As cores do Brasil no coração _ nanquim, aquarela e esfera de ouro, 2003.
Não sou uma ativista política. Sou mulher consciente
cidadã politicamente engajada... e outras áreas me movem. Preciso descansar e
voltar ao meus delírios, arte, desenho, astrologia, poesia, alquimia, reflexões em mergulhos
profundos.
Meus arquivos são memórias, registros do
vivido, da intensidade que é existir. Aqui três poesia, apenas a última é mais recente.
Brisa nas mãos
Deixa suas mãos atadas
às minhas na brisa manhã,
não fuja de repente, nem fugirei
como receias, por vezes.
Nossas emoções pousam
guardadas; cofres invisíveis
conhecemos...sabemos.
Nem a luz irradiante do Sol,
ou diamante transpassa.
Amarras se fazem; brandura
sutil e velada no imaginário
decanta ilusão, perpassa
os dias tecendo leveza,
nossas mãos soltas... vivendo!
Deixa suas mãos atadas
às minhas na brisa manhã,
não fuja de repente, nem fugirei
como receias, por vezes.
Nossas emoções pousam
guardadas; cofres invisíveis
conhecemos...sabemos.
Nem a luz irradiante do Sol,
ou diamante transpassa.
Amarras se fazem; brandura
sutil e velada no imaginário
decanta ilusão, perpassa
os dias tecendo leveza,
nossas mãos soltas... vivendo!
****
Corrente
O amor carnal surge,
cruza olhares, o ser
arde e desnuda _
corpo fala silencioso
inteiro no atrevimento.
Corrente sanguínea
matéria física, ardente _
célula viva anseia fluente
o que atrai pelo atraído.
Intenso o amor se faz
pulsa, sensualidade _
o divino se deixa livre
perdido, consumindo
doce querer.
O amor carnal surge,
cruza olhares, o ser
arde e desnuda _
corpo fala silencioso
inteiro no atrevimento.
Corrente sanguínea
matéria física, ardente _
célula viva anseia fluente
o que atrai pelo atraído.
Intenso o amor se faz
pulsa, sensualidade _
o divino se deixa livre
perdido, consumindo
doce querer.
****
Friso de ouro
Passos na distância
ontem não será hoje,
arco desenha águas profundas!
Música, verbo, letra...
A varanda é ampla e bela
o Sol intenso adormece,
dia d’outro lado, silenciosamente.
Friso de ouro nas flores...
O jardim verde escurece lá embaixo,
relva convida repouso e
os dias cantam tempo da alma.
Friso de ouro no horizonte!
Friso de ouro
Passos na distância
ontem não será hoje,
arco desenha águas profundas!
Música, verbo, letra...
A varanda é ampla e bela
o Sol intenso adormece,
dia d’outro lado, silenciosamente.
Friso de ouro nas flores...
O jardim verde escurece lá embaixo,
relva convida repouso e
os dias cantam tempo da alma.
Friso de ouro no horizonte!
~ ____ Martha Pires Ferreira
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