
Desenho _ USA enrolado _ Estados Unidos da América _ bico de pena, aquarela e selos, 2009 _ martha pires ferreira.
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Caderno Aquariano se propõe a edições nas áreas da Poesia, Astrologia, Psicologia, Filosofia, Artes e saberes afins com liberdade de se transcrever as matérias publicadas. Por elegância citar as fontes.
Li uma breve análise do astrólogo francês, Gilles Verrier (rfi.fr/br); bom trabalho em seu contexto geral; geopolítica. Com o golpe de 2016, no Brasil, era de se esperar um descompasso ou mesmo catástrofe nas eleições presidenciais. As armações evidentes; alguns astrólogos viram e silenciaram por prudência/cuidados, ou, por desprezo e recusa consciente em apontar manipulações assertivas. Tudo se deu bem pior do que, de longe, se supunha deste (des)governo que nada merece em respeito e valores morais. Os ciclos se fazem com desafios, e, novo Sol há de surgir.
Babilônia - decifrar as escritas celestes é conhecer
a vida terrestre _ deus dos rios. 
A humanidade deve trabalhar para seu auto depuro contínuo.
Que se tenha atenções até 2024 /2025 _ observando os ciclos
planetários. Estamos numa transição cultural, radical, no Planeta Terra, mais
que anunciada. Atravessamos o final de um milênio e entramos em novo milênio. Caminhamos
para uma Nova Civilização na História da Humanidade. A banalidade do mal não é
mais potente e poderosa que as forças vigorosas e regeneradoras do bem maior na
inteligência e no coração do ser humano, social.
Quanto aos EUA não apontar o vencedor. Sinastria dos dois
candidatos com o Mapa da Independência dos EUA, 1776, mostra os dois em forte
evidência _ natural destaques pelos desempenhos dos candidatos junto ao povo,
as manifestações populares e institucionais _ grupos em ação. O continuísmo aceleração
do declínio americano.
A conjuntura interna dos EUA, com Plutão em signo de Capricórnio, se aproximando do Plutão, do Mapa da Independência, sinaliza o quanto de tão obscuro, difícil e por alto preço será a transição, passagem deste momento histórico até os anos de 2025, com a passagem definitiva de Plutão no signo de Aquário; mostrando, entretanto, oportunidade de expansão, o imprevisível, em prol do bem coletivo. Descendentes dos cinco continentes ali sobrevivendo, nos EUA, sem raízes tradicionais profundas, nativas, resistem: são eles os asiáticos (eurásia), afros, árabes, latino-americanos (sul e central), europeus (estes menos) que não se encontram plenamente agregados na Terra do Eldorado para onde migraram. Vivem com sede de inclusão essencial (descendentes de migrações de 5 continentes). Algo seríssimo a ser pensado, analisado, observado. São mazombos, pessoas saudosas das raízes longínquas, de seus ancestrais; querem local, pertença definitiva. O risco de um declínio na América do Norte, sem precedentes, se reais valores humanitários não brotarem das suas bases. Movimentos surgirão para garantir novos valores democráticos. O desafio será intenso.
Mais a ser dito.
Muito a se pensar, pesquisar, com a passagem de Netuno/domicílio em
Peixes/elemento Água _ com o silencioso coronavírus-19. Apreender todo o
simbolismo que este Planeta e este Signo representam sobre a imunidade física, as
questões do invisível, o escondido, o secreto, o velado, o não localizável, o
imperceptível. Os astros sinalizam, o observador astrólogo/astróloga apreende e
deduz. Em 2025 Netuno estará definitivo em signo de Áries/Fogo. Tudo muito
rápido e renovado.
Não se levando em conta, aqui, o Nodo Lunar - Norte e Sul (Gêmeos).
Em 19/20 de dezembro de 2020 teremos 103º de arco do Zodíaco ocupado por sete astros _ de 23º50’ de Capricórnio (Plutão), Aquário (encontro decisivo de Júpiter e Saturno 0º25’), Peixes (Lua e Netuno), Aries (Marte) até 6º57’ de Touro (Urano).
