segunda-feira, 15 de junho de 2026

Liberdade de escrever - Expressar-se

 
Formas no espaço, 1996 - lápis de cor

Liberdade de escrever - Expressar-se

Longe de regras rígidas, dogma, sem código ou normas inflexíveis, criar é liberdade de expressão; seja nas artes, ciência, literatura, música, marcenaria, culinária, botânica ou filosofia.

Os acadêmicos se espremem definindo preceitos. O libertário avança destemido por impulso interno, sensorial _ energia que o leva a tornar visível o quê inconsciente e consciente, em diálogo constante, clama por exterioridade. O singular, a originalidade, é a alma da expressão.

Não temer tornar real o que a alma anseia. Simplicidade ao comando do pensamento torna preciso, visível, o que se deseja realizar. O mesmo no campo da ciência, em relação à arte ou música. Criatividade não está sujeita a manipulações teóricas, dogma que pretende estabelecer valor lógico, racionalidade. O verbo, o criar, dar expressão ao ideal se faz digno por si mesmo, sem amarras.

A criatividade em si não aguarda reconhecimento, sucesso nem aplauso, e sim, unicamente, o prazer emocional de ver expresso o ideal, o imaginado, se apresentar realizado, matéria _ a poesia saindo nas letras do poeta é matéria viva, o desenhista em seus riscos livres, o matemático em suas descobertas.

Imensa beleza a expressão da vida ao surgir como natureza orgânica, seja uma orquídea ou simples flor do campo. Assim devemos ser, livres ao criar. Expressar o anseio interior é tudo que nos basta. Mesmo no silêncio.

Lápis de cor, 1996,

                    __  martha pires ferreira

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