A necessidade da Vitória
Quando um arqueiro atira sem alvo nem mira
Está com toda a sua habilidade.
Se atira para ganhar uma fivela de metal
Já fica nervoso.
Se atira por um premio em ouro
Fica cego
Ou vê dois alvos -
Está louco!
Sua habilidade não mudou. Mas o premio
Cria nele divisões. Preocupa-se.
Pensa mais em ganhar
Do que em atirar -
E a necessidade de vencer
Esgota-lhe a força.
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Thomas Merton - A via de Chuang tzu
Ed. Vozes, 1969
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
A.C.Bola Harres _ poesia
louca
louca mãe da Praça de Maio,
Antígona do amor do sangue insepulto
tua ira e coragem amedrontam os raios,
trovejas soluços de dor e de luto
trágica herdeira da estirpe de Laio,
os consolos solertes da igreja e estado
são os mais vis de todos insultos
louca mãe da Palestina ocupada,
planta para sempre privada do fruto
rouca clama ao céu por vingança,
tua voz poderá jamais ser calada,
ninguém ousará abafar o teu canto
apagar do Destino e de toda Memória
o choro inocente de tua criança.
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louca mãe da Praça de Maio,
Antígona do amor do sangue insepulto
tua ira e coragem amedrontam os raios,
trovejas soluços de dor e de luto
trágica herdeira da estirpe de Laio,
os consolos solertes da igreja e estado
são os mais vis de todos insultos
louca mãe da Palestina ocupada,
planta para sempre privada do fruto
rouca clama ao céu por vingança,
tua voz poderá jamais ser calada,
ninguém ousará abafar o teu canto
apagar do Destino e de toda Memória
o choro inocente de tua criança.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Consciência da Palestina
"Não matarás, não adulterás, não roubarás, não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo"
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Parem esta Guerra _ Israel / poesia
Parem esta Guerra _ Israel
A criança aos gritos dentro de mim:
A criança aos gritos dentro de mim:
parem tamanha loucura!
Grito de horror!
Nenhum ser humano normal é insensível.
Criança, velhos e civis inocentes
Grito de horror!
Nenhum ser humano normal é insensível.
Criança, velhos e civis inocentes
não podem morrer neste holocausto.
A Faixa de Gaza virou holocausto, sim.
O mundo não suporta tão estúpida barbárie
Shimon Peres, besta fria e nojenta,
A Faixa de Gaza virou holocausto, sim.
O mundo não suporta tão estúpida barbárie
Shimon Peres, besta fria e nojenta,
ao falar das crianças palestinas
desnuda a própria face mísera e insípida dos amorfos.
Crianças judias precisam ser respeitadas e amadas,
como palestinas.
Esse energúmeno Peres incita um tipo de ódio
e desprezo inconcebível...
Perplexidade no olhar das crianças judias,
perplexidade no olhar das crianças palestinas.
Parem esta guerra
Parem tamanha loucura.
Apocalipse!
Israel mostra ao mundo sua arrogância,
só conhece armas pesadas de guerra;
arsenal dos covardes.
Desconhece valores da Vida;
beleza, afeto, inteligência generosa e humana
_ o mundo se revolta contra tanto sangue inocente.
Parem esta guerra
_ meu berro é bomba atônica.
Parem tamanha loucura.
Apocalipse!
Martha Pires Ferreira - 8/ jan. / 2009. ******
Seres humanos... Uni-vos!
Jesus Cristo, judeu da Galileia, disse a mais profunda sentença de vida que se conhece:
“Amai o seu próximo como a si mesmo.” Mateus 22; 39.
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desnuda a própria face mísera e insípida dos amorfos.
Crianças judias precisam ser respeitadas e amadas,
como palestinas.
Esse energúmeno Peres incita um tipo de ódio
e desprezo inconcebível...
Perplexidade no olhar das crianças judias,
perplexidade no olhar das crianças palestinas.
Parem esta guerra
Parem tamanha loucura.
Apocalipse!
Israel mostra ao mundo sua arrogância,
só conhece armas pesadas de guerra;
arsenal dos covardes.
Desconhece valores da Vida;
beleza, afeto, inteligência generosa e humana
_ o mundo se revolta contra tanto sangue inocente.
