__ Postagem - Martha Pires Ferreira
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quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Astrologia, Corpo e Saúde _ Dois Dias
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Aquarela e poesias falam por mim
_ sensação! O imaginário...
Tudo é possível
na entrega
tocar o desconhecido
sem temer
a loucura, vazio, caos.
vivificante insinua
o que transfigura a matéria.
ao significado
o absoluto sendo tocado,
núcleo mais esquecido
sem espera, se revela.
Pode ser dom
velhice vivida,
sabedoria.
Outra descoberta
se faz presente.
Não mais inseguro
anseio frustrante
raiva contida,
impulso inconsequente
noites perdidas
em tolas divagações!
A vida transcorre solene
em sombra e luz.
Velhice é memória silenciosa
sem saudade do ontem
impermanente,
resta luminosos afetos.
A idade toca beleza presente
no agora, alma sensível,
pura existência!
Há um sentir encoberto na alma
não sendo seu
não sendo meu, apreendo
secreto anseio...
Se não fosse?!
Não importa o silêncio dos dias
a eloquência sem voz
em verbos monossilábicos
cortando distância.
O ser assimila, a alma se cala
_ o impossível se revela, tem
os pés no chão, concreto.
Não importa a quietude
estamos livres, sendo
células vivas _ ternura presente!
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
A morte e a imortalidade
Minha biblioteca-ateliê. Meu refúgio, minha morada.
A morte e a imortalidade
Fomos chamados à vida, portanto temos que vivê-la. E se possível vivê-la em toda a sua grandeza, em toda a sua dimensão maior.
Nesta força que nos impulsiona a viver surgem, junto, as
perguntas: quem somos, para onde somos, o que somos? De onde viemos e para onde
vamos? E sem dúvida a mais crucial das perguntas recai sobre a nossa finalidade
na Terra - junto com a indagação para onde iremos?
É o mistério dos mistérios.
Será que vivemos por viver e simplesmente morremos? Será que
vivemos apenas para morrer? Será que todos os esforços humanos terminam com um
fim em si mesmo, ou, será que vivemos para morrer a morte e vivermos a
eternidade, a imortalidade?!
O que é a morte, o que é a vida? Esta é a questão mais
profunda levantada por todos os povos e raças, em todas as épocas e culturas. Qual
a finalidade biológica, orgânica, matéria-corpo? Qual a finalidade essencial
alma-espírito?
Para os tibetanos o que existe é energia, tudo é energia sem
início e fim _ tudo é perpetuidade e impermanência.
O ser humano é um animal intenso de energia; calor - vontade,
suor - emoção, percepção – sensação, consciência etc.
Somos fogo, terra. ar e água. Metal e madeira, nos afirmam os
chineses.
Estamos no mundo, fazemos nossa trajetória, nossa história. Vivemos
nossa verdade cotidiana; realidade repleta de chama, evolução e regressão,
subidas e descidas perda e ganho.
Tudo vivido no corpo, com e pelo corpo _ no espírito por ele
e com ele. Nos debatendo o tempo todo na junção destas duas verdades; corpo e
psique, exterior, e interior, Eros e Tanatus, desacerto e acerto existencial.
Oscilamos entre opostos.
Vivemos no incansável esforço de realizar projetos de vida,
rascunho, ir adiante e realizarmos anseios, ideais. Não podemos parar, a vida
nos empurra, nos chama, nos cobra o tempo inteiro em nossa frágil existência. Procuramos
realizar nossa utopia, sonhar para frente, progredir, crescer, evoluir. Para
quê se morremos? Viver para quê se tudo se desaba com a morte, se nada
permanece ou perpetua? Para que tanto esforço se morremos?
Os sábios e as religiões de tradição expressam as mais
profundas reflexões e conhecimento a respeito da vida e da morte. Procuram dar resposta
à mais angustiante das perguntas: Para que viemos se morrermos?
No campo da filosofia a questão se faz com intensidade:
Heráclito (pré-socrático), faz a afirmação da unicidade de
todas as coisas: (fragmentos 6, 10,50,89,103) _ “do separado e do não separado,
do gerado e do não gerado, do mortal e do imortal, da palavra (logos) e do
eterno”. _ “A sabedoria humana liga-se ao Logos”. _ “O que aguarda os homens
após a morte, não é o que esperam, nem o que imaginam” (fragmento 27). Diz ser
a alma imortal _ “pois após sua separação do corpo, volta à alma universal, ao
homogêneo (Aet. IV, 7,2).
