domingo, 17 de setembro de 2017

Flores do Bem - desenhar é um ato de liberdade




Depois de minha caminhada, hoje, ao Sol, ousei trabalhar na Flor exótica-noturna, 2017, com o risco de sair tudo errado. Precisava dar mais vida e luz à flor. Criei nova flor avermelhada no ramo.
Os brotinhos da flor, simbolicamente, representam a esperança na nova geração surgindo com as crianças e os jovens! A criação florindo no século XXI.
O ápice da planta é a folhagem, a flor ou o fruto. Retomei minha sina de desenhar flores por estímulo de preciosos amigos e amigas.
Desta vez, profundamente, reflexiva nessa travessia dura e perigosa em que todos nós terráqueos estamos vivendo. Não estamos na Barca de Noé, mas na Terra Mãe Natureza, chão real, impermanente.  Tudo passa impreterivelmente sobre nossos olhos e sentidos.
Desenhar é uma compensação diante dos absurdos do mundo externo, tão mal resolvidos na sociedade, no bem comum. É esperança e serenidade interna.
Todo ser humano é potencialmente artistas, em maior ou menor grau; basta tentar, arriscar-se ao exercício criador sem medo, sem ideias pré-concebidas. Deixar a imaginação agir, o inconsciente se expressar livremente.
Como um bom estilista, o tempo se encarrega da qualidade, da mestria e da expressão própria.
Ninguém começa sabendo, é o fazer contínuo que se revela. Basta começar. Bom papel é bom. Lápis 4b, 5b, canetinha nanquim, 0.4 para se deixar expressar em imagem; concreta ou abstrata. Não importa se houve frustração, o belo é ter arriscado. Sempre pensei assim.
Sou auto didata. O ato de desenhar requer persistência e concentração. Certa paixão.
Não uso o lápis, ouso o imagístico direto. Só a prática nos permite ousar o traço, ponto, linhas diretamente sobre a superfície.
Aquarela é mais difícil, mas pode-se tentar. Sou desenhista, não aquarelista. A aquarela é apenas a fala sutil da cor, sem pretensões. O que me importa é “tornar visível o invisível, usando o mínimo de meios” como dizia o inigualável Paul Klee.
--postagem martha pires ferreira.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Inácio Lula da Silva frente ao inquisidor

Cristo diante de Caifás - A. Dürer, 1512
    Para ninguém esquecer a resposta de Lula a seu inquisidor:
    "Meritíssimo, Vossa Excelência acha que eu, em troca do que fiz para todos os brasileiros, dos mais miseráveis aos mais ricos, sem nenhuma luta de classes, sem nenhuma revolução sangrenta, a ponto de entregar meu governo com aprovação de 80%, e com esse reconhecimento nacional e mundial todo, iria me comprometer recebendo como recompensa um tríplex que mal vale R$ 2 milhões e um sítio de terceira categoria? Se eu quisesse recompensa pelo simples cumprimento de minhas obrigações como presidente da República, e se eu sou o maior corrupto deste país, como a mídia poderosa anda espalhando por aí, eu seria o dono e usufrutuário, com tudo passado em cartório, com tudo faturado e pago, de um conjunto de bens à altura dessa fama toda. Eu seria o dono da cobertura de Sérgio Cabral, na praia do Leblon, do apartamento de Fernando Henrique na Avenue Foch, em Paris, da mansão do dono do Banco Safra, que valem, respectivamente, 20, 20 e 200 vezes o tal tríplex de Guarujá. Em vez do sítio em Atibaia, eu teria a suntuosa fazenda de Fernando Henrique em Minas Gerais, ou um aeroporto privado construído com o dinheiro público, como Aécio Neves. Eu teria ligações com o tráfico de drogas e armas, com o PCC. Eu teria a mansão de 1.100m2 dos donos da Globo em terreno de 29 hectares da Marinha em área de proteção ambiental, com praia privativa, em Paraty. Eu teria ainda haras, helicóptero, jatinho, iate, tudo de alto luxo, uma grande coleção de obras de arte de alta cotação no mercado. Eu seria o dono do maior museu particular de arte sacra do Brasil na cobertura do finado Antônio Carlos Magalhães. Eu teria ainda o império de José Sarney no Maranhão. Eu seria tão rico quanto Jorge Bornhausen, Sílvio Santos, Paulo Maluf. Eu teria uma fazenda com 500.000 cabeças de gado, como o banqueiro Daniel Dantas. Eu teria a casa da Dinda e uma frota de carros os mais luxuosos e sofisticados, como Fernando Collor. Eu teria um bom punhado de ações do Banco Itaú, do Bradesco, do Safra, do Santander e de várias empresas que não pagam impostos e sonegam à Previdência Social. Eu teria muitos milhões de reais aplicados em ouro, renda fixa e depósitos em paraísos fiscais. Eu seria o dono de um império midiático para receber polpudas verbas de propaganda do governo. O que é que eu tenho, Excelência? Onde é que eu moro, Dr. Moro? Será que não posso continuar tomando minha cachacinha, comendo minha mortadela, meu churrasco? Será que não vou poder mais sair pelas ruas e cair nos braços do povo, esse povo que tanto deseja que eu volte ao Planalto? Será que eu vou ser condenado e preso sem prova?" E virando-se para Deltônico Dallafinhol: "isso é justo, Sr. Procurador?"
Claro que o dândi não respondeu nada.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Steinberguiando com minhas linhas
















