quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Hélio Pallegrino, memória tantas!


Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Hélio Pellegrino, memória tantas!

[publicado _ Cecília e Bandeira / 10 maio de 2012 _ aqui, cadernoaquariano.blog] _ Hoje, pequenos acréscimos, 2026

          De repente tenho saudades das vezes que vi ou estive com Cecília Meireles, Manuel Bandeira e tantas mulheres e homens admiráveis. Na minha juventude esbarrei, no caminho, com notáveis da nossa cultura brasileira. Relendo este dois poetas e vendo fotos tão expressivas, voltei-me ao passado com olhos abertos e a carne viva. Escreverei noutro momento sobre breves encontros. Palestra de Cecília na ABI, agregava tantos, sedentos de sua sabedoria. E Manuel Bandeira caminhando lento da Av. Beira Mar em direção à Presidente Wilson, Castelo, e, por ajudá-lo, já bem idoso, no atravessar a Rua, me convidou para tomar um chá na ABL com a simplicidade que lhe era própria _ sorria, percebi que gostava das mulheres como se fossem flores! E eu nem sabia se era ele, só depois que me dei conta, confirmado. Não conhecia bem o rosto do poeta, havia pouca divulgação. 

          A porta interna do meu armário de vestir era um quadro mural. Colocava ali o que me tocava; textos e fotos. Em 1964, quando Cecília faleceu, fui olhar a foto e a poesia ali presentes; 

“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre, nem triste:
sou poeta”.                                 
 
          
          Nos anos sessenta e início dos setenta era coisa natural encontrar pessoas como Drummond de Andrade, Bandeira, Alceu Amoroso Lima ou Thiago de Mello andando pelas ruas, gente comum, por onde passávamos. Por onde elas passavam. Por vezes, ia assistir as palestras e os debates em vários espaços de cultura como o Centro Dom Vital. Ouvir o criminalista Roberto Lyra na Faculdade de Direito, hoje, UERJ, uma glória para o espírito. Que riqueza fazer cursos com o dominicano, francês que se fez brasileiro, Frei Pedro Secondi o.d. proferindo verdadeiras conferências sobre Theilhard Chardin (este, passou a ser ícone para mim). Estas pessoas pertenciam os espaços públicos e nos eram familiares. Conviviam e conversavam solícitos com o próximo.
                   Frei Pedro Secondi, o.d. 1990 - foto Martha Pires Ferreira

          Clarice Lispector andava em lugares mais discretos, mas andava, por que sei; no Jardim Zoológico a observar os animais. Eu a conheci em casa do artista plástico Darel Valença. Djanira passeava por Santa Teresa apoiada em sua bengala; gostava de estar misturada ao povo que tanto amou. O pintor Loio Persio descia a Rua Aprazível, onde morava, para tomar café no Bar do Arnaudo e o escultor Roberto Moriconi transitando confortavelmente pelo bairro, a pé ou em sua limusine, acenado como bom italiano, era pura alegria.

          O Museu de Arte Moderna extensão de minha morada desde sua fundação. A nata das Artes estava semanalmente ali presente. Até meados de setenta aquela festa viva de encontros inesquecíveis entre artistas plásticos e apreciadores das artes transitando no Museu, nos ateliês, corredores, jardim e no bar; ponto de convergência, quase obrigatório. Ir para o museu, trocar ideias ou simplesmente vaguear, era a razão da vida.

          Mordaças militares mataram a liberdade de se estar sendo. O MAM nunca mais foi o mesmo. Andar, percorrer as ruas com silêncios guardados, sempre foi direito de todos. Os detentores do sistema excludente não podiam retirar nossos pensamentos invioláveis e ideais libertários. A escuridão da ditadura dispersou os criadores das artes plásticas e da cultura em geral. Buscávamos saídas criativas; uma delas, Livraria Leonardo da Vinci, um refúgio entre livros com a adorável Dona Vanna!

Queridíssima Dona Vanna, 2015 [foto _ Thomas S. Pires Ferreira]        

            No ano 1970 a meados de 1971, colaborei com a Cruzada de São Sebastião, Feira da Providência _ Dom Helder Câmara, na Parada de Lucas, Oficina de Arte. Quando fui passar um ano na Europa, isto já é outra maravilhosa história. Intensas como a história com as Artes e a Astrologia. A Vida esta intensidade! 

