Cecília Meireles e Heitor Villa-Lobos
sábado, 24 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Palavras de C.G. Jung
Só espero e desejo que ninguém se torne ‘junguiano’. Eu não represento nenhuma doutrina, mas escrevo fatos e apresento certos pontos de vista que julgo merecedores de discussões. (...) Não advogo nenhuma doutrina pronta e fechada e abomino ‘partidários cegos’. Deixo a cada um a liberdade de lidar a seu modo com os fatos, pois eu também tomo esta liberdade para mim.
[Em carta resposta ao Dr. J.H. van der Hoop, Amsterdã. Este havia escrito que lhe interessava a própria liberdade de idéias e: Não posso dizer se algum dia poderei tornar-me junguiano.]
C.G. Jung / CARTAS / 1946 -1955 - Vol. II Editora Vozes.
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Artur da Távola
- Martha Pires Ferreira
O Brasil não esquecerá a nobreza de alma de Paulo Alberto Monteiro de Barros, nosso querido Artur da Távola. Ele se despediu deste mundo que tanto amou e sofreu e amou, para sem dúvida dar o salto quântico, para algo que nos transcende a inteligência. Hoje, 8 de maio de 2008, aqui na cidade do Rio de Janeiro, por volta das 14h00, aos 72 anos na flor da idade mais avançada.
Seu nome é ainda; cultura, música, refinamento, sensibilidade intelectual, desenho das palavras, simplicidade, doçura, sorriso, espiritualidade, afeto, doação de si. Consciência filosófica e fidelidade a si mesmo serviu de exemplo; dignidade como cidadão político. Permanecerá eternamente vivo porque, essencialmente, humano.
Paulo Alberto foi Presidente da Casa das Palmeiras, obra de sua saudosa amiga Nise da Silveira, de dez. de 2005 a dez. de 2007. Ocasião em que muito colaborou para o renascimento da Casa quando esta sofreu um cruel incêndio. Como Ave Fênix, pai-mãe amoroso, e com sábia bondade e compaixão, com postura receptiva, sentava-se à mesa ao lado de pessoas emocionalmente feridas da doença de esquizofrenia. Não tinha medo do Inconsciente, muito pelo contrário, dialogava com as forças que emergem das profundezas do si mesmo. Muitas vezes presenciei os doentes abraçando-o com emoção e gestos de fraterna amizade. Conversava com os tidos loucos, marginalizados pela sociedade burra e insensível, com uma surpreendente delicadeza nas palavras e no olhar, ao se achegar aos mais pobres e desvalidos.
O mundo sempre se eleva com homens e mulheres que se depuram como pessoas e procuram acima de tudo serem humanos e generosos em seus pensamentos e atos.
Saudades querido Artur! Saudades querido Paulo Alberto! Saudades homem plural e uno!
Coro de Anjos acompanha a orquestra filarmônica celeste com atabaques ao receber Paulo Alberto!
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sábado, 3 de maio de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Atividade terapêutica e criação artística
Atividade terapêutica e criação artística são fatores distintos. Terapêutico tem sua raiz na palavra terapia - tratamento. Terapêutico é recurso/meio para aliviar ou mesmo curar uma pessoa de doença, desequilíbrio ou desgaste mental/psíquico, físico e/ou emocional. Terapêutico é um termo da medicina na sua prática.
Atividade terapêutica, ocupação terapêutica, visa proporcionar satisfação, melhora ou recuperação ao doente ou pessoa em estado alterado em sua natureza fazendo-o trabalhar, ocupar-se, com algo ativo que proporcione bem estar, ou mesmo o cure de sua doença, que o possibilite retornar ao seu estado normal de saúde emocional, física e/ou mental.
O terapeuta médico ou técnico terapeuta conhece bem as indicações terapêuticas - encaminhará a pessoa em questão para a análise, psicologia analítica e/ou atividade ocupacional criativa.
Pintar, dançar, escrever, caminhar, praticar uma atividade física, ouvir música, pode ser terapêutico. É sempre terapêutico fazer uma atividade que nos alivie de tensões, desgastes ou desequilíbrios de nossas funções naturais (seja a função do músico, pintor, filósofo, desenhista ou matemático) nos proporcionando um retornar à vida normal, saudável. Quanto mais criativa for a atividade melhores os resultados.