SAUL STEINBERG, uma paixão ! 15/06/1914 -- 1999. 
Gênio do traço _____-------====~~~~////\\\\ ~~~///..ponto.....\\\\\ ...||||~~~~~~))))--------((((~~~~~ da linha _____ 
Para quem não conhece arte contemporânea, passará a conhecer o que é de primeira linha caminhando nos traços ///__ puros de Steinberg. Mestre genial em desenho.



Minhas flores exóticas - linhas puras - bico de pena e toques de aquarela, 2017.
_____  Martha Pires Ferreira
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sábado, 9 de setembro de 2017

Flores do Bem - Homenagem a Hokusai - o velho enlouquecido pelo desenho

Monte Fuji (dtalhe) - Hokusai (1760 - 1849) Japão

          Desde os meus seis anos senti o impulso de desenhar as formas das coisas. Aos 50, expus uma coleção de desenhos; nada do que executara antes dos 70 me satisfaz. Só aos 73 pude intuir, aproximadamente, embora, a verdadeira forma e natureza das aves, peixes e plantas. Por conseguinte, aos 80 anos terei feito grandes progressos; aos 90 terei penetrado a essência de todas as coisas. Aos 100, terei seguramente subido a um estado mais alto, indescritível e, se chego a 110 anos, tudo, cada ponto e cada linha viverá. Convido aos que forem viver tanto como eu a verificar se cumpro essas promessas. Escrevo com a idade de 75 anos, por mim, antes Hokusai, agora chamado Huakivo-Royi, o velho enlouquecido pelo desenho.
 detalhe
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Hokusai um mestre
Desenho meu, realizado em setembro de 2017
Série de flores exóticas - bico de pena e aquarela -
Uma senhora de 78 anos enlouquecida pelo desenho !

 detalhe

domingo, 3 de setembro de 2017

Flores _ processo criativo

  


Flor exótica, bico de pena e aquarela, 16 x 28 cm, 2017 
          Flores! Por que flores? Desde criança prazer em desenhar flores. Há intervalos curtos ou longos na pretensão de fazer arte. Avanço em múltiplas direções. Estanco no vazio que tudo contem. Aguardo no deserto.
         Observando amigas e amigos se expressando em relação aos meus desenhos, em particular os de flores, me reanimei.
        Internamente deixei que as mãos engendrassem conteúdos do inconsciente em forma de flores, mais uma vez. Elas voltam a aparecer exóticas, um tanto bizarras, e até me espantam enquanto os traços se fazem reais. Receios em mim. Paro um pouco temerosa, recuo e retorno. Os pontos e linhas, em caneta de nanquim, bico de pena, me tomam e falam coisas em silêncio. As linhas falam por expressão própria, em linguagem secreta que só a inteligência da sensibilidade apreende intuitiva, em gráficas sutilezas. Excluem racionalidade, conceitos. É direta e crua, sem reservas. As linhas falam enquanto as escuto atenta, muda e submissa. Não consigo dar cor por algum tempo. Dar cor ao desenho estragaria a imagem primeva? Receios abissais. Medo sutil se faz, é quando me recuo servil. Ousaria pegar nos pinceis e nas aquarelas, água e micro tensões musculares arriscando no universo das cores? Não é colorir, não, é simplesmente dar cor, outra instância à revelação imagística.
    Processo que desaba sobre fibras nervosas centrais, fibras musculares imperceptíveis. Às vezes dor, lágrima, beleza, vislumbre, receios, ignorância. O traço é que fala bem mais alto, a cor é secundária, enquanto as mãos engendram.  As linhas puras marcam o fator da liberdade criativa. Elas me desafiam; pontuam incontestes minhas inúmeras limitações. Celebração, interioridade, experiência sem mistura. Límpida. Exercício árduo do polimento da pedra bruta que sou, apenas, saber sendo impermanente e sedenta de eternidade como a Flor da esperança! Ato criador é entrega lúcida de amor à vida. Além disso, nada sei. 
      martha pires ferreira - inverno, 3 de setembro de 2017. 
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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Flores do Bem com Henry Thoreau