Dia 21 de dezembro o Sol entra em signo de Capricórnio 0º01' _ Júpiter se encontra mais próximo de Saturno 0º 25' em Aquário.Em 10 de fevereiro de 2021 estarão todos os astros do Firmamento a menos de 113º de arco do Zodíaco. Todos os Planetas, Sol e Lua num eixo muito reduzido, concentrados. Elementos: Fogo _ (nenhum astro) / Terra _ 3 (Plutão, Urano e Marte) / Ar _ 6 (Saturno, Lua, Vênus, Júpiter, Mercúrio e Sol) / Água _ 1 (Netuno).
Mapa do Céu em 10 de fevereiro de 2021 _ seis astros em Aquário e Netuno em Peixes // Atenção: os signos de Aquário e Peixes são os dois últimos do Zodíaco - Plutão entra em Aquário definitivo em 2025 - Tudo prenuncia caminhos para e Nova Era de Ouro da Humanidade.Teremos um Stelium _ seis astros _ em Signo de Aquário. O Mundo viverá a mais alta tensão _ desafios muito próximos de terríveis conflitos e da barbárie e/ou do entendimento e do diálogo. Confronto de energias como nunca se deu há milhões de anos. A transição para um Novo Modelo Civilizacional se fará em constantes avanços e recuos, erros e acertos.
Como afirmou Teilhard de Chardin, autor do Fenômeno Humano: “da
fricção entre forças opostas (povos e culturas) haverá um salto de evolução da
consciência tão importante como foi a aparecimento do Fogo”.
A evolução da natureza humana em sua totalidade é lenta em
conquistas, exige esforços constantes e continuados. Em momentos de riscos de
degradação planetária nos é imposto desafios imensos e sacrifícios; postura e
valores mais elevados de consciência, para saltos mais depurados no processo
civilizatório.
Com utopia, juntos damos as mãos, por um Mundo Humanizado com alteridade, amorização solidária, fraterna.
Martha Pies Ferreira
Santa Teresa, dia de todos os Santos, 1 de novembro de 2020.
Hoje, estamos lembrando da sábia Nise da Silveira (1905 -1999) quando nos deixou e partiu para outras instâncias!
Em abril de 2013, aqui mesmo, publiquei este artigo. Muitos somos nós com imensas saudades.
A
humanista, muito além de simples médica, Nise da Silveira, achava que o doente
não devia ser visto como doente, mas como pessoa em sua totalidade. Nise estava
légua acima dos jargões da psiquiatria. Seus clientes eram, carinhosamente, cumprimentados
pelo nome para dar-lhe dignidade, cidadania: Raphael, Emygdio, Diniz, Otávio,
José Bastos, Sacramento, Jair, Léia, Paulo, Francisco, Darcílio, Carlinhos,
Adelina e outros frequentadores das atividades criadoras, seja no Museu de
Imagens do Inconsciente ou na Casa das Palmeiras, ou onde quer que fosse. Dra.
Nise fazia questão de pronunciar o nome de cada um deles com clareza e profundo
respeito. Mesmo ao visitar ateliês ou oficinas de terapêutica ocupacional,
dirigia-se com postura de respeito à pessoa humana, com particular e delicada atenção.
Refinada e acolhedora para com pessoas dilaceradas em sua estrutura psíquica e
emocional. Constatava doenças ou graves problemas, mas jamais diagnosticava
seus clientes, fria e categoricamente. Não criava estigmas, dava espaço para
chances de recuperação. Preferia palavras de um de seus mestres, Antonin Artaud:
“estados alterados do ser”.
Pessoa doce, delicadíssima,
requintada e amável, com espírito de humor invejável era, por vezes, de uma
irritabilidade surpreendente, capaz de dizer coisas terríveis e assaz duríssimas
para com aqueles que por alguma razão insistiam com argumentações que se chocavam
com suas ideias. Quem conviveu com Nise assistia perplexa cenas assustadoras à
queima roupa. Intolerante com as bobagens ditas aleatoriamente. Costumava se
justificar ao dizer: “Este meu temperamento alagoano... com Lampião debaixo da
pele”. Suportava serenamente a ignorância das pessoas em suas atitudes francas
e espontâneas, pela inocência, mas era implacável com a empáfia dos soberbos e
dos “inchados” (como dizia); em desacordo podia ficar muda, estática,
transparecendo frieza com desprezo absoluto.
