quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Petróleo - soberania nacional

Matéria que não poderia deixar de transcrever, em parte, aqui no meu Blog , martha
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A redistribuição social da renda petroleira
                                   por Saul Leblon – editorial (23/10/2013)

Se o modelo de partilha na exploração do pré-sal tiver êxito abre-se um precedente em enorme impacto simbólico na vida política nacional
(...)
A verdade é que o modelo adotado pelo Brasil, sem ser o ideal, busca acomodar três imperativos que formam quase um trilema: urgência, soberania e escassez de capital.
Uma sociedade em desenvolvimento, mergulhada em assimetrias sociais e econômicas do calibre das enfrentadas pelo Brasil  precisa, no prazo mais curto possível, ativar a gigantesca poupança que a natureza lhe reservou no fundo do oceano, cujo valor se conta em múltiplos de bilhões de barris e trilhões de reais.
Por razões implícitas, a massa de recursos capaz de mover a chave do cofre é indisponível.
O modelo de partilha emerge assim como aquele que afronta o apetite exclusivista da matilha, ainda que sem excluí-la de sentar-se à mesa.
O capital estrangeiro é convidado, desde que se atenha ao prato e a sua porção.
O comando do negócio tampouco lhe cabe, nem  terá o direito de ficar com a parte do leão.
O governo assegura que com esse arranjo  cerca de 80%  da renda de Libra ficará com o Estado brasileiro.
Contabilizada da seguinte forma: R$ 15 bilhões de bônus de assinatura;  R$ 270 bilhões de royalties; R$ 736 bilhões de excedente em óleo (a partilha, propriamente dita); 34% de imposto sobre o lucro das empresas, ademais de 40% da fatia das empresas, corresponde à parcela da Petrobrás.
Em cadeia nacional na noite de 2ª feira, a Presidenta Dilma Rousseff detalhou o cardápio que o discurso conservador se recusa a por na mesa, talvez porque o prato que tem a oferecer seja  raso e ralo.
 

Continua... Ler íntegra - www.cartamaior.com  (23/10/2013).
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