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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Transporte - Bonde de Santa Teresa


Saudades do nº 10
Ouvi, pela manhã, na minha queridíssima Rádio MEC FM (98.9 MHz Rio de Janeiro) que em fevereiro mostrarão o bonde que deverá circular aqui no Principado de Santa Teresa, em 2014. Pessoalmente não estou pensando muito se o bonde será aberto ou fechado, tradicional ou modelo de Lisboa, mas sim pré-ocupada, muito atenta, indagativa, se o bonde terá preço popular e em condições dignas de servir ao povo, como deve por direito e dever cívico. O bonde é nosso Ícone, essencial para os moradores que há mais de um ano sofrem com a precariedade dos transportes. Investir nos bondes é investir no bem comum. Os bondes não devem visar lucros, mas sim serviço à comunidade, aos moradores, em especial.
Não esqueçamos que Portugal seguiu os nossos bondes.
O bondinho é a alegria do povo de Santa Teresa, a festa da Vida, o ponto de convergência -
transporte do trabalhador/estudante/morador/turista, fraternidade e doçura do bairro.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cara Martha
O bonde fechado com menos lugares não vai ter espaço levar os turistas e os moradores. Nos últimos meses que antecederam o acidente, quando pegava o bonde na Petrobras, só conseguia subir sem enfrentar a enorme fila de turistas porque ía em pé no estribo. O que era interditado aos novatos. Ir em pé na estribo já é prática estabelecida entre os moradores de Santa Teresa e deve ser preservada como patrimônio imaterial. Só quem ía no estribo era morador ou quem estivesse seguro, cabendo aos motorneiros fazer a triagem.
É fundamental que o turista pegue o bonde junto com o morador para que ele não fique no mesmo mundo asseptico das outras atrações turísticas da cidade. É por isso que os turistas vão para Santa.
Além do mais, com o bonde fechado vai ser preciso aumentar o número de ônibus para suprir a população.
Quero andar de bonde. Eles querem fechar o bonde para privatizar e tornar um negócio rentável, voltado para o turismo. Bonde aberto já e tombamento da prática de andar no estribo como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro. Vamos humanizar o trânsito para respeitar o ritmo dos bondes e não fechar os bondes para se adaptar ao trânsito.

Anônimo disse...

Compreendo seu ponto de vista. Morro em Santa desde fins de 1953. Tempo do reboque e cargueiro(este quase de graça)Preço de transporte e poucos iam no estribo e pagavam, sim.nada de graça.Com a queda do bonde em 1982/3 qdo.a irmã Luiza/Assunção morreu/gente sem perna e outra sem braço...permitiu-se andar quase de graça e todos se pendurando no bonde sem pagar nada virou moda. Vi menino perder perna,um horror! Gente caindo, sendo roubada.E mais...
Que tenha mais bondes/bondes e que seja o preço normal de transporte comum para a população. Quanto mais briga, mais demora. Anos 80 foi mais de ano sem bonde,praticamente.martha