          Penso em Vinicius de Morais que não era um ícone isolado; Ipanema era sua pátria. Pessoa solícita. Convidado tocou violão e cantou para alunas do tradicional Colégio Jacobina, em 1965, com a maior das generosidades. Antonio Carlos Jobim dava suas caminhadas tranquilamente, só não o via quem não acordasse bem cedo ou nem reparasse um andarilho com chapéu pelo Jardim Botânico atento ao canto dos pássaros e o vento soprando folhagens. Estive com ele, pediu para fazer o seu Mapa Natal astrológico, voltei, havia feito de sua mulher, Ana Beatriz Lontra, em 1979. Emocionada, não consegui falar. Única vez na vida que não consegui analisar, movida de forte emoção, repito.Quardo o Gráfico.

                       O doce Jobim.

          Uma viagem no tempo. Ipanema uma praça onde a realeza se encontrava; Albino Pinheiro, Fredy Carneiro, Hugo Bidê, Leila Diniz, Maria Vasco. Amávamos ouvir o guru Luis Carlos Maciel. Havia ainda Olga Savary, Jaguar, Ziraldo, meu querido Fortuna e gente que nem mais me lembro. Memórias do meu escaninho. Era uma compensação à margem da Ditadura militar.

          Glauber Rocha, muito agitado, tinha ponto marcado nos bares entre Ipanema e Leblon. Estávamos juntos no tempo em que eu convivia em sensível amizade com sua irmã, Anecy, que morreu tragicamente em 1977 ao cair num fosso de elevador.

          No Cine Paissandu uma geração inteira se cruzava incontinente em sensualidade e charme. Não é só saudades, é história. 

          Hélio Pellegrino não se encasquetava no consultório psicanalítico, atendeu clientes enrustidos até mesmo nos bares. Gostava de sentir-se humano, viver sem amarras. Nem tinha preconceitos com a Astrologia profunda. Intelectual doce e meigo. Passou uma tarde em minha casa, num mergulho abissal, 1981.

       Nise da Silveira e Mario Magalhães andavam pelas ruas como todo mundo. Entre fatos interessantes foi convidarem Chico Buarque para jantar no eterno Bar e Restaurante Lamas. Nise gostava de passear pelo Jardim Botânico com a gravadora Marlene Hori. E sua grande amiga Lia Cavalcanti, acirrada protetora dos animais, frequentadora singular da Churrascaria Recreio, convidando a muitos a beber e degustar, e levando para sua casa sobras de carne para seus cães.

          Artur da Távola sentado num banco em torno da mesa, no Grupo de Estudos C. G. Jung, era todo atenções para com as sábias palavras de Dra. Nise. Lembranças que ficam tão sutis e meio perdidas. Pessoas notáveis pela singularidade; artistas, andarilhos, poetas e intelectuais, de todo tipo, passaram nas quartas-feiras por este Grupo; porta para o Museu de Imagens do Inconsciente e salto quântico na vida pessoal. Depois dos estudos com Nise, íamos tomar algo nos bares da redondeza numa conversa infindável. As noites de inverno eram quentes, aprazíveis.

           As pessoas ricas de saberes e imaginação criativa não andavam em carros blindados, não se esquivavam em carapaças, circulavam entre seus iguais, seres humanos, em beleza e poesia. Gosto imenso do tempo atual onde piso, tendo saudades do atemporal que permanece vivo e presente pela revolução do espírito. A ditadura massacrou porque esvaziou estes núcleos quentes e cheios de esperança por um Brasil libertário.

           O tempo passou tão de repente, perdi a noção. Não tem importância, é assim a Vida. Inesgotáveis relatos, nossa peregrinação sobre a Terra Mãe.

            Ficamos ilhados, um vírus secreto, covid-19, que nos surpreendeu dando troco diante dos abusos para com os valores essenciais da Mãe Natureza _ de norte a sul, de leste a oeste _ ninguém ficou imune. O silêncio na quietude me fez outra? Um pouco sim, em despojamentos e reflexões acima de mim mesma, apreensões sutil intransferíveis. Um desejo de harmonia e mais consciência entre povos e nações por um mundo mais igualitário, fraterno, democrático em solidariedade e humanidade _

“Amemos uns aos outros!”_ continuarei a dizer isto até o fim de meus dias.

