Quero a luz do amanhecer
Cantar o horror não quero,
me nego a tanto sufoco
mortos sem despedida
me nego a tanto sufoco
mortos sem despedida
desterro _ campo santo
silêncio das almas
_ noite no cemitério.
Frieza da indiferença e
brutalidade dos cruéis afetos
mastigando linguiça de porco
fornicações na vadiagem.
Não, não ao horror
rastro sombrio da pandemia,
agonia dos órfão desamparado.
silêncio das almas
_ noite no cemitério.
brutalidade dos cruéis afetos
mastigando linguiça de porco
fornicações na vadiagem.
rastro sombrio da pandemia,
agonia dos órfão desamparado.
Degredados filhos e filhas da terra,
desterro dos inválidos!
Cantar o Amor sem reserva
sentir ar na pele ao Sol
flor ao vento em brisa e
ser o idiota de Dostoiévski.
desterro dos inválidos!
sentir ar na pele ao Sol
flor ao vento em brisa e
ser o idiota de Dostoiévski.
Olhar o vazio infinito, suportar
ter sorrisos de inocência
acolher e dividir, multiplicar
doar sonhos do amanhecer.
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