Não era nada confortável e fácil
conviver ao lado da Doutora, como a chamávamos. Era preciso tomar cuidado com o
que se dizia. Aqueles que desejavam seguir outras linhas de pensamento e
interferindo no seu método com novidades, sem longa experiência e prática, sem
o conhecimento profundo de seu trabalho, simplesmente, dizia com aspereza: “A
porta é a serventia da casa, não me venham com novidades”.
Quando jovens psiquiatras,
recém-formados, se aproximavam de Nise da Silveira, para estudar ou trabalhar,
ela lhes fazia um pedido bem-humorado: “Por favor, lave a cabeça com shampoo de
coquinhos. Esfregue bem!... É preciso limpá-la, para que você se livre do que
aprendeu na universidade.” Estas e outras incríveis saídas que assistíamos
estão transcritas no livro NISE, de Bernardo Horta: “Ah, é? Se não sabe
francês, você vai ler em inglês pra mim... Agora. Leia! Chega de tanta
incapacidade. Vamos! Como não consegue? Consegue sim!... Leia, não se faça de
boba!”. “Ah, minha filha, você ainda está muito crua! Vai ‘ralar coco’ até
sangrar os dedos... Vou lhe dar uma sugestão: esfrega palha de aço na cabeça.
Bastante palha de aço. Vai estudar!”.
Respeitadíssima por sua radicalidade humana, por seu rigor científico e rica vida intelectual com espírito transgressor, por sua vivência profunda junto aos doentes estilhaçados em sua vida psíquica e emocional, dando-lhes oportunidade de se revelarem em suas potencialidades criadoras. Entretanto, temida, era intolerante para como os incautos. Chamada de Anjo Duro, por seu querido amigo, Hélio Pellegrino.
Frases de Nise que,
eventualmente, aqui já publiquei: “Há psiquiatras muito inteligentes, não levam
ao pé da letra quando chamei de burrice
exemplar da psiquiatria. Jung, por exemplo, não era só um psiquiatra, era
um gênio. Foi um homem que levou a psique ao encontro da matéria. Ele reúne
matéria e espírito e se aproxima de algo, em psicologia, muito próximo de
Einstein. Uma coisa é considerar que matéria e espírito são um só. Outra é a
visão cartesiana, que considera a matéria, o bicho, o homem, uma máquina que
funciona isoladamente com a razão no alto da cuca comandando”.
“Sabemos muito pouco da mente, da natureza
psíquica, das emoções. Desenhar, pintar, modelar, gravar, depois colocar os
nomes, datar os trabalhos e guardá-los em série estas imagens plásticas para
pesquisa é ter a possibilidade de um dia, no futuro, se chegar a uma
compreensão mais clara e profunda do mundo interno destas pessoas tão
enigmáticas, tão misteriosas. A ciência sabe muito pouca a este respeito. E o
método para se aproximar de um conhecimento revelador é basicamente o pré-verbal,
a pré-palavra. Temos oficinas de encadernação, carpintaria, música e teatro, dança
e mímica, botânica, bordado e costura. Atividades expressivas podem apontar os
caminhos da vida interna.”
“A pesquisa e o estudo a partir das vertentes imagísticas estão apenas começando. Somente o ponto do iceberg despertou. A partir do século XXI, os interessados neste assunto devem se dedicar intensamente, pois das imagens surgirão não só revelações sobre o corpo psicológico e físico, como descobertas das potencialidades mentais dos seres humanos. As descobertas futuras sobre o inconsciente revolucionarão a história da raça humana.”
Martha Pires Ferreira
Casa França Brasil 1993~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Estamos no século XXI, outro milênio, outro caminhar.
