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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Reflexões de um louco

Os intelectuais racionalistas, cartesianos, mergulhados no seu malabarismo intelectual, maravilhados com suas premissas, não conseguem ajudar a resolver problemas fundamentais da vida humana. Governantes nem intelectuais conseguiram solucionar os grandes problemas existenciais; o submundo social e existencial permanece presente em todas as áreas do Planeta terra; sempre desejando eliminar os maus e os pobres como se na Terra não houvesse lugar para eles. Os maus são os outros. Para os “cartesianos” não existe o livre-arbítrio, só existe a lei do seu intelectualismo dogmático, repleto de verdades conceituais. Acreditam que dentro de si mesmos só existe o trigo; são incapazes de enxergar o joio. Alimentam-se da cegueira por não perceberem que joio e trigo crescem juntos, brotam do mesmo solo para a expansão natural da vida. Estreiteza pretender impedir liberdade de expressão de um povo ou indivíduos com seus anseios pessoais. A liberdade de expressão deve ser plena. O mundo deve ser livre de censuras, ortodoxias, dogmas. Somente dois tipos humanos mergulham a fundo: os santos e os desvairados - tanto um como o outro, não tem medo; temores de se entregar até as últimas conseqüências. Os dois conhecem a ousadia e o desafio cotidianos. Os cuidadosos, prudentes, que zelam em demasia por valores materiais, culturais, morais e espirituais, em geral, são covardes. Importante se desprender da matéria, sem deixar de servir-se dela; importante se desprender de bens intelectuais sem deixar de servir-se deles, importante desprender-se das riquezas espirituais sem deixar de servir-se delas. Desapego total. Liberdade absoluta do corpo, da mente e do espírito/alma. Glórias aos seres ousados que se arriscam todos os dias, todos os instantes em suas idas e vindas cansadas; todos aqueles que não temem perder a própria alma no desejo único de encontrar o sentido maior da vida que é ser humano, simplesmente. Simplesmente ser humano. Muitos acreditam que por praticarem virtudes estão resolvidos em suas vidas pessoais. Artistas, poetas, loucos e santos anônimos vivem de risco e desafio constantes; seguem a inteligência e sabedoria do coração.
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