Parem esta guerra
_ meu berro é bomba atônica.
Parem tamanha loucura.
Apocalipse!
Martha Pires Ferreira - 8/ jan. / 2009. ******
Seres humanos... Uni-vos!
Jesus Cristo, judeu da Galileia, disse a mais profunda sentença de vida que se conhece:
“Amai o seu próximo como a si mesmo.” Mateus 22; 39.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Nove, 2009 _ selo Santa Teresa
Desejemos a sabedoria de Teresa d’Ávila.
Que a Cruz solsticial, verticalidade e horizontalidade - Capricórnio e Câncer, Áries e Libra - em seu ponto de encontro ordenador, em seu significado simbólico, seja um marco de iluminação em 2009.
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Desenhar é um ato de liberdade
Arte é celebração. Pensamento e razão têm seus lugares e seus limites
As sensações se diluem
Sentimento e intuição pontuam percursos para o Absoluto
Interioridade, singularidade, experiência pura
Tudo é um - A totalidade sem fronteiras.
Ponto, linha, cor, espaço, tempo
O que a imaginação apreende como fogo criador, sopro, beleza é verdade,
Além disso, nada sei.
__ martha pires ferreira__
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Faixa de Gaza _ mensagem 2008/9
Mensagem de 2008/9 _ parem com a violência
Recebi esta dolorosa mensagem da Europa. Amigos me escreveram com sangue escorrendo no peito, o coração não suporta tamanha indignação, Estado de Israel chegou ao ápice do absurdo. Eis o texto:
“ISRAEL enlouqueceu.
Até onde o arsenal de guerra de Israel quer chegar? Aprenderam com Hitler o sabor da crueldade? O povo de Israel ficou mais depurado que os gângsteres nazistas? A que se deve tanto sabor de sangue derramado?
Retiraram os judeus da Faixa de Gaza para justificar, agora, o extermínio sem piedade de crianças, velhos e civis palestinos? Querem invadir Gaza para todo o sempre?
Onde os judeus, homens e mulheres de bem, se escondem?
Alguns poucos contestam, poucos. Continuando a espalhar o terror, tanto desprezo e ódio serão expurgados como já o foram em outros tempos, quando imperou o abuso de poder.
Deus é amor, não exclui nenhum povo. Todos nascem debaixo do mesmo Sol, todos são filhos de Deus. Moisés, onde estás? As bezerras de ouro estão sangrando, os bêbados desatinados, os viciados desvairados, os demônios soltos. Israel enlouqueceu.
Quando aparecerão sábios governantes? Moisés. Onde estás? Para que servem os Mandamentos?”
“Espatifaram as Leis que Deus nos deu.” Para onde caminha a humanidade?”___
“ISRAEL enlouqueceu.
Até onde o arsenal de guerra de Israel quer chegar? Aprenderam com Hitler o sabor da crueldade? O povo de Israel ficou mais depurado que os gângsteres nazistas? A que se deve tanto sabor de sangue derramado?
Retiraram os judeus da Faixa de Gaza para justificar, agora, o extermínio sem piedade de crianças, velhos e civis palestinos? Querem invadir Gaza para todo o sempre?
Onde os judeus, homens e mulheres de bem, se escondem?
Alguns poucos contestam, poucos. Continuando a espalhar o terror, tanto desprezo e ódio serão expurgados como já o foram em outros tempos, quando imperou o abuso de poder.
Deus é amor, não exclui nenhum povo. Todos nascem debaixo do mesmo Sol, todos são filhos de Deus. Moisés, onde estás? As bezerras de ouro estão sangrando, os bêbados desatinados, os viciados desvairados, os demônios soltos. Israel enlouqueceu.
Quando aparecerão sábios governantes? Moisés. Onde estás? Para que servem os Mandamentos?”
“Espatifaram as Leis que Deus nos deu.” Para onde caminha a humanidade?”___
Escutemos Mahatma Gandhi:
“Chegará o dia em que aqueles que estão na corrida louca de multiplicar seus bens na vã tentativa de engrandecimento (extensão de territórios, acúmulo de armas, de riquezas, de poderes...), reavaliarão seus atos, e dirão: Que fizemos nós?.”