“Simplicidade, simplicidade, simplicidade”.
Henry Thoreau
WALDEN – a vida nos bosques
e
A Desobediência Civil
- 1817 - Concord, USA - 1862 -
Duzentos anos - eternamente vivo !
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Mahatma Gandhi - o libertário pacifista - olhar de Thomas Merton.

        Sim, gosto de viajar no mundo de sábios seres humanos. Li, pela manhã, em Sementes de Destruição, obra de Thomas Merton, 1966/ Ed. Vozes, pg. 230 -
Um tributo a Gandhi.
        Palavras de GANDHI: “Jesus morreu em vão, se Ele não nos pode ensinar todo o sentido da vida através da eterna lei do amor”. Ainda na mesma página é MERTON quem nos diz: “O que se denomina atualmente ’civilização’ deve aprender a provar suas reivindicações pela capacidade de estabelecer um clima de paz e de honestidade em suas desavenças, a fim de se preocupar realmente com a JUSTIÇA ENTRE OS POVOS (grifo meu) que foram vergonhosamente explorados, e com as raças sistematicamente oprimidas, ou do contrário, a preeminência histórica dos poderes existentes lhes será usurpada por meios violentos, causando, quem sabe, um desastre de proporções cósmicas”. Merton se desesperava com a onda de violência, em proporções impensáveis, no mundo chamado “civilizado”.
        Em que avançamos? Caminhamos nas Trevas Obscuras da Noite, sem sentido, sem horizonte, início do século XXI. Determinação viável é caminharmos resistentes à degradação civilizatória com a Tocha da Plena Atenção, Acesa. Resistir à degradação.

        Gandhi possuía imensa admiração por Tolstoi, e, como Tolstoi, resistiu ao Mal. Sempre fiel aos seus princípios internos, a mais radical, sem olhar as consequências, nos deixou exemplo de que é possível conquistar direitos humanos e justiça social sem violência, mas com a postura firme de palavras, atitudes e gestos de dignidade. Caminhemos, caminhemos resistentes por um mundo possível; igualitário, justo e Humano.
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terça-feira, 29 de agosto de 2017

NISE, O Coração da Loucura - Filme na Casa das Palmeiras




















Exibição do filme
Nise - O Coração da Loucura,
seguido de conversa informal o diretor
 Roberto Berliner.

Entrada Franca.
Dia 2 Setembro - SÁBADO – 16h30
Casa das Palmeiras.
Rua Sorocaba, 800 - Botafogo
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Visitem - http://casadaspalmeiras.blogspot.com
Haverá venda de DVD  

sábado, 26 de agosto de 2017

Flores do Bem - Flores

Sempre a beleza das flores, presentes da Mãe Natureza
As últimas filhinhas que minhas mãos engendraram 
Flores exóticas - bico de pena e aquarela, 2017






Flor solar 
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manifestação
do 
divino
se faz 
presente
em nós.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Poeta do Amor - Jesus de Nazaré - inquietante transgressor

