domingo, 18 de setembro de 2016

Doze desenhos - Linha única

Linha única - Exercícios de disciplina.

Doze desenhos / nanquim _ bico de pena _ 2016.
Todo ser humano é potencialmente um criador.
Com um simples lápis ou canetinha desafie
 suas capacidades internas 
estimulando possíveis habilidades.
Ao escrevermos nosso nome estamos desenhando.
As sutilezas vêm da simplicidade. 
 Martha Pires Ferreira
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domingo, 4 de setembro de 2016

Brasil - Hoje, 4 de setembro de 2016

O BRASIL não pode parar em nome da estupidez do seu baixo Parlamento. Proposta de guerra institucional? Trapaça capciosa a votos legítimos? Não há fundamento Constitucional para cassação de mandato da Presidenta Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Eleita, democraticamente, por mais de 54 milhões de brasileiros. Seu afastamento não tem base jurídica.
Quanta ignomínia, vergonha, descalabro! Quem sustenta, nos braços, esta Nação, de fato, são os trabalhadores/ras, nos diversos setores da sociedade; desde lavradores rurais aos profissionais da ciência, arte e cultura em geral.
Certamente, 61 (sessenta e um) parlamentares não decidirão a legitimidade do destino da Nação – Brasil.
Não serão parlamentares com togas de “purpurinas de juízes” com apoio de uma burguesia decadente de olhos esbugalhados diante o ridículo Espetáculo Shakespeareano que dormirão tranquilos.
A legitimidade constitucional será assegurada ao povo brasileiro. A voz do Povo brasileiro não se calará diante das manobras armadas, tramadas, por um parlamento sem credibilidade ética e moral, e, apoiada por uma ditadura midiática.
A comunidade internacional se pronunciará contundente. Todos estão atados no cerne da História civilizatória, diante da visão de mundo global, em transição de valores e grandezas, em que todos nós terráqueos (bípedes pelados que somos) estamos, literalmente, comprometidos; política, econômico-financeira, espiritual, moral e culturalmente. Não atuaremos para rebaixamentos de valores existenciais e conduta, batalharemos, espera-se, para alcançarmos níveis de consciência e atitudes mais nobres e elevadas.
Os pontos de tensões com fricções político-ideológico, no mundo das tecnologias avançadas, terão que se aproximar e rever seus valores, pontos de vista e conceitos para o bem da Humanidade em seu todo. Ou naufragaremos em suicídio geral ou nos entenderemos com a inteligência do coração para a melhor solução, encontro com e felicidade geral que todos desejamos.
Paz e tranquilidade se faz com justiça, preservação de direitos adquiridos, garantias do bem viver familiar e social; aproximação de valores opostos em harmonia e bom senso. [ Brasil, Hoje, 4 de setembro de 2016 ].
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Dilma Rousseff _ agosto / setembro de 2016


Agradeço sua existência em força moral Excelentíssima Dilma Rousseff > Sua dignidade e coragem faz História na República Federativa do Brasil // Eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos. Não cometeu crime de responsabilidade, e, foi julgada por um Parlamento (em sua maioria) cego por $$$, desprovido de cultura e consciência social, em especial, para com os mais pobres.

Dilma Rousseff absolvida pela nação brasileira. Ninguém é perfeito, sua honestidade e garra fazem estremecer até seus adversários.
    Mulher grandeza é seu nome!



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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Astrologia - Mitologia e Corpo


                 Mitologia, Corpo e Astrologia.
- Reflexões -
Palestra seguida de interação com o público
Martha Pires Ferreira
Sábado - dia 3 de setembro – Casa das Palmeiras
 Leitura simbólica do Zodíaco – Signos e Planetas
Início: 15h30 às 18h30
Rua Sorocaba, 800 – Botafogo.
 