Muitas vezes o/a artista caminha pelas avenidas ou jardins, passa horas em silêncio, ouve música ou pratica um esporte como terapia/alívio de tensões para depois retornar às suas atividades criadoras, isto é, pintar, escrever, compor.
É sempre terapêutico sair da rotina e fazer algo que seja uma atividade expressiva.
Criação artística não pode ser identificada com atividade terapêutica porque demanda um tremendo esforço intelectual, muito desgaste emocional, concentração, imaginação e plena atenção das funções em uso. Não é exercer simplesmente uma atividade terapêutica, é criar. Dar vida a algo inédito, novo.
Há tanto desgaste no ato criador que por vezes o artista adoece no simples exercício de sua criatividade, quando é preciso procurar um antídoto, procurar uma atividade que o descanse, que o recupere nas suas energias criadoras em exaustão. Por vezes o criador (o/a artista) procura um terapeuta para entender a si mesmo, ficar bem para poder retornar às suas funções de trabalho.
Criar não é alívio, é suor, cansaço. É terapêutico tocar um instrumento, mas tocar não é por si mesmo um ato de criar. Criar exige realizar emocional e conscientemente uma obra. Criar não é terapia é ato criador, é inventar, é exercer a função imaginativa criadora em sua originalidade.
Atividade terapêutica é atividade com a finalidade de tratamento. O artista não faz algo por ser terapêutico, e sim porque dá origem a alguma coisa. Pode acontecer de precisar fazer uma análise, um tratamento que vise uma atividade terapêutica, neste caso jamais a mesma atividade que já exerce, mas outra atividade que seja antídota da habitual como compensação das energias.
O que caracteriza a arte é a originalidade criadora.
Para o compositor Carlos Jobim caminhar pelo jardim Botânico era terapêutico na medida em que descansava ao ouvir os pássaros, convivia com a natureza e depois voltava para o seu piano e refeito voltava a criar - dar existência a algo impensado. Para Jobim tocar piano e compor não era terapêutico, era criar, suar, sofrer no bom sentido, inventar, dar origem a cada nova composição.
Bach, Pixinguinha, Spinoza, Cesanne, Matisse, Picasso, Paul Klee, Henry Miller, Thomas Merton, Cildo Meireles, Antônio Dias, Manuel Bandeira, A. Einstein, Chico Buarque, Pitágoras, Heráclito, Freud, Carl G. Jung, Nise da Silveira, Machado de Assis, eram/são criadores. Era terapêutico para Jung trabalhar com as mãos, para Spinoza polir lentes e para Nise da Silveira cuidar dos gatos e ficar em silêncio absoluto antes de retornar as suas atividades criadoras.
Já no início dos anos setenta eu afirmava; ‘todo e qualquer ser humano é potencialmente um criador. É da natureza humana querer inventar, criar, dar vida a algo original. A criação artística não é o privilégio de um pequeno grupo de artistas, nem o dom de uns poucos – verifica-se que todo ser humano é potencialmente um artista-criador em maior ou menor grau.’
Atividade terapêutica, ocupação terapêutica, visa proporcionar satisfação, melhora ou recuperação ao doente ou pessoa em estado alterado em sua natureza fazendo-o trabalhar, ocupar-se, com algo ativo que proporcione bem estar, ou mesmo o cure de sua doença, que o possibilite retornar ao seu estado normal de saúde emocional, física e/ou mental.
O terapeuta médico ou técnico terapeuta conhece bem as indicações terapêuticas - encaminhará a pessoa em questão para a análise, psicologia analítica e/ou atividade ocupacional criativa.
Pintar, dançar, escrever, caminhar, praticar uma atividade física, ouvir música, pode ser terapêutico. É sempre terapêutico fazer uma atividade que nos alivie de tensões, desgastes ou desequilíbrios de nossas funções naturais (seja a função do músico, pintor, filósofo, desenhista ou matemático) nos proporcionando um retornar à vida normal, saudável. Quanto mais criativa for a atividade melhores os resultados.
Muitas vezes o/a artista caminha pelas avenidas ou jardins, passa horas em silêncio, ouve música ou pratica um esporte como terapia/alívio de tensões para depois retornar às suas atividades criadoras, isto é, pintar, escrever, compor.
É sempre terapêutico sair da rotina e fazer algo que seja uma atividade expressiva.
