quarta-feira, 16 de setembro de 2026

BRASIL 13 _ ELEIÇÃO

              Eleição 2026 Brasil

Presidente da República e Vice - Governador – Senador - Deputado Federal e Deputado Estadual todos são candidatos a serviço da República Federativa do Brasil __ agentes políticos.

Os candidatos representam o povo de cada estado, de Norte a Sul (Goiás, Pará, Amazonas, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia etc.).  Eleitos pelo povo, todos são servidores públicos em defesa das necessidades e direitos básicos _ para o povo:

_ Moradia digna.
_ Escola - educação gratuita.
_ Saúde pública - SUS. Farmácia popular.
_ Oportunidade de trabalho.
_ Transporte. Segurança.
_ Espaço de lazer e cultura.

                            Paz e Bem Social.

                                    Faça a sua lista

Presidente Nº_ 13 ___ Luiz Inácio Lula da Silva -PT

     [ vice _ Geraldo Alckmin -PSB ]

Governador Nº_ 55 ___ Eduardo Paes -PSD  

Senador Nº_ 131 ____ Benedita da Silva -PT

Senador Nº_ 500 ____ Monica Benício -Psol

Deputado Federal Nº_ 1310 __ Nísia Trindade -PT

Deputado Estadual Nº_ 40.000 _ Carlos Minc -PSB






 o meu, também, seguindo!

BRASIL SOBERANO !!!



Educação e cultura 

 

Postagem __ Martha Pires Ferreira

 

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Astrologia, Corpo e Saúde _ Dois Dias

 

Setembro/2026 - quarta-feira, pela manhã _ 10h às 12h. 

Dia 23 _ Signos de Fogo [Áries, Leão e Sagitário] – Ar [Gêmeo, Libra e Aquário].

Dia 30 _ Signos de Terra [Touro, Virgem e Capricórnio] – Água [Câncer, Escorpião e Peixes]. //// Custo __ R$ 120,00 aula [cada dia – no local]. 



Local: BURITI SEBO LITERÁRIO - Rua do Carmo 9 sala 902 _ Centro

Inscrição no dia _ no local

(Metrô Carioca) _ Inf. - Tel. 2220-5492 – 2242-9341.

Atenção _ o CORPO fala _ conhecer o corpo é conhecer a alma aprisionada na matéria >> Libertar a Natureza em sua totalidade!

Não sou terapêuta de corpo _ apenas, advertência para a boa saúde, cuidados. Dicas _ postura, cuidados, exercícios, etc...

__ Postagem - Martha Pires Ferreira 
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Há alguns anos que repasso minhas experiências vividas em relação ao Corpo e Saúde tendo como base a Astrologia __ Este é o 8º Curso - Laboratório - Saúde.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Aquarela e poesias falam por mim

 

A poesia ou desenhar tem sido modo de ser, expressar-me quando o silêncio pousa profundo. Realizo por impulso intuitivo para meu ver em papel, e, a umas poucas pessoas, possivelmente. Tudo bem!

Reencontro
 
Visão de perfeição
 _ sensação! O imaginário...
 Tudo é possível
            na entrega
tocar o desconhecido
       sem temer
a loucura, vazio, caos.
 
Entrega obstinada ao gozo
       vivificante insinua
o que transfigura a matéria.
 
Doação por reencontro
                         ao significado
o absoluto sendo tocado,
núcleo mais esquecido
       sem espera, se revela.    
****
 Velhice

                  ao amigo Helder Carvalho
 
Pode ser dom
velhice vivida,
                 sabedoria.
Outra descoberta
se faz presente.
 
Não mais inseguro
           anseio frustrante
raiva contida,
impulso inconsequente
noites perdidas
          em tolas divagações!
 
A vida transcorre solene
em sombra e luz.
 
Velhice é memória silenciosa
sem saudade do ontem
                            impermanente,
resta luminosos afetos.
 
A idade toca beleza presente
no agora, alma sensível,
pura existência!   
****   
Se _ 2022
 
Há um sentir encoberto na alma
   não sendo seu
        não sendo meu, apreendo
secreto anseio...
                Se não fosse?!
 
Não importa o silêncio dos dias
a eloquência sem voz
      em verbos monossilábicos
cortando distância.
 
O ser assimila, a alma se cala
_ o impossível se revela, tem
               os pés no chão, concreto.
 
Não importa a quietude
               estamos livres, sendo
células vivas _ ternura presente!  

Martha Pires Ferreira            

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A morte e a imortalidade












Minha biblioteca-ateliê. Meu refúgio, minha morada. 

A morte e a imortalidade

Fomos chamados à vida, portanto temos que vivê-la. E se possível vivê-la em toda a sua grandeza, em toda a sua dimensão maior.

