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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012 em criatividade

Martha Pires Ferreira

Jargão astrológico para o público em geral mais parece bula de laboratório farmacêutico que reais informações, e servirá apenas para os estudiosos de Astrologia. Aqui me dirijo a todos indistintamente. Não custa, entretanto, pincelar para o observador as riquezas, simbólicas do Zodíaco, observadas. A linguagem da Astrologia tem medições celestes matematicamente traçadas. Com a física quântica sua leitura epistemológica passa a ser possível e cada dia mais compreendida por aqueles que vêem conexão do Céu com a Terra
Os astros dispõem, mas não impõem;
“Astra inclinant, non necessitant”.

O planeta Plutão, senhor dos infernos, devastador, renovador e abundante em riquezas percorre o signo de Capricónio e nos convida a todos moradores deste planeta Terra, em que habitamos, a darmos atenções maiores à Mãe Natureza, às forças que emergem das profundezas da natureza, sejam elas, minerais, vegetais e animais. Mais consciência da capacidade de trabalho e realização pessoal. As novas gerações trarão novas posturas para melhor realização e elevação dos valores essenciais à utilização dos bens terrestres. A nova geração renovará a face da Terra. Plutão há 248 anos esteve nesta posição.
Netuno, o mais enigmático dos astros, toca o universo sutil, a intuição. Poderá conduzir seus navegantes aos abismos e devaneios ilusórios ou elevar à transcendência, ao refinamento existencial. Este planeta passará por Peixes, seu signo dominante. O elemento água transbordará em emoções, fantasias e percepções quanto aos mistérios da criação. É simbolicamente associado aos venenos, drogas, abusos medicamentosos, assim como aos vinhos e bebidas refinadas. As artes plásticas, cênicas, música, cinema e TV, fotografia e tudo o que possa ser fonte de imaginação estará presente e manifesto. A sede de transcendência, a espiritualidade. A partir de 2012, Netuno percorrerá o signo de Peixe depois de 164 anos. Novo ciclo.
Uranos, o planeta da imprevisibilidade, irreverência e surpreendente em criatividade. Eletro-magnético, socializante e anárquico percorrerá o signo de Áries, regido pelo fogo, por sete anos. Sinaliza renovação da energia vital do planeta Terra; coragem e inovação, vigor físico e mental, liberdade e impulsividade como a beleza da primavera em flor. Nova face, novas seivas, novos frutos, novas idéias, novas possibilidades. O Novo como revelação. Espera-se mais alteridade, humanidade fraterna. O ciclo de Uranos, 84 anos.

Saturno, senhor do tempo, percorrerá o signo de Escorpião por dois anos e meio nos mostrando, mais uma vez, a importância da morte e ressurreição. O que é obsoleto e inerte; enrijecido e decadente apodrece sem sustentação. Provocará conscientização e renovação dos valores essenciais à vida. Austero em severidade e crua realidade (falando sempre de modo sintético), Saturno sinaliza amadurecimento para o povo de Deus, que somos todos nós, igualitariamente, sem exclusões de filiação natural. Viemos da mesma fonte criadora e esta consciência se fará mais lúcida e objetiva. Este astro percorrerá em seguida os signos de Sagitário, Capricórnio e Aquário, onde fará nos anos vinte, um aspecto celeste importante com o planeta Júpiter; senhor da justiça, ordem, ética, expansão e elevação cultural em todas as dimensões. Aquário rege o ar, as idéias, os grandes projetos científicos e humanitários onde não cabem exclusões. A História não se faz num dia, mas é a cada dia que tecemos a História.
Os astros em movimento contínuo em torno do Sol; Mercúrio, Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno, Uranos, Netuno, Plutão, Asteróides, Cometas e tudo o que forma e é novo, encontrado no nosso sistema, faz parte de grandeza existencial; somos o Cosmo em sua totalidade.
Repito: sinalizados pelo Arquiteto Celeste assistimos as mais radicais e espantosas transformações necessárias para a evolução da espécie humana – trabalhemos pela aproximação dos opostos, assim estaremos cada vez mais caminhando para a Era de Aquários, Era do Humanismo, Era da Igualdade fraterna, Era Paradisíaca, utópica, aqui no planeta Terra é possível em nosso imaginário e realidade, basta ouvir a natureza em sua magnitude. Criamos e engendramos com todo o Universo.

Os covardes, os dúbios, os pusilâmines, os tramoiteiros, os cínicos como ratos de bueiros que se cuidem. Trigo e joio têm destinos distintos.

Com a tocha da plena atenção, bem acesa, saibamos atravessar com beleza e altivez este tempo histórico riquíssimo para a completude da criação - humana e divina -
Unus Mundi.

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