Criação artística não pode ser identificada com atividade terapêutica porque demanda um tremendo esforço intelectual, muito desgaste emocional, concentração, imaginação e plena atenção das funções em uso. Não é exercer simplesmente uma atividade terapêutica, é criar. Dar vida a algo inédito, novo.
Há tanto desgaste no ato criador que por vezes o artista adoece no simples exercício de sua criatividade, quando é preciso procurar um antídoto, procurar uma atividade que o descanse, que o recupere nas suas energias criadoras em exaustão. Por vezes o criador (o/a artista) procura um terapeuta para entender a si mesmo, ficar bem para poder retornar às suas funções de trabalho.
Criar não é alívio, é suor, cansaço. É terapêutico tocar um instrumento, mas tocar não é por si mesmo um ato de criar. Criar exige realizar emocional e conscientemente uma obra. Criar não é terapia é ato criador, é inventar, é exercer a função imaginativa criadora em sua originalidade.
Atividade terapêutica é atividade com a finalidade de tratamento. O artista não faz algo por ser terapêutico, e sim porque dá origem a alguma coisa. Pode acontecer de precisar fazer uma análise, um tratamento que vise uma atividade terapêutica, neste caso jamais a mesma atividade que já exerce, mas outra atividade que seja antídota da habitual como compensação das energias.
O que caracteriza a arte é a originalidade criadora.
Para o compositor Carlos Jobim caminhar pelo jardim Botânico era terapêutico na medida em que descansava ao ouvir os pássaros, convivia com a natureza e depois voltava para o seu piano e refeito voltava a criar - dar existência a algo impensado. Para Jobim tocar piano e compor não era terapêutico, era criar, suar, sofrer no bom sentido, inventar, dar origem a cada nova composição.
Bach, Pixinguinha, Spinoza, Cesanne, Matisse, Picasso, Paul Klee, Henry Miller, Thomas Merton, Cildo Meireles, Antônio Dias, Manuel Bandeira, A. Einstein, Chico Buarque, Pitágoras, Heráclito, Freud, Carl G. Jung, Nise da Silveira, Machado de Assis, eram/são criadores. Era terapêutico para Jung trabalhar com as mãos, para Spinoza polir lentes e para Nise da Silveira cuidar dos gatos e ficar em silêncio absoluto antes de retornar as suas atividades criadoras.
Já no início dos anos setenta eu afirmava; ‘todo e qualquer ser humano é potencialmente um criador. É da natureza humana querer inventar, criar, dar vida a algo original. A criação artística não é o privilégio de um pequeno grupo de artistas, nem o dom de uns poucos – verifica-se que todo ser humano é potencialmente um artista-criador em maior ou menor grau.’
( Martha Pires Ferreira / 2007 )
sábado, 5 de abril de 2008
Reflexões
Bertrand Russell Matemático e Filósofo inglês (1872)
Prêmio Nobel - 1950
“Para que uma civilização científica seja uma boa civilização, é preciso que o aumento do conhecimento humano seja acompanhado por um aumento de sabedoria, termo este que está sendo empregado no sentido de uma concepção justa dos fins da vida. Isto é algo que a ciência não proporciona por si mesma. Consequentemente, em si mesmo, o aumento dos conhecimentos científicos não é suficientes para garantir qualquer progresso genuíno, ainda que seja uma das condições necessárias para esse progresso.
Os novos poderes que a ciência deu ao homem só podem ser manejados de maneira segura por aqueles indivíduos que, através do estudo da História ou da sua própria experiência de vida, conseguiram adquirir certo respeito para com os sentimentos humanos e alguma ternura para com as emoções que dão colorido à existência cotidiana de todos nós.
É preciso não permitirmos que a técnica científica constitua a cultura única dos detentores do poder.
O objetivo do governo não reside meramente em obter prazer para os governantes, mas em tornar tolerável a vida dos governados.
Um mundo desprovido de afeições e de deleites é um mundo desprovido de valores. O manipulador científico não pode esquecer-se desses fatos e quando ele os tem presentes, a sua situação pode ser inteiramente benéfica.”
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Flores do Bem
Recebi de Porto Alegre esta linda mensagem da astróloga Amanda Costa.
Feliz Aniversário, Planeta!
E Feliz Ano Novo pra nós, irmãos terráqueos!
