segunda-feira, 31 de maio de 2010

caderninho / notas de 1968

Solidão
A noite dos sentidos nos cobre em momentos de isolamento e dor de abandono; provamos toda a carência possível, toda a desolação de se saber existindo. Insipidez que vai da carne à alma. O sangue coagula. Tudo é suportável.
No silêncio, despido de si mesmo, o ser humano se encontra em toda a sua profundidade interior; visualiza seu ser total, em sua crueza. A maravilhosa experiência da solidão aponta a beleza essencial do sentido da criação, do se estar sendo.
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