
Formas no espaço, 1996 - lápis de cor
Liberdade de escrever - Expressar-se
Longe de regras rígidas, dogma, sem código ou
normas inflexíveis, criar é liberdade de expressão; seja nas artes, ciência,
literatura, música, marcenaria, culinária, botânica ou filosofia.
Os acadêmicos se espremem definindo
preceitos. O libertário avança destemido por impulso interno, sensorial _
energia que o leva a tornar visível o quê inconsciente e consciente, em diálogo
constante, clama por exterioridade. O singular, a originalidade, é a alma da
expressão.
Não temer tornar real o que a alma anseia.
Simplicidade ao comando do pensamento torna preciso, visível, o que se deseja
realizar. O mesmo no campo da ciência, em relação à arte ou música.
Criatividade não está sujeita a manipulações teóricas, dogma que pretende
estabelecer valor lógico, racionalidade. O verbo, o criar, dar expressão ao
ideal se faz digno por si mesmo, sem amarras.
A criatividade em si não aguarda
reconhecimento, sucesso nem aplauso, e sim, unicamente, o prazer emocional de
ver expresso o ideal, o imaginado, se apresentar realizado, matéria _ a poesia
saindo nas letras do poeta é matéria viva, o desenhista em seus riscos livres,
o matemático em suas descobertas.
Imensa beleza a expressão da vida ao surgir como natureza orgânica, seja uma orquídea ou simples flor do campo. Assim devemos ser, livres ao criar. Expressar o anseio interior é tudo que nos basta. Mesmo no silêncio.
Lápis de cor, 1996,__ martha pires ferreira
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