sábado, 11 de abril de 2026

A poesia libera a mente preguiçosa

O exercício da poesia é, talvez, certo desafio à preguiça intelectual ao lado da ânsia em querer expressar o imaginário passeando dentro de mim. O universo das ideias! Escrever afirmando percepções, refletindo desejos diante de utopias. Escrever é me ver tal qual sou.

Desenhar é ato de liberdade e escrever não faz por menos. Ouso, há um prazer no desafiar. Mora em mim o querer transpor muralhas e ganhar a exterioridade, com simplicidade. É um querer ver o que está dentro.

Outros podem olhar, nada impede, podem até nem gostar ou quem sabe... apreciar. Tudo bem! Publicar nada visando além do prazer da expressão, narrativa em proza ou verso. Exercício de vida, alegria criativa na riqueza da palavra redonda, obliqua, transversal, paralela, pontual ou rebuscada sem nó em paradoxos, sempre alinhada a certa coerência em ponto e linha, como nos desenhos.

  O sábio astrólogo em seu gabinete _ Renascência. 

Travessia dos Astros
 
Caldeirão alquímico ferve
céu reflete na terra!
 
Nigredo fermenta valores
almeja civilização renovada
nível de consciência, outro
pousar horizonte há de vir.
 
Questão complexa a Vida
percurso dos dias, as horas
história, ciclos anuais
acontecimentos, décadas!
 
Existir mistério no tempo
intuir presente, futuro
olhar avante, extensão linear.
 
Astrologia tece na observação
empírica, prática, analítica
decifra enigma celeste...
intui na imensidão estrelada
movimento, dança dos Astros.
 
Convergência entre linhas
se cruzam, planetas, asteroides
conversam em confronto...
signos, elementos, configurações.
 
Dispensa divagação determinista
o olhar qualitativo apreende
caldeirão fervente, alquímico e
se deixa revelar na multiplicidade.
 
Fim de acomodação; travessia
prenuncia horizonte quântico
valores, anseio, civilização!
A Vida tange... quer soberania.

Astrólogo na China Antiga _ consulta.

 Unicidade
 
Polaridade!
Vida se revela
sabor, amor
prazer, ardor
dissabor.
 
Confronto, abandono
desencontro
hiato, vazio, cheio.
 
Apreensão, frustração
alegria, felicidade
perda, amplidão
escuridão, negação
encontro, polaridade
metafísica
            unicidade!
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Unir dentro
 
Sabor viajar o interior
_ achado em instante
                    revelado.
Encontro... memória perdida
   no longínquo
acorda os sentidos; são joias!
 
Vestido rodado sem decote
                    ousado,
mãos entrelaçadas teciam
afeto que o tempo descosturou
                    _ joia vivida!
 
Ser dentro ao que fora externa
_ unir é beleza real!
 
Pão quente do forno pede
manteiga ao céu da boca,
       sabor nos saberes!
 
A imagem do trem, ônibus,
automóvel, bonde, avião;
aventuras sem destino certo
       _ joia não morre, vivifica!
 
Caminhar por dentro; sentir, unir
intensidade peculiar do prazer!

          Martha Pires Ferreira
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