Nesta força que nos impulsiona a viver surgem, junto, as perguntas: quem somos, para onde somos, o que somos? De onde viemos e para onde vamos? E sem dúvida a mais crucial das perguntas recai sobre a nossa finalidade na Terra - junto com a indagação para onde iremos?

É o mistério dos mistérios.

Será que vivemos por viver e simplesmente morremos? Será que vivemos apenas para morrer? Será que todos os esforços humanos terminam com um fim em si mesmo, ou, será que vivemos para morrer a morte e vivermos a eternidade, a imortalidade?!

O que é a morte, o que é a vida? Esta é a questão mais profunda levantada por todos os povos e raças, em todas as épocas e culturas. Qual a finalidade biológica, orgânica, matéria-corpo? Qual a finalidade essencial alma-espírito?

Para os tibetanos o que existe é energia, tudo é energia sem início e fim _ tudo é perpetuidade e impermanência.

O ser humano é um animal intenso de energia; calor - vontade, suor - emoção, percepção – sensação, consciência etc.

Somos fogo, terra. ar e água. Metal e madeira, nos afirmam os chineses.

Estamos no mundo, fazemos nossa trajetória, nossa história. Vivemos nossa verdade cotidiana; realidade repleta de chama, evolução e regressão, subidas e descidas perda e ganho.

Tudo vivido no corpo, com e pelo corpo _ no espírito por ele e com ele. Nos debatendo o tempo todo na junção destas duas verdades; corpo e psique, exterior, e interior, Eros e Tanatus, desacerto e acerto existencial. Oscilamos entre opostos.

Vivemos no incansável esforço de realizar projetos de vida, rascunho, ir adiante e realizarmos anseios, ideais. Não podemos parar, a vida nos empurra, nos chama, nos cobra o tempo inteiro em nossa frágil existência. Procuramos realizar nossa utopia, sonhar para frente, progredir, crescer, evoluir. Para quê se morremos? Viver para quê se tudo se desaba com a morte, se nada permanece ou perpetua? Para que tanto esforço se morremos?

Os sábios e as religiões de tradição expressam as mais profundas reflexões e conhecimento a respeito da vida e da morte. Procuram dar resposta à mais angustiante das perguntas: Para que viemos se morrermos?

No campo da filosofia a questão se faz com intensidade:

Heráclito (pré-socrático), faz a afirmação da unicidade de todas as coisas: (fragmentos 6, 10,50,89,103) _ “do separado e do não separado, do gerado e do não gerado, do mortal e do imortal, da palavra (logos) e do eterno”. _ “A sabedoria humana liga-se ao Logos”. _ “O que aguarda os homens após a morte, não é o que esperam, nem o que imaginam” (fragmento 27). Diz ser a alma imortal _ “pois após sua separação do corpo, volta à alma universal, ao homogêneo (Aet. IV, 7,2).

Platão _ discursou sobre a imortalidade.

Kant _ fala sobre o que devemos esperar da vida.

Spinoza _ sedento de eternidade não separa o corpo da ideia de eternidade (Spinoza, Espinosismo pg. 69) __ O corpo e a alma fazem parte de uma unicidade na organização eterna da natureza.

Heidegger 1891 _ o objeto próprio de reflexão filosófica é o homem em sua existência concreta _ o ser no mundo. Com mais idade ele deixa transparecer este anseio da eternidade do ser _ a transcendência.

Kierkegaard _ cristão dinamarquês, faz a reflexão do corpo/matéria e alma; visa imortalidade, eternidade.

Para grandes sábios e místicos a morte não é o limite, não é o fim em si mesmo, mas o intercâmbio entre a vida e a imortalidade _ a passagem entre a vida física e a eternidade _ a unicidade. A morte aparece como transformação do ser biológico em ser essencial; corpo e espírito, matéria e alma.

A morte, o morrer, é dirigir-se para a fonte, a unicidade primordial da vida. É um romper, um emergir para algo maior (que o morrer), é  atingir no indizível, o incognoscível, o transcendente.

O nascimento biológico traz em si o conhecimento dramático da vida. O ser que nasce sabe que um dia morrerá. Esta ideia terrível nos sufoca e nos angustia visceralmente. Não queremos pensar em morrer, somos esfomeados de viver, de felicidade, de absoluto, de plenitude cotidiana. Somos insaciáveis na dinâmica energética com o nosso sentimento, amor, sensualidade, sexualidade, percepções sensíveis. Somos fome de vida!

A morte, para um sábio, é um abrir perspectiva sobre o significado limitado da vida que morre.

Ansiamos por uma vida de luminosidade, algo majestoso e unificador que implode no reino da vida _ ansiamos a imortalidade. Só com amorosidade afetiva apreendemos a verdade.

Martha Pires Ferreira, meados de 1987.

