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Cine Santa 27 de outubro - 20h.
sexta-feira //
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CURTA de Jorge Ferreira
Maria e Martha sou
Martha pensa e relata reservas de Maria.
Esta não sabe das horas e nem lhe interessa.
Martha vê o relógio, é pontual, se ocupa com exterioridades.
Pertencem ao relativo, vivem no absoluto.
Desconhecem alienação; percorrem vieses intimistas.
Martha colhe roupas do varal, se identifica com seus pares; reflexo de si mesma, tece.
Maria colhe roupas do varal, se identifica com seus pares; reflexo de si mesma, tece.
A primeira tem o mundo; altiva, destemida, arrojada e afoita.
A segunda se recolhe nas noites dos sentidos, sente dores do próximo;
espera, pondera, se abandona sem medo de fantasmas, confia na lucidez
da
consciência em formação contínua.
Maria intui e se cala no vazio que tudo contem.
Martha em contraponto, confia no tempo convergente.
A primeira nada possui; vive do amor cortês.
A segunda guarda riquezas na estante e em gaveta sem chave.
Maria é silêncio ou poesia sutil, Martha é verbo ou ação.
Maria nas profundezas abissais,
Interioridades sem certezas,
deixa-se engendrar no cosmos.
Martha impelida pela evolução constante, pisa no chão,
cultiva o espírito, amorosidade solidária.
Nascer, crescer e morrer é a lei do tempo imensurável!
Maria eterniza apreensões em reservas secretas.
Martha caminha na existência, aqui, agora.
Maria na atemporalidade.
Maria e Martha se afinam - Unos Mundos;
arco e corda, ponto e linha, dia e noite.
Vida, infinitude hiperfísica chardaniana
libertárias do nada. Nada tendo, tudo possuem.
[nome completo - Maria Martha Sanmartin Pires Ferreira – prosa
poética sobre o Filme - Maria e Martha // curta de Jorge Ferreira em 27 outubro de
2017]
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~-- postagem martha pires ferreira
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~-- postagem martha pires ferreira

2 comentários:
Várias Marthas e uma só Maria.
abraços, Roberto G
sou uma só - mariamartha risos rrsss
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