         Quantos encontros maravilhosos! Entretanto a Vida é maior que encontros, inteligência e entendimento, somos destinados a algo incognoscível que nos transcende! Beleza misteriosa que deveríamos abraçar numa entrega plena!

Paulo Alberto Monteiro de Barros _ Artur da Távola _ amizade como um fruto precioso entre tantos que tive oportunidade de convínio social e reino dos Astros.

                          Martha Pires Ferreira

Nota - não consegui a fonte da fotos.

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

À Nise da Silveira poetizo _15/02/1905-1999

 
Dra. Alice Marques dos Santos, Dra. Nise e eu, Martha, 1993. 

À Nise da Silveira poetizo
 
Delicada, pequena flor, suave gesto
_ dedos de agulha dançam no ar destemidos,
afoita ousadia na travessia!
 
Felino olhar invade o dentro recanto
do outro _ penetra segredo na caixa vital
            apreende, dispensa chave.
 
Loquaz instante é chama... engendra
                      espaço único; acolhimento
despossuído, marginalizado,
hibernado, desqualificado, destroçado
        na secura; Nise é pura emoção de lidar!
 
Mãos revelam interioridade, expressão
verbal, escrita e estímulo à imagem criadora
            _ clientes, amizades, seu entorno!
Semente para plantar _ nova fonte de vida!
 
Liberdade tocando a existência; desafio
vence estreiteza... frieza, barbárie
_ compassiva à ternura dos frágeis.
 
Altiva espadachim corta obstáculo na base
            intempérie em torpe intensão.
Machadiana, áspero repúdio, ecoa seca:
“Servi de agulha a muita linha ordinária!”
 
Aguadeira celeste; o servir é doar-se inteira
            sem exclusão, sem fronteira.
Companhia ao silêncio das gatas e gatos
   _ sábios mestres entre livros e papeis.
 
Prazer... sacrário íntimo_ refinado humor
 à mesa; tardes com chá importado, torrada,
        marrom-glacê ou pamonha nordestina
_ fraterna troca; alegria em fiel acolhimento.
 
 Intuição vence a fria racionalidade
_ a morte extensão; reflexão profunda;
 completude numinosa _ o tudo é pouco!
 
Imensidão do espaço; sede de infinito                  
_ o intransponível ecoa eternidade, mistério!
Delicada, pequena flor, penetrante olhar.
          Fonte de vida, encantamento!

                                            Martha Pires Ferreira 


Aniver 1995 - 90 anos! - Casa das Palmeiras.

Nise da Silveira _ 15/fevereiro/2026 

Hoje, seria Aniver da grande Mestra; Nise da Silveira (1905-1999)

Minha mãe, Henriqueta Sanmartin Pires Ferreira (1906-1984), me deu a vida, dedicação e exemplar dignidade educacional, meu DNA artístico.

Nise Magalhães da Silveira (1905-1999) foi a mentora intelectual, inteligência espacial, cósmica, mestra abrangendo os recantos do senso coletivo, as dimensões do outro ferido. Acompanhou por anos o meu processo de individuação profunda.

Duas grandes Mulheres, eternamente, em meu coração!!

Aqui postando sobre Dra. Nise/ como gostava de chamá-la, lembrando seu aniversário. Passávamos juntas, por anos, o 15 de fevereiro!  Ela é minha prima 9º, do lado materno, Dona Nazinha...neta de Pires Ferreira, Pernambuco (ver Mística do Parentesco). Isto é outra bela história! São muitas as histórias em torno do universo NISE!

 MII - s/d. 

Dra, Nise, Oscar Niemeyer, F. Gullar e outros, s/d. 

Poema á Natureza, Santa Teresa - 1970

Fotos e texto: Martha Pires Ferreira
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Astrologia _ Tocando nas portas da Era de Aquário

         

 Aberto ao público __ virtual !!!

       Encontro cultural entre queridos amigos. Conversaremos
sobre “Que mundo queremos construir?”

35ª Edição _ Youtube/ Encontro da Nova Consciência

Sábado dia 14/fev. às 15h 

Organização: Waldemar Falcão, nosso anfitrião!

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Pensando no mundo em total ebulição, fiz um sambinha, hoje, no café da manhã.
Agora, vivo mais tranquila. Já fui foliona, nasci num domingo de Carnaval!