Mercúrio
Benefícios para a Instituição
 [R$ 20,00 – estudante R$ 10,00]
[ não será abordagem política, e sim natureza dos 12 signos do zodíaco conexão - planetas/mitos e corpo]
 Inf. 2266-6465 (segunda a sexta - à tarde)
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Mitologia na atualidade

         
 Museu do Louvre - cabeça grega - Zeus 
Signo de Sagitário, elemento Fogo, na parte frontal dos acontecimentos, na proa do navio democrático que todos nós estamos - República Federativa do Brasil - 2016. Qualquer semelhança não é pura imaginação. A presidenta afastada Dilma Rousseff é regida por Zeus – Júpiter – o Centauro – Sagitário. 
Astrologia é um saber simbólico.    
 Centaura - croqui - Museu A. Rodin, 
Centauro - Irã - 1630-31 s/r
          Vivemos, na atualidade, desenho celeste cheio de tensões. Momento de conflitos profundos. Poderíamos dizer que os deuses (figurantes) se confrontam com tempestuosidade. A Mitologia apenas sinaliza o significado das conquistas efetivas, no contexto terreno, usando imagens celestes expressas por personagens do imaginário popular para conceituar valores no nosso cotidiano.
           
Cronos - Saturno - Goya, óleo -  Museu do Prado, 1821-23.

          Cronos (Saturno) senhor da rigidez do poder dominante não pretende ceder seu lugar estratificado no tempo. Zeus (Júpiter) se movimenta para ter seu direito de fato, adquirido, assegurado pela Lei da criação. Sozinho não tem como enfrentar tamanha batalha perante abusos de poder. Zeus procura vários aliados na imensidão do Universo; clama por Urano - senhor dos espaços siderais, Hades (Plutão) – senhor do mundo subterrâneo e Poseidon (Netuno) – senhor das águas. E, sem receios, cerca-se de mais sustentação na terrível batalha pela conquista do Reino; destemido, Zeus, aceita acolhimento dos Titãs, Hecatônquiros e mesmo dos Ciclopes e dos Gigantes para enfrentar o implacável, o inflexível Cronos, aquele que tudo devora.
          O resto dirá a História mítica por identificação.          
 Hades / Plutão, cérbero o cão de três cabeças- s/r
 Poseidon - Netuno, acalmando a tempestade - Rubens
 Zeus - Júpiter - Palazzo del Mântua, 1532 - afresco.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Constituição / 1988 / Agosto de 2016


Em defesa dos direitos constitucionais.
Julgamento político-jurídico de impedimento da Presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, está assegurado na Constituição de 1988 de que não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Não há qualquer elemento constitucional para incriminar. 
A Presidenta Dilma Rousseff foi eleita democraticamente por mais de 54 milhões de eleitores. 
Em defesa do Estado de Direito. Na história todos nós seremos julgados pela preservação da Democracia, que se faz a cada dia; imparcial, solidária, igualitária, participativa, fraterna.
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sábado, 20 de agosto de 2016

Aldous Huxley – Flores do Bem


          Relendo a obra de um dos grandes do século XX, Aldous Huxley, em sua A Filosofia Perene - pág. 13. (Ed. Cultrix, 1991), encontro este pronunciamento profundo: “A melhor coisa que pode fazer, no campo da metafísica, quem não é sábio nem santo, é estudar as obras dos que o foram, e que, por haverem modificado o seu modo de ser meramente humano, foram capazes de uma qualidade e de uma soma de conhecimentos mais do que meramente humanos”.
          Huxley mergulha em tantos estudos e autores que é impossível citar tudo e todos. Faço referências a alguns autores ou obras que me influenciaram ao longo da vida, citados por ele: Jesus Cristo, Mestre Eckhart, Bhagavad Gita, Djalal AL-Din Rumi, São João da Cruz, A Nuvem do desconhecimento, Teresa d’Ávila, Lao-tse, Chuang-tsu, Lev Tolstói e o Zen.
          Aqui, apenas, quatro autores:

