A poesia ou desenhar tem sido modo de ser, expressar-me quando o silêncio pousa profundo. Realizo por impulso intuitivo para meu ver em papel, e, a umas poucas pessoas, possivelmente. Tudo bem!
Reencontro
Visão de perfeição
_ sensação! O imaginário...
Tudo é possível
na entrega
tocar o desconhecido
sem temer
a loucura, vazio, caos.
Entrega obstinada ao gozo
vivificante insinua
o que transfigura a matéria.
Doação por reencontro
ao significado
o absoluto sendo tocado,
núcleo mais esquecido
sem espera, se revela.
_ sensação! O imaginário...
Tudo é possível
na entrega
tocar o desconhecido
sem temer
a loucura, vazio, caos.
vivificante insinua
o que transfigura a matéria.
ao significado
o absoluto sendo tocado,
núcleo mais esquecido
sem espera, se revela.
****
Velhice
ao amigo Helder Carvalho
Pode ser dom
velhice vivida,
sabedoria.
Outra descoberta
se faz presente.
Não mais inseguro
anseio frustrante
raiva contida,
impulso inconsequente
noites perdidas
em tolas divagações!
A vida transcorre solene
em sombra e luz.
Velhice é memória silenciosa
sem saudade do ontem
impermanente,
resta luminosos afetos.
A idade toca beleza presente
no agora, alma sensível,
pura existência!
Pode ser dom
velhice vivida,
sabedoria.
Outra descoberta
se faz presente.
Não mais inseguro
anseio frustrante
raiva contida,
impulso inconsequente
noites perdidas
em tolas divagações!
A vida transcorre solene
em sombra e luz.
Velhice é memória silenciosa
sem saudade do ontem
impermanente,
resta luminosos afetos.
A idade toca beleza presente
no agora, alma sensível,
pura existência!
****
Martha Pires Ferreira
Se
_ 2022
Há um sentir encoberto na alma
não sendo seu
não sendo meu, apreendo
secreto anseio...
Se não fosse?!
Não importa o silêncio dos dias
a eloquência sem voz
em verbos monossilábicos
cortando distância.
O ser assimila, a alma se cala
_ o impossível se revela, tem
os pés no chão, concreto.
Não importa a quietude
estamos livres, sendo
células vivas _ ternura presente!
Há um sentir encoberto na alma
não sendo seu
não sendo meu, apreendo
secreto anseio...
Se não fosse?!
Não importa o silêncio dos dias
a eloquência sem voz
em verbos monossilábicos
cortando distância.
O ser assimila, a alma se cala
_ o impossível se revela, tem
os pés no chão, concreto.
Não importa a quietude
estamos livres, sendo
células vivas _ ternura presente!