Sambinha da Paz
 
Paz mundial, Paz mundial
    vamos brincar no Carnaval
Olê lê... Olá lá
       Olê lê... Olá lá
 
Paz mundial é Carnaval, é Carnaval
                             samba no pé...
Cavaquinho, pandeiro e bandolim.
 
Brasileiro samba o ano inteiro
     Olê olê... Olá lá
             Olê lê... Olá lá
 
Paz mundial... Paz social
      samba no pé... é Carnaval
               é Carnaval, é Carnaval
                                       é Carnaval!!!

 [Martha Pires Ferreira, 11/02/2026]

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Insurreição Aquariana XI _ Ver e agir


 






 O mundo precisa de azul, Bico-de-pena e aquarela, 2017 

Insurreição Aquariana XI _ Ver e agir 

Vitória da vida sobre a morte! Ressureição! Renascer das cinzas! Ganhar o mundo! Sou utopia Amorizante!

Em sua grande maioria, as pessoas são estreitas, não enxergam ou nada querem ver, agir visando o bem comum, porque dá trabalho sair da acomodação, da ignorância e pensar o mundo em seu todo social; político, cultural, científico, espiritual, humano – observar sem exclusão. Sim, vivemos um tempo de cruel indiferença, alienação, frieza intelectual e mesmo de irresponsabilidade, ilusões sentimentais e emocionais.

O escritor, poeta hindu, Rabindranath Tagore, prêmio Nobel de literatura, dizia: “A reponsabilidade maior é de quem vê, conhece”. “Felizes os que não viram e acreditaram” (Jo.20,29).

Aqui reflexões por termos chegado num buraco; mundo sem perspectiva clara. Noite obscura um tanto temerosa no coração da própria humanidade. Precisamos, sim, de acreditar, confiar, procurar saídas para horizonte feliz, harmonioso.

O que não foi feito, o que não fizemos, como seres humanos, para se chegar ao ponto desordenado, sem direção, em que vivemos?! Reflexões profundas, necessárias, autoexigência por lucidez; premência para saída digna é possível. Queremos um mundo sem opressores e oprimidos. 

Vivemos num colonialismo geopolítico; Oriente e Ocidente, governos dependentes por incapacidade de proporcionar liberdade, com autonomia. Países sem projetos seguros para o povo; sem firme investimento no capital humano, para a sonhada soberania, autossustentabilidade em economia e finanças, bem-estar social.

Insuportável ouvir as lamúrias, as acusações sem gestos nobres, sem ações visando soluções reais para a sociedade como um todo. Choramos o desgaste, a falência, de uma civilização decadente. Assistimos abusos de poderes, tudo a nossa volta se desfazendo, diluindo. Constatamos perplexos a impermanência! Sofremos porque não sabemos como agir, resolver as questões prementes. Isolados podemos jogar para o outro, para governos, a responsabilidade da incompetência. Nossa visão não é do todo coletivo, consciência dos direitos para toda a raça humana, juntos desenvolvermos projetos para a evolução planetária _ Ocidente e Oriente. Somos, ainda, individualistas, egocêntricos. Sonhamos com soberania e vivemos, ainda, longe deste ideal... agimos tão pouco!

Estamos num tempo de travessia perigosa, delicada, de nigredo, na escuridão sem luminosidade. Para atravessarmos este período de trevas temos que aceitar o mundo como ele se apresenta, e, encarar sua sombra tenebrosa. Confrontar sua sombra, descobrindo valores essenciais, possíveis de luminosidade. Repensar a Humanidade em seu Todo, e, ter saídas pelas portas do diálogo _ possíveis trocas. Desejar o bem, fazer o bem, querer o bem. Ultrapassar a indiferença da acomodação. Cuidar da Mãe Natureza, que nos alimenta, sem ela não existimos. Cuidados para com as riquezas minerais, o solo, os animais e tudo que nos envolve. Evoluir com a consciência do Todo.

Amar com empatia, doçura fraterna, misericórdia e doação aos frágeis que nada possuem. Viver a vida, vivendo com mais senso igualitário, liberdade partilhada, solidariedade. O mundo quer ser amado sem exclusão, a humanidade quer ser amada, incondicionalmente com muita afetuosidade, sem cobrança.

