
Desenho _ bico de pena e selo _ Virgem, 2011.
Poesia - ver em 16 de setembro de 2023
Virgem, o viver cotidiano
Ramo de trigo nas mãos
a Jovem à natureza se identifica
_ o feminino por receptividade
acolhimento é terra.
Silêncio seletivo se estende
na toalha de linho
detalhe, o perfeito acabamento
ou modelagem da cerâmica.
Passa agosto, setembro se achega
verão ao norte, inverno ao sul.
O coração ama em melancolia
_ doador de si observa o entorno,
quietude no olhar, minúcia,
dissimula, se faz leveza, sorri!
Rotina marca hora do plantio,
colheita, precisão
Demeter é Ceres é Perséfone!
Submissa reserva é altaneira
na distância o possível
espera. Adormece, acorda.
Ironia zombeteira aos parvos
ostentando bravatas, sutil humor
ao sabor da pimenta.
Ingenuidade inocente escolhe
repouso longe de balbúrdias.
Memória visual, Mercúrio veloz
sinaliza implacável à crítica.
Amar tem corporeidade, vida
na beleza do servir,
o secreto mantém o mais secreto.
___ Martha Pires Ferreira
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