Agora, teremos outras leituras a serem feitas com a atenção voltada
para o Todo _ um Mundo que é nosso, de todos. O insustentável se degradou, por
abusos de podres poderes. Urge movimentos das raízes, das bases essencialmente
humanas a serviço do bem comum _ do coletivo humano para o humano. Lição que a
Pandemia acelera. Caminhamos, vamos juntos _ sem esperar de governantes _
confiantes em nossas potências internas; nossa sede de acertar e vencer o
monstro da miséria à nossa volta, vencer a pobreza reinante em todos os povos,
a frieza da indiferença e do descaso aos valores mais nobres. Estamos juntos. Os
“donos do mundo” tendo que se dobrar, se curvar. A noite é densa e escura, mas
estamos juntos. A construção, obtenção, dos valores essenciais à vida, ao bem
comum, é fruto de força tarefa conjunta, igualitária, solidária, participativa,
afetuosa.
A Água nasce da fonte, límpida _ brota em pureza cristalina _ e se derrama,
se junta às outras águas, torna-se um doce riacho e segue caudalosa como rio...
se estende sinuosa até ao mar... alimenta a Vida.
Sejamos como as Água da Fonte límpida em doação contínua _ solidária, fraterna, sem medo e com alteridade. A luminosidade das águas em seu percurso se estende num horizonte distante, num percorrer contínuo, da fonte ao mar _ tempo e impermanência, temperatura.
Fonte Netuno _ Praça em MuniqueEstou pensando no deus mitológico _ o impetuoso desbravador Netuno/Poseidon, senhor das Águas. Neste momento o planeta Netuno, com este mesmo nome, percorre o signo de Peixes 18º, seu domicílio no céu do Zodíaco _ simbolicamente atuando, irrigando, nas profundezas da matéria sensível, nas potências do corpo emocional, no cerne da natureza, nas raízes da terra e leito, borda, dos rios. Netuno nos convida às Artes, à música, à dança, ao maleável, à graciosidade, ao secreto, ao sigiloso. Pode ser aliado de ilusões, enganos, dissimulações, devaneios e abusos dos sentidos, sede exagerada dos prazeres, dissolução. Requer espiritualidade consciente e humanizada _ apreende o dom da graça, misericórdia e compaixão.
O coronavírus-19 invisível, silencioso, imperceptível. Real
afinidade com o planeta Netuno e as águas de peixes. Um planeta isoladamente não
expressa uma verdade – a leitura se faz por conexões, interações. Netuno se retira das Águas de Peixes em 2025, até lá muitas águas das fontes irão seguir seus percursos e alcançar o mar.
Luz no horizonte virá mais distante, em tempo, nada se solucionará num simples amanhecer do Sol. Caminhamos juntos, juntas. Anseios por uma dimensão fraterna espiritualizada, humanizada, afetuosa em níveis de consciência social mais elevados.
Martha Pires Ferreira
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_ Mapa do Céu _ 26 de outubro de 2020.
O
Sol percorre o signo de Escorpião no Zodíaco, elemento Água junto a Mercúrio
(estando Netuno e a Lua em água/Peixes) quatro astros neste elemento// Júpiter,
Plutão e Saturno em Terra – Capricórnio. Signo de Virgem está Vênus e em Touro
está Urano (cinco astros neste elemento – Terra), o planeta Marte em Aries,
Fogo (um astro neste elemento). Não tendo nenhum astro em AR (apenas, o Nodo
Norte/Cabeça do dragão em gêmeos/eixo-sagitário).
A
Água é fria e úmida – a Terra é seca e fria – o Fogo é quente e seco – o Ar é
úmido e quente
No
Zodíaco o domínio do elemento Terra/cinco astros e seguindo da Água/quatro _
receptivos. Um astro no Fogo – ativo, e, não se tem nada em
Ar, hoje. Muito a refletir, pensar.
Domínio de elementos passivos _ nove astros _ deduz-se que tudo tende a ficar parado, estanque, pausado em repouso sem interrupção, na espera, sem circulação, isolamento.
Vivemos um Tempo de profunda reflexão sobre os valores da Vida.
Neste
momento da Pandemia – coronavírus-19 - os astros se encontram em elemento
passivo, apenas um astro, Marte, ativo, em Fogo -Aries. Ausência de elementos
ativos, impulsionadores de energia – a Terra quieta, em silêncio. Não temos elemento Ar, não circula o Ar que
não vemos.
