamos experientes meditamos em qualquer lugar, e mesmo caminhando em plena atenção interna.

Para que a interiorização se faça da melhor maneira é aconselhável que se escolha uma palavra/frase curta; sagrada como oração e a repetição desta palavra enquanto se inspira e expira, num ritmo natural. A palavra deve ser repetida internamente em silêncio, desta forma afastará os pensamentos que atrapalham e invadem a mente; ajudará na concentração e no afastamento das múltiplas dispersões. A mente ficará mais serena na medida em que se esvazia dos pensamentos. Manter sempre atenta à respiração pousada.
Palavras recomendadas da tradição Cristã: Vem, Senhor, Veni Domini, Maranatha (do aramaico - São João, Apocalipse 22;20), Lumen Christi, Agnus Dei (Codeiro de Deus). O som oriental Om é bem acolhido. Cada pessoa poderá encontrar uma palavra que sinta, afetivamente, mais à vontade. Caso distrações aconteçam com pensamentos ou inquietações voltar à melhor postura física, à respiração tranquila e à palavra escolhida. Na tradição Zen basta a respiração sem palavras, o silêncio interno em plena atenção.
Meditando cada dia com regularidade irá perceber um fortalecer na saúde, harmonia nas emoções, enriquecimento das funções intelectuais/mentais, mais doçura no coração sensível. Nada de esperar resultados, tudo ocorrerá naturalmente com o tempo em razão da prática continuada. Importante é o estado contemplativo, a quietude interior.
A meditação contemplativa nos surpreende quando nada esperamos, ilumina nossa alma nos conduzindo a níveis de vida mais depurados.
O silêncio interior é o ouro dos alquimistas.
___________

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Livro Vermelho C. G. Jung

Hoje, dia 29 de setembro 2010, quarta-feira, haverá mostra da
obra de C. G. Jung >>>> O Livro Vermelho
Grupo de Estudos >>>> das 19h às 20h30.

Casa das Palmeiras
Rua Sorocaba, 800 / Botafogo.
Entrada franca >>>> Tel. 2266-6465
VER
http://casadaspalmeiras.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Plínio Sampaio 50 >>>>> PSOL

Queridos amigos e amigas,
Votarei tudo no PSOL >>> para Presidente da República

>>>>> Plínio Sampaio 50.

Tem a Dilma e tem a Marina >>> duas mulheres em alta; cultas, inteligentes, capazes e competentes para governarem o nosso amado Brasil carente de justiça social, firmeza política e grandeza humana.

Mas o meu voto é PSOL >>> voto em quem tem todas estas qualidades e

>>>>> a maior lucidez, meu voto é PLÍNIO SAMPAIO 50.
______________________________

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Meditação / Contemplação

Precisamos durante a nossa vida de tempo para cuidar das tarefas do cada dia; nos alimentar, trabalhar, divertir, sonhar, criar, idealizar planos, conversar, trocar informações, ouvir, ver, ler, refletir, escrever, amar, sorrir, dormir e milhões de coisas mais. Entretanto precisamos, também, de silêncio e tempo/espaço para dedicarmos a nossa vida interna; nossa interioridade a mais profunda.

Reflexão é pensar. Meditar não é pensar.
Para o Oriental meditar é estado de repouso interior; concentração interna e vazio de pensamentos. No Ocidente temos a mesma postura que é a contemplação; concentração interna e vazio de pensamentos.
Tanto no Oriente como no Ocidente é o coração quem dá o último toque de recolhimento interior.

Para se obter este estado de silêncio e vazio interno, estado de meditação/contemplação, é preciso nos colocar numa postura externa favorável. Não se consegue resultados de imediato, é preciso disciplina e tempo. Inicialmente nos abster de ocupações externas, procurar um local de silêncio; postura corporal serena e tranquila. Plena atenção à respiração; inspiração e expiração pousadas ajudarão a contemplação interior.

Este estado de atenções para com o nosso ser interno, em plena atenção para com nossa vida interna, nos conduz ao estado de repouso e serenidade, e por conseqüência ao estado de oração profunda. Oração profunda é aproximação dos opostos de nossa natureza humana – consciência de nossa realidade desagradável e agradável, obscura e luminosa, frustrante e criadora. A meditação contemplativa nos conduz à plenitude existencial.
Meditar em estado de contemplação é essencial para a felicidade humana e compreensão de nossa existência.
_____________
“A oração do coração nos introduz a um profundo silêncio interior para que possamos vivenciar seu poder. Por esta razão, a oração do coração tem de ser sempre muito simples, confinada ao mais simples dos atos e muitas vezes não fazendo uso de palavras ou pensamento algum”. Thomas Merton – Contemplative Prayer, Doubleday Image Book, New York, 1996.
___________________________________

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Midia velhaca

Envergonhada mais do que indignada com o que ocorre na boca estreita dos meios de comunicação quis virar as costas e me recolher, mas a consciência me colocou num impasse; alguma coisa eu teria que fazer. Por sincronicidade recebi este artigo de Leonardo Boff às 18h de hoje, 23/09/2010, e me disponibiliza transmiti-lo.

