sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Carta ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Prezado Exmo. Senhor Presidente da República Federativa do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva,

O povo simples trabalhador será eternamente grato pelos benefícios recebidos nos seus oito anos de Governo.
O Brasil mudou, cresceu para melhor, e, se expandiu como Nação respeitada. Seu Governo, nestes anos de batalha servindo a nação com sacrifícios para o crescimento em todos os sentidos e combate à corrupção, foi mais do que o esperado.

Corrupção, vício antigo, sombra obscura e negra entre parlamentares em acordos com empresas privadas são histórias que escuto desde criança. Suborno, favoritismos inescrupulosos e inconcebíveis sempre alimentam oportunistas. É incrível como por todos os lados do planeta Terra a corrupção campeia, à margem da dignidade humana, por meio das armas, violência, guerras, drogas, sexo e baixarias do submundo.
Os ricos, “donos do mundo”, choram com suas cestas repletas de vantagens que não lhes foram retiradas. Muito dinheiro e nobreza de caráter, raramente, andam juntos. O sistema capitalista perverso e selvagem não se aproxima das classes operárias; delas só deseja vantagens e benefícios: trabalho semi-escravo e mão de obra barata. As dores e barbáries da 2ª guerra mundial de 1939, nem o horror da ditadura de 1964, serviram para mostrar que ser honesto e cuidar dos bens públicos são grandezas humanas que beneficiam a todos. É triste acompanhar a lerdeza que é evolução da espécie humana; crescemos em tecnologia e ciência e agimos como primatas.

A qualidade, atual, de Vida da classe trabalhadora no Brasil é o espelho do seu Governo, Senhor Presidente. Exemplo não só para o país, internamente, mas para todas as nações:
- habitação e saneamento básico.
- comida na mesa: pão, café, cereais, legumes, carnes, verduras, queijos, frutas, sucos e doces.
- aparelhos domésticos, geladeira, luz, telefonia fixas e celulares. Bens como jamais o povo simples e carente teve oportunidade de adquirir.
- educação, arte, esporte e lazer.
- carteiras trabalhistas assinadas, outro avanço.
- cultura, tecnologia e ciência.
- muito a ser feito, ainda, nas áreas da saúde, moradia e educação.

Seu Governo mostrou ao mundo que nós, o povo brasileiro, somos capazes de grandeza e exemplo como nação quando nos são dadas oportunidades de atuarmos e crescermos como cidadãos, como quaisquer outros cidadãos de qualquer parte dos cinco continentes.

Presidente Lula, o mais belo de seu Governo foram os seus gestos espontâneos de afeto e solidariedade para com o povo nas ruas e praças em campo aberto, com governantes estadistas e reis, sábios e analfabetos, santos e demônios (“populismo” só leitura das cabeças ocas). Seus braços, Senhor Presidente, se estendiam, indiscriminadamente, para todos; heróis e covardes, dando exemplo de dignidade e senso de justiça social. Não julgou os criminosos com mãos de ferro, nem condenou sem provas / pode ter sido até complacente. Tentou investigar o quanto pode. Deixou para a História o julgamento implacável dos senhores dos infernos.
Nem Jesus Cristo, Krishna, Moisés, Lao Tsé, Buda, Maomé, São Francisco de Assis ou Gandhi conseguiram varrer a corrupção da vida pública e privada. Não teve medo de errar, arriscou e acertou.

Seja feliz. Descanse um pouco com a sua esposa, família e amigos/as à sombra de uma frondosa árvore-mãe. Não queira ocupar, novamente, este posto da Presidência da República do Brasil. O remo, agora, é para a nova presidente, Dilma Vana Rousseff, que saberá dar continuidade às suas conquistas. Descanse, com altivez e coragem, que lhe é própria, e recomece em bom tempo sua batalha como um dos Senhores do Panteão do Olimpo para o bem do Brasil, por um mundo humanamente justo e feliz.

Meu abraço de cidadã andarilha há quase 72 anos na Terra e no Cosmo.

martha pires ferreira
(artista plástica e astróloga).
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Presente de fim de ano 2010 > 2011

Querem um presente?
Visitem a página de Julia Andrade

Oficinas de individuação

Surpresas: reflexões seríssimas e encantadoras.

http://www.oficinasdeindividuacao.blogspot.com/

E viva 2011 chegando repleto de esperança e bons sopros !

