domingo, 14 de abril de 2013

Flores do Bem


SOLIDÃO

A solidão, não é o colóquio da criatura com o
recanto distante, onde somente chegam coisas do mal:
não é maneira exótica e pessoal de ser feliz, nem
uma ferida mortal.

A solidão é um portal, separando duas verdades, por
onde campeiam muitas outras a se sustentarem entre
si, unidas pela mesma terrível e vaga incógnita.

É algo que se respira...

Nela, que não é deserto, mas de nada carece,
a fórmula essencial de nada importa:
a configuração do amor é mera flor,
e Deus é tão puro que nem mesmo existe...

Herbert Timm / 1963.

Esta poesia foi, aqui, publicada em 18/5/2007
Herbert é poeta que vive em sua ermida, em profundo silêncio.
Senhor de imensa sensibilidade vive mergulhado nas profundezas.

Um comentário:

Maysa disse...

Cara Martha

De distâncias e sensibilidades que andam juntas, mesmo quando não se encontram, sabemos.
O poema traduz bem essa circunstância.
Abraço carinhoso

Maysa