___ [Artigo manuscrito em 1987, momento em que eu refletia, profundamente, sobre a existência _ Oriente e Ocidente [texto em arquivo] – Curioso é nada citar sobre Thomas Merton, Teresa d’Ávila nem Teilhard de Chardin _ cristãos que muito eu lia com prazer e identificação. Neste período distante, anos 1980, estive avessa sobre catolicismo/igreja/clero/moralismo dogmático  _ vivia na liberdade absoluta de pensar, intuir]. ]. Assim vivo... aqui e agora no relativo para a imortalidade!







Um almoço perto do Natal.

A gata Pretinha, já havia almoçado, não tocana em nada, acompanhava refinadamente.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Princípios básicos _ eremita urbana - Paz e Bem social

Liberdade de escrever - Reflexões desta manhã

        Sou eremita urbana _ sou artista, sou astróloga. Prazer no pensar e contemplar. Gosto imenso dos arquétipos essenciais à Vida; mundo alquímico e simbólico _ cultura hermética, oculta, interiorizada. Amo a mãe natureza e a complexidade da humanidade em processo constante de avanço, evolução em seu mistério insondável! Enfim, amo a VIDA!!!

 Princípios básicos desta eremita - Paz e Bem social:

- Viver de acordo com o bem-coerência.
- Compreender antes de julgar.
- Prazer no que é simples. Inspirar e expirar suavemente.
- Caminhar à luz do Sol e beber água.
- Liberdade externa e interna.
- Estar satisfeita com o que possui.
- Solidária à irmã natureza e toda a humanidade.
- Gostar do silêncio _ relativo e absoluto.
- Intuir a unidade, totalidade da existência.
                                                         – 13/08/2026
Imagens do Tarô – icnografia do simbólico – carta 9 - O Eremita.
Foto desta eremita pensante. 
                             Martha Pires Ferreira 
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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Poesia _ pedaço de mim _ arquivo

       A poesia me fascina desde sempre... e desenhar. Ler, por exemplo, Paulo Leminski, poeta maior, nada me impede com simpicidade colocar minhas poesias aqui para o público. Meu arquivo é intenso _ reflexões, textos vagos, máximas _  pedaços de minha vida! Exercícios da sensibilidade mais que do intelecto. Estado de ser, estando ativa, viva!

Humanidade
 
Sem fronteira meu destino
_ raiz, intento, fuga.
Nada a ferir entranhas
_ a vida inesperada em flor
hábitos, diversidade.
 
Sonho! Verbo engendra
eloquente silêncio dos passos
_ humanidade dispensando
código elimina dogma,
abraça pele sem fronteira.
 
Ser o outro, ser inteira;
asiática, africana, europeia,
médio-oriental-árabe, americana.
Lugar algum, nenhum _ inspirar
expirar _ divagar, transpirar
               _ Luz Solar!
 ****
Idade vivida
 
Existe delicadeza
                    filigrana
depurado tecer,
          idade vivida
corpo frágil e firme
     acordado se revela.
 
Vibração ilumina
     a carne sensual
sem escrúpulo
_ não tece palavra
verbo inútil
         na entrega.
 
Masculino invade calado
em chama solar,
    arde suave
          o som divino.
 ****

 O poeta canta

 Poeta profetiza
_ o poeta ousa, sofre,
descreve, sonha, ama.
O poeta denuncia
silencia, transgride, intui!
 
Poesia é chama, arde
a carne sensível, geme _
inspira, transpira, recua,
nada importa... avança.
 
Rabisco leve atrevo
pretensões, brinco, poetizo
não sendo, estou, não vou,
percorro, sofro, deslizo.
****
Voyeur da solidão

O olhar encontra onde
toca o desejo, prazer
a quem alcança o possuir
   ilusão ousada de viajante.
 
Na malícia ansiosa percorre
espaço frio na distância
sem ser visto _ gestos, pele
   vozes... imagem, sonoridade!
 
A razão apreende seguro
pertencimento, agudo olhar
    janela sem esquadria...
Vagueia perdido na solidão
o viajante... tão triste... tão só! 
****
  Não esqueço
 
De mim esqueço
         me abandono.
 
Não há espaço vazio
_ dor de desejo
             noite tênue,
medo se o perco
                   e me perde.
 
Não esqueço
nem me esquece
    permaneço
permanece. 
                  ___  Martha Pires Ferreira
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Poesia e mini flores/frutos _ abrindo arquivo

 

Astúcia inútil
 
Gesto solto repassa espaço
corta o tempo nas horas sombrias,
atravessa a cerca vazia.
 
Obstinada firmeza enlaça
objeto desejado, armadilha
prisioneira... se faz temeroso
no jogo sem vencedor.
 
