sábado, 26 de setembro de 2009

Astrologia

Máximas Astrológicas

Martha Pires Ferreira

I - Das escritas celestes

- O Universo é comparável a um espelho onde as imagens não se repetem jamais.
- A viagem aparente do Sol sinaliza a nossa própria viagem.
- O Zodíaco é um círculo sagrado - Mandala que nos aponta o centro de nossa natureza em sua totalidade.
- Conhecer a natureza de cada signo é pontuar cada área de nosso próprio círculo zodiacal.
-A totalidade do ser humano é feita de sombra e luz; aspectos dissonantes e harmoniosos. Um aspecto isolado não expressa uma verdade.
- Crescemos humanamente quando enfrentamos nossos opostos, nossas contradições desenhadas em nosso Mapa Natal, nosso Horóscopo Natal.
- Os quatro elementos da natureza definem nossa natureza humana; fogo, terra, ar e água; fazemos parte da natureza.
- O fogo brilha, destrói e renasce das cinzas. A função do fogo é produzir energia transformadora.
- Os signos são virtualidades, nenhum é melhor do que outro. O que existe é uma pessoa ser mais evoluída, depurada, desenvolvida que outra.
- O signo solar é porta de entrada para a compreensão de nossa natureza humana.
- O Horóscopo Natal é um relógio cósmico desenhado pelas mãos sutis do Arquiteto Divino. Interação do Céu com a Terra.
- O signo solar sinaliza nosso eu pessoal. O Mapa Natal configura o nosso ser interagindo na totalidade do Zodíaco, onde a alteridade é nossa contrapartida complementar.
- A Astrologia não se ocupa de dados factuais e sim de probabilidades; ela pertence à mecânica quântica do descontínuo, mais próxima da mecânica da biologia, da mecânica da mente.
- O Mapa Natal não desenha o nível moral ou o estado mais ou menos evoluído do nativo, mas somente as suas características prováveis.
- A Lua descreve nossos sentimentos e emoções; da nova se move para a crescente, da crescente para a cheia que em seu plenilúnio decresce sutilmente até a nova se recolhendo, para infinitamente ressurgir envolvente e plena.
- Tudo no Cosmo é um pulsar constante, sem conjecturas de início e fim.
- Contemplando o Firmamento em sua magnitude vivemos mais plenos na Terra. Na Terra vivemos no relativo, mais conscientes, sendo cósmicos.
- A linguagem do cosmólogo clássico é factual, matematicamente pontuada, a do astrólogo é simbólica, humanamente expressa no movimento mecânico do descontínuo.
- O Sol acelera nossa consciência e a Lua nos remete as imagens do inconsciente. A musicalidade entre o Sol e a Lua é a harmonia das esferas.
- As manifestações da Terra nos reportam ao relativo, ao impermanente. A contemplação do Cosmo ao infinito, ao absoluto, ao incognoscível.
- Os reinos e os impérios acabam, o que o Céu escreve, permanece - é eterno.
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Máximas Astrológicas / I - Das escritas celestes é uma das páginas dos aforismas que escrevi pensando em meus clientes desde os anos 60, e, alunos e alunas de tantos anos, de várias turmas, desde 1975 >>>> pessoas que sempre me estimularam à reflexão e me alegraram nesta caminhada cosmográfica, poética e humana.

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2 comentários:

San_flower disse...

Martha, você continua a mesma dos tempos que convivi mais de perto contigo, cada vez tal como o vinho, mais depurada , mas sempre alegrando meu coração astral com suas palavras que me caem tão bem junto ao que hoje já reflexiono sobre o simbolismo astrológico.
Saudades de você e de nossos lanches em Copacabana.
Beijos
Sandra

há palavra disse...

Dia, Martha!
O domingo amanheceu aberto e claro, no céu e aqui "em baixo" também...
Ótima a idéia de postar essas "máximas" - sabedoria decantada e concentrada ao longo do caminho!
Abraços, tudibom e até a próxima aula.