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domingo, 26 de dezembro de 2010

A natureza psíquica da Obra Alquímica

Estamos terminando mais um ano, 2010, e as atenções estão repletas de projetos, sonhos e esperanças para 2011! E é bom desejar Feliz Ano Novo!
Para mim, pessoalmente, 2010, foi o ano da mediocridade. Jamais vivi um período tão insignificante, vazio de valores e repleto de incompreensões, projeções insólitas. A saúde mais frágil exigiu cuidados. No campo político nunca presenciei tanta insensatez. O ano de 2010 valeu apenas como reflexão, mergulhei em camadas profundas da psique, com algumas preciosas conquistas, naturalmente.
Em família e com meus amigos/as, alunos/as, fui feliz como sempre.
Trabalhei pouco na Astrologia e nas Artes - desenhei pouco. Minha colaboração na obra de Nise da Silveira foi inexpressiva, em comparação a tantos outros anos - o que colhi como retorno não contou se perdendo no ar. Sei o quanto fui afetiva com os doentes psíquicos e deles obtive respostas tão sutis....tesouros que guardo no coração.
Muito precioso, o melhor que fiz, foi freqüentar o Grupo de Estudos C. G. Jung estudando Psicologia e Alquimia. Nos anos 70, e por muito tempo, estudei alquimia por estímulo de Nise.
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Agora, publico este meu texto escrito em 2000.
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A natureza psíquica da Obra Alquímica
Martha Pires Ferreira

A alquimia, al-kimyâ (árabe, raiz grega) era a antiga e primitiva arte que tinha como objetivo a análise dos fenômenos da natureza com o propósito particular de transmutação dos metais, a arte de fazer ouro, a descoberta da Pedra Filosofal e o preparo do remédio único capaz de curar todas as doenças. Os adeptos escondiam suas experiências em segredo aos olhos dos profanos, por precaução. O que nos interessa aqui é apreender o significado simbólico do processo alquímico. A Grande Obra Alquímica em sua maior parte não trata, unicamente, de experiências alquímicas como tais, mas, também, como qualquer coisa semelhante a processos psíquicos, expressos numa linguagem pseudoquímica.
O que se supõe é que o quê os alquimistas praticavam não era apenas a química ordinária, uma obcecada idéia de transmutar cobre em ouro. O alquimista, tal como o ferreiro ou bem antes dele o oleiro, era uma pessoa envolvida com a natureza ígnea, era chamado o “senhor do fogo”. Era através do fogo que ele fazia operar a transformação da matéria, a passagem de um estado do metal vil para outro mais nobre - o cobre em prata ou ouro.
Na Babilônia, cada metal era formado segundo a natureza do planeta que lhe correspondia. Os metais possuíam a constituição correlata aos planetas; ouro produzido pelo Sol, prata - Lua, bronze e cobre – Vênus, ferro – Marte, azougue e mercúrio – Mercúrio, estanho – Júpiter e chumbo – Saturno. Fluxo de correspondência, semelhança. Não havia realização do Opus Magnum sem a manipulação dos metais. O ouro que eles procuravam assegura alguns autores, não era como supunha os mais ignorantes, o ouro ordinário, o ouro comum, mas sim o Ouro Filosófico, o Ouro dos Sábios, a Pedra Etérea; o inimaginável Rebis Hermafrodita; o ser completo - a integração de energias opostas; masculinas e femininas. O que eles buscavam era a integração com o Cosmo, a Unicidade.
A Alquimia foi mitológica e sacerdotal na Mesopotâmia e no Egito. Na antiga Caldeia havia grande preocupação com as questões da cura e das enfermidades. Na China e na Índia ela foi mais pragmática. Na Grécia e na Escola de Alexandria, filosófica. Entre os judeus é testemunho o uso da Cabala, mais especialmente na Idade Média.
Por motivos políticos e econômicos, erros e extravagâncias, a alquimia foi perseguida pelos romanos. Com a decadência na Idade Média é o cristianismo quem lhe fecha as portas.
Registro significativo são as igrejas góticas, na Europa, repletas de configurações alquímicas.
A alquimia gozou de liberdade e proteção oficiais entre os árabes. Não há que se negar que o exercício alquímico ao lado das observações astrológicas, representa um longo período de gestação, na história do pensamento e da inteligência humana as quais deram nascimento à Química e à Astrologia que conhecemos, hoje.
O primeiro passo pragmático, não mitológico, surgiu no velho Egito; Assim como é acima é a baixo - Hermes Trimegistos – o Três-Vezes-Grande – o criador da Alquimia. Assim como de todas as artes e ciências dos egípcios: como o exterior é o interior, como o micro é o macro.

