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sábado, 4 de fevereiro de 2012

As Tres Peneiras

Meu amigo, José Gurgel, astrólogo, me enviou este texto das As Tres Peneiras depois de muita risada nossa sobre a necessidade de peneirarmos; pessoas, coisas e mesmo idéias. Não veio com a fonte, mas achei beleza. Sempre tive uma peneira na porta de minha casa.

Essencial é fazer a peneirada jogando fora o que nada acrescenta, e é inútil.


As Três Peneiras
Conta-se que, um dia, uma pessoa foi procurar Sócrates, célebre filósofo grego, desejando contar-lhe uma “coisa” sobre a vida de outro amigo comum:
- Quero contar algo sobre o nosso amigo Andréas que vai te deixar boquiaberto.
- Espera, interrompeu o filósofo. Passaste isso que vais me contar pelas três peneiras?
- Três peneiras? Indagou o interlocutor. Que três peneiras?
- Primeira peneira: a “coisa” que vais me contar é verdadeira?
- Eu assim creio, pois me foi contado por alguém de confiança – respondeu o amigo.
- Bem, alguém te disse... Vejamos a segunda peneira: a “coisa” que tu pretendes me contar é boa?
O outro hesitou, titubeou e respondeu:
- Não exatamente.
Sócrates continuou a inquisição:
- Isso começa a esclarecer; verifiquemos a terceira peneira, que é a prova final: o que tu tinhas a intenção de me contar é de utilidade tanto para mim, como para o nosso amigo Andréas, e para ti mesmo?
- Não, não é não.
- Então meu caro - disse Sócrates – a “coisa” que tu pretendias me contar não é certamente verdadeira, nem boa, nem útil.
Assim sendo, não tenho a intenção de conhecê-la e aconselho-te que não procure transmiti-la.
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Teste das três peneiras: É verdadeiro? É bom? É útil? Não sendo, lixo.


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