Fica
o banal
Alcançar
o incognoscível, desejo.
Esquecer, nada escoa, nada fica
num frio visível, na pele por dentro.
Procuro
reter, as mãos não chegam,
ouvir o som... sonata, melodia e
o jazz... Ah! Adormeci por dentro!
Ficar
vazia _ a vida não me deixa
questionar. Tudo pousou leve através
da janela, vidro fumê, escuro fumê.
Resta o banal, o mais, mais natural!
Que
vejo? Nem sei... Sinto, sim um
sentir evasivo... um feitiço anormal,
linha fria e visível na pele, por dentro.
Quero o trivial simples da esquina
_ saborear o banal sem salamaleque;
guloseimas dos que engendram
atrações para a vitrine da padaria.
Esquecer, nada escoa, nada fica
num frio visível, na pele por dentro.
ouvir o som... sonata, melodia e
o jazz... Ah! Adormeci por dentro!
questionar. Tudo pousou leve através
da janela, vidro fumê, escuro fumê.
Resta o banal, o mais, mais natural!
sentir evasivo... um feitiço anormal,
linha fria e visível na pele, por dentro.
Quero o trivial simples da esquina
_ saborear o banal sem salamaleque;
guloseimas dos que engendram
atrações para a vitrine da padaria.
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Quatro poesias ___ Não devo manter
meus escritos na caixa sem chave e distante de olhos que possam ler.
Pensei em Clarice Lispector (li no @inst./filosofiaescassa)
_ “Perdi muito tempo até aprender que não se guarda as palavras, ou você as
fala, as escreve, ou elas te sufocam”. Não penso bem assim, mas gostei.
Caso não mostre meus escritos, eles morrerão esquecidos nos cadernos, arquivo, caixinha; não me sufocarão. É um desafio atemporal, sem data.
Percepções vividas!
Em
mim
Contínuo deleite é convite à lectio divina
_
texto aquece o dentro... onda, leitura
espiritual, laica, complexa ou poética.
Viagem intuitiva estimula neurônio,
imagem leve brota à tona... pousa no ar
sendo letras, o surgir silencioso da escrita.
Nem toda poesia é poesia / corta o não visto
em mim, nem há o colher brando, no
seio das linhas, traços... realidade crua.
Esquecido o corpo frágil tudo envolve
_ néctar do verbo é vinho seco e saboroso
ler... estar em mim, silêncio eloquente.
Contínuo deleite é convite à lectio divina
espiritual, laica, complexa ou poética.
Viagem intuitiva estimula neurônio,
imagem leve brota à tona... pousa no ar
sendo letras, o surgir silencioso da escrita.
Nem toda poesia é poesia / corta o não visto
em mim, nem há o colher brando, no
seio das linhas, traços... realidade crua.
Esquecido o corpo frágil tudo envolve
_ néctar do verbo é vinho seco e saboroso
ler... estar em mim, silêncio eloquente.
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Prazer velado
Sou seu prazer
sei que sou _
sendo sua, o tenho
no vazio da alma
em leveza fugidia.
Silêncio sem cobrança
deleites da alma
_ chama.
sei que sou _
sendo sua, o tenho
no vazio da alma
em leveza fugidia.
Silêncio sem cobrança
deleites da alma
_ chama.
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Trama
Há trama no poder
desejar o desejo fugitivo
que não se escoa.
Glândulas vivas ativam
tocam levezas
sem aquietar o que renova,
refloresce, suspira.
Célula viva canta
geometria sagrada no
espaço extenso, sem distância
tece ilusões, fantasia
licenciosa no silêncio da pele.
Segredos nossos cantam
em noites vazias, aquece
a alma sem espera alguma,
apenas trama a presença.
desejar o desejo fugitivo
que não se escoa.
Glândulas vivas ativam
tocam levezas
sem aquietar o que renova,
refloresce, suspira.
Célula viva canta
geometria sagrada no
espaço extenso, sem distância
tece ilusões, fantasia
licenciosa no silêncio da pele.
Segredos nossos cantam
em noites vazias, aquece
a alma sem espera alguma,
apenas trama a presença.
Martha Pires Ferreira
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