domingo, 30 de outubro de 2011

Nise da Silveira 15/02/1915 - 30/10/1999

Nise em Santa Teresa - Instalação Ambiental - Poema à Natureza 17/10/1970

Criação artística e Foto Martha Pires Ferreira

NISE DA SILVEIRA (1905 - 1999)

NISE VIVE!

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aroeiras,

Aroeira à esquerda - mais isolada - decepada.
Aroeira à direita - quem olha da rua - esquartejada
Fotos de hoje - 28 /10/ 2011 (vejam as anteriores)
Ah, um barranco perigoso! Ah, entendido! Obra de contensão. Tudo bem.
Ah, entendido! Mas o que estão querendo com as duas sofridas Aroeiras? Cavando, cavando e mais cavando nas raízes de uma delas que agarrada nas pedras não quer ir embora.

Cavando para retirá-las e serem levadas para algum Museu Florestal? Onde?
Estão sangrando mais ainda as Aroeiras, para quê?
O que não sabem é que a Natureza é mais poderosa que o bicho ser humano.
Os que ignoram a grandeza que é a Natureza, um dia hão de se ajoelhar perante uma Aroeira para se penitenciarem.
Preferiram não proteger as duas Árvores medicinais, milagrosas, divinas.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aroeiras decepadas



Meu grito de revolta contra o uso da serra elétrica nos pescoços das Aroeiras!
Ontem, 24 de outubro de 2011, duas formosas Aroeiras, foram cruelmente decepadas em nome da segurança ambiental, à Rua Joaquim Murtinho enfrente aos nº 886 e 900, Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil.
A graciosa Aroeira - Myracrodruon urundeuva - considerada em extinção é uma espécie de flora protegida por Lei Federal. Realizar corte desta árvore sem autorização, de maneira ilegal, poderá ser considerado como crime ambiental.
Decapitaram duas Aroeiras, em suas bases/troncos, de forma inaceitável. Isto em função de obra de contensão, assegurado pelo presidente da Fundação Parque e Jardins.
Quando não se identifica com a Natureza, se é capaz de assinar cegamente um parecer.
E agora, que faço eu, amante das árvores? Elas mesmas me avisaram que iam ser sacrificadas. Pedi aos trabalhadores, na obra, que não cortassem as Aroeiras, eles recebem ordens, e falei da importância destas árvores tão preciosas, miraculosas. Há dois dias, comentei com o porteiro minha dor anunciada; vão matar as Aroeiras”.

Meu grito de indignação contra a insensibilidade e a maneira assegurada por Leis Federais, a quem quer que seja, de se achar no direito de sacrificar, sem o menor respeito, uma Árvore Sagrada como a Aroeira.________

sábado, 15 de outubro de 2011

Marcha dos indignados

Jovens indignados ocuparam, hoje, 15 de outubro de 2011, as praças do mundo:

Madri, Barcelona, Sevilha, Málaga, Roma, Lisboa, Porto, Berlim, Colônia, Munique, Hamburgo, Helsinki,Londres, Zurique, Bruxelas, e, New York (Wall Street).
Em Paris os “cavaleiros” do G-20 se reúnem com a presença dos representantes dos “donos do mundo”. Todos perdidos, completamente desorientados, não saberão o que fazer.
Os “senhores dos $$$$” rasgaram a receita dos valores humanos, ético e político-econômico. Não estão sabendo despojar-se da arrogância e solidão macabra dos podres poderes. Enlouqueceram, certamente.

Enquanto isso os jovens vão tomando consciência e ocupando espaços com dignidade.
Este tempo de incerteza é o tempo em que se acende novos lampiões, novas luzes no seio da escuridão.
Jovens de todos os países, uni-vos!
Acompanhar: http://www.cartamaior.com.br/
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Corcovado!


Pintura à oleo sobre taco/ 2010 - sem assinatura

Clicar na imagem para ampliar.


Cristo Redentor, 80 anos!

Temos pressa

Traga nosso bondinho

varanda aberta

a percorre ladeiras de

Santa Teresa!

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Bonde, varanda circulante


Varanda circulante

Florida de braços, pernas
olhares
líbera varanda
elegante, acolhedora.

Bonde querido
varanda despida
sinuosa, desenhando
saudades de amor.

Minha varanda arejada
cortando ladeiras
seguindo balanço do corpo
sem pressa, ligeirezas
em poesia, encantamento
tantos ao colo
quase circunferência.

Motorneiros, trocadores
calorosos cavaleiros
de antigamente
“pode subir, tem lugar”
Camisa branca engomada
sorriso aberto ao vento.

Não demore o coração padece
atormentado está.
Trilho vazio espera
sofre ausência.
Sol aquecendo sorrateiro
se aproxima quer bonde.

Doce atravessar arcos
contemplar a vida
bonde, bondinho centenário.
Música nas ladeiras
paisagem no tempo
grito, eco
varanda circulante!

Meu coração padece
não demore nosso amor,
o coração padece.

/ Martha Pires Ferreira, primavera de 2011.
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sábado, 1 de outubro de 2011

TAO TE KING / Lao Tsé

Uma via que pode ser traçada
não é a via eterna, o Tao.
Um nome que pode ser pronunciado
não é o Nome eterno.
Sem nome está na origem do Céu e da Terra.
Com nome, é a Mãe dos dez mil seres.
Assim, um não desejo eterno exprime sua essência,
e por meio de um Desejo eterno, manifesta o limite.
Ambos os estados coexistem inseparáveis
e diferem apenas no nome.
Pensados juntos, mistério!
Mistério dos mistérios,
é o Portal de todas as essências.

O taoísmo é o original caminho de libertação chinesa. O Tao é um desprender-se das convenções e ao mesmo tempo uma liberdade do poder criativo do funcionamento espontâneo da natureza do ser humano. Qualquer tentativa de descrever intelectualmente o que é o Tao irá distorcê-lo.
“O Tao é algo para além das experiências materiais. Não pode ser transmitido nem pelas palavras nem pelo silêncio.” Palavras de Chuang Tzu, o maior poeta seguidor de Lao Tsé.

Quase nada se sabe a respeito de Lao Tsé que nasceu cerca de 570 a. C. na aldeia de Hai, no reino de Chen (China). Escreveu um único livro: Tao Te King. Nem se sabe onde ou quando morreu. Ele se refugiou, deliberadamente, em terras desconhecidas, apagando vestígios de sua vida pessoal.
“Amou a obscuridade acima de tudo” diz Se Ma Tsen , seu biógrafo (99 a. C.) em suas Memórias Históricas.
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