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sábado, 18 de outubro de 2008

Santa Hildegarde von Bingen

Apaixonante monja beneditina, Hildegarde von Bingen, viveu na Idade Média, Alemanha, de 1098 a 1179. Reunia em si uma imensidão de qualidades como, escritora, poeta, compositora, profetiza, mística, médica, desenhista, conselheira, teóloga, e como se não bastasse possuia o dom da palavra. Foi pregadora em algumas Igrejas, em especial na catedral de Colônia.
Perdeu os pais na infância. Foi levada e educada num mosteiro. Muito jovem, aos doze anos, fez os votos religiosos, tornando-se monja da ordem da São Bento.
Possui temperamento muito forte. É eleita abadessa aos 39 anos, 1136, com a morte de Jutta que fora sua preceptora. À frente do mosteiro passou a ter uma vida nova, muito mais ativa e repleta de criatividade.
Sua festa é comemorada no dia 17 de setembro. Desde jovem deve experiências místicas incomuns e previa o futuro com naturalidade. Percorreu várias regiões da Alemanha transmitindo seus conhecimentos e visões ao clero e as pessoas à sua volta.
Uma profunda estudiosa e seguidora das leis da Natureza. Escreveu tratados sobre o uso das plantas, pedras preciosas, e o contato com os animais. Para ela cada elemento da natureza tem uma potência salutar ou maléfica.
Universo não é algo isolado, fora de nós. Para esta grande dama da espiritualidade

“O homem tem dentro de si o céu e a terra.”
“O que é decisivo para o homem é que ele é um espelho, uma imagem do universo”, dizia Hildegarde.
O que é sabedoria e verdade para o homem é igualmente para as pedras, as plantas, os animais, assim como, para as estrelas.
A verdade dos elementos terrestre vem do criador. É esse vigor que nutre o mundo, aquecendo, umedecendo, firmando, cobrindo de verde. Isso acontece para que todas as criaturas possam germinar e crescer. A natureza está à disposição da humanidade para que com ela trabalhemos. Sem a natureza não podemos sobreviver. A terra não deve ser danificada, não deve ser destruída.”
Esta extraordinária mulher foi conselheira, e escrevia para Papas, bispos, imperadores e o rei Henrique II da Inglaterra. Ainda para São Bernardo de Claraval que a chamou de luz animada pela inspiração divina. Entre suas amigas estava uma visionária, Santa Isabel de Schönau.
Suas obras foram traduzidas para o latim pelos monges - ela ditava. Scivia é a sua obra mais importante. Inventou uma escrita - mistura do latim com a lingua alemã.
Escreveu explicações sobre o Evangelho e as regras beneditinas. Um livro sobre ciências naturais, outro sobre o corpo humano e suas enfermidades com observações cuidadosas. Escreveu sobre a vida de santos locais com poemas, hinos e música. Deixou mais de setenta composições musicais ao estilo semelhante ao do gregoriano.
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Meditações / de Hildegarde

Assim como o círculo acolhe tudo
que está dentro dele,
também a Divindade a todos acolhe.

Ninguém tem o poder de dividir
este círculo,
de ultrapassá-lo,
nem de limitá-lo.
****

Deus seja louvado por sua obra:
a humanidade.
Pois
a humanidade,
cheia de possibilidades criativas,
é obra divina.
Só a humanidade
é chamada para ajudar a Deus.
A humanidade é chamada para co-criar.
****
Toda a natureza está à disposição
Da humanidade.
Devemos trabalhar com ela.
Sem ela não conseguiremos sobreviver.

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2 comentários:

Sumaia disse...

Gostaria de adquirir um livro da Santa Hildegard de Bingen, você sabe onde posso encontrar?

Anônimo disse...

Podem me conseguir excertos das visões de Santa Hildegarda de Bingen, mas em português? Do Scivia e de outras obras dela?
Julio Barone Neto
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