Platão _ discursou sobre a imortalidade.
Kant _ fala sobre o que devemos esperar da vida.
Spinoza _ sedento de eternidade não separa o corpo da ideia
de eternidade (Spinoza, Espinosismo pg. 69) __ O corpo e a alma fazem parte de
uma unicidade na organização eterna da natureza.
Heidegger 1891 _ o objeto próprio de reflexão filosófica é o
homem em sua existência concreta _ o ser no mundo. Com mais idade ele deixa
transparecer este anseio da eternidade do ser _ a transcendência.
Kierkegaard _ cristão dinamarquês, faz a reflexão do corpo/matéria
e alma; visa imortalidade, eternidade.
Para grandes sábios e místicos a morte não é o limite, não é
o fim em si mesmo, mas o intercâmbio entre a vida e a imortalidade _ a passagem
entre a vida física e a eternidade _ a unicidade. A morte aparece como
transformação do ser biológico em ser essencial; corpo e espírito, matéria e
alma.
A morte, o morrer, é dirigir-se para a fonte, a unicidade
primordial da vida. É um romper, um emergir para algo maior (que o morrer), é atingir no indizível, o incognoscível, o
transcendente.
O nascimento biológico traz em si o conhecimento dramático da
vida. O ser que nasce sabe que um dia morrerá. Esta ideia terrível nos sufoca e
nos angustia visceralmente. Não queremos pensar em morrer, somos esfomeados de
viver, de felicidade, de absoluto, de plenitude cotidiana. Somos insaciáveis na
dinâmica energética com o nosso sentimento, amor, sensualidade, sexualidade,
percepções sensíveis. Somos fome de vida!
A morte, para um sábio, é um abrir perspectiva sobre o
significado limitado da vida que morre.
Ansiamos por uma vida de luminosidade, algo majestoso e
unificador que implode no reino da vida _ ansiamos a imortalidade. Só com
amorosidade afetiva apreendemos a verdade.
Martha Pires Ferreira, meados de 1987.
___ [Artigo manuscrito em 1987, momento em que eu refletia, profundamente, sobre a existência _ Oriente e Ocidente [texto em arquivo] – Curioso é nada citar sobre Thomas Merton, Teresa d’Ávila nem Teilhard de Chardin _ cristãos que muito eu lia com prazer e identificação. Neste período distante, anos 1980, estive avessa sobre catolicismo/igreja/clero/moralismo dogmático _ vivia na liberdade absoluta de pensar, intuir]. ]. Assim vivo... aqui e agora no relativo para a imortalidade!
Um almoço perto do Natal.
A gata Pretinha, já havia almoçado, não tocana em nada, acompanhava refinadamente.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Princípios básicos _ eremita urbana - Paz e Bem social
Liberdade
de escrever - Reflexões desta manhã
Princípios básicos desta eremita - Paz e Bem social:
- Compreender antes de julgar.
- Prazer no que é simples. Inspirar e expirar suavemente.
- Caminhar à luz do Sol e beber água.
- Liberdade externa e interna.
- Estar satisfeita com o que possui.
- Solidária à irmã natureza e toda a humanidade.
- Gostar do silêncio _ relativo e absoluto.
- Intuir a unidade, totalidade da existência.
– 13/08/2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Poesia _ pedaço de mim _ arquivo
A poesia me fascina desde sempre... e desenhar. Ler, por exemplo, Paulo Leminski, poeta maior, nada me impede com simpicidade colocar minhas poesias aqui para o público. Meu arquivo é intenso _ reflexões, textos vagos, máximas _ pedaços de minha vida! Exercícios da sensibilidade mais que do intelecto. Estado de ser, estando ativa, viva!
_ raiz, intento, fuga.
Nada a ferir entranhas
_ a vida inesperada em flor
hábitos, diversidade.
eloquente silêncio dos passos
_ humanidade dispensando
código elimina dogma,
abraça pele sem fronteira.
asiática, africana, europeia,
médio-oriental-árabe, americana.
Lugar algum, nenhum _ inspirar
expirar _ divagar, transpirar
_ Luz Solar!
filigrana
depurado tecer,
idade vivida
corpo frágil e firme
acordado se revela.
a carne sensual
sem escrúpulo
_ não tece palavra
verbo inútil
na entrega.
em chama solar,
arde suave
o som divino.
_ o poeta ousa, sofre,
descreve, sonha, ama.
O poeta denuncia
silencia, transgride, intui!
Poesia é chama, arde
a carne sensível, geme _
inspira, transpira, recua,
nada importa... avança.