“Quanto mais Deus está em todas as coisas, tanto mais está fora delas. Quanto mais está fora, tanto mais está dentro”. Eckhart
“Por que tagarelas a respeito de Deus? O que quer que diga sobre Ele é falso”. Eckhart.
“Enquanto sou isto ou aquilo, ou tenho isto ou aquilo, não sou todas as coisas nem tenho todas as coisas. Torna-te puro até não seres nem isto ou aquilo; serás então onipresente e, não sendo isto nem aquilo, serás todas as coisas”. Eckhart

“Do Inominado nasceram o Céu e a Terra;
O nomeado é a mãe que educa as dez mil criaturas,
              cada qual segundo a sua espécie.
Em verdade, ‘Somente aquele que se livra para sempre
             do desejo pode ver as Essências Secretas’.
Aquele que nunca se libertou do desejo só pode ver
                                   as consequências”. Lao-tse.

“A alma vive mais de acordo com o que ela ama do que no corpo que ela anima. Pois não tem sua vida no corpo, antes a dá ao corpo e vive naquilo que ama”.  São João da Cruz

“o astrolábio dos mistérios de Deus é o amor” Djalal AL-Din Rumi
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dilma Rousseff _ Constituição


Constituição – Dilma Rousseff
Estamos pensando em que?  Conhecer o que reza a Constituição de 1988 é bom pra início de conversa. Mudanças foram feitas, porem, intocável - Dos Direitos e Garantias Fundamentais. Uma lida no Art. 85 e incisos fará bem para se sair da ignorância. Julgamento de Dilma Rousseff não é jogo olímpico da política. Exige competência jurídica.  Acusação inepta, sem aptidão e conhecimento não é julgamento. 
Lamentável sentença destituída da inteligência do saber jurídico, notório, no processo contra a Presidenta afastada, Dilma Rousseff. Mulher íntegra, de caráter, lisura ética e moral. E mais, Dilma ama e protege o Brasil, esta rica Nação. Não cometeu crime de responsabilidade. Cometer erros de postura pessoal, decisões, ser rígida, não ser carismática, não participar de intrigas veladas e armações capciosas de salão não a faz criminosa. Desconhecer seus méritos é lamentável. Parlamento desqualificado não possui estofo para julgar. Vergonha nacional. Não podem rasgar nem matar nossa Constituição lavrada inicialmente por Ulysses Guimarães – presidente das constituintes – 5/10/1988. Soberania Nacional.


Importa pouco a decisão do Senado Federal (que, aliás, fede corrupção em sua maioria // salva exceções). Dilma Rousseff já foi absolvida pela História e os golpistas condenados, usando palavras de Paulo Nogueira (diariodocentrodomundo).
Agora, última etapa _ Senadores juízes ????

sábado, 30 de julho de 2016

Imaginação onírica e um ponto de vista alquímico












Bico de pena e aquarela - Long-play , 1973 e 1984.

Fuga para a imaginação onírica - Long-play, 1973. Compensação nos anos de chumbo da repressão política e cultural. Tempo de horrores. Na ditadura, barbárie e retrocessos que não esquecemos, entretanto um mérito de resistência, presença do Estado, diante das propostas do exterior; os militares eram nacionalistas, Não Venderam a PETROBRÁS. O fantasma do Brasil era o comunismo, agora são: desenvolvimento social, melhorias que diminua a desigualdade e erradicar a miséria, dar espaço e mais oportunidade aos pobres, aos excluídos. Para a economia capitalista das megas corporações o Estado é dispensável, enquanto é a garantia, por lei, jurídica, para o trabalhador. A “zelite hamburguesa” não apreende que melhorias sociais e culturais são sinais de felicidade geral. Todos se beneficiam. A beleza do mundo existe para usufruto e alegria de todos.