A Matéria Prima dos alquimistas estava escondida no próprio ser humano. Nenhum alquimista revelou a verdadeira natureza da chamada Matéria Prima. Alguns alquimistas identificavam-na como o chumbo ou o mercúrio, com a água, o sal, o enxofre e mesmo o fogo. Poderia ainda ser a terra, os excrementos, o esterco, o sangue, o dragão ou mesmo o próprio Deus, o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. O objetivo do trabalho alquímico era a libertação da anima mundi, o espírito escondido na matéria, e que o homem não conhecia. Seu objetivo era libertar a alma prisioneira da escuridão da matéria; unir a matéria ao absoluto. E para tanto punha em prática a individuação dos metais.
A Grande Obra era, também, realizada por muitos alquimistas com a utilização das plantas em seus processos de transformação, o que enriqueceu as origens da química farmacológica. Os alquimistas procuravam “a água divina”, a cura de enfermidades – a busca do elixir da longa vida, a depuração da alma. Os elementos essenciais do Opus eram o Sal, o Enxofre e o Mercúrio. A Obra é a união do elemento masculino, yang - enxofre, com o elemento feminino, yin – mercúrio. Ars Magna - A Arte Real. O alquimista auxilia a natureza-mãe precipitando o ritmo do tempo. Na realidade o verdadeiro laboratório dos alquimistas era o próprio homem.
O fato dos alquimistas terem permanecido misteriosos pode vir do foto de que o verdadeiro segredo não age secretamente, ele fala uma linguagem secreta ele se expressa por uma variedade de imagens, as quais, todas indicam sua verdadeira natureza - uma coisa ou fenômeno que é “secreto”, conhecido, unicamente, através de vagas alusões, cujo essencial permanece desconhecido.
Os alquimistas espirituais eram peregrinos à busca da terra dos Bem Aventurados, a Árvore da Imortalidade. Os sábios desejavam alcançar o amor sublime com o aperfeiçoamento externo e interno, buscando a elevação do indivíduo para a verdade, a beleza, a bondade. Eles próprios eram o metal vil, grosseiro. A meta era transformar-se num ser novo, que se identificasse com o metal puro, o ouro, esse metal resplandecente, inalterável. Era preciso que o ser humano reencontrasse o seu estado glorioso, estável e imortal.
Para o psiquiatra C. G. Jung, iniciador da psicologia analítica, a verdadeira natureza da matéria alquímica era, praticamente, desconhecida do alquimista, ele a conhecia apenas por alusões. Procurando explorá-la, ele projetava o inconsciente na obscuridade a fim de iluminá-la (C. G. Jung - Psicologia e Alquimia).
O alquimista vivia o seu próprio inconsciente. Para explicar o mistério da matéria, ele projetava outro mistério, o seu próprio mundo psíquico desconhecido naquilo que ele deveria explicar; o obscuro pelo mais obscuro, o desconhecido pelo mais desconhecido. Não se faz uma projeção, ela se produz, ela está lá, simplesmente.
Alguns alquimistas medievais, seguindo a tradição desde a Mesopotâmia, faziam conexões entre os metais e a natureza dos astros relacionados com os doze signos do Zodíaco nas triplicidades dos elementos: Fogo, Terra, Ar e Água. Como nós sabemos a ciência começou pelas estrelas, na observação dos movimentos dos astros, com os quais o ser humano fez as conexões celestes e terrestres. Projetava nos astros a potência da criação; as estrelas em seus movimentos diários eram divindades. As singulares qualidades atribuídas ao Zodíaco constituíam toda uma riquíssima teoria da natureza humana, correspondência por sincronicidade. Assim surgiu a Astrologia da experiência viva, primordial, semelhante à Alquimia. Tais projeções se repetem sempre quando o homem tenta explorar um vazio obscuro que ele preenche involuntariamente com figuras vivas. Jung esclarece: A Astrologia não é uma projeção, ela corresponde a uma influência, relação entre os astros não se revelam mais que a pura sincronicidade.