             Cristo Pantocrator - Santa Sophia, séc. XIII - mosaico. Istambul                                                      
          Tempo de tempestades, horrores e trevas com cheiro forte de podres poderes das megas corporações, públicas e privadas degradando valores essenciais do bem comum do Planeta Terra. Reflexiva eu me inclino ao Poeta do Amor, Jesus de Nazaré; 2.000 anos de entendimento e acolhida, assim como de distorção, desinteresse ou incompreensão sobre Sua pessoa compassiva, revolucionária, libertária.
          Afinal quem foi este Homem que desafiou os costumes e hábitos de seu tempo, e, as Leis dos poderosos? Nada piegas devocional ou homem morno, transgredia os modelos de conduta, sejam familiar ou social. Com postura simples andava com despossuídos e marginais desqualificados. Amor incondicional à humanidade, sem preconceitos, sem descriminações das camadas sociais; acolhia afetuosamente a todos com igualdade, alteridade. Desobediente aos “senhores das leis” caminhava com liberdade plena; ensinando por metáforas e aforismos, curando, conversando, fazendo suas refeições junto a muitas amigas e amigos, em torno do pão, vinho e peixes, estes assados, provavelmente. Pregava nas praças ou sinagogas, não a política dos Césares, mas sim os princípios éticos do coração afetuoso e sensível; não fazer ao outro o que não queremos que nos façam, ou, fazer ao outro aquilo que desejamos que nos façam; normas da tradição judaica. Anunciava o reino do Deus Desconhecido, desde aqui e agora, no nosso cotidiano. Contemplava a natureza em flor e nela a beleza do Sol nascente com seus raios luminosos para todos indistintamente; honrados ou desqualificados, ricos ou pobre, dignos ou covardes, doentes ou saudáveis, mulheres sozinhas ou casadas. Encantava-se com a autenticidade das crianças; exemplo de vida.
          Não usava perfumarias ou joias, não tinha endereço, nem carros de luxo, aviões de guerra ou pistola pendurada no corpo. Não tinha celular, tabletes, nem TV a cabo. Se Jesus, Yeshua em aramaico, lia ou escrevia não exibiu academias, títulos ou condecorações. Sabemos que escreveu no chão: “quem não errou que atire a primeira pedra”. Sabia perdoar porque conhecia as limitações humanas.
          Jesus de Nazaré, o bom pastor, continua a ser procurado e/ou questionado entre operários e agricultores, artistas, vagabundos ou curiosos; nos templos, nas estantes de livros, nas conversas entre pessoas simples, cultas ou intuitivas. Aos céticos ou sedentos de humanidade, e, aos que tem ânsias do divino, da transcendência, o Bom Pastor, jamais, passou despercebido. São incontáveis homens e mulheres que se debruçam para conhecer, entender, escrever ou beber na fonte sobre, o Cristo Cósmico, como dizia o cientista e místico Teilhard de Chardin, o judeu da Palestina - Jesus de Nazaré - o Poeta do Amor. Aquele que viveu a união perfeita do celeste com o terrestre, do divino com o humano.
          Aqui fica apreensão sensível do ser único e profeta da Vida Eterna. O Verbo que se fez humano, habitou entre nós, e se mantém Vida em sua magnitude; Mistério da Fé. Fé que não encontramos nos barbitúricos, estante de livros, drogas sofisticadas nem no uso das armas de fogo ou química. Fé que se abre na beleza do vazio do Amor que tudo contem.
- martha pires ferreira – inverno, agosto de 2017.       
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sábado, 19 de agosto de 2017

Flores do Bem pra compensar a Vida





















Enquanto a banalidade do Mal impera na cabeça e atitudes perversas dos pretensos “donos do mundo”, seguimos a vida sem nos alienarmos, jamais.
Reservo tempo para cuidar do meu arquivo de trabalhos com as Artes.  Quanta coisa! Revendo meus desenhos, observo inocência ou desejo de pureza gestual nos meus traço bico de pena e a aquarela. Artista é assim, nem sabe por que exatamente faz, nem bem tudo o que já fez. Cria por necessidade, prazer ou impulsão interior; as mãos engendram o que a imaginação impõe, revela, surpreende. Criar é ato de liberdade. Reorganizar não é minha sina, mas tento, e, encontro desenhos bem antigos; caixa com desenhos abstratos, geométricos, flores, máquinas, animais, rostos e por aí vai.

Aqui Flores do Bem em várias épocas.
2015


1980
 1972
2012
2016 

 1968 - aquarela
Sempre prazer em desenhar flores
Riquezas do meu jardim interior
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Flores do Bem ! desenhos



Minhas flores fugiram de casa.

Saíram pelo mundo.
Perdi a direção
Quem não tem gatas caça com flores !