Plutão atuando nas profundezas da matéria -Terra - Capricórnio.
Como agir sem astros no elementos ativo Fogo ou Ar? Esperar. Esperar os Astros em elementos ativos para o fim deste ano de 2020 e a entrada do próximo ano, janeiro e fevereiro, de 2021, 2022, em diante.
Estamos em Tempo de espera, silêncio, escuta interior, observação interna, esperança pelo amanhecer das energias solares, Vitais.
---- Martha Pires Ferreira
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O
SOL inicia seu percurso anual no Cinturão Zodiacal, Signo de Escorpião,
Rio de Janeiro, às 20h10, dia de 22 de outubro, último. Primavera / hemisfério
sul.
Escorpião
é o 8º Signo do Zodíaco. (de 22-23/out.- 22/nov.- dependendo da latitude e longitude de
nascimento).
Não se pode falar em história do pensamento sem abordar a importância da Astrologia para a compreensão da natureza humana em sua complexidade desde épocas as mais remotas. Os astros sinalizam nossas potencialidades. Compreendendo nossa natureza, em seu todo, podemos melhor administrá-la. Astrologia é própria da linguagem simbólica. Estas características pontuadas são generalidades possíveis, não uma verdade em si; "Os astros inclinam, não determinam".
A riqueza da Mitologia grego-romana sinalizam ciclos terrestres.
Suas regências - os Planetas Marte/Ares (clássico deus das batalhas, impulsividade, sexualidade, desafios e guerras) e Plutão (com sua descoberta,1930, senhor das profundezas da terra, mundo subterrâneo, reino dos mortos – Hades; desafios, transformações, transições e ressurreição – Ave Fênix.
Características
agradáveis ou desagradáveis deste signo. Sinopse:
Transformação. Magnetismo. Desejo. Poder. Posse. Vida e morte. Riquezas pessoais e públicas. Regeneração. Renovação. Tenacidade. Bens comuns. Percepção aguçada, extra-sensorial. Sexualidade intensa, vigorosa. Paixão. Sede de imortalidade. Produtividade. Determinação. Realização. Engenhosidade. Energia. Extremismo emocional. Ira. Obsessão. Energia, Crueldade. Sangue frio. Vingança. Violência. Perversidade. Defesas. Gosto pelas mudanças e desafios. Destruição. Renovação. Hereditariedade. Inteligência aguda. Interioridade. Amor ao mistério. Enigmático. Fixação. Receios. Persistência. Obstinação. Tirania. Combate. Riquezas do solo. Pesquisas. Movimentos de massa. Capacidade de articulação e/ou cooperação em larga escala. Espiritualidade. Impenetrabilidade. Transcendência. Penetração. Maquinação. Intensidade. Força interior. Metamorfose. Ressurreição.
Plutão / Hades _ regente de Escorpião - senhor das riquezas subterrâneas, dos bens e da fartura da natureza em abundância.---postagem martha pires ferreira
Entrei em quarentena em março. E nela
prossigo, com raras escapadas estritamente necessárias, e tantos cuidados que
me fazem parecer um escafandrista. Não que eu sofra de hipocondria. Mas estou
no grupo de risco. Aos 76 anos já me incluo na turma (qual eufemismo usar?
Melhor idade? Terceira idade?) da eterna idade, já que me aproximo da junção
desses dois vocábulos...
A quarentena não me pesa. Na falta de
comorbidade, trago importante experiência preexistente de reclusão – os quatro
anos (1969-1973) em que fui encarcerado pela ditadura militar. E, por vocação,
sou afeito à solidão e à clausura.
Prisão e quarentena se assemelham em
muitos pontos: isolamento físico, distância de parentes e amigos, proibições e
ameaças. No cárcere, de contrair doenças infecciosas, devido às más condições
de higiene; e, agora, de pegar Covid-19. A diferença é que na prisão a chave da
porta fica do lado de fora; agora, do lado de dentro. Sou carcereiro de mim
mesmo. E o segredo para bem suportar uma e outra é não separar a cabeça do
corpo, este retido e aquela virtualmente lá fora...