Em nossas mãos está o destino do mundo - liberdade e vontade consciente. Nossa parte, nosso legado, nosso impulso criativo, “Somos eixo para Nova Civilização”.

Sem cuidados cairemos num abismo demoníaco, nas profundezas do “inferno” _ não é imaginação _ é por ignorância, irrealidade e frieza; nossa indiferença diante dos horrores e impulsos desmedidos de uns poucos que só conhecem a ganância, a guerra e o egoísmo atávico. Pensemos nas consequências, gravíssimas. Nossa reação não deve ser de revanche nem ódio, mas soberana postura consciente, inteligente e com resistência afetuosa pelo bem comum, a coletividade, nosso planeta Terra.

Levantar o rosto com altivez, amar a vida com grandeza de coração, sentir e crer num horizonte feliz por vir, futuro amanhecer de uma Nova Humanidade. Civilização social em concórdia e harmonia; arte e beleza, conversa amiga nas pluralidades; diferença étnica e cultural... Interação por respeito e admiração mútua.

Minha utopia _ Insurreição Aquariana XI - Amorizante!        

                    Martha Pires Ferreira

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Thomas Meton, monge da humanidade e espiritualidade

 

Thomas Merton na ermida de um monge _ e com o Rimpoche Chartral, Índia, Ásia

        Hoje, 31 de janeiro, dia de comemorações em memória de Thomas Merton, monge beneditino, contemplativo, humanista com larga consciência social, nasceu em Prades, em de 1915, sob o signo de Aquarius, no sul da França e viveu nos EUA. Morreu em Bancoc em 1968 para onde foi em viagem pregar um retiro, fazer conferências e aprofundar-se na espiritualidade do Oriente.

Thomas Merton não foi um observador passivo dos horrores do mundo sendo um monge contemplativo (não ação - Wu Wei). Nos últimos anos de sua vida se revelou um homem consciente e humanista ativista (ação - Wei). Ele deixou sua marca de indignação para com as injustiças sociais, a consciência do bem comum, colaborar por um mundo mais humanizado material e espiritualmente. Não viveu distante em deleite espiritual, em sua ermida. Teve voz ativa, e, até hoje, não se absorveu seu legado com sua última conferência no dia de sua morte (inexplicável) em Bancoc (Diário da Ásia). 

Aos 22 anos, em 1961, Merton me apareceu de repente, sua obra, na Livraria Vozes _ Na Liberdade da Solidão (comigo  ainda). 

Merton sempre teve grandes encontros, amizades paralelas a sua vida contemplativa, isolado num Mosteiro.



Merton com um monge, sua  visita à uma ernida e com o Rimpoche Chatral, Índia/Ásia. Com Suzuki/do Japão, filosofia Zen em NY __ com Dalai Lama, budismo/ do Tibet __ com Vilayat Inayat Khan, Londres, prof. sufi/na Índia e com Thish Nhat Hanh, monge Zen - do Vietnã (Merton dialogava com diferentes correntes religiosas e muitos intelectuais leigos. Amizades com homens e mulheres) _ Thomas Merton foi um Homem Universal – conhecia profundamente as culturas do Ocidente e Oriente... Viveu Jesus Cristo, em sua radicalidade exemplar, um ébrio do Deus/Desconhecido.

  Paz e Bem Social e Espiritual, Martha Pires Ferreira

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Astrologia, Corpo e Saúde __ CURSO

 

SAÚDE no CORPO _ na mente/inteligência e na afetuosidade emocional.

Astrologia, Corpo e Saúde - mais de 25 anos; pesquisa, estudos - Oriente e Ocidente - prática.  Sejam Bem Vindos!! 💥




 Vamos conhecer mais o CORPO e cuidar do nosso dia a dia _ questão de saúde pessoal.

Dia 26/01 _ Áries, Leão e Sagitário // Gêmeos, Libra e Aquário _ Signos Ativos

Dia 2/02 _ Touro, Virgem e Capricórnio // Câncer, Escorpião e Peixes. _ Signos Receptivos 



Conhecer o corpo _ massagear com leveza!

