terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aroeiras decepadas



Meu grito de revolta contra o uso da serra elétrica nos pescoços das Aroeiras!
Ontem, 24 de outubro de 2011, duas formosas Aroeiras, foram cruelmente decepadas em nome da segurança ambiental, à Rua Joaquim Murtinho enfrente aos nº 886 e 900, Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil.
A graciosa Aroeira - Myracrodruon urundeuva - considerada em extinção é uma espécie de flora protegida por Lei Federal. Realizar corte desta árvore sem autorização, de maneira ilegal, poderá ser considerado como crime ambiental.
Decapitaram duas Aroeiras, em suas bases/troncos, de forma inaceitável. Isto em função de obra de contensão, assegurado pelo presidente da Fundação Parque e Jardins.
Quando não se identifica com a Natureza, se é capaz de assinar cegamente um parecer.E agora, que faço eu, amante das árvores? Elas mesmas me avisaram que iam ser sacrificadas. Pedi aos trabalhadores, na obra, que não cortassem as Aroeiras, eles recebem ordens, e falei da importância destas árvores tão preciosas, miraculosas. Há dois dias, comentei com o porteiro minha dor anunciada; vão matar as Aroeiras”.

Meu grito de indignação contra a insensibilidade e a maneira assegurada por Leis Federais, a quem quer que seja, de se achar no direito de sacrificar, sem o menor respeito, uma Árvore Sagrada como a Aroeira.________

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Corcovado!


Pintura à oleo sobre taco/ 2010 - sem assinatura

Clicar na imagem para ampliar.


Cristo Redentor, 80 anos!

Temos pressa

Traga nosso bondinho

varanda aberta

a percorre ladeiras de

Santa Teresa!

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Bonde, varanda circulante


Varanda circulante

Florida de braços, pernas
olhares
líbera varanda
elegante, acolhedora.

Bonde querido
varanda despida
sinuosa, desenhando
saudades de amor.

Minha varanda arejada
cortando ladeiras
seguindo balanço do corpo
sem pressa, ligeirezas
em poesia, encantamento
tantos ao colo
quase circunferência.

Motorneiros, trocadores
calorosos cavaleiros
de antigamente
“pode subir, tem lugar”
Camisa branca engomada
sorriso aberto ao vento.

Não demore o coração padece
atormentado está.
Trilho vazio espera
sofre ausência.
Sol aquecendo sorrateiro
se aproxima quer bonde.

Doce atravessar arcos
contemplar a vida
bonde, bondinho centenário.
Música nas ladeiras
paisagem no tempo
grito, eco
varanda circulante!

Meu coração padece
não demore nosso amor,
o coração padece.

/ Martha Pires Ferreira, primavera de 2011.
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sábado, 1 de outubro de 2011

TAO TE KING / Lao Tsé

Uma via que pode ser traçada
não é a via eterna, o Tao.
Um nome que pode ser pronunciado
não é o Nome eterno.
Sem nome está na origem do Céu e da Terra.
Com nome, é a Mãe dos dez mil seres.
Assim, um não desejo eterno exprime sua essência,
e por meio de um Desejo eterno, manifesta o limite.
Ambos os estados coexistem inseparáveis
e diferem apenas no nome.
Pensados juntos, mistério!
Mistério dos mistérios,
é o Portal de todas as essências.

O taoísmo é o original caminho de libertação chinesa. O Tao é um desprender-se das convenções e ao mesmo tempo uma liberdade do poder criativo do funcionamento espontâneo da natureza do ser humano. Qualquer tentativa de descrever intelectualmente o que é o Tao irá distorcê-lo.
“O Tao é algo para além das experiências materiais. Não pode ser transmitido nem pelas palavras nem pelo silêncio.” Palavras de Chuang Tzu, o maior poeta seguidor de Lao Tsé.

Quase nada se sabe a respeito de Lao Tsé que nasceu cerca de 570 a. C. na aldeia de Hai, no reino de Chen (China). Escreveu um único livro: Tao Te King. Nem se sabe onde ou quando morreu. Ele se refugiou, deliberadamente, em terras desconhecidas, apagando vestígios de sua vida pessoal.
“Amou a obscuridade acima de tudo” diz Se Ma Tsen , seu biógrafo (99 a. C.) em suas Memórias Históricas.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Oração de Friedrich Nietzsche

Quem disse que Nietzsche não tinha percepção e sede de Deus? Quem disse?
Saiba um pouco mais, querido amigo/a, o que Nietzsche escreveu:
Oração ao Deus Desconhecido.
Desenrole este pergaminho virtual em estado de plena atenção, está publicado em 30 de março de 2007/Flores do Bem. Ali você encontrará a Oração de Nietzsche.