Não é porque o alquimista creia em uma correspondência por razões teóricas, que ele pratica a sua arte; ele tem uma teoria de correspondências porque ele fez a experiência da presença do espírito na matéria. Jung muito se preocupou se os alquimistas relataram suas experiências no exercício de sua arte de maneira completa, talvez porque certos textos provam que apareceram durante as experiências práticas, certos fenômenos de caráter alucinatório ou visões que não seriam outra coisa que projeções de conteúdo inconsciente.
Mais importante que as escrituras, que os livros, são as experiências; a visão do Vaso Hermético. Para os alquimistas, a visão do Vaso Hermético é mais importante que as escrituras de textos alquímicos.
O Novo Lúmen nos diz; fazer aparecer as coisas escondidas na sombra e retirar a sombra, eis o que é permitido por Deus ao filósofo inteligente, por intermédio da Natureza... Todas as coisas se produzem e os olhos do homem comum não as veem, mas os olhos do espírito, do intelecto e da imaginação as percebem pela visão verdadeira, pela mais verdadeira visão. Depois de Paracelso, a fonte de iluminação é a luz natural. Esta luz é a luz da natureza que ilumina todos os filósofos. Acima de tudo ela é o tema da Pedra dos Sábios, Universal e Grande, que o mundo inteiro tem diante dos olhos e mesmo assim não o conhece.
Com respeito à atitude mental ou espiritual da obra alquímica, um autor anônimo nos mostra outro aspecto da relação da vida psíquica com o Opus Alquímico: observe, olhe com os olhos do espírito, a semente minúscula do grão de trigo, considerando todas as suas circunstâncias para que você possa plantar a Árvore dos Sábios. Isso parece aludir em psicologia junguiana à imaginação ativa, que verdadeiramente põe em marcha o processo. Não se duvida de que se trata da condição psicológica da obra, e de que tal condição é de importância fundamental.
Outra citação aparece no Rosário dos Filósofos: Quem conhece o sal e a sua solução, conhece o oculto segredo dos antigos sábios. Dirige, pois, sua mente ao sal, já que nele está a ciência e os mais ocultos segredos dos antigos filósofos. Basile Valentim diz que: o sal é o fogo, a água que não molha as mãos. O autor anônimo do Rosário dos Filósofos noutra passagem observa que deve se fazer a obra com a imaginação verdadeira e não com a fantástica. Com esta afirmação parece dizer que o segredo essencial da arte alquímica está oculto no espírito humano, em termos modernos diríamos, no inconsciente. Com efeito, os alquimistas pressentiam, de algum modo, que a sua Obra estava relacionada com a alma humana e suas funções. O que os alquimistas viviam era na realidade as projeções de eu próprio inconsciente.
Alguns autores observam que é de fundamental importância que se leia várias vezes e muitas vezes, e que se procure onde os alquimistas tem pontos em comum, onde estes pontos se encontram aí se oculta, com efeito, a verdade. É necessário ultrapassar a abordagem da palavra, conhecer em essência o que queriam, realmente, dizer os filósofos.
Para o alquimista medieval a obra de redenção não era só a do Cristo. Ele próprio tinha como objetivo primordial redimir o mundo, liberar a alma mundi aprisionada na matéria, transmutar as coisas impuras da matéria. Fundamental era readquirir o sentido da totalidade, obter a Pedra era pertencer ao Todo, ao Cosmo. Cristo não era apenas um exemplo de vida, era um meio de revelação do curso das operações regenerativas da alma. Para o adepto cristão, medieval, o Cristo era o Lápis, o fim primordial, a Ave Fênix, a suprema Grande Obra. Cristo era a via do absoluto, a reintegração do ser humano na sua dignidade primordial.