Depois dos ritos carnavalescos de fim de ciclo, astrologicamente relacionados ao signo de Peixes, quando o Sol ingressa na região do céu correspondente ao signo de Áries e dá-se o Equinócio de Outono (hemisfério sul), temos o início do Ano Novo Solar, que realmente tem a ver com os ciclos do planeta Terra e com as forças da natureza. Ocorre no dia 20 de março às 2h48min, horário de Brasília. Celebremos, confraternizemos! É legal aproveitar essa nova energia que está chegando com tudo e mandar boas vibrações pra nossa nave-mãe-Terra, pra toda gente, todo bicho e toda planta, fazer uma faxina mental e liberar um pouco do lixo emocional, limpar a casa e o corpo-templo, meditar, abraçar os amigos e amores...
Tudo de bom, tudo de lindo!
Abraço,
Amanda
www.amandacosta.com.br
Feliz Aniversário, Planeta!
E Feliz Ano Novo pra nós, irmãos terráqueos!
Depois dos ritos carnavalescos de fim de ciclo, astrologicamente relacionados ao signo de Peixes, quando o Sol ingressa na região do céu correspondente ao signo de Áries e dá-se o Equinócio de Outono (hemisfério sul), temos o início do Ano Novo Solar, que realmente tem a ver com os ciclos do planeta Terra e com as forças da natureza. Ocorre no dia 20 de março às 2h48min, horário de Brasília. Celebremos, confraternizemos! É legal aproveitar essa nova energia que está chegando com tudo e mandar boas vibrações pra nossa nave-mãe-Terra, pra toda gente, todo bicho e toda planta, fazer uma faxina mental e liberar um pouco do lixo emocional, limpar a casa e o corpo-templo, meditar, abraçar os amigos e amores...
Tudo de bom, tudo de lindo!
Abraço,
Amanda
www.amandacosta.com.br
segunda-feira, 10 de março de 2008
GRUPO DE ESTUDOS - C.G. JUNG
C. G. JUNG E NISE DA SILVEIRA
# Aos sábados de 2008 #
15 e 29 de março / 12 e 26 de abril
10 e 24 de maio / 14 e 28 de junho
Horário: Início às 16:30h / término às 18:30h.
Local: CASA DAS PALMEIRAS
Rua Sorocaba, 800 - Botafogo
Inf.: Tel 2266-6465 / 2242-9341
O GRUPO DE ESTUDOS ESTÁ ABERTO AO PÚBLICO.
[como sempre foi em casa de Dra. Nise da Silveira]
Bem vindos os artistas, os filósofos, os psicólogos, os pensadores livres, os cientistas, os antropólogos, os sociólogos e/ou qualquer pessoa que desejar ler, estudar e/ou conhecer, mais profundamente,
OBRA A SER ESTUDADA -
O HOMEM E SEUS SÍMBOLOS * Carl G. Jung
[Editora Nova Fronteira, 1977.]
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Desenho - Bico de Pena
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Paz na Era pós-cristã
Importante ler o mais recente livro de Thomas Mertom, obra proibida em 1961 - Paz na Era pós-cristã. Só há uns três anos é que este livro foi publicado nos EUA. Agora aqui na Brasil, Ed. Santuário/Aparecida, 2007. O livro aborda as questões da guerra fria EUA e Russia, os riscos da guerra nuclear (mesmo assim bem atual - o fantasma não é mais o comunismo e acabar com ele, agora temos o terrorismo - as guerras estão aí). O livro questiona as justificativas de destruições / de invasões e massacre de inocentes - guerra de toda ordem. Um berro desesperado de alerta. Esta obra foi proibida de ser editado em 1961 /1962. O superior Geral dos monges cisterciences/beneditinos o obrigou a calar-se, alegando que ele tinha é que ficar quieto rezando, e não se pronunciar sobre os riscos de guerra nuclear e/ou outras guerras mais. O silêncio lhe foi imposto. Foi um abalo terrível. Se ele perdeu a liberdade externa, não perdeu a interna, passou a escrever desesperadamente de outra maneira. A contra gosto, ele obedeceu abrindo outra porta ao escrever Sementes de Destruição, 1964, onde embute muito dos conteúdos/idéias do livro proibido. Sementes de Destruição foi editado e recolhido/ “proibido" aqui no Brasil / Ed. Vozes, 1966 - poucos tiveram oportunidade de comprá-lo.
