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domingo, 8 de abril de 2007

É Páscoa, Ressurreição !

Morrer.
Nada se leva;
desenhos, perfumes, livros,
colares, a louça inglesa, a caneta.
Olhar as árvores, o florir da paisagem.
Conversar com quem amamos.

Corpo frio com flores no esquife,
conduzido ao túmulo,
derradeiro repouso,
nada depende de nós.
Somos levados.

Corpo inerte esquecido na lápide,
alimenta vermes.
Morrer no alto-mar?
Nutre peixes.
Morrer na floresta?
Animais saciarão a fome.
Cremado o corpo, as cinzas
não deixarão vestígios.

A Terra Mãe tudo acolhe.
Impermanência.

A inteligência liberta
vislumbra a eternidade?

Cristo, homem Deus,
sinaliza a ressurreição.
Transfiguração com a morte.
Nossa morada definitiva.
Comunhão misteriosa,
magnitude infinita.
Verdade do mundo das idéias.
Sabedoria?

“Agnus Dei qui tolis pecata mundi,
miserere nobis”.
Cordeiro de Deus que salva os pecados do mundo,
tende piedade de nós.

Cada dia é Páscoa, Ressurreição !

[ MPF, 8 de abril de 2007 ]

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