O Sol, a Lua e toda a magnitude celeste existem indistintamente para todos. As riquezas naturais e os benefícios dos meios de produção devem ser bens proporcionais para toda a humanidade, por justiça solidária e moral. O que se deseja são oportunidades igualitárias para todos. Não existe classe social para a inteligência sensível, o que existe são pessoas, e, estamos todos no mesmo círculo mágico e rico em plenitude da Vida. Fomos criados para sermos humanos, nossa função essencial é sermos humanos, sobretudo. Vivemos na Terra, nossa casa comum, o processo alquímico de transformações profundas, na viga da Humanidade. Nossa alma aprisionada na matéria precisa encontrar o ponto convergente de aproximação de opostos, a Liberdade, o Opus. 
Sapieza ermetica s/r.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Historinha Zen

HISTORINHA ZEN
O POETA HAKURAKUTEN E O MESTRE DORIN 
         O mestre Dorin costumava meditar no alto de uma árvore. Certo dia, o poeta Hakurakuten veio visitá-lo e, vendo-o encarapitado num galho alto, assustou-se e exclamou:
         - Cuidado, Mestre!
         O mestre gritou lá de cima:
         - Quem está em perigo és tu!
Que perigo ameaçava o poeta, que estava tranquilo, com os pés firmemente apoiados no chão? Hakurakuten perguntou, então, ao Mestre:
         - Qual é a essência do Budismo?
         - Não fazer o mal e praticar o bem.
         - Mas até uma criança de três anos sabe isso!
         - Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticado mesmo por um velho de oitenta anos. 
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sábado, 23 de julho de 2016

A Mulher no Terceiro Milênio

Vaso - bico de pena e aquarela, 2012

A Mulher no Terceiro Milênio 

Para entendermos a totalidade da natureza da mulher é necessário um mergulho na história do feminino desde os tempos primordiais. Vamos encontrar no campo das religiões e dos mitos as chaves para a compreensão da essência da mulher – o conhecimento de sua arqueologia interior e suas manifestações no mundo externo.
A humanidade patriarcal e matriarcal foi surgindo e se organizando em vários momentos da história que se perdem no tempo. Tudo faz admitir que nas sociedades arcaicas o que reinava era o matriarcado – a mulher era a guardiã e sacerdotisa da vida intrinsecamente unida à natureza, a grande Mãe-Gaia.
No processo de evolução do princípio feminino, para o seu desenvolvimento e complementação é necessário o confronto com a natureza e os princípios do masculino a fim de assimilá-los e entendê-los. Os confrontos entre o Homem e a Mulher em todos os tempos sempre foram complexos e imensamente misteriosos. Nessa longa caminhada da evolução feminina em que se vivenciam as mais fortes emoções é natural que a mulher assuma o materno. E por materno se entende tudo que é fecundado, criativo e dadivoso – como as árvores, como a própria essência da natureza.
A árvore sempre representou o universo materno, o símbolo da vida. No Brasil temos a nossa majestosa mangueira que tranquila e sábia segue o ritmo das estações; aceita seu momento outonal ao perder seus frutos, recolhe-se no seu inverno enigmático e deixa-se florescer e ofertar suas saborosas mangas na primavera e verão, gloriosa em sua trajetória anual. Raízes profundas sustentam forças internas que se manifestou sobre ela, o tronco fincado no chão da realidade se expande e se abre em copa majestosa voltada para os céus num desejo ardente de percepção universal e absoluta plenitude. A árvore é uma representação arquetípica da imago feminina.
No desejo de chegar a seu núcleo criador, a mulher terá que confrontar sua sombra obscura e por vezes tenebrosa, manifestando a pujança da força feminina em toda a sua grandeza natural. As armas poderosas da mulher sempre foram o poder do coração amoroso, a compreensão afetuosa aliada à reflexão intelectual e aos assuntos relacionados com a vida interna e espiritual.
A dominante neste terceiro milênio será retomada do princípio feminino em sua essência. Vivemos, hoje, um grito de desespero predatório, o sabor das destruições generalizadas. A nossa desgastada civilização masculina institucionalizada primando pela racionalidade, provedora em ciência e tecnologia avançadas, vive paradoxalmente a sua falência humanístico-cultural, chegou ao seu ponto mais alto. Terá que dar espaço a um novo ciclo da história da humanidade. Terá que caminhar em outra direção. Uma nova civilização que se identificará não com as manifestações dos “poderes” puramente pragmáticos a serviço do consumo desenfreado e insaciável, mas sobre tudo, no que a natureza possui de solidária e humanamente afetuosa. O terceiro milênio em sua sede de calor humano e equilíbrio em todas as áreas do conhecimento voltar-se-á para o princípio feminino, receptivo, o qual se estenderá fértil no coração do mundo com Amor – Sabedoria, fonte primordial da vida, em harmonia com o princípio complementar masculino.
           