Thomas Merton procurou outros caminhos para manter-se fiel à Verdade, escreveu Gandhi e a não-violência, A Via de Chuang Tzu, Zen e as aves de rapina, Místicos e Mestres Zen. Voltou-se para o extremo Oriente e Oriente Médio em busca dos exemplos de Paz - posturas pacíficas e éticas perante seu próximo e sua consciência. Vivia desesperado diante do temor da destruição programática dos poderosos do mundo... Um profeta contemporâneo. Com amigos não se calou... Continuou a escrever artigos e cartas; intensa correspondência para todas as partes do mundo. Pensou seriamente em abandonar a vida de monge (diários), mas permaneceu no Mosteiro porque achou que seria estratégico. E agora percebemos que nada de fatalidade em sua morte por choque elétrico, por fiação mal feita, algo mais estranho ocorreu. Sabia demais e sua lucidez incomodava os poderosos da linha "dura"...(1915 - 1968). Merton era uma Bomba Atômica de humanidade. Angustiado com as crueldades e corrida armamentista ele propunha diálogo/comunicação com os comunistas e não guerra. Na época do Concílio II enviou os manuscritos do livro proibido para Roma. O Papa João XXIII enviou um emissário, um arquiteto de Veneza para ir pessoalmente, ao Mosteiro estar com Meton e levar um presente. O desespero de Merton contra uma sociedade sedenta de violência não foi em vão. A morte de Thomas Merton não foi em vão. Com poucos que restam, tão poucos realmente cristãos, ele é ainda uma voz viva de esperança por um cristianismo fiel às palavras e atitudes de Jesus de Nazaré - "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei".
postagem martha pires ferreira - verão de 2008
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Brasil / Samba / Carnaval 2008
Festa da vida, da juventude em peso nas ruas dançando, cantando e sorrindo, e que nos encanta pelos sinais de continuidade. Alegria das crianças e dos mais velhos. Resgate cultural das marchinhas tradicionais passadas de voz em voz ao som dos tamborins, pandeiros; percussão atravessando as ruas e avenidas. O colorido dos blocos, as escolas de samba nas passarelas, as rodas de samba, os acenos das janelas. As criatividades nas fantasias originais em pura improvisação convidam aos sorrisos largos e abraços afetuosos. Brinde de cervejas e papos furados em solidários gestos de fraternidade. Alegria nos encontros, abraços e beijos com o sabor da música popular brasileira. Festa sem exclusões congregando pobres e ricos, gordos e magros, feios e belos em doce humanidade deste Brasil mestiço, sempre de braços abertos para outros povos, outras nações, que se misturam em espanto, em pura magia. Estandartes, flores, máscaras, adereços, vestes coloridas em criativas invenções, em mis detalhes.
Eternas lembranças! .. Blocos imensos sem nome que arrastavam multidões pelas Avenidas. Bafo da Onça, blocos dos Dois Irmãos/Morro dos Prazeres e Escorrega no Trilho. As Grandes Sociedades. Carnaval é vida; Cordão da Bola Preta... Escolas de Samba... Mangueira, Império Serrano, Salgueiro, Portela, Imperatriz, Grande Rio, Mocidade, Viradouro, Unidos da Tijuca, Porto da Pedra, Vila Isabel, Estácio de Sá, Beija-Flor. A insubstituível Banda de Ipanema.
Eternas lembranças! .. Blocos imensos sem nome que arrastavam multidões pelas Avenidas. Bafo da Onça, blocos dos Dois Irmãos/Morro dos Prazeres e Escorrega no Trilho. As Grandes Sociedades. Carnaval é vida; Cordão da Bola Preta... Escolas de Samba... Mangueira, Império Serrano, Salgueiro, Portela, Imperatriz, Grande Rio, Mocidade, Viradouro, Unidos da Tijuca, Porto da Pedra, Vila Isabel, Estácio de Sá, Beija-Flor. A insubstituível Banda de Ipanema.
Houve um hiato, mas agora é renascimento, as ruas ganham imensurável calor humano - Ave Fênix! Blocos surgindo, tantos, tantos, de todos os recantos desta cidade do Rio de Janeiro; Blocos das Carmelitas, Céu na Terra, Badalo de Santa Teresa, Sovaco do Cristo, Concentra Mas Não Sai, Maracatu, Cordão do Boitatá, Songoro Cosongo... tantos, tantos... ainda aos meus ouvidos a despedida de mais um maravilhoso carnaval carioca /e ressonâncias vêm de todo o país, deste meu querido Brasil, de norte a sul, 2008.
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