Rabisco leve atrevo
pretensões, brinco, poetizo
não sendo, estou, não vou,
percorro, sofro, deslizo.
toca o desejo, prazer
a quem alcança o possuir
ilusão ousada de viajante.
Na malícia ansiosa percorre
espaço frio na distância
sem ser visto _ gestos, pele
vozes... imagem, sonoridade!
A razão apreende seguro
pertencimento, agudo olhar
janela sem esquadria...
Vagueia perdido na solidão
o viajante... tão triste... tão só!
De mim esqueço
me abandono.
Não há espaço vazio
_ dor de desejo
noite tênue,
medo se o perco
e me perde.
Não esqueço
nem me esquece
permaneço
permanece.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Poesia e mini flores/frutos _ abrindo arquivo
corta o tempo nas horas sombrias,
atravessa a cerca vazia.
objeto desejado, armadilha
prisioneira... se faz temeroso
no jogo sem vencedor.
corta poesia e pede passagem
prazer, sorver a vida em doce lábio.
Imperceptível acompanho
quanto saber de mim
_ não tanto quanto de si.
Sem interferir sigo os passos,
liberdade de estar sendo
_ me basta.
Sabe quem sou, como estou
aonde vou sem ir...
nada espero _ caminho
sem temor, cada dia, hora
sorvendo vinho, degustando queijo
água de filtro de barro,
sabor de terra, realidade.
O firmamento toma meus olhos
_ esvaziar-se, nada reter _
mais que vento, ar sou... atmosfera.
Indo voltando
poesia, arte
desenho
natureza
amigos, amigas
letra, livro
andar música
sendo indo.
Indo retornando
no ar do olhar
sentido... sensações,
flores, odores
intensidade,
imensidão
desconhecida
abrasa.
Complexidade
densidade
realidade, divagações
apenas sendo,
jamais estanque
indo voltando,
retirar-se...
jamais estanque.
domingo, 12 de julho de 2026
Copa do Mundo _ 2026 _ a BOLA!
Voltamos aos jogos internacionais _ Futebol//Copa do Mundo. Estamos em 2026 _ a BOLA, esta esfera magnética, é a dona da vez, impera no globo terrestre! Os olhos do mundo voltados para a BOLA _ para a esfera que simboliza Totalidade _ o Universo _ Céu e Terra! Isto em si é magnífico! Nos campeonatos internacionais constatamos o senso da democracia solidária entre os povos. Competição sem exclusão, partido, pele, credo, filosofia. Quem comanda é a BOLA que aproxima os povos na diversidade, nas tensões de norte a sul, de leste a oeste __ um único Mundo! A BOLA aponta o sonho e esperança para a Humanidade em harmonia _ trocas e alegria!
O jogo em si é divina celebração. A BOLA simboliza a conexão com o sagrado do momento - aqui e agora!!! A humanidade faz reverência à Bola ... o jogo é a tensão emocional __ o Mundo é um só nesta beleza de confronto de opostos __ Viva a humanidade fraterna!!!
Resistir ao mal. A sombra obscura e perversa no mundo,
continua degradando a beleza da creação, roubando a plena Paz em todo o Planeta
Terra/guerras/invasões... Até mesmo no Esporte a ignorância sombria tem fel _ lastimável,
mas importante é estar acima das questões de bastidor.
SER consciente, radicalmente pacifista, diante da
degradação dos gananciosos que odeiam a Vida. /// O que sustenta o mundo é
Amorização, o Afeto, a generosidade compartilhada, incondicionalmente, em
benefício ao Bem Comum – coletivo. Os JOGOS impondo respeito mútuo, dá exemplo
de que é possível compartilhar, trocar, sorrir.
Os que odeiam a Vida que durmam com ódio (na amargura) já que não conseguem abrir-se para a grandeza do Amor Humano, natureza, gratuita do coração.
O mundo torcendo por times, pela BOLA, esta esfera mágica
trazendo lição de grandeza a este Planeta sedento de harmonia, felicidade. A
BOLA fala, é centro das atenções, é energia viva. Sejamos solidários uns para
com os outros tendo a BOLA como Símbolo de Totalidade _ Mundo Feliz! Durante o jogo a alegria e entusiasmo das torcidas que nos encantam.
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
Poesia e Tapete _ prazer das imagens
Série _ Tapetes - aquarela, 2007 a 2011 e uma Poesia recente.
Desenhar, escrever, ler, caminhar __ Viver é ato de liberdade sem escravidão às paixões e desejos _ sem apego, apenas tornar visível as imagens que emergem das produndezas internas.
