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sábado, 16 de novembro de 2013

Ação Penal 470 - Mensalão

          Não me dou o direito de ser omissa ou ignorar de todo o que se passa na vida política, social e religiosa, seja Brasil ou no mundo, como um todo. Ser consciente e acompanhar os fatos, neste momento de profunda transição, é cumprir dever de cidadã, é viver de mãos dadas com a Humanidade.       
          Neste instante o que me chama atenção é o Teatro da Corte, a cortina que tende fechar o grande espetáculo da Ação Penal 470: a condenação dos réus... A grade sonora.
          O chamado Mensalão não foi julgamento; foi puro Linchamento.   
          Personagens de nossa Suprema Corte primorosa em recursos, mostraram que seu objetivo máximo era mesmo punir os principais nomes do Partido dos Trabalhadores, com provas inexistentes. O tempo todo foi pontual na inversão ou subversão na ordem das provas.  E a mídia reacionária, ansiosa, ignorando a autenticidade dos fatos, aplaudia por condenações. O espetáculo foi patético; Ministros em debates acalorados caçavam nos autos textos que incriminassem ou não; a culpa e a inocência como peças de xadrez percorriam o tabuleiro. Perdiam-se a cada movimento em busca de formação de quadrilha. Hilário, por vezes.
          Li matérias de homens e mulheres com pareceres lúcidos. Chamou-me atenção o que li do cientista político e filósofo Wanderley Guilherme dos Santos no site www.cartamaior.com, ontem, 15 de novembro. Ele nos diz que Péricles, ateniense, tinha por opinião que nem todos tem sabedoria para governar, e, que é universal o direito de julgar um governo. Guardei comigo a frase pontual dele: “Não há nada a copiar neste julgamento de exceção – a Ação Penal 470”.
         Amanhã é outro dia. A vida segue seu rumo. As conquistas Democráticas, graças, em muito, ao Partido dos Trabalhadores, se impõem, se fazem vigorosas e soberanas. Direitos das classes populares alcançados na contramão daqueles que só visam mesmo é explorar o povo e a Nação. Liberdades foram conquistadas e seguirão horizontes amplos. O governo pertence ao povo – o povo é o governo e o governo é o povo em suas conquistas essenciais: pela reforma agrária, eleitoral ampla, tributária, universitária, pela emancipação econômica e justiça social, progresso do Brasil com bom senso em respeito às leis da Natureza Mãe.
          O salto quântico das conquistas há de democratizar o capitalismo perverso e selvagem dando lugar a níveis mais elevados de consciência e humanidade política, econômica, religiosa e social. Há sabedoria no tempo. Avancemos, a Vida exige.

 Grade de Tapera. Um ponto de vista - bico de pena, 
  martha pires ferreira, manhã, 16 de novembro de 2013, rio de janeiro.

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