Eu que decidira votar tudo no PSOL pode ser que trocarei um voto; o da Presidência >>> para Dilma diante de tanta baixeza dos que pensam que o melhor whisky, vinho ou canapé de caviar só eles podem saborear. Nosso querido Brasil deu um salto quântico, não tem mais retorno, as massas populares ocupam espaços que lhes são de direito cada dia mais, isto tem nome; dignidade de cidadania.

A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff *

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra. _____________________________________________

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Chico Alencar

Chico Alencar - Deputado Federal > 5050
http://www.chicoalencar.com.br/

Político que sempre soube honrar a causa da democracia e do socialismo. Defensor da justiça, dos oprimidos, da dignidade humana a serviço do Brasil.
"Há os que lutam toda a vida: esses são imprescindíveis" Bertold Brecht
______________

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Flores de Bem

Bertolt Brecht
(10/2/1898 -1956)


Há homens que lutam um dia e são bons.
Há outros que lutam um ano e são melhores.
Há os que lutam muito anos e são muito bons.
Mas há os que lutam toda a vida: esses são os imprescindíveis.

________________________

sábado, 11 de setembro de 2010

Zoologia Fantástica

Bico de pena, 1970 - zoologia fantástica.

Esta 20ª edição do Arte de Portas Abertas em Santa Teresa, sábado e domingo, dias 4, 5, 11 e 12 de setembro, têm sido muito visitadas por centenas de pessoas surgidas dos mais variados recantos do mundo. Algo impensado: colombianos, argentinos, peruanos, chilenos, australianos, alemães, austríacos, franceses, ingleses, americanos do norte, chineses e japoneses, cubanos, espanhóis, sem contar com os brasileiros, todos caminhando e visitando Ateliês, Espaços Culturais, bares e restaurantes.

Pedro Grapiúna muito gentilmente me cedeu espaço no seu charmoso Ateliê. Somos da Associação dos Artistas Visuais e muito bons amigos.

As pessoas se encantam com as esculturas de ferro de Pedro e apreciam muito meus desenhos a bico de pena, aquarela, selos, lápis e outras técnicas mistas.
Até fecharmos o Ateliê, hoje, dia 11, sábado, desde o início 652 pessoas assinaram suas presenças. Que bom! E compraram nossos trabalhos, que bom!

Muitos foliaram e desejaram adquirir o meu livro de desenhos de animais imaginários com frases poéticas - ZOOLOGIA FANTÁSTICA, Massao Ohno Editor, 1981, São Paulo. Infelizmente se esgotou na 3ª edição de 1983 (sem meu controle editorial, é bom dizer). Está para ser reeditado, mas por via independente. Podem procurá-lo pelo nome ZOOLOGIA FANTÁSTICA, na internet, na Estante Virtual, e minha autoria >>> Martha Pires Ferreira.

Amanhã domingo, dia 12, das 11h às 19h, estaremos à disposição dos andarilhos por Santa para ver ARTE e se divertirem. E boa noite!
_____________________________

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desenhos Arte de Portas Abertas

Formas no espaço / bico de pena - nanquim, 1970 - 27 x 40 cms

Tapete / lápis de cor e lápis aquarela, 2009 - 41 x 29.8 cms.

Pony / bico de pena, selo e aquarela, 2010 - 22 x 29.5 cms.

Prazer / bico de pena, selo e aquarela, 2010 - 22 x 29.5 cms.

O passeio da girafa/ bico de pena, selo e aquarela, 2010 - 22 x 29.5 cms.
Desenhar é um ato de liberdade, um estado de oração.
____________________________________________

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Arte de Portas Abertas

Dias 4 e 5, últimos, foram de intensa visitação no Ateliê 24 do escultor Pedro Grapiúna onde gentilmente ele me cedeu um espaço para mostra de meus desenhos. Mais de 380 pessoas passaram pelo Ateliê, nestes dois dias, para conhecer nossos trabalhos.

Dias 11 e 12 continuaremos presentes para receber mais visitantes sedentos de arte e saberes.
Rua Alte. Alexandrino 54 B casa 5 >>> das 11h às 18h.
____________________________