Caderno vermelhoPerdi caderno vermelhoanotações poéticasrabiscos secretos de quemteme expor vivência.Nalguma vala, tragadasem dar conta, perdida voou!Sopro, narrativa, erosdo canto do corpo fechadoLetra à lápis, escoa margemcortada por ferro, dentrodesconhece a medida...voou o caderno vermelho!Foi o gato? Nem foi o ventonem ondulantes águas do mar,foi descuido tragadonum ontem, vazio qualquer.Sem nome, sem data marcadasem direção levada ao ventoo caderno vermelho, abismosem dono... perdido no tempo.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Poesia _ liberdade criativa em tempo

Bougainville, do jadim onde habito, junho 2026.
Vazio
tudo é vazio _
vazio repleto
de milhões vazios.
cheios de tudo _
contemplo céu vazio
sem nada _ o grande
imenso vazio
contém tudo, tudo!
Caminhando ao Sol
olhar no verde da mata
_ paisagem longínqua da cidade
meu vazio contemplativo.
Pedestres em passeio matinal,
Santa Teresa acolhedora;
Bom dia!
_ sorriso silencioso.
Observando os cães plurais,
cuidadores constantes
_ mais sorriso acolhedor.
“Amai-vos, uns aos outros,
como vos amei!”
_ a frase brilhou por dentro,
prosseguí.
Nada estingue a dor
dentro, calada indivisível.
Cabelo escovado,
semi-preso... escuro.
Leve e gracioso
vestido azul rodado,
sandália trançada
como tanto gostava!
Poemas, falas, sorriso
passo lento _ firme
nossas mãos trançadas
sonho vago; futuro
medo guardado,
olhar inquieto em mim.
Dissolução, impermanência!
Tudo se desfez, anseios
nossos, não mais, evaporou
restou... restou a dor
não mais sorriso, amor!
Olhos serenos ardem
ao surgir longe na serra
espaço sem horizonte contínuo
fios da trama sequente.
Sem tecer a trama
transpassa fios de seda e
o olhar sagaz apreende
no orvalho o amanhecer
pousando nas flores do bougainville.
O distante é aqui livre, ousando
na paisagem dos fios de seda
perpassando a trama das flores.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Liberdade de escrever - Expressar-se

Formas no espaço, 1996 - lápis de cor
Liberdade de escrever - Expressar-se
Longe de regras rígidas, dogma, sem código ou
normas inflexíveis, criar é liberdade de expressão; seja nas artes, ciência,
literatura, música, marcenaria, culinária, botânica ou filosofia.
Os acadêmicos se espremem definindo
preceitos. O libertário avança destemido por impulso interno, sensorial _
energia que o leva a tornar visível o quê inconsciente e consciente, em diálogo
constante, clama por exterioridade. O singular, a originalidade, é a alma da
expressão.
Não temer tornar real o que a alma anseia.
Simplicidade ao comando do pensamento torna preciso, visível, o que se deseja
realizar. O mesmo no campo da ciência, em relação à arte ou música.
Criatividade não está sujeita a manipulações teóricas, dogma que pretende
estabelecer valor lógico, racionalidade. O verbo, o criar, dar expressão ao
ideal se faz digno por si mesmo, sem amarras.
A criatividade em si não aguarda
reconhecimento, sucesso nem aplauso, e sim, unicamente, o prazer emocional de
ver expresso o ideal, o imaginado, se apresentar realizado, matéria _ a poesia
saindo nas letras do poeta é matéria viva, o desenhista em seus riscos livres,
o matemático em suas descobertas.
Imensa beleza a expressão da vida ao surgir como natureza orgânica, seja uma orquídea ou simples flor do campo. Assim devemos ser, livres ao criar. Expressar o anseio interior é tudo que nos basta. Mesmo no silêncio.
Lápis de cor, 1996,__ martha pires ferreira
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segunda-feira, 18 de maio de 2026
Exposição Centro Cultural Laurinda Santos Lobo

Exposição coletiva __ Meu trabalho - Assemblage _
JOVEM 20 ANOS _ papeis 300gms. e artesanal, aquarela, aro de nanquim e fios de
cabelo __ 35.5 x 24.5 cms. __ Assinatura no verso da obra _ Martha Pires Ferreira, 2026.
Dia 23/maio, sábado das 15h às 18h __ Colaboração ZAGUT
Aberto ao público _ Alegria com a sua presença!
____ martha pires ferreira
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