Astrologia, Corpo e Saúde _ 7º Curso
Ministrei alguns cursos sobre Astrologia, Corpo e Saúde.
_ 1998 - O primeiro num Espaço Alternativo – Auditório - Botafogo __ março / 2 dias.
_ 2005 - Curso de Extensão na UFRJ / HESFA __ setembro / 4 dias, aulas.  
_ 2006 - Curso – Casa De Francisco de Assis __ maio / 4 dias, aulas.
_ 2011 - Casa das Palmeiras __ setembro / 2 dias, aulas.
_ 2021 - Virtual online G meet - (tempo da Pandemia) __ / 2 dias, aulas.
_ 2023 - Buriti Sebo Literário __ abril / 2 dias, aulas.
_ 2026 – Buriti Sebo Literário __ janeiro e fevereiro / 2 dias, aulas. 

Em algumas aulas fiz o percurso da História da Astrologia em relação à medicina / ervas na Antiguidade. O propósito sempre visou falar do Corpo em conexão com os Signos do Zodíaco /regência/anatomia/diagnóstico, e, qualidade de vida, bem-estar _ dicas, exercícios físicos. Viver vida saudável no dia a dia. Alimentação. Ecologia da mente.

Conhecer e amar o corpo é conhecer a alma aprisionada na matéria -- libertar a natureza em sua totalidade!     

Martha Pires Ferreira 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Céu que nos envolve, plasmamos – hoje 19/01/2026

 
           O Céu que nos envolve e plasmamos – hoje 19/01/2026                                 

O CÉU, o Firmamento, hoje, está assim... Belíssimo/ Concentrado! Quem não está bem são os administradores e financiadores no Planeta Terra, estão perdidos _ nos deixando perplexos/sofridos/encolhidos. Estão agindo com tamanha incompetência, vivem do ódio, ganância. // Não somos marionetes de Astros, engendramos com o Universo, criamos, cuidamos, governamos, e que seja viver com soberania _ lado a lado, Leste a Oeste, Norte a Sul. // O SOL 💥 nasce indistintamente para todos. Resistir com Amorização > "Somos Eixos para a evolução" __ Que venha Nova Civilização! //

Escolher a Saúde, o bem, a beleza, a fraternidade solidária: Plutão/Ar trígono faz Urano/Terra, sextil Saturno e Netuno/Água > algo jamais visto nestes 2000 anos. Dia 26/01, Netuno a 0º da Faixa do Zodíaco, Áries/Fogo, RJ e dia 13/02,  Saturno a 0º de Áries, RJ se aproxima de Netuno em Áries. /// Meu olhar é desejo de Nova Consciência Civilizatória diante das terríveis e intensas tensões _ importante confronto entre os Planetas. // O planeta Júpiter/Zeus senhor do Olimpo, em Câncer/Água _ a casa, lar, bairro, cidade, Leis de cada país, raízes _ isolado pensa, reflete, anseia justiça, dignidade, soberania a cada recanto do Mundo, Nossa Casa Comum... // A Mitologia nos ajuda a compreender este crucial momento histórico civilizacional. Desejar o Bem Comum, um pouco de silêncio interior é bom para o coração sensível... 🌹🌳 mais consciência e Amar a Vida!

         Martha Pires Ferreira

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domingo, 18 de janeiro de 2026

Quatro poesias saem para a vida pública

 Jovem moderna - desenho, nanquim e aquarela, 2012 

Fica o banal
 
Alcançar o incognoscível, desejo.
Esquecer, nada escoa, nada fica
num frio visível, na pele por dentro.
 
Procuro reter, as mãos não chegam,
ouvir o som... sonata, melodia e
o jazz... Ah! Adormeci por dentro!
 
Ficar vazia _ a vida não me deixa
questionar. Tudo pousou leve através
da janela, vidro fumê, escuro fumê.
Resta o banal, o mais, mais natural!
 
Que vejo? Nem sei... Sinto, sim um
sentir evasivo... um feitiço anormal,
linha fria e visível na pele, por dentro.
 
Quero o trivial simples da esquina
_ saborear o banal sem salamaleque;
guloseimas dos que engendram
atrações para a vitrine da padaria.
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            Quatro poesias ___ Não devo manter meus escritos na caixa sem chave e distante de olhos que possam ler.
 Pensei em Clarice Lispector (li no @inst./filosofiaescassa) _ “Perdi muito tempo até aprender que não se guarda as palavras, ou você as fala, as escreve, ou elas te sufocam”. Não penso bem assim, mas gostei.
Caso não mostre meus escritos, eles morrerão esquecidos nos cadernos, arquivo, caixinha; não me sufocarão. É um desafio atemporal, sem data. Percepções vividas!