“Enquanto o domínio imposto precisa ajuda das armas para se manter, o domínio gerado pelo amor dispensa o uso da força.”
Basta de violência e guerras. Não merecemos tamanha estupidez na passagem de ANO 2008 /2009.
“Chegará o dia em que aqueles que estão na corrida louca de multiplicar seus bens na vã tentativa de engrandecimento (extensão de territórios, acúmulo de armas, de riquezas, de poderes...), reavaliarão seus atos, e dirão: Que fizemos nós?.”
“Enquanto o domínio imposto precisa ajuda das armas para se manter, o domínio gerado pelo amor dispensa o uso da força.”
Basta de violência e guerras. Não merecemos tamanha estupidez na passagem de ANO 2008 /2009.
Para 2009 precisamos de silêncio e de solidariedade.
Na entrada do Ano 2009, no Céu estrelado, podemos contemplar Plutão, Marte, Sol, Júpiter e Mercúrio no signo de Capricórnio, Netuno e Venus em Aquário, Lua e Urano em Peixe - os três últimos signos do Zodíaco. E Saturno em Virgem. Configuração planetária semelhante não ocorre há mais de 4.000 anos, quando apareceu a escrita.
Plutão (ciclo de 248 anos, aproximadamente), o Planeta das profundezas da Terra, das radicais transformações, está, agora, no signo de Capricórnio, elemento Terra. Plutão percorrerá este signo de 2009 até 2024, quando entrará em Aquário.
Na entrada do Ano 2009, no Céu estrelado, podemos contemplar Plutão, Marte, Sol, Júpiter e Mercúrio no signo de Capricórnio, Netuno e Venus em Aquário, Lua e Urano em Peixe - os três últimos signos do Zodíaco. E Saturno em Virgem. Configuração planetária semelhante não ocorre há mais de 4.000 anos, quando apareceu a escrita.
Plutão (ciclo de 248 anos, aproximadamente), o Planeta das profundezas da Terra, das radicais transformações, está, agora, no signo de Capricórnio, elemento Terra. Plutão percorrerá este signo de 2009 até 2024, quando entrará em Aquário.
Capricórnio rege, no corpo humano, os joelhos. Da riqueza do seu significado simbólico, direi, apenas, que a humanidade terá que se dobrar. A humanidade, inteira, terá que se ajoelhar, não tem outra saída. Será a exigência da Grande Mãe Natureza, a Terra.
-- postagem - martha Pires Ferreira
-- postagem - martha Pires Ferreira
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Flores do Bem- Poema de Natal _ Vinicius de Moraes
Poema de Natal
Vinicius de Moraes (1913-1980)
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
_________________________
Como conheci Manuel Bandeira e Vinícios de Moraes
sei o quanto os dois gostariam de ver suas poesias
aqui presenteadas desta passagem de Natal
trazendo doçura ao mundo desgovernado.
postagem martha pires ferreira
____________________________
postagem - martha pires ferreira
Vinicius de Moraes (1913-1980)
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
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Como conheci Manuel Bandeira e Vinícios de Moraes
sei o quanto os dois gostariam de ver suas poesias
aqui presenteadas desta passagem de Natal
trazendo doçura ao mundo desgovernado.
postagem martha pires ferreira
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postagem - martha pires ferreira
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Flores do Bem - Canto de Natal
CANTO DE NATAL
Manuel Bandeira (1886 - 1968)
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
********************
Manuel Bandeira (1886 - 1968)
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Flores do Bem - Natal
Natal
Olavo Bilac (16 dez. 1865/1918)Jesus nasceu! Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria.
Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus...
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na Cruz.
Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.
Não nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes,
Foi para os pobres seu primeiro olhar.
No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presépio os guia,
Vêem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.
Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo
Quem ama os fracos, quem perdoa o Mal!
Natal! Natal! Em toda a Natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia...
Salve Deus da Humanidade e da Pobreza,
Nascido numa pobre estrebaria!
*********************************
Olavo Bilac (16 dez. 1865/1918)Jesus nasceu! Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria.
Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
No berço humilde em que nasceu Jesus...
Mas os pobres trouxeram oferendas
Para quem tinha de morrer na Cruz.
Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.
Não nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes,
Foi para os pobres seu primeiro olhar.