A quarentena, para quem não precisa sair
à rua e se expor em aglomerações (ônibus, metrô etc.) para garantir o pão de
cada dia, é bem mais suportável que a cadeia: alimentação saudável, livros, TV,
internet, e a liberdade de determinar a própria agenda cotidiana.
Porém, cuidado! O inimigo é
imperceptível e não conhece fronteiras. Pode vir na embalagem de uma mercadoria
ou no envelope da correspondência. Ele mede apenas 85 nanômetros. Para se ter
ideia do que isso significa, um fio de cabelo tem 100.000 nanômetros de
espessura. Para detectar o novo coronavírus, um microscópio eletrônico precisa
ampliá-lo ao menos 80 mil vezes.
Aproveitei a quarentena para fazer o que
mais gosto: meditar, ler, praticar exercícios físicos e escrever muito. Produzi
meu 69º livro, “Diário de quarentena – 90 dias em fragmentos evocativos”, que a
editora Rocco fez chegar ao mercado em meados de outubro.
Quando cessará a quarentena? É a
pergunta que todos fazemos. Ou quando voltaremos ao “novo normal”?
Depende. Para muitos, isolamento é coisa
do passado. Flexibilização geral! Sem medo de surfar nas ondas vindouras. Para
outros, como eu, quando todos forem vacinados. A mera notícia da descoberta da
vacina não será suficiente para decretar o “liberou geral”. Geral terá de ser a
profilaxia e a imunização.
E quando surgirá a tão esperada vacina?
Não me incluo entre os mais otimistas. A que levou menos tempo para ser
descoberta foi a da caxumba, 4 anos. A da ebola, quase 6 anos. A da
tuberculose, 13. A da catapora, 28. E a do HIV está na fila de espera há 40
anos...
O que me constrange, como ser humano, é
ver tanta mobilização global para combater a Covid-19 e quase nenhuma para
erradicar a fome, que mata 24 mil pessoas por dia, cerca de 9 milhões por ano.
Hoje, ameaça 820 milhões de pessoas e pode ultrapassar 1 bilhão até o fim do
ano. Ainda bem que o Nobel da Paz foi concedido este ano ao Programa Mundial de
Alimentos da ONU, o que faz soar um alerta.
Por que será que combater a fome não suscita tanta mobilização quanto o combate à pandemia? A razão denuncia a falta de ética e de solidariedade nos tempos atuais! Ao contrário da Covid, a fome faz distinção de classe. Mata apenas os mais pobres. E pensar que somos mais de 7 bilhões de habitantes deste planeta que produz alimentos suficientes para 12 bilhões de bocas! Portanto, comida não falta. Falta justiça!
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Thomas Merton e D. Suzuki em New York conversando sobre o poeta Fernando Pessoa
M
Em 1972 fui tomada pela obra de Thomas Merton - Zen e as Aves de
Rapina, mais uma caminhada ao Oriente. Mergulhei no mundo Oriental, ao lado
de outros autores, por alguns anos.
O que me atraiu no Zen é por não explicar nada, só indicar,
observar por si mesmo _ o aqui e agora _ momento presente, sem conjecturas mentais,
nem questões emocionais. A simplicidade Zen. O Zen não está preocupado com Deus;
não nega, nem afirma Deus. Tudo é experiência humana. O Zen apenas vê, não um
sujeito, um objeto, mas um ver pleno, Absoluto.
Algumas reflexões do sábio Suzuki que me apontou a beleza da vida cotidiana
como um Mestre:
“A vida é uma
afirmação em si mesma, e esta afirmação não deve ser acompanhada por uma
negação, pois é relativa. (...) Para ser livre a vida tem que ser uma afirmação
absoluta”.
“O Zen se propõe a
disciplinar a mente por si mesma, fazê-la seu próprio mestre através de uma
visão introspectiva na sua própria natureza”.
“O Zen é o espírito
do homem. O Zen crê na sua pureza interna e na sua bondade”.
“O Zen desafia à
confecção de conceitos”.
“A experiência
pessoal é tudo no Zen. Não há ideias inteligíveis para aqueles que não tem alicerces
na experiência”.
“O Zen percebe ou
sente, não abstrai nem medita”.
