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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Papa João XXIII - Saudades!



          Inesquecível o grande ser humano e papa João XXIII (1881-1963) 
          Angelo Giuseppe Roncalli, natural da aldeia de Sotto Il Monte, norte da Itália, é eleito papa da Igreja católica em 28 de outubro de 1958, escolhendo o nome de João XXIII. Morreu em 3 de junho de 1963, carregando a Cruz de Jesus até o fim com a maior dignidade, sofrendo por nove meses de câncer, deitado no seu leito humilde, numa cama de ferro.
          Deixou imensas saudades, inesquecíveis, entre quem era ou não era católico; o papa da abertura para com todos os povos, credos e crenças. Para maior entendimento e fraternidade dentro da Igreja e paz mundial abriu o Concílio Vaticano II, com os braços abertos, na verdade, para toda a humanidade.
          Deixou-nos duas preciosidades; as encíclicas Mater et Magistra / julho de1961 e Pacem in Terris/março de 1963.

          Fica uma indagação de conciliação conceitual, religiosa, ter escolhido este nome, João XXIII?
- Johannes XXIII fora o nome de um papa, bispo escolhido pelo povo (quem elegia os bispos era o povo católico). Foi escolhido papa, diante das discórdias internas e externas da Igreja, no início do séc. XV (1410 a 1415). Vivia-se, há anos, num extenso desentendimento, levando a uma divisão na Igreja; cisma/schisma. Neste mesmo período, outros dois papas, um em Roma e outro em Avignon, se excomungaram entre si. O papa Gregório XII aprovou o Concílio de Constança, abdicou do papado em 1415, assinou sua renuncia em 1416; “para o bem da Igreja”; para resolver a schisma e eleição de um papa. Não se entendiam. Johannes XXIII, a princípio participou do Concílio, mas depois fugiu para longe, o que aumentou a confusão; foi tido como antipapa. A igreja chegou mesmo a não ter papa por um período, de 1415 a 1417. Martinus V, eleito, pois fim ao schisma e tudo se normalizou, tendo a aceitação de Johannes XXIII (Pedro Fidalgo).   
 O doce e despojado papa João XXIII, saudades eternas em nossos corações !
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                 ... e agora para onde ir? Para onde a Igreja Católica Apostólica Romana está indo? 
Um Concílio Vaticano III, dando continuidade ao Vaticano II ?  
          Em pleno terceiro milênio, numa decadência vergonhosa, escabrosa, no topo da hierarquia da Igreja católica, não se vislumbra horizontes luminosos. Jogou-se no lixo a missão cristã. Os donos dos podres poderes esvaziaram a beleza da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo, e se tornaram, totalmente, prisioneiros de uma monarquia suntuosa, absolutista, machista, única no mundo. Perdidos entre si, padres, bispos e religiosos, não veem que rumo tomar. As mulheres, nada servem, são coadjuvantes, apenas. A Cúria Romana está ilhada, sozinha, e, pior, sem o povo de Deus. 
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O povo de Deus deveria participar na escolha do Papa. A Igreja precisa ser democrática, esvaziar-se do absolutismo hierárquico. Como Jesus, ser próxima do reino de Deus, dos seres humanos, os mais simples, sobretudo.
As mulheres não tem qualquer direito, lugar, no corpo decisório da Igreja Católica; são meras coadjuvantes. Já que não lhes é dado qualquer direito de fala, voto, decisão e escolha, elas estão isentas de tudo, de qualquer obrigação; as mulheres são espiritualmente livres, absolutamente livres. Os homens ficaram sozinhos; terrivelmente isolados. Eles, sim, precisarão urgente da presença e companhia das mulheres, para reencontrar o caminho de volta, para uma vida feliz; vida espiritualmente plena.
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Martha Pires formada na Escola da Vida, eremita urbana, pés descalços -
- manhã de 25 de fevereiro de 2013.
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