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domingo, 11 de setembro de 2011

Queremos BONDES!

Bonde Lagoinha, com reboque, 1963 - foto: martha pires ferreira.

Clicar para ler texto de Cristina da Costa Pereira

Belo e profundo Ato inter-religioso, hoje, pela manhã.

Celebração da Vida seguida de cortejo;

religiosos, artistas, moradores e amigos de Santa Teresa

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3 comentários:

Anônimo disse...

Querida Martha, sou seu primo Helion. Estou em Lisboa, a caminho dos Açores.

Só quero compartilhar o quanto me dói saber do triste estado dos bondes da Santa Teresa que eu amo tanto, sentimento que é reforçado por estar nesta cidade aqui onde os bondes mantêm um significado tão importante.

Nessa Lisboa, que se moderniza mas não perde sua alma, os silvos do bonde 28, que sobe a Alfama, passa pelo Chiado, nos leva à Estrela e aos Prazeres, está nos livros de Eça, em Saramago e nos ouvidos de todos nós ainda hoje. A cidade soube reformar o “ilétrico” moderno que leva a Belém e aos Jerônimos, quase um trem de metro na sua aparência, mas teve também a sabedoria de permitir que o 28, amarelinho, quase um irmão gêmeo do bonde de Santa Teresa, continue a percorrer as colinas da cidade, em segurança e encantando a moradores e turistas.

Esse é o exemplo de que precisamos. Não adianta apelar apenas para as obras modernosas que supostamente atrairão os olhares do mundo. Esse moderno cansará rapidamente e obrigará a que busquemos novos atrativos, também eles efêmeros. O mundo necessita das soluções tradicionais, que tendo passado pelo teste do tempo, encontraram seu lugar em cada um todos nós. E que precisam saber dialogar com os novos tempos. Esse é o sentido do nosso querido bondinho, que deve sobreviver para que mantenhamos nós também nossa alma.

Um grande abraço

Helion

Anônimo disse...

corrigindo... os silvos ESTÃO nos livros...

Helion

Martha Pires Ferreira disse...

Helion, querido, por todos em Santa Teresa que tanto amamos e lutamos na preservação deste patrimônio que é o BONDE, agradeço suas palavras...e distribuirei nos caminhos dos trilhos para que muitos possam ler.
beijos, martha