“O Zen não tem
nenhuma mente para assassinar. Não há assassino mental no Zen”.
“O Zen é contra todo convencionalismo religioso”.
“A meditação é algo
artificial que se utiliza, não pertence à atividade nativa da alma. A respeito
de que medita o pássaro no espaço? A respeito de que medita o peixe nas águas? Eles
voam, eles nadam”.
[A meditação é um recurso, disciplina interna _ um vazio; inspiração e expiração] _ [ A meditação não é um fim em si mesma, é um meio de percepção, apreensão, interior vazio de pensamentos]._[ "os seguidores do Zen propõem a prática do Dhyana, conhecida em japonês por zazen _ sentar para meditar" O treinamento sistemático da meditação Zen tem como finalidade a obtenção da introspecção espiritual].
“A vida é a base de
todas as coisas, fora dela nada pode permanecer. (...) Aqueles que sonham com
as estrelas têm, ainda, os pés na terra sólida”. “O Zen é uma nuvem que passa
no céu”. Move-se quando quer”.
“o Zen deseja a mente
livre, desobstruída”.
“Joshu declarou: ’O
Zen é o vosso pensamento diário’. Depende somente das dobradiças abrirem a
porta para dentro ou para fora”.
“O olho vê e o ouvido ouve. É certo. Mas é a mente que, na
sua totalidade experimenta o satori (eu diria, pelas vias do coração
sensível). É um ato de percepção sem dúvida”.
“O Zen tanta captar a vida no seu ato de viver”.
“Credo quia absurdum est _ Eu creio porque é absurdo, irracional _ Não é esta uma típica
afirmação Zen?”.
“Na sua totalidade, o Zen é, por ênfase, uma experiência pessoal”.
__ postagem, Martha Pires Ferreira.
Gravura renascentista
O Ser Humano não é o proprietário do Planeta Terra _ o Planeta é um bem comum a todos os seres da Criação.
O ser humano é um animal pelado na Natureza: a sua nudez é uma
realidade. Nasceu, de repente, há milhões de anos no planeta Terra; pensa, sente, ama, realiza
feitos surpreendentes ao seu bem estar, se indigna, sofre, batalha, luta, se comunica, tem prazer em criar vestes
apropriadas ao ambiente e sabe se enfeitar – é um artista, cientista, músico,
poeta. É um criador constante em novas possibilidades ao longo da história.
Cultiva a Terra, respira o Ar, se banha nas Águas, se aquece ao Fogo.
Não sabe, ainda, é administrar os bens da criação, as maravilhas do mundo, seus feitos com direitos sociais justos, com fraterna consciência humana. Virtude a ser conquistada por todos os povos, no futuro, com alteridade e inteligência mais evoluída em sua totalidade. Nada impedindo afirmar que cada cidadão/cidadã possa, por direito e dignidade, adquirir sua casa própria, seu habitat.
Estamos, como espécie, em desenvolvimento, não temos a ampla visão do fraterno senso de coletividade, do bem estar comum. Somos em nosso estado atual, ainda, estreitos e autocentrados em nossos anseios pessoais, exclusivos. Estamos em processo de evolução, do pensamento, do afeto e da intuição, numa caminhada lenta e árdua; a única possível, capaz de nos libertar como seres viventes das grades do individualismo egocêntrico e sermos felizes com alegria na utopia paradisíaca _ aqui e agora _ com toda a humanidade.
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Nascimento _ gravura, 1587
O que nos atrai, como estudiosos do saber Astrologia _ na
cosmovisão universo e partícula ínfima, Céu e Terra, macrocosmo e microcosmo, o
infinitamente imenso e o infinitamente pequenino _ é o que está por trás de
tudo isso; a essência mesma da vida, a razão de estarmos aqui neste Planeta, as
centelhas das manifestações da Criação.
Mergulhando em profundidade apreendemos que o Firmamento é
revelação de Amor, é doação de si. Os astros são recados sutis e concretos do
mistério da Criação para a criatura. A Astrologia possui linguagem simbólica,
própria. Etimologicamente, astro vem de Astra. Astrologia vem de Logos, razão,
princípio mediador entre o mundo celeste sensível e o inteligível. Astronomia vem de Nomia, o nome dos astros.