           Em mim
 
Contínuo deleite é convite à lectio divina
_ texto aquece o dentro... onda, leitura
espiritual, laica, complexa ou poética.
 
Viagem intuitiva estimula neurônio,
imagem leve brota à tona... pousa no ar
sendo letras, o surgir silencioso da escrita.
 
Nem toda poesia é poesia / corta o não visto
em mim, nem há o colher brando, no
seio das linhas, traços... realidade crua.
 
Esquecido o corpo frágil tudo envolve
_ néctar do verbo é vinho seco e saboroso
ler... estar em mim, silêncio eloquente.

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      Prazer velado

Sou seu prazer
sei que sou _
sendo sua, o tenho
no vazio da alma
em leveza fugidia.
Silêncio sem cobrança
deleites da alma
                    _ chama.
********
     Trama

 Há trama no poder
desejar o desejo fugitivo
que não se escoa.
 
Glândulas vivas ativam
tocam levezas
sem aquietar o que renova,
refloresce, suspira.
 
Célula viva canta
geometria sagrada no
espaço extenso, sem distância
tece ilusões, fantasia
licenciosa no silêncio da pele.
 
Segredos nossos cantam
em noites vazias, aquece
a alma sem espera alguma,
apenas trama a presença.

                         Martha Pires Ferreira

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Reis Magos _ Feliz epifania nasceu Jesus, a Criança Divina!

 

Adoração do Magos _ Baltasar Índio!

            Feliz epifania nasceu a Criança Divina! 

     Dia 6 de janeiro _ Rito Oriental do nascimento de Jesus, em Belém.

Comemora-se o dia dos Santos Reis Magos; Baltasar, Melquior e Gaspar; os Reis que anunciam ao mundo a chegada da Criança Divina. Evangelho de Mateus 2, 10 -11.

     Chegando a Belém guiado por um Stelium (conjunto de astros), possivelmente Saturno, Júpiter, Marte, Mercúrio e Vênus, os Reis do Oriente ofereceram Ouro, Incenso e Incenso ao Menino Jesus. Felizes os que voam mais alto, onde a inteligência sutil nem alcança. Para João Crisóstomo (347-407) eram muitos, não apenas três, os Reis Magos, Astrólogos, casta respeitada vinda do Oriente, pérsia, África.




     Ouro – significando a realeza de Jesus; das trevas à Luz maravilhosa da Vida.

   Incenso – sinal de que a divindade se manifestou em forma humana, restaurador, redentor, da Vida.

     Mirra – Resina curadora. Essência perfumada. Ciclo vital; Nascimento, vida e morte; do reino das trevas para a Vida Eterna. 

     Os Magos representam homens e mulheres distantes da Antiga Aliança que o Novo Reino deve incluir > todos os seres viventes da Nossa Terra, Mãe Natureza. Riqueza simbólica de igualdade entre os povos, amor fraterno e doação de si sem exclusões.

Dia de Folia de Reis pelo Brasil, resistência popular.

Ó de casa, nobre gente,
Escutai e ouvireis,
Lá das bandas do Oriente
São chagados os três Reis!

Quadrinha popular 

    “Mas por que foram encontrar Jesus? Porque, segundo a compreensão dos cristãos, Jesus é um princípio de ordem e de criação de uma grande síntese humana, divina e cósmica __ o título de Cristo, a Jesus, expressa esta convicção. Esta síntese se encontra, também, em outras religiões sob outros nomes: Sabedoria, Logos, Iluminação, Buda, Tao. Estes são os "ungidos e consagrados” (significado de Cristo) para serem um centro unificador de tudo o que há no céu e na terra. Mudam os nomes, mas o sentido é sempre o mesmo”. Leonardo Boff _ os Reis Magos ontem e hoje _ 2007.

           Vejo nos Três Reis Magos, Astrólogos, aqueles que anunciaram ao Mundo a chegada, o nascimento, do mais libertário dos seres humanos: Jesus, no ápice da evolução humana, o Divino se manifestando na matéria.

                              Martha Pires Ferreira

Mantenho postagens _ blog ligeiro acréscimo 6/01/2020 - 2021). E em 2023 _ Face e instagram / 2024  __ Feliz dia dos REIS MAGOS! 

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