Tradução do filósofo, teólogo e escritor Leonardo Boff.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Flores do Bem

Oração de Thomas Merton
Na Liberdade da Solidão
/ Ed. Vozes, 1961 – pág 75.
[Tradução do original inglês das religiosas da Companhia das Virgem, Petrópolis, RJ]

Senhor, meu Deus, não sei para onde vou. Não vejo o caminho diante de mim. Não posso saber com certeza onde terminará. Nem sequer, em realidade, me conheço, e o fato de pensar que estou seguindo a Tua vontade não significa que, em verdade, o esteja fazendo. Mas creio que o desejo de Te agradar te agrada realmente. E espero ter esse desejo em tudo que faço. Espero que jamais farei algo de contrário a esse desejo. E sei que, se assim fizer, Tu me hás de conduzir pelo caminho certo, embora eu nada saiba a esse respeito. Portanto, sempre hei de confiar em Ti, ainda que me pareça estar perdido e nas sombras da morte. Não hei de temer, pois estás comigo e nunca me abandonarás, para que eu enfrente só os perigos que me cercam.
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My Lord God, I have no idea where I am going. I do not see the road ahead of me. I cannot know for certain where it will end. Nor do I really know myself, and the fact that I think that I am following your will does not mean that I am actually doing so. But I believe that the desire to please you in fact please you. And I hope I have that desire in all that I am doing. I hope that I will never do anything apart from that desire. And I know that if I do this will lead me by the right road though I may know nothing about it. Therefore will I trust you always though I may seem to be lost and in the shadow of death. I will not fear, for you aver with me, and you will never leave me to face my perils alone.

- Thoughts in Solitude – c/Abbey of Gethsemani

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

viva o lápis!

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domingo, 18 de setembro de 2011

Círculo do Lápis

desenho lápis grafite, 2007


desenho lápis aquerela, 2007


A vida cotidiana, nos meios de comunicação, não pode ser reduzida ao novo paradigma tecnológico centrada, particularmente, na rainha da atualidade; a internet. A vida, ela própria, almeja, anseia, muito mais que aparelhos de comunicação por mais sofisticados e avançados que eles sejam para transmitir mensagens, idéias e saberes. Os papeis, livros, jornais, revistas, folhetins, e mais, continuarão a ter seus espaços tradicionais intransferíveis. O papel fala, canta, emite odores e imagem.
Sou adepta ao Lápis! Ao Círculo do Lápis!
O ser humano comum, dois a três quartos da população mundial, não terá alcance material e muito menos intelectual, tão cedo, para manejar aparelhos de larga potência. Ainda vivemos no mundo paleolítico e feudal.
O neoliberalismo, senhor dos mecanismos de controle de informações, leva grandes vantagens é claro, numa expansão incalculável frente aos múltiplos meios de comunicação. Tudo é nivelado de norte a sul conforme os interesses dos que dominam “as mídias”.
Espíritos avessos ao estabelecido surgem por arestas inesperadas. Movimentos renovadores e rebeldes diante do progresso “maravilhoso” surpreendem com novos gestos e olhares; um deles são os adeptos ao Lápis. Por várias circunstâncias e meios, se afastam dos computadores, dando distância. Fazem-se comunicantes, agentes, através de outros recursos impensáveis. Um deles é o Lápis, para o qual sou adepta, incondicional.
Intuitivos, introvertidos, amantes dos segredos ou mistérios da existência anseiam outros caminhos, outras práxis para sua via humana além da internet, percorrem a beleza do caminho pessoal, longe de provedores e intrusos tecnológicos.
Os adeptos ao Círculo do Lápis fogem de tudo que esmaga, controla, invade e torna lugar comum. A sua singular alternativa é o grafite, o velho lápis sensual, delicado e criativo. Sua caixinha também tem cores, todas as cores.
Quem ama os Lápis sabe dos seus manejos secretos e insondáveis, quase magia. Conhece o sentido do intervalo entre as palavras, entre um e outro rabisco ou número. O Lápis fala, se comunica, transmite sentimento, afeto e raciocínio metafísico. O Lápis é quase um ser humano, porque é vivo. Os Lápis engendram idéias, imagens e impulsionam ao transcendente. Quem conhece o Lápis, sabe.
O Lápis nos convida ao universo da simplicidade, do despojamento intelectual: “se queres ser tudo, não queiras ser coisa alguma”, “se queres possuir tudo, não queiras possuir coisa alguma”, João da Cruz, século XVI, escrevia na ponta do lápis ou da caneta à tinta. O simples escrever o levava, alquimicamente, ao essencial.
Na contramão da cultura, quanto mais seres humanos pretendem possuir, sofisticados aparelhos com tecnologia de ponta, as mais aprimoradas, o amante do Círculo do Lápis o que mais deseja é ter o mínimo para se dar ao tempo para ser, sendo. Tempo e espaço.
O Círculo do Lápis não se faz nos modelos neoliberais, repleto de promessas consumistas e progressistas. O Círculo do Lápis se faz por outra via; a do despojamento, do vazio criativo, da sabedoria do ócio, da singularidade de não querer ter, possuir além do necessário, mas apenas viver sendo, hoje, aqui e agora, em verdade e beleza. Beleza além da filosofia, da ciência e mesmo da arte. A experiência do inefável, a riqueza íntima e pessoal que emerge das profundezas do ser. Os adeptos do Círculo do Lápis transmitem de traço a traço, de sensibilidade a sensibilidade. Divertem-se por amor e paixão ao ponto e a linha, ao rabisco, ao desenho, às palavras, à escrita e ao silêncio não pronunciado. O Lápis desenha enigmas da intimidade intuitiva, intelectual ou do coração.
Todo ser humano é potencialmente escritor de sua própria vivência. Todo ser humano é potencialmente desenhista, artista no coração do universo. Todo ser humano pode rabiscar; um rabisco pode ser a porta para a beleza criadora que emerge das profundezas do inconsciente e se faz revelação pessoal e única.
O Lápis é o mais simples e dos mais nobres instrumentos para engendrar imagens, expressões que se revelam em graça e beleza.