A Astrologia é um recurso, um caminho, para decifrar as razões
profundas que movem a natureza, a vida no Planeta Terra, as questões primeiras
e últimas da vida humana _ o caminho do ser humano em sua singularidade. É a
via de que fala o Tao. Age como recurso no processo de individuação, nos
possibilitando a oportunidade de nos conhecermos, realmente, quem somos, nosso
eu pessoal; como sou, como estou agindo, como poderei estar agindo, com livre
determinação?! Sim, o possível conhecimento do si mesmo e da própria natureza _
a vida terrestre.
O Mapa Natal, o Horóscopo, é traçado no momento em que se vem ao
mundo, com a primeira inspiração e expiração do ar nos pulmões; tendo em vista
o dia, o local e a hora do nascimento. Nada mais é que a radioscopia de nossa
natureza; astrobiologia. Pode ser a análise de um momento dado; um fato, um
acontecimento histórico, o início de uma nação, sua independência.
O conhecimento do Mapa Natal, Carta Natal, proporciona os meios
mais eficazes para a tomada de consciência das nossas potencialidades inatas.
Oferece a possibilidade de um verdadeiro progresso interior e exterior, com os
inevitáveis confrontos de nossos opostos; claros e escuros, agradáveis e
desagradáveis, positivos e negativos. O melhor e o pior que podemos reconhecer
existir em nós mesmos; confrontos que nem sempre suportamos. A Astrologia, a
análise do Mapa Natal, nos conduz à possibilidade de evolução mental e
emocional, assim como os cuidados para se manter boa saúde física, corporal.
A Astrologia nos conduz ao alargamento de nossa consciência por
auto determinação, por livre arbítrio. Um convite a sermos tal qual somos;
autênticos, verdadeiros. Possibilita-nos a transformação e elevação consciente
de nossas limitações, precariedade ou mesmo aspectos embrutecidos. Recursos
para depurarmos num ou noutros aspecto de nossa natureza afetiva, para níveis
mais evoluídos, para sermos mais humanos, mais completos em todos os sentidos.
O conhecimento profundo da Carta Natal é análogo a uma depuração
alquímica; um deixar queimar-se no fogo do Opus Alquímico que tudo
consome e transforma. É difícil sermos verdadeiramente humanos, plenos, nossas
faculdades limitadas, pouco evoluídas, nos dificultam dar asas ao que somos em
essência e sermos melhores – exige de nós essenciais esforços, contínuos.
Nossos aspectos sombrios, por vezes, nos impedem ou nos bloqueiam a sermos mais
solidários e generosos, no que aparentamos ser. A completude com harmonia surge
do depuro cotidiano.
O papel mais nobre do astrólogo, através da interpretação, da
leitura da Carta Natal, ao fazer um diagnóstico, é dar consciência individual
ao seu consulente. Ajudando-o, ajudando-a, a se ver melhor como pessoa, como
ser humano, e mesmo, orientar, se necessário, a viver o melhor de sua natureza
com responsabilidade diante de si mesmo e da sociedade me que vive, no ambiente
coletivo em que atua.
Ao revelar quem somos, aqui e agora, em nosso cotidiano, a
Astrologia, com sua linguagem simbólica, nos define em nossa Cosmicidade, nossa
correlação íntima com as forças primordiais que engendram a Criação. O conhecimento da Carta Natal nos faz compreender
nosso papel sutilmente delineado na harmoniosa arquitetura universal, nosso
lugar na beleza da Natureza, nosso espaço diante do Cosmo, a nos proporcionar
graus de liberdade e arbítrio sem visar cânones em valores hierárquicos _ nos
oferece uma perfeita contemplação da Ordem do Universo.
Concluo, esta minha reflexão, com a metáfora dos Reis Magos-Astrólogos do Oriente _ do Oriente onde nasce o Sol da Consciência _ ao nos conhecermos basta seguir a estrela de Belém, a Cristologia Cósmica, o pertencimento à Totalidade.
Novembro de 1992/artigo – aula / revisão 2020.
Martha Pires Ferreira
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