sábado, 6 de agosto de 2011

Flores ociosas do bem

O vazio tem seu sabor aparentemente ocioso onde se colhe flores do bem. Basta ficar meio desligada/do deixando que a natureza mãe/misteriosa engendre sinais. Saborear palavras de sutis pensadores pode ser um caminho, uma delícia! Ambrosia!

“O dia de hoje lhe basta,
não se preocupe com o dia de amanhã” - disse Jesus de Nazaré.

“Se queres saber tudo
não queira saber coisa alguma” João da Cruz

“Deixar de pensar nas coisas do mundo” Li Pai

“Quando temos muito a dizer
usamos o mínimo de meios” Paul Klee

“Ninguém prece saber
como é útil ser inútil” Chuang Tsú

“A sabedoria é a própria vida
a vida se revela a nós somente na
medida em que vivemos” Thomas Merton

Sem o silêncio convidativo que me envolve a leitura de sábios autores minha vida seria limitada, muito a desejar. Intervalo vazios entre locuções é néctar. Ler é puro prazer. O meu desenho é minha escrita, já os livros são mundos em mim. O escritor desenha palavras para mim, que passam a me pertencer.
Estou lendo, no meu precioso tempo de ociosidade, três autores:
C. G. Jung - Estudos Alquímicos - Paracelso, um fenômeno espiritual, vol.13, Ed. Vozes, 2011.
Aldous Huxley, relendo ensaios - Huxley e Deus, Ed. Bertrand Brasil, 1995.
Helion Povoa - 50 Poemas escolhidos pelo autor,
Ed. Galo Branco, 2010.

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