(Janeiro de 2000, Santa Teresa, RJ)
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sábado, 25 de dezembro de 2010

Natividade de Jesus Cristo

Miniatura, Menologio de Basílio, cerca de 986.
Biblioteca Apostólica Vaticana ~ Roma.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Flores do Bem >> Feliz Natal !

Soneto de Natal

Manuel Bandeira (1886 - 1968)

O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
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Natal

Murilo Mendes (1901 - 1975)

Meu outro eu angustiado desloca o curso dos astros, atravessa os espaços de fogo e toca a orla do manto divino.
O Ser dos seres envia seu Filho para mim, para os outros que O pedem e para os que O esquecem.
Uma criança dançando segura uma esfera azul com a cruz: Vêm adorá-la brancos, pretos, portugueses, turcos, alemães, russos, chineses, banhistas, beatas, cachorros e bandas de música. A presença da criança transmite aos homens uma paz inefável que eles comunicam nos seus lares a todos os amigos e parentes.
Anjos morenos sobrevoam o mar, os morros e arranha-céus, desenrolando, em combinação com a rosa-dos-ventos, grandes letreiros onde se lê: GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.

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Natal


Jorge de Lima (Alagoas, 1895-1953)

Feliz de quem, quando o ano termina,
possui um doce e acolhedor abrigo:
a companheira, o filho, a avó tão rara
ou mesmo o amigo
com quem possa se reunir em Cristo,
e sua vida interior desperte viva
de dentro de si uma alma de
São Francisco; o amor generoso,
o heroísmo estranho de beijar um leproso.

De lembrar-se de que há no mundo
criaturas de Deus pelo Natal
sem companheira, e sem a avó tão rara
e sem um beijo de mãe ou um beijo de
filho, e até sem um livro que substitua
o amigo.

Feliz de quem, quando o ano termina,
pode ver a estrela no céu
e tem olhos ainda
para encontrar Jesus.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bloco Feitiço do Villa

Queridos amigos/as, ganhamos um maravilhoso presente de Natal.
Algo novo nesta mágica cidade do Rio de Janeiro
Em março teremos Carnaval na potência do clássico.

Bloco Feitiço do Villa (ganhou este nome numa consulta popular)
Patrono >>>> Heitor Villa-Lobos

Dia nacional da música clássica Sábado dia 5 de março de 2011, às 11h da manhã.
O mundo clássico de mãos dadas com o samba.
Percurso: Sala Cecília Meireles até a Escola de Música da UFRJ


Edu Krieger escreveu o samba em parceria com seu pai Edino Krieger.

Ler a letra e saber mais visitem:
http://feiticodovilla.blogspot.com/
...e sejamos felizes para sempre.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Confraria Nise da Silveira

Caramba! Esqueci de dar a hora do encontro da Confraria - às 19h30 - na Taberna da Glória.
Como os amigos/as confrades já sabiam do horário compareceram para mais uma bela noite de confraternização e papo interminável sobre a saudosa Nise, sorteio e mais histórias em torno da viagem de Bernardo Horta às casas de Jung, em Zurique, Suiça, antes de publicar seu livro NISE.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Confraria Nise da Silveira

Os confrades e as confrades reunir-se-ão na Taberna da Glória para mais um encontro filosófico e alegre em memória de nossa eterna e saudosa Nise da Silveira.

Dia 20, segnda-feira, de dezembro deste ano de 2010,
aqui nesta cidade maravilhosa do Rio de Janeiro > com as boas vindas do Menino Jesus trazendo novas mis esperanças para 2011.

Taberna da Glória
Rua do Russel, 32 A
(Metrô Glória) nada foi reservado. Quem chegar chegou!

Esperamos por você!
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A Confraria Nise da Silveira foi batizada com sucos, vinho, cerveja e variadas iguarias no Café e Restaurante Lamas, dia 3 de julho de 2002, Rio de Janeiro, às 19h47, com a presença de muitos amigos. A Confraria tem se reunido, esporadicamente, em bares, botecos, restaurantes ou espaços culturais como salas de música, livrarias, artes.

Além das amigáveis trocas de idéias e encontros, algumas coisas importantes foram realizadas e dirigidas ao público:

Domingo Nise da Silveira – centenário de seu nascimento (15/02/1905).
Escola de Artes Visuais do Parque Lage - 18/ 09/ 2005 – das 10h às 17h

Livros:
NISE, arqueóloga dos mares
Bernardo Carneiro Horta,
aeroplano editora / 2ª edição. RJ, 2008.