No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presépio os guia,
Vêem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.
Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo
Quem ama os fracos, quem perdoa o Mal!
Natal! Natal! Em toda a Natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia...
Salve Deus da Humanidade e da Pobreza,
Nascido numa pobre estrebaria!
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domingo, 21 de dezembro de 2008
Flores do Bem - NATAL
NATAL
Murilo Mendes (1901 - 1975)
Meu outro eu angustiado desloca o curso dos astros, atravessa os espaços de fogo e toca a orla do manto divino.
O Ser dos seres envia seu Filho para mim, para os outros que O pedem e para os que O esquecem.
Uma criança dançando segura uma esfera azul com a cruz: Vêm adorá-la brancos, pretos, portugueses, turcos, alemães, russos, chineses, banhistas, beatas, cachorros e bandas de música. A presença da criança transmite aos homens uma paz inefável que eles comunicam nos seus lares a todos os amigos e parentes.
Anjos morenos sobrevoam o mar, os morros e arranha-céus, desenrolando, em combinação com a rosa-dos-ventos, grandes letreiros onde se lê: GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Flores do Bem - Soneto de Natal _ Machado de Assis
Soneto de Natal
Machado de Assis (1839 - 1908)
Um homem, - era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço no Nazareno, -
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,
Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.
Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.
E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Reflexões / advento, 2008
Em 1991 em olhando o horizonte do céu estrelado, estudei muito e nasci com o dom de ler o que está escrito nas estrelas, passei mais atentamente às reflexões profundas, com isso fui levada a perceber os passos galopantes da decadência do triunfalismo exacerbado dos poderes econômico, financeiro e político. A sutil guerra entre os donos do dinheiro, a dependência humilhante das igrejas tradicionais a estes poderes e a arrogante pretensão acadêmica de pensar em açambarcar tudo culturalmente me deixavam cada dia mais perplexa e sem nada poder fazer de essencial. Sem falar do descaso destes “senhores do mundo” pela Mãe Natureza. Em silêncio e cuidadosa segui minha via, ampliei minhas palestras, minhas falas mais contundentes em circuitos fechados, temerosa de represálias. De cabeça erguida, nada podendo fazer, me posicionei radicalmente não conivente em praticamente nada com este sistema espúrio de injustiça social e humana. Quando tive oportunidade de ter os melhores recursos econômicos ao meu alcance, com alegria me voltei para o despojamento e a simplicidade de viver. Por quê? Porque apreendendo a decadência da civilização reinante me permiti estar preparada para o não ter, e viver mais essencialmente para o ser, sendo.
Vendi as ações que possuía e me permiti mais, e sempre mais, ser dona absoluta da liberdade de viver a minha história pessoal sem qualquer tipo de amarras, e ganhei afetivamente ao me envolver mais intimamente com a vida coletiva de ouvido a ouvido, de coração a coração, de alegria a alegria - hoje, aqui e agora.
Em 1992 participei ativamente no ECO 92, com performance e palestra, ocasião em que a Universidade Livre, em que eu fazia parte, era atuante e vigorosa. Continuei minha caminhada e sempre assistindo, ao largo, os desatinos da sociedade capitalista desenfreada e desvairada. Nem por isso deixei de fazer coisas maravilhosas que me encantam: desenhar, ir às exposições de Arte, atender clientes de astrologia, dar aulas e palestras - ler C. G. Jung, Thomas Merton, Nise da Silveira, Hannah Arendt, Hildegard von Bingen, Teilhard Chardin, Teresa de Ávila, poesia, mitologia, contos de fada, ouvir música, etc. E conviver amorosamente com doentes psíquicos, feridos em suas emoções, faz parte da minha razão de vida. Ter amigos/as tão amados e fazer parte da Confraria da Uva é o que existe de mais singelo e fraterno - é alteridade.
É Natal, então o mais lindo é desejar um Feliz Natal!
E como a VIDA é plenitude o mais sábio é dizer: tenhamos bom senso e solidariedade em 2009...... depois da escuridão vem a LUZ.
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Escrever algo sobre 2009 é arriscar. Sendo mais verbal terei que me organizar.
postagem martha pires ferreira
postagem martha pires ferreira
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