            Martha Pires Ferreira [Texto publicado na Folha de Trancoso, julho de 1990, por Jorge Mourão - Bahia - breve revisão em 2007].
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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Thomas Merton com sábios do Oriente

        
 Thomas Merton com Suzuki - NY.

        Thomas Merton vive (1915 – 1968). Sábio teólogo da mística. Mestre da vida contemplativa em sua essência. Escritor eloquente. Poeta e artista. Humanista rebelde, de vasta erudição, expressou suas ideias engajadas nas graves e profundas questões sociais do mundo contemporâneo. Homem do deserto fértil. No silêncio abraçou a humanidade com suas contradições. Libertário por excelência permanece um testemunho de Cristo.     
 com Dalai Lama
com Thish Nhat Hanh

         A Montanha dos Sete Patamares é sem dúvida a porta de entrada para se conhecer Thomas Merton. Este livro é sua autobiografia escrita em 1948 - The Seven Storey Mountain - obra publicada em inglês, já quando monge. Traduzido para muitas línguas - La Montaña de lós Siete Círculos / La Nuit Privée d’Étoiles. Merton nos deixou mais de 60 obras.
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    Trecho do Prefácio da edição japonesa

 - A Montanha dos Sete Patamares (1963) - Thomas Merton
           
        É minha intenção fazer de minha vida inteira um resistir e um protesto contra os crimes e as injustiças de guerra e a tirania política que ameaçam destruir a toda a raça humana e o mundo inteiro. Através de minha vida monástica e de meus votos digo NÃO a todos os campos de concentração, aos bombardeios aéreos, aos juízes políticos que são uma pantomima, aos assassinatos judiciais, às injustiças raciais, às tiranias econômicas, e a todo o aparato socioeconômico que não parece encaminhar-se senão à destruição global a pesar de seu formoso palavrório em favor da paz. Faço de meu silêncio monástico um protesto contra as mentiras dos políticos, dos propagandistas e dos agitadores, e quando falo é para negar que minha fé e minha igreja podem estar jamais seriamente aliadas junto a essas forças de injustiça e destruição. Porém é certo, apesar deles, que a fé na qual creio também a invocam muitas pessoas que creem na guerra, que creem na injustiça social, que justificam como legítimas muitas formas de tirania. Minha vida deve, pois, ser um protesto, antes de tudo, contra elas. Si digo NÃO a todas essas forças seculares, também digo SIM a tudo o que é bom no mundo e no homem. Digo SIM a tudo o que é formoso na natureza, e para que esta seja o sim de uma liberdade e não de submetimento, devo negar-me a possuir coisa alguma no mundo puramente como minha própria. Digo SIM a todos os homens e mulheres que são meus irmãos e irmãs no mundo, mas para que este SIM seja um assentimento de liberação e não de subjugação, devo viver de modo tal que nenhum deles me pertença nem eu pertença a algum deles. Porque quero ser mais que um mero amigo de todos eles me torno, para todos, um estranho.
 Thomas Merton com Rimpoche Chatral.