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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Meditação / Contemplação

Precisamos durante a nossa vida de tempo para cuidar das tarefas do cada dia; nos alimentar, trabalhar, divertir, sonhar, criar, idealizar planos, conversar, trocar informações, ouvir, ver, ler, refletir, escrever, amar, sorrir, dormir e milhões de coisas mais. Entretanto precisamos, também, de silêncio e tempo/espaço para dedicarmos a nossa vida interna; nossa interioridade a mais profunda.

Reflexão é pensar. Meditar não é pensar.
Para o Oriental meditar é estado de repouso interior; concentração interna e vazio de pensamentos. No Ocidente temos a mesma postura que é a contemplação; concentração interna e vazio de pensamentos.
Tanto no Oriente como no Ocidente é o coração quem dá o último toque de recolhimento interior.

Para se obter este estado de silêncio e vazio interno, estado de meditação/contemplação, é preciso nos colocar numa postura externa favorável. Não se consegue resultados de imediato, é preciso disciplina e tempo. Inicialmente nos abster de ocupações externas, procurar um local de silêncio; postura corporal serena e tranquila. Plena atenção à respiração; inspiração e expiração pousadas ajudarão a contemplação interior.

Este estado de atenções para com o nosso ser interno, em plena atenção para com nossa vida interna, nos conduz ao estado de repouso e serenidade, e por conseqüência ao estado de oração profunda. Oração profunda é aproximação dos opostos de nossa natureza humana – consciência de nossa realidade desagradável e agradável, obscura e luminosa, frustrante e criadora. A meditação contemplativa nos conduz à plenitude existencial.
Meditar em estado de contemplação é essencial para a felicidade humana e compreensão de nossa existência.
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“A oração do coração nos introduz a um profundo silêncio interior para que possamos vivenciar seu poder. Por esta razão, a oração do coração tem de ser sempre muito simples, confinada ao mais simples dos atos e muitas vezes não fazendo uso de palavras ou pensamento algum”. Thomas Merton – Contemplative Prayer, Doubleday Image Book, New York, 1996.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Martha querida,

que lindo!
Adorei isso.
beijo
denise