Jogo inútil da astúcia ousa,
corta poesia e pede passagem
prazer, sorver a vida em doce lábio.



Ar que sou
 
Imperceptível acompanho
quanto saber de mim
     _ não tanto quanto de si.
Sem interferir sigo os passos,
liberdade de estar sendo
                   _ me basta.
Sabe quem sou, como estou
              aonde vou sem ir...
nada espero _ caminho
sem temor, cada dia, hora
sorvendo vinho, degustando queijo
     água de filtro de barro,
              sabor de terra, realidade.
O firmamento toma meus olhos
_ esvaziar-se, nada reter _
mais que vento, ar sou... atmosfera.

Jamais estanque
 
Indo voltando
poesia, arte
desenho
natureza
amigos, amigas
letra, livro
andar música
sendo indo.
 
Indo retornando
no ar do olhar
sentido... sensações,
flores, odores
intensidade,
imensidão 
desconhecida
abrasa.
 
Complexidade
densidade
realidade, divagações
apenas sendo,
jamais estanque
indo voltando,
retirar-se...
jamais estanque.

        ___  Desenho Flores _ nanquim e aquarela _ por um mundo que não esquece da natureza com a delicadeza das flores e frutos.   
                                 Martha Pires Ferreira
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domingo, 12 de julho de 2026

Copa do Mundo _ 2026 _ a BOLA!

          A BOLA a Rainha do momento!

     Voltamos aos jogos internacionais _ Futebol//Copa do Mundo. Estamos em 2026 _ a BOLA, esta esfera magnética, é a dona da vez, impera no globo terrestre! Os olhos do mundo voltados para a BOLA _ para a esfera que simboliza Totalidade _ o Universo _ Céu e Terra! Isto em si é magnífico! Nos campeonatos internacionais constatamos o senso da democracia solidária entre os povos. Competição sem exclusão, partido, pele, credo, filosofia. Quem comanda é a BOLA que aproxima os povos na diversidade, nas tensões de norte a sul, de leste a oeste __ um único Mundo! A BOLA aponta o sonho e esperança para a Humanidade em harmonia _ trocas e alegria!








O jogo em si é divina celebração. A BOLA simboliza a conexão com o sagrado do momento - aqui e agora!!! A humanidade faz reverência à Bola ... o jogo é a tensão emocional __ o Mundo é um só nesta beleza de confronto de opostos __ Viva a humanidade fraterna!!! 









Resistir ao mal. A sombra obscura e perversa no mundo, continua degradando a beleza da creação, roubando a plena Paz em todo o Planeta Terra/guerras/invasões... Até mesmo no Esporte a ignorância sombria tem fel _ lastimável, mas importante é estar acima das questões de bastidor.

SER consciente, radicalmente pacifista, diante da degradação dos gananciosos que odeiam a Vida. /// O que sustenta o mundo é Amorização, o Afeto, a generosidade compartilhada, incondicionalmente, em benefício ao Bem Comum – coletivo. Os JOGOS impondo respeito mútuo, dá exemplo de que é possível compartilhar, trocar, sorrir.

Os que odeiam a Vida que durmam com ódio (na amargura) já que não conseguem abrir-se para a grandeza do Amor Humano, natureza, gratuita do coração.



 







       O 
mundo torcendo por times, pela BOLA, esta esfera mágica trazendo lição de grandeza a este Planeta sedento de harmonia, felicidade. A BOLA fala, é centro das atenções, é energia viva. Sejamos solidários uns para com os outros tendo a BOLA como Símbolo de Totalidade _ Mundo Feliz! Durante o jogo a alegria e entusiasmo das torcidas que nos encantam.

  

Assistindo com prazer, mesmo nada conhecendo de essencial sobre futebol 
     __ Postagem Martha Pires Ferreira

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Poesia e Tapete _ prazer das imagens

  

Série _ Tapetes - aquarela, 2007 a 2011 e uma Poesia recente.

Desenhar, escrever, ler, caminhar __ Viver é ato de liberdade sem escravidão às paixões e desejos _ sem apego, apenas tornar visível as imagens que emergem das produndezas internas.


Caderno vermelho
 
Perdi caderno vermelho
anotações poéticas
rabiscos secretos de quem
teme expor vivência.
 
Nalguma vala, tragada
sem dar conta, perdida voou!
Sopro, narrativa, eros
do canto do corpo fechado
 
Letra à lápis, escoa margem
cortada por ferro, dentro
desconhece a medida...
voou o caderno vermelho!
 
Foi o gato? Nem foi o vento
nem ondulantes águas do mar,
foi descuido tragado
num ontem, vazio qualquer.
 
Sem nome, sem data marcada
sem direção levada ao vento
o caderno vermelho, abismo
sem dono... perdido no tempo. 



Martha Pires Ferreira
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