Senhora das imagens internas, escritos dispersos de Nise da Silveira
Martha Pires Ferreira,
Biblioteca Nacional, RJ, 2008
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Dia 20/12/2010 haverá sorteio para os antigos e os novos confrades.
Fazer parte da Confraria basta ser uma pessoa que traz Nise em memória com muita admiração ou queira conhecer melhor suas idéias, filosofia de vida.

A Confraria Nise da Silveira não tem presidente, secretário, tesoureiro ou sede.
A “Confraria Nise da Silveira é pequeno espaço de encontros livres”.
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Gatos, a emoção de lidar



Sebastião Barbosa, fotógrafo

Obra esgotada com assinatura de Nise da Silveira

Léo Christiano Editorial, RJ, 1998
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Estou vendendo este livro, em estado novo-perfeito, para ajudar a
Casa das Palmeiras
R$ 400,00 (quatrocentos reais).
Fim de ano - período de despesas muito grandes.
Combinada, a aquisição do livro, o cheque deverá ser nominal à Casa das Palmeiras.
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Marlene Hori, amiga milenar de Nise, doou para a Casa outra obra:
Imagens do Inconsciente,
Ed. Alhambra, 1981, com dedicatória.
Foi adquirida por R$ 400,00.
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A Casa das Palmeiras não tem ajuda do Estado -
vive de doações de familiares dos clientes e amigos.
- visite -
O interessado/a deve ligar para tel. 2242-9341
[martha]
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Soneto de Natal

Machado de Assis

Um homem, - era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, -
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
“Mudaria o Natal ou mudei eu?"

[Poesias Completas – Orientais,1901].
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Contos de Fada

Dia 10 de dezembro de 2010
Amanhã >> sexta-feira > das 19h às 21h)
na
Casa das Palmeiras
A entrada é franca
*
Três histórias:
Almofadinha de ouro/ João de Ferro e
A princesa transformada em pata

As riquezas simbólicas do mundo interno e externo.
Feminino e masculino / realidade e fantasia.

Abordagem /psicologia analítica: Marie Louise Von Franz e C.G.Jung

Narradoras:
Martha Pires Ferreira, Ana Luiza Motta
E uma convidada.
****
Local: Rua Sorocaba, 800 - Botafogo.
Inf. 2266-6465
*
Tragam amigos/as e juntos nos encantaremos.
... e sermos felizes para sempre.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Leitura é prazer

Flores do Bem

Estou envolvida em reflexões relendo dois livros:
O Espírito na Arte e na Ciência - C. G. Jung / psicologia analítica.
- Ed. Vozes, Petrópolis, 1985 (volume XV)

O Meio Divino - Pierre Teilhard de Chardin / ensaio / mística.
– Ed. Cultrix, São Paulo, 1981.

E terminando de ler um terceiro:
O Dom do Crime - Marco Lucchesi / romance
– Ed. Record, Rio de Janeiro . São Paulo, 2010.
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Confio em ti, Senhor!

Piedade, ó Deus,
tem piedade de mim,
pois que me abrigo em ti;
eu me abrigo à sombra de tuas asas,
até que passe a desgraça (sl 57,2).

Eu clamo ao Deus Altíssimo,
ao Deus que faz tudo por mim (sl 57,3).

Do céu ele me enviará a salvação:
confundindo os que me atormentam!
Deus enviará seu amor
e sua fidelidade! (sl 57,4)

Livrou-me de um poderoso inimigo,
de adversários mais fortes do que eu.
Armaram uma rede para meus pés,
e eu baixei a cabeça;
cavaram na minha frente
um buraco e foram eles
que nele caíram (sl 18,18; 57,7)

Meu coração está firme, ó Deus,
meu coração está alerta!
vou cantar e tocar! (sl 57,8)

Desperta, glória minha!
Despertem, cítara e harpa,
que eu vou despertar a aurora! (sl 57,9)

Vou louvar-te em meio
a todas as pessoas,
Senhor,
vou tocar para ti em meio às nações,
pois o meu amor é maior do que o céu,
e a tua fidelidade alcança
as nuvens (sl 57,10-11).

Eleva-te sobre o céu, ó Deus,
e tua glória domine a
terra inteira! (sl 57,12).

Orações de São Francisco (de Assis)
Paulinas 2ª Ed. 1995.
Original - Prechiamo com San Francisco
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