quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dom Helder Câmara


Saudades de Dom Helder Câmara, santo rebelde brasileiro. Por um curto período trabalhei em sua obra, pelo Banco da Providência (fundada em 1959 -RJ), coordenando Ateliê de Artesanato na Parada de Lucas, sobre orientação de Dona Jardelina. Anos 1970 do séc. passado. E na Cruzada São Sebastião (fundada em 1956), Leblon, onde havia anteriormente a vergonhosa favela da Praia do Pinto. Sempre servindo como artista plástica.
Dom Helder, bispo católico, foi esmagado pela Ditadura dos anos 1964 em diante, e, em 1972, indicado ao Prêmio Nobel da Paz, foi impedido. Certa elite católica, medíocre, o tinha como “comunista” por ser um humanista impar lutando, ferozmente, contra as injustiças sociais. Criador, também, da Feira da Providência sempre visando atender nas bases os mais miseráveis; carentes em suas dificuldades existenciais. Nunca foi de gabinetes ou burocrata de sacristia. Nasceu no Fortaleza, Ceará, em 7 de fevereiro de 1909 e faleceu na cidade de Olinda, Pernambuco, em 1999. Conhecido, admirado e premiado em muitos países por sua ferrenha defesa aos direitos humanos e sociais, em particular pela compaixão para com os pobres e excluídos, servindo sempre aos mais necessitados. Porta voz por um mundo participativo, igualitário e fraterno.

Algumas reflexões do nosso saudoso Helder Câmara:
"O Cristo bem deve estar sentindo vontade de fustigar-nos com chicotada"

 
- 2ª edição - civilização brasileira, 1993 - tradução Ênio Silveira 
(editado primeiro na Europa em 1987 - entrevista com Roger Bourgeon)

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