Martha Pires Ferreira, Janeiro de 2005

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nise da Silveira

GRUPO DE ESTUDOS C. G. JUNG
Convida poetas, músicos, artistas, médicos, psicólogos, sociólogos, filósofos, pensadores livres e mais todos que desejarem conhecer e mergulhar na obra de

Nise da Silveira

O Mundo das Imagens
(Editora Ática, 1992, São Paulo, SP)
Sempre às quartas-feiras de 15 em 15 dias

19 e 26 de outubro / 9 e 23 de novembro
CASA DAS PALMEIRAS


Obra fundada por Nise da Silveira
Início às 19h / término às 20h30.
Local: Rua Sorocaba, 800 – Botafogo
Inf.: Tel. 2266-6465 (das 13h às 17h) / 2242-9341
*O grupo está aberto/gratuito ao público em geral *
http://casadaspalmeiras.blogspot.com/

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O Grupo de Estudos é coordenado por:

Dr. Edgar Tavares e Martha Pires Ferreira

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domingo, 11 de setembro de 2011

Queremos BONDES!

Bonde Lagoinha, com reboque, 1963 - foto: martha pires ferreira.

Clicar para ler texto de Cristina da Costa Pereira

Belo e profundo Ato inter-religioso, hoje, pela manhã.

Celebração da Vida seguida de cortejo;

religiosos, artistas, moradores e amigos de Santa Teresa

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domingo, 4 de setembro de 2011

Palestra e Laboratório

ASTROLOGIA CORPO E SAÚDE
Palestra aberta ao público/gratuita.
Dia 10 de setembro de 2011 às 10h30 da manhã
O Zodíaco
Breve histórico da Astrologia desde a Antiguidade:
Os 12 signos // corpo humano e saúde – iconografia.
Martha Pires Ferreira
Casa das Palmeiras
Local: Rua Sorocaba, 800 - Botafogo
Tel. 2266-6465 (das 14h às 17h- 2ª a 6ª f) //// 2242-9341

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Dias 17 e 24 de setembro - Laboratório:
Astrologia, corpo e saúde
Indicações teóricas e práticas: Corpo/ anatomia. Predisposição patológica.
Atitudes para se viver uma vida saudável.
Dia 17 / setembro das 10h às 14h.
- Fogo - Áries, Leão e Sagitário.
- Ar - Gêmeos Libra e Aquário.
Dia 24 / setembro das 10h às 14h.
- Terra - Touro, Virgem e Capricórnio.
- Água - Câncer, Escorpião e Peixes.
Custo total: R$ 120,00 (um sábado R$ 80,00)
Público alvo: as pessoas em geral - não precisam saber Astrologia
Toda a renda para a Casa das Palmeiras –

Obra de Nise da Silveira
http://casadaspalmeiras.blogspot.com

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O bonde é patrimônio do povo

Bondinho 10 saudades !


Seu NELSON, motorneiro que conduzia nossos queridos BONDES com amor, alegria e carinho para com todos os passageiros.
NELSON É NOSSO HERÓI !

Nelson é nosso horói! nosso herói! nosso herói!
Santa Teresa de LUTO
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