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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Novembro

Vigorosa chuva
Contemplo a beleza das águas no verde da mata
Trovoadas em estrondos impõem respeito e temor
Vento rebelde espalha gotas em meu rosto silente
Da janela tenho a Vida, o infinito
Flamboyant aguarda novas folhagens
Mangueira florida suporta a potência das águas
Estendo meus braços na chuva
Seco as mãos na toalha que é o corpo
O céu está brigando com a acomodação terrestre
A natureza se rebela e se expande
A chuva se aquieta
O ar purifica o espaço sem tempo
Contemplo a formosura das gotas no verde da mata, pela minha janela.